Ontem foi aniversário do baixista do Led Zeppelin, Jimmy Page. Por essa lembrança, recebi do amigo Victor Biglione essa performance espetacular (não é exagero, assistam) dele com a incrível Cassia Eller, numa apresentação ao vivo no Circo Voador, aqui no Rio, em 1991. A música é Prison Blues, de Page.
Para quem não pôde assistir á live de meu amigo, compositor e maestro Wilson Nunes, está aí a verdadeira aula que ele deu sobre dois discos revolucionários dos Beatles, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e "Magical Mistery Tour". Som na caixa.
Hoje, o Domingo com Música do Blog do Mello é duplo: mais cedo publiquei Piazzolla e seu Adios Nonino.
Mas não poderia deixar passar em branco esta data. Em 4 de outubro de 1970, morria Janis Joplin. Há exatos 50 anos. Poucos dias antes, ela havia gravado a que viria a ser uma de suas mais famosas canções, Mercedes Benz, a capela, enquanto aguardava alguns ajustes no estúdio. Aqui, a história da canção:
A letra da música foi escrita no Vahsen's, um bar em Port Chester, Nova York, em 8 de agosto de 1970, durante uma improvisação de poesia entre Joplin e o compositor Bob Neuwirth. A letra foi inspirada na primeira linha de uma canção escrita pelo poeta beat de San Francisco Michael McClure, ""Come on, God, and buy me a Mercedes Benz." ("Vamos, Deus, e me compre uma Mercedes Benz."). Joplin a ouviu cantada por um amigo de McClure e começou a cantá-la também. No bar de Port Chester, Joplin cantou o verso algumas vezes e começou a mexer na letra de McClure, enquanto Neuwirth copiava a nova letra em guardanapos de bar, que ele guardou por anos. Ela cantou a nova versão pela primeira vez naquela noite em seu show no Capitol Theatre em Port Chester. Bobby Womack afirma em sua autobiografia que Joplin se inspirou para escrever a letra depois de dar um passeio com ele em seu novo Mercedes-Benz 600. A música foi gravada durante uma sessão de gravação em 1 de outubro de 1970. Essas foi uma das últimas faixas que Joplin gravou; já que morreu três dias depois, em 4 de outubro. [Wikizero]
Abaixo, a gravação original de Joplin e que ficou registrada em seu álbum póstumo, Pearl. E depois, a linda homenagem de Cassia Eller e Victor Biglione à cantora, com a mesma Mercedes Benz.
A tua boca me dá água na boca Que vontade de grudar uma na outra E sugar bem devagar Gota por gota Beija-flor beijando a flor Ou borboleta
A tua boca me dá água na boca Ai que vontade de rasgar a nossa roupa Vamos pra qualquer lugar Praquela gruta Pra qualquer quarto de hotel Praquela moita
A tua boca me dá água na boca Ai que vontade de gritar É uma bomba Acho que vai rebentar, desgraça pouca Azar eu vou me matar na tua boca
Azar eu vou me matar na tua boca Azar eu vou te matar na minha boca Azar eu vou me matar na tua boca Azar eu vou te matar na minha boca Azar eu vou me matar na tua boca Azar eu vou te matar na minha boca
Uma aula de História do Brasil, Morro Velho tem letra e música de Milton Nascimento e diz mais do Brasil do que muitas páginas de história.
Para ouvir sempre.
No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada
Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver Orgulhoso camarada, conta histórias pra moçada
Filho do senhor vai embora, tempo de estudos na cidade grande Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante Não esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará
Quando volta já é outro, trouxe até sinhá mocinha pra apresentar Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá Já tem nome de doutor, e agora na fazenda é quem vai mandar E seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha
Recebi esta indicação sensacional de meu amigo, o músico, maestro e compositor Wilson Nunes e divido essa cantora com vocês.
Holandesa, mas com uma pronúncia quase sem sotaque algum do português, e uma voz de timbre maravilhoso. Confiram a apresentação que Wilson faz dela e em seguida a voz,
Esta é a Femke Smit, cantora holandesa, com quem toquei no Rio, no final do ano passado. É apaixonada por nossa música, e uma dedicada conhecedora dela. Sabe tudo, das coisas mais antigas, Ary Barroso, Jacó do Bandolim, Pixinguinha, etc, etc, ao Samba Canção, Bossa, MPB e o que está rolando atualmente. Sua pretensão profissional é ser cantora de música brasileira, principalmente Samba, na Europa. E não está sozinha. Nossa música tem muito prestígio por lá. Gravação recente, feita em Amsterdã.
Não vou nem falar nada, a não ser reproduzir todos os créditos da Biscoito Fino sobre o showzaço que uniu Bethânia e Zeca, Santo Amaro a Xerém.
"De Santo Amaro a Xerém" é uma referência à cidade natal de Maria Bethânia e ao refúgio carioca de Zeca Pagodinho. O encontro destes dois grandes intérpretes foi gravado na cidade de São Paulo em maio de 2018.
O repertório, assinado pelos dois e costurado pelo samba, veio cheio de referências de cada um.
No show Bethânia e Zeca se alternam no palco e em duo em vários momentos e trazem surpresas como o “Você Não Entende Nada” (Caetano Veloso), com a divisão peculiar do Zeca, e Bethânia emenda com “Cotidiano” (Chico Buarque) e mais três músicas inéditas como a canção “A Surdo 1”, de Adriana Calcanhotto sobre a Mangueira, duas de Leandro Fregonessi, “De Santo Amaro a Xerém” e “Pertinho de Salvador” e a música de abertura “Amaro Xerém”, um autêntico samba de roda da Bahia escrito especialmente para o show por Caetano Veloso a pedido de Bethânia, depois de mais de 20 anos sem fazer uma canção para ela.
A direção musical é de Jaime Alem (violão) e Paulão Sete Cordas (violão) e a banda é formada por Rômulo Gomes (baixo), Paulo Dafilin (violão e viola), Marcelo Costa (bateria/percussão), Jaguara (percussão), Marcos Esguleba (percussão), Paulo Galeto (cavaquinho) e Vitor Motta (sax e flauta). ...
00:00 - Verdade 00:43 - Amaro a Xerém 03:33 - Sonho Meu
06:39 - Você Não Entende Nada
08:35 - Cotidiano
10:07 - Citação: De Santo Amaro a Xerém
11:53 - A Voz do Morro 13:48 - Verdade 18:03 - Lama nas Ruas
21:12 - Maneiras
24:04 - Não Sou Mais Disso
27:35 - Saudade Louca
31:19 - Vai Vadiar
34:17 - Coração em Desalinho 37:08 - Samba Pras Moças
39:42 - Ogum
42:40 - Oração de São Jorge
43:43 - Adalgisa / Falsa Baiana
45:46 - Iluminada 48:08 - Pano Legal / Café-soçaite
50:08 - O X da Questão
51:56 - Ronda 53:59 - Negue
55:13 - Marginália II / Estação derradeira
58:08 - Pertinho de Salvador / Quixabeira 1:02:07 - Gente humilde
1:04:04 - Reconvexo 1:07:12 - Portela na avenida / Lendas e mistérios da Amazônia 1:09:58 - Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida 1:12:08 - Jequitibá / A Surdo Um / Exaltação À Mangueira / Chico Buarque Da Mangueira / Atrás Da Verde E Rosa Só Não Vai Quem Já Morreu / Maria Bethânia, A Menina Dos Olhos De Oyá
1:17:46 - E Daí ? (Proibição Inútil e Ilegal) 1:20:16 - Desde Que O Samba É Samba 1:22:26 - Naquela Mesa 1:25:55 - Chão de Estrelas 1:28:11 - Amaro a Xerém
1:31:41 - Deixa A Vida Me Levar 1:34:45 - O Que é, O Que é
. . .
Ontem, dia 25 de julho, foi aniversário do grande compositor, pintor, escritor, presidente de Honra da Mangueira, Nelson Sargento. 96 anos.
Aqui, seu samba mais famoso, Agoniza Mas Não Morre, um samba sobre samba, gravado no ano passado, mostrando a vitalidade do samba e do grande Sargento.
Mas, Mello, de novo?! Sei que já publiquei essa aqui (em março), mas além de achá-la uma de nossas mais belas canções de amor, Taiguara e sua música têm tudo a ver com o que rolou este final de semana aqui no blog, com a estreia do Sábado no Cinema com "Condor", do Roberto Mader, a carta e a entrevista de Frei Betto, a abertura de investigação contra os torturadores da "Casa da Morte".
É pra levantar o astral. Contra todas as adversidades.
A música deste domingo é uma parceria minha com meu amigo de há décadas, o maestro Wilson Nunes, chamada Parceria. Espero que curtam.
Por falar em curtir, hoje, domingo, a partir das 20h no Instagram do Wilson (https://www.instagram.com/wilsonjorgenunes/) vai rolar uma live dele com músicas e histórias de nosso maestro soberano, Tom Jobim. Vamos lá?
Para fechar o domingo em grande estilo, Chico Buarque e Milton Nascimento, numa gravação inesquecível (meodeos, e é de 1976, parece ontem, fala de hoje, mas já se passaram inacreditáveis 44 anos — estou velho...).
Maestro criou "Todo Dia Uma Canção", homenageando Tom Jobim
O maestro e compositor Wilson Nunes aproveitou a quarentena e criou o projeto "Todo Dia uma Canção", em que interpretou ao violão 28 músicas de Tom Jobim, que estão publicadas em seu perfil no Youtube. Dê um pulo lá e se inscreva, e ajude a divulgá-lo, porque a página é nova e o trabalho do Wilson é de primeira qualidade.
Gilberto Gil canta com a neta Flor Gil em homenagem ao povo italiano
Neste momento de crise pelo qual o mundo todo passa, o Ministério italiano das Relações Exteriores promoveu uma campanha de apoio a seu país, um dos mais afetados pela pandemia, reunindo artistas de diversos lugares para mostrar que a cultura italiana segue viva, pulsante e conectada. Gil aceitou o convite e chamou sua neta Flor Gil para mandar, através da música, uma mensagem de apoio e força ao povo italiano. Eles escolheram a canção "Volare", de Domenico Modugno. Noi siamo Italia! #EquipeGil [texto do Youtube de Gil]
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Gravação original de Loro, uma das belíssimas composições de Egberto Gismonti
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