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Mulher de Queiroz também depositou dinheiro na conta da mulher de Bolsonaro. Tudo em famiglia


Não foi apenas Queiroz quem depositou 21 cheques na conta de Michele Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro. A mulher de Queiroz, Márcia, também fez depósitos na conta de Michele ao menos seis, segundo dados de seu sigilo bancário quebrado.

Lançamentos da conta corrente de Márcia de Oliveira Aguiar revelam outros repasses da ‘família Queiroz’ à primeira-dama Michelle Bolsonaro. Movimentações do extrato bancário de Márcia, anexados à investigação sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do senador Flávio Bolsonaro enquanto era deputado estadual no Rio, registram que seis cheques da mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz foram compensados em favor da mulher do presidente Jair Bolsonaro em 2011, totalizando R$ 17 mil.
O detalhamento dos depósitos de Márcia em nome de Michelle foi revelado pela Revista Crusoé nesta sexta, 7, e confirmado pelo Estadão.
Segundo o extrato de uma conta mantida pela mulher de Queiroz no Itaú, os cheques em favor de Michelle Bolsonaro foram compensados em janeiro, fevereiro, abril, maio e junho (dois) de 2011. O primeiro tinha o menor valor, de R$ 2 mil. Já os outros cinco eram cheques de R$ 3 mil. [Estadão]
Será que Michele vai alegar que enquanto o marido emprestava dinheiro ao Queiroz ela emprestava para a mulher do Queiroz, num troca-troca famiglia?

Com as revelações dos depósitos de Queiroz e sua mulher na conta de Michele é inescapável que a mulher de Bolsonaro tenha que prestar os devidos esclarecimentos à Justiça. Além do marido, é claro.

E é mais um ponto que mostra que o esquema das rachadinhas não envolvia apenas o filho Flavio Bolsonaro e a esposa (que recebeu cheque de Queiroz), mas Jair e esposa e provavelmente toda a famiglia Bolsonaro num esquema de lavagem de dinheiro e apropriação de dinheiro público.



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Não foi só mulher de Bolsonaro que levou R$ 25 mil de Queiróz. A mulher de Flávio também. Rachadinha em família



Reportagem de Italo Nogueira na Folha hoje informa que dados da quebra de sigilo bancário pelo MP do Rio de Janeiro mostra que Queiróz não depositou dinheiro apenas na conta de Michele, esposa do Jair (aquele famoso "empréstimo"). A mulher de Flávio Bolsonaro, Fernanda, também foi brindada com R$ 25 mil depositados pelo homem que distribuía as jogadas, o meio-campo das rachadinhas bolsonaras.
O policial militar aposentado Fabrício Queiroz depositou R$ 25 mil em dinheiro na conta da mulher do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem era assessor, uma semana antes de o casal quitar a primeira parcela na compra de uma cobertura em construção na zona sul do Rio de Janeiro.
Esse não é o primeiro indício de vínculo entre Queiroz e despesas pessoais da família de Flávio. O MP-RJ obteve, por exemplo, imagens da agência bancária do Itaú na Assembleia Legislativa do Rio mostrando o PM aposentado pagando em dinheiro a mensalidade escolar das filhas do senador em outubro de 2018.
Os promotores suspeitam que a mesma dinâmica ocorreu no pagamento de outros 53 boletos da escola de 2014 a 2018 feito com dinheiro na boca do caixa. Eles somam R$ 153,2 mil.
O mesmo ocorreu com a mensalidade do plano de saúde da família do senador. Foram 63 boletos pagos em dinheiro de 2013 a 2014, somando R$ 108,4 mil.
Também houve uso de dinheiro vivo na compra de mobiliário para outro apartamento do casal e na quitação de débito com uma corretora de valores. Investigadores afirmam que os recursos em espécie usados nas operações do senador têm como origem o esquema da “rachadinha”. O uso de papel-moeda visa dificultar o rastreio do caminho do dinheiro ilegal.
O MP-RJ afirma ainda que há indícios de lavagem de dinheiro por meio da compra de outros dois imóveis pelo casal e na loja de chocolate do senador. Nesses dois casos, o volume é bem maior: R$ 2,3 milhões, segundo os promotores.[Folha]




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Bolsonaro é mingau que tem que ser comido pelas beiradas: Filhos, Michele, Queiroz, Adriano, Marielle


Não há possibilidade de impeachment sem o apoio das ruas


Embora motivos não faltem para o impeachment de Bolsonaro, que já pedalou à vontade, desrespeitou orçamento e feriu a dignidade do cargo inúmeras vezes, não há horizonte para seu impeachment, enquanto o povo não sair às ruas para isso.

O Congresso só se move, quando cobrado pelo povo com a faca nos dentes. Mesmo assim, nem sempre, como no caso das Diretas Já.

A sorte de Bolsonaro é que a credibilidade das instituições está lá embaixo, um dos piores Congressos da história, com evangélicos picaretas, milicianos, PMs do baixo clero e defensores de pena de morte em sua maioria. Desse caldo veio Bolsonaro, e muitos se elegeram graças a ele.

E a desgraça de Bolsonaro, que começa a ser cobrado até pela mídia corporativa, com ameaça de impeachment, é a oportunidade que o Congresso tem de pressioná-lo para aprovar suas emendas.

Quanto mais fraco Bolsonaro, maior o poder do Congresso. Daí o convite da ultradireita ao protesto do dia 15 contra os presidentes da Câmara e do Senado, contra o Congresso e em favor de uma intervenção militar, endossado criminosamente por Bolsonaro, via WhatsApp.

Portanto, não adianta contar com impeachment, pelo menos por agora. O caso é derrotar Bolsonaro pelas beiradas, como se come mingau quente.


Botar pressão no filho Flávio e suas rachadinhas com salários de seus gabinetes, ligação com milicianos e exposição de cadáver do suposto Adriano.

Eduardo pelos ataques à Constituição, por ameaça velada de bomba no Congresso.

Carlos Bolsonaro pelo mistério do morador da casa 58 e do terceiro homem do carro dos assassinos de Marielle e Anderson.

Da primeira-dama Michele, que teria de explicar os depósitos em sua conta corrente feitos por Queiroz.

Pela prisão de Queiroz e investigação aprofundada de suas relações com milícias, rachadinhas e até o assassinato de Marielle. Oferecimento de uma delação premiada a ele, em troca de diminuição de suas penas e de sua família, mulher e filhas, também envolvidas no esquema.

A morte de Adriano, o PM herói dos Bolsonaro, assassinado com todas as características de queima de arquivo na Bahia. Por que queimaram o arquivo? Chamar sua viúva para depor. O que Adriano sabia de tão grave que não podíamos saber?

O assassinato de Marielle Franco e a proximidade dos envolvidos no crime com a família Bolsonaro, no famoso caso da casa 58.

É pelas beiradas que Bolsonaro deve ser atacado, porque ele não tem estofo psicológico para aguentar pressão.

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Bolsonaro, como justificar empréstimo a Queiroz, se ele movimentou mais de R$ 2 milhões em conta?

Michele e Bolsonaro

Pagamento de empréstimo foi justificativa de Bolsonaro para depósito de R$ 24 mil na conta de sua esposa


Todo mundo se lembra do escândalo (propositalmente abafado para só aparecer após a eleição de Bolsonaro) que foi a divulgação de que Queiroz teria depositado R$ 24 mil na conta de Michele Bolsonaro.

Queiroz é amigo de Bolsonaro há mais de 30 anos, era seu segurança particular e guardião da distribuição de verbas do gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro. Por sua conta bancária, segundo o Ministério Público do RJ, passaram R$ 2 milhões.

No entanto, mesmo sendo milionário, Queiroz teria pedido R$ 40 mil emprestados a Bolsonaro. Ou, pelo menos, essa foi a justificativa do Jair para o depósito na conta de sua esposa.
Bolsonaro disse (sem provas) que havia feito um empréstimo (sem recibo) a Queiroz e que o dinheiro na conta de Michele seria parte do pagamento desse empréstimo. O depósito havia sido feito na conta de Michele, "porque ele não tinha tempo de ir ao banco", segundo alegou. Embora, poucos dias depois, tenha sido flagrado fazendo movimentação numa agência bancária...


Falta explicar por que Queiroz pediria empréstimo, com a movimentação milionária que tinha em sua conta, e também por que o dinheiro foi depositado na conta de Michele, já que a desculpa da falta de tempo o próprio Bolsonaro tratou de desmontar, como flagra a imagem.

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Dallagnol teme que Bolsonaro esteja implicado no caso Queiróz, que é igual ao de Geddel, 2º outro procurador


Um dos motivos do caso Queiróz não ter saído do lugar até o momento pode estar no receio e preocupação com o caso declarados pelos procuradores da Lava Jato, Dallagnol à frente, em mais uma reportagem do The Intercept Brasil.

Dallagnol trouxe para um grupo de conversa a denúncia feita por uma reportagem do UOL sobre a movimentação financeira de Queiróz e Flávio Bolsonaro, onde era citado também o caso do cheque de R$ 24 mil de Queiróz para a atual mulher de Bolsonaro, Michele.

A preocupação deles é comentada por Dallagnol, que diz que Flávio estava certamente implicado no caso ("Filho certamente"), mas, pior: teme que o caso chegue a Jair Bolsonaro ("o que pode indicar o rolo dos empréstimos").

O tal rolo dos empréstimos, para quem não se lembra ou não soube, está relacionado à explicação que Jair Bolsonaro deu para o depósito na conta de sua mulher. Bolsonaro disse (sem provas) que havia feito um empréstimo (sem recibo) a Queiróz e que o dinheiro seria pagamento desse empréstimo. O depósito havia sido feito na conta de Michele, porque ele não tinha tempo de ir ao banco. Embora, poucos dias depois, tenha sido flagrado fazendo movimentação numa agencia bancária...


Um outro procurador da Lava Jato, Athayde Ribeiro Costa, vai direto ao ponto: "É só copiar e colar a última denúncia do Geddel".

A denúncia a que o procurador se refere é esta aqui:
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), e outras seis pessoas sob a acusação de terem embolsado recursos públicos destinados a pagar o salário de servidores lotados no gabinete do parlamentar.[Reuters]
Os procuradores da Lava Jato queriam ser mais realistas que o rei. Porque quando Moro assumiu o ministério da Justiça já sabia do rolo de Queiróz e do envolvimento dos Bolsonaro com sua estranha movimentação financeira.

Ao assumir o ministério Moro comprou o pacote todo e está pagando com sua desmoralização e com o descrédito de toda a Lava Jato.


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Enfim STF toma uma atitude: Toffoli manda parar processos contra Flávio Bolsonaro, Queiróz e cia

Flávio Bolsonaro e Queiroz fazendo arminha

Finalmente,  Flávio Bolsonaro conseguiu alguém que atendesse suas súplicas. O presidente do STF Dias Toffoli veio em socorro do 01 e mandou parar todos os processos que envolvam o primogênito presidencial e sua galera, comandada pelo desaparecido Queiróz.
“As razões trazidas ao processo pelo requerente [Flávio] agitam relevantes fundamentos, que chamam a atenção para situação que se repete nas demandas múltiplas que veiculam matéria atinente ao Tema 990 da Repercussão Geral, qual seja, as balizas objetivas que os órgãos administrativos de fiscalização e controle, como o Fisco, o Coaf e o Bacen [Banco Central], deverão observar ao transferir automaticamente para o Ministério Público, para fins penais, informações sobre movimentação bancária e fiscal dos contribuintes em geral, sem comprometer a higidez constitucional da intimidade e do sigilo de dados”, afirmou Toffoli na decisão. [Folha]
O julgamento do Tema 990 está inicialmente pautado para novembro, mês das férias dos digníssimos. E quem dá a ordem do dia é o presidente do STF, no caso, Toffoli, que pode empurrar a decisão para o ano que vem. Ou alguém pedir vistas. Sabe como é...

Queiróz vai poder voltar à pescaria, numa boa...

E madame Bolsonaro vai continuar sem explicar o cheque de R$ 24 mil em sua conta. Se foi o único etc., talquei?



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