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Brasil de Bolsonaro tem 'epidemia dramática' de dengue, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

Cartaz onde se lê que Bolsonaro, zika, dengue e chikungunya matam

Nada no governo Bolsonaro funciona, a não ser sua fábrica de memes e fake news na internet, especialmente nas redes sociais.

O governo é uma catástrofe total e a população já percebeu ou está percebendo isso, como mostra recente pesquisa Ibope, que comentei aqui.

A área de saúde está sendo uma das mais afetadas. Desgraça que começou antes de Bolsonaro assumir a presidência, quando deu  suas declarações ofensivas aos médicos cubanos, o que fez com que o Cuba chamasse seus médicos de volta. Até hoje, mais de mil municípios, dos mais pobres, estão sem médicos.

O caos reina na saúde pública. No Brasil sob Bolsonaro houve um aumento de 560% nos casos de dengue no país, em relação ao ano passado. E um aumento de 166% no número de mortos. Ou seja: está pior ainda do que com Temer.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana acenderam o alerta para os riscos oferecidos neste ano pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão do vírus da zika e chikungunya.
De janeiro a 9 de junho deste ano, já foram registrados mais de 1,127 milhão de casos prováveis de dengue no País. Foi um aumento 560,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 170.628 casos.
Além do aumento de casos confirmados, que chega a 596,38 mil entre os brasileiros, preocupa a quantidade de mortes em decorrência da doença que mais que dobraram. Houve um aumento de 163% em relação a 2018, passando de 139 para 366 mortes.
De acordo com o infectologista Kléber Luz, diretor da SBI, essa epidemia se deve, sobretudo, à falta de controle e combate ao mosquito.
“A gente acompanha o aumento de casos da dengue em toda a América Latina, mas os números do Brasil estão acima do esperado. Vivemos uma epidemia dramática no País, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste”, explicou o especialista em entrevista ao HuffPost . [Fonte: HuffPost]


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São a favor da tortura 42% dos brasileiros que ganham acima de R$ 2 mil e 40% dos que têm curso superior

É o que afirma Pesquisa sobre Valores e Atitudes da População Brasileira, realizada pelo Ibope e a agência Nova S/B e publicada ontem em O Globo.

Há vários outros aspectos da mesma pesquisa destacados na reportagem, mas que semelhantes a uma anterior do mesmo Ibope, de abril de 2006, chamada "Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice", comentada aqui.

O cruzamento dos dados dessa pesquisa atual, em relação ao comportamento diante da tortura, é que produz resultados interessantes. Se 42% dos que ganham mais do que 5 salários mínimos apóiam a tortura, o índice cai para 19%, entre os que ganham menos de um salário mínimo. Porque, em geral, a tortura é aplicada nestes.

A pergunta da pesquisa não deixa dúvidas. Vou repeti-la, como está no questionário [o grifo é meu]:

No filme “Tropa de Elite”, sobre a forma de atuação do Bope no Rio de Janeiro, aparecem cenas em que os policiais forçam os suspeitos a darem informações através de algumas práticas violentas, consideradas tortura. Se fosse um policial combatendo o crime organizado, você provavelmente...

. Usaria práticas violentas para obter informações importantes de suspeitos, pois esse é o único método que funciona no país
. Nunca usaria práticas violentas contra suspeitos, a não ser para se defender, para não desrespeitar os direitos deles

A pesquisa mostra o tamanho dos “indignados úteis”, que defendem a tortura, e são freqüentadores dos pitblogs, ardorosos fãs de seus pitblogueiros (desmascarados por Nassif, em seu dossiê Veja, como penas de aluguel, moleques de recados alheios).

É a esse público que Veja se dirige, como afirmou seu presidente, Roberto Civita. Defendem a tortura policial, porque pensam que ela não os alcançará, e só quando são agredidos, como aconteceu recentemente com um juiz aqui no Rio, percebem o engano que cometem.

Quando 42% da elite financeira e 40% da elite educacional de um país defendem a tortura é sinal de que é chegado o momento de – como dizem as mulheres - repensar a relação.

A tortura é uma ignomínia, que não pode ser tolerada de forma alguma. Ainda mais a praticada pelo Estado, que, ao menos teoricamente, existe para defender os direitos do cidadão e promover a cidadania.

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Todo cuidado é pouco com as pesquisas para a prefeitura de São Paulo

Sob título Kassab está firme, a coluna Panorama Político de O Globo hoje traz a seguinte (des)informação:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) ficou animado com a pesquisa GPP, que ouviu mil paulistanos no fim de semana. Ele venceria o segundo turno contra Marta Suplicy (PT): 45% x 39%. O resultado, dizem os democratas, consolida sua candidatura. O cenário um do primeiro turno: Alckmin 30%, Marta 24%, Kassab 18% e Maluf 10%. O cenário dois, sem Alckmin: Kassab 31%, Marta 29% e Maluf 16%.

A pesquisa é do instituto GPP – não sem motivo o preferido do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, que também é demo.

Alguém pode levar a sério esta pesquisa? Está na cara que é uma nota plantada para inflar a candidatura de Kassab.

Há dez dias, o Datafolha publicou uma pesquisa que mostrava Alckmin com 29, Marta com 25 e Kassab com 12. Quando Alckmin não estava entre os pesquisados, a pesquisa mostrou Marta com 32 e Kassab com 19.

Agora, o que teria levado a essa inacreditável subida de Kassab nas pesquisas? O que ocorreu na capital paulista nesses dez dias que provocou a virada de Kassab? Será que Kassab subiu, como tudo que bóia, nas águas das enchentes que infernizam os paulistanos?

Parece que Kassab e seu demo estão investindo pesado em pesquisas. Não é a primeira vez que números contraditórios como esses aparecem. Em 21 de dezembro, a Folha (aqui, para assinantes) publicou uma outra [grifos meus]:

Duas pesquisas realizadas pelo Ibope em pouco mais de um mês, dois vencedores diferentes num eventual segundo turno entre a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e o atual Gilberto Kassab (DEM).
Levantamento do instituto divulgado anteontem pela TV Globo - feito entre os dias 15 e 18 de dezembro- mostrou que a petista bateria o democrata por 46% a 35% numa eventual segunda votação, uma vantagem de 11 pontos percentuais. O resultado difere da pesquisa anterior do Ibope, realizada entre os dias 10 e 14 de novembro.
Naquele mês, o vencedor de um eventual segundo turno entre os dois era o atual prefeito, com 47%. Marta (38%) seria derrotada com uma desvantagem de 9 pontos percentuais.
A inversão dos resultados, diz o Ibope, é devido ao objetivo de cada pesquisa e à ordem em que foram feitas as perguntas para os entrevistados.
A pesquisa de novembro, como mostrou reportagem da Folha, foi encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem Kassab como um de seus vice-presidentes. A pedido da ACSP, o Ibope priorizou, em seu questionário, perguntas sobre a avaliação da prefeitura atual, feitas antes das sobre intenção de voto.
Então, antes de dizer em qual candidato votaria, o eleitor havia sido submetido a oito questões sobre a gestão de Kassab, em perguntas que apresentavam seu nome. O Ibope afirmou ontem, por meio de nota, que as questões iniciais "podem ter influenciado os resultados obtidos nas perguntas sobre intenção de voto, principalmente nas simulações de segundo turno, dado o caráter plebiscitário dessas questões". Segundo o instituto, o objetivo era comparar a avaliação da administração Kassab com uma pesquisa de julho, também feita a pedido da associação.
Na pesquisa do Ibope encomendada pela TV Globo, a intenção era a "avaliação eleitoral do município". Assim, as primeiras perguntas foram sobre intenção de voto, diz o Ibope.
O resultado obtido nesse último levantamento do Ibope se aproxima do que foi revelado pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de novembro. Segundo o Datafolha, a petista venceria Kassab com vantagem de dez pontos percentuais.

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