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Da Bolívia, um alerta aos milicianos brasileiros


Com o derretimento de Bolsonaro, que acompanha a destruição do Brasil, aparecem bravateiros com ameaças, convocações para golpes e mesmo mortes de "comunistas", como já foi chamado até o pavão real do STF, ministro Barroso. 
 
Mas a direita é cruel, mastiga e cospe fora todos aqueles que utiliza em determinado momento, como bem o sabem Sara Winter, o deputado marombado, agora o lamentável cantor Sergio Reis e generais abandonados pelo caminho por Bolsonaro.
 
Da Bolívia, vem o aviso do que os espera com o fracasso do golpe, num artigo de Moisés Mendes no Jornalistas pela Democracia, que reproduzo a seguir.
 
Na mesma linha, há uma postagem minha aqui: Jeanine Anez, o fantasma que apavora Jair Bolsonaro.

Pretensos milicianos com ambições políticas, que planejam cumprir missões paramilitares no Brasil, com Bolsonaro acima de tudo, devem prestar atenção no que aconteceu na Bolívia.

Não são apenas os líderes civis e militares do golpe de 2019 que estão encarcerados. Há milicianos presos. Todos foram abandonados na cadeia pela direita e pela extrema direita que desfrutavam dos seus serviços.

Os milicianos bolivianos são trastes sem utilidade. Esta aí, sem máscara, à esquerda na foto, é Milena Soto, a Sara Winter deles, líder da temida RJC, a Resistência Juvenil Cochala. É uma dessas figuras que ficaram inúteis.

A RJC foi um braço paramilitar ativo e poderoso da extrema direita. Sara Winter tinha tochas, capuzes e meia dúzia de militantes gritando na frente do Supremo. A RJC de Milena tinha centenas de ‘soldados’ mascarados, que vestiam jaquetas com as cores da Bolívia e espalhavam o terror pelas ruas e diante das casas de inimigos.

Eram jovens que sumiram com suas motos e seus coquetéis molotov depois do golpe de novembro de 2019 (na foto, Milena está na garupa). Participavam de ações violentas e só seguiam em frente com financiamento de empresários e partidos, mesmo que tudo fosse clandestino.

Milena está presa com mais dois líderes da milícia, Yassir Molina e Marco Antonio “Tonchy” Bascopé. É acusada de ter participado do ataque de outubro de 2019 contra a sede do Ministério Público em Sucre, pouco antes do golpe que derrubou Evo Morales.

O grupo tentou incendiar o prédio para forçar a renúncia do então procurador-geral Juan Lanchipa. A milícia teve participação decisiva, ao lado da Polícia Nacional e do Exército, na queda de Morales.

Cochala é como se designa o cidadão de Cochabamba. Apesar do nome Resistência Juvenil, o grupo é liderado por trintões e até por quarentões.

Todos os presos preventivamente foram denunciados pelo Ministério Público por formação de organização criminosa, agressões físicas, uso de explosivos em manifestações e destruição de bens públicos.

Líderes da direita e mesmo da extrema direita, como o governador de Santa Cruz de la Sierra, Luiz Fernando Macho Camacho, não querem conversa com os delinquentes.

Eles são perdedores. Milena chora na cadeia e manda cartas aos jornais em que acusa o governo de perseguição.

Era ligada a Camacho e depois se bandeou para a turma da senadora Jeanine Añez, quando esta se ofereceu para o cargo de ‘presidente provisória’, depois do golpe contra Morales.

Presa em março e também abandonada pelos companheiros de golpe, Jeanine teria hoje apenas uma utilidade para a direita boliviana. Morrer na prisão e ser a mártir dos golpistas.

Há nos jornais conservadores da Bolívia a antecipação de uma tragédia. Jeanine também passa o dia chorando e indo e vindo da cadeia para os hospitais, está mal.

Tem depressão, problemas cardíacos e perda de peso. Carolina Ribera, filha dela, diz que a mãe pode morrer a qualquer momento.

Carolina é acusada do desvio de doações aos pobres, quando ocupou um cargo honorífico (geralmente entregue à primeira-dama) na área social durante o governo provisório da mãe.

A direita boliviana desistiu de salvar Jeanine e alguns devem torcer mesmo pela sua morte. A ex-senadora não tem serventia nem liderança.

Tentou ser candidata a presidente na eleição de outubro do ano passado, vencida pelo Movimento ao Socialismo do agora presidente Luis Arce e de Morales, e desistiu por aparecer mal nas pesquisas.

Cumpriu a tarefa de ser mandalete dos chefes do golpe que durou apenas um ano e hoje é um arquivo com segredos da corrupção e com pelo menos seis crimes nas costas.

A extrema direita precisa se livrar de Jeanine. Seus crimes mais graves são as ordens para que policiais e militares reprimissem com violência nas ruas os manifestantes pró-Morales, depois do golpe.

Mataram 36 pessoas a tiros, a maioria nas chacinas de Senkata e Sacaba. Nesta sexta-feira, a Procuradoria-Geral a denunciou por esses crimes, classificados como genocídio, com pena de até 20 anos de prisão.

Jeanine é a ‘mártir’ que o fascismo tenta produzir, enquanto Camacho continua caçando Evo Morales, para que não seja candidato nas próximas eleições. A extrema direita está mais preocupada em atacar Morales do que em salvar os amigos presos.

Os candidatos a miliciano no Brasil precisam saber o que, quando um golpe fracassa, a direita faz com paramilitares derrotados e presos.






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No mês da Mulher, Dilma: 'Com que legitimidade querem revogar direitos e cortar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida?'

Pronunciamento de Dilma em 15 de abril, às vésperas do impeachment. Vídeo e transcrição completa.
Brasileiras e brasileiros, o Brasil vive momentos que serão decisivos para o nosso futuro. No próximo domingo teremos uma oportunidade de reafirmar mais uma vez nosso compromisso histórico com a democracia a liberdade e o estado de direito. 
O que está em jogo na votação do impeachment não é apenas o meu mandato, que pretendo defender e honrar até o último dia, conforme estabelecido na Constituição. 
O que está em jogo é o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, o respeito às urnas; o que está em jogo são as conquistas sociais e os direitos dos brasileiros. Por isso, é minha obrigação esclarecer os fatos e denunciar os riscos dessa aventura golpista para o país. 
Desde que foi eleita, parte da posição, inconformada, pediu a recontagem dos votos, tentou anular as eleições e passou a conspirar pelo impeachment. Os derrotados mergulharam o país num estado permanente de instabilidade política impedindo a recuperação da economia com o único objetivo de tomar à força o que não conquistaram nas urnas. 
Não há razão para o pedido de impeachment contra mim. Acusam-me sem nenhuma base legal. Não cometi crime de responsabilidade. Não há contra mim qualquer denúncia de corrupção ou desvio de dinheiro público. 
Jamais impedi investigação contra quem quer que fosse. Meu nome não está em nenhuma lista de propina, tampouco sou suspeita de qualquer delito contra o bem comum. 
A denúncia contra mim em análise no Congresso Nacional não passa de uma fraude - a maior fraude jurídica e política da história de nosso país. Sem ela o impeachment sequer seria votado. O Brasil e a Democracia não merecem tamanha farsa. 
Peço a todos os brasileiros que não se deixem enganar. Vejam quem está liderando este processo e o que propõe para o futuro do Brasil. 
Os golpistas já disseram que se conseguirem usurpar o poder será necessário impor sacrifícios à população brasileira. 
Com que legitimidade querem revogar direitos e cortar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida? Ameaçam até a educação pública. Querem abrir mão da soberania Nacional, mudar o regime de partilha e entregar os recursos do pré-sal às multinacionais estrangeiras. 
Antes de tudo o que move os golpistas são os nossos acertos. Eles querem derrotar a qualquer custo o que representa o projeto de desenvolvimento e inclusão social pelo qual estamos trabalhando todos os dias nos últimos 13 anos. 
Para alcançar seus objetivos estão dispostos a violentar a democracia e a rasgar a Constituição, espalhando a intolerância, o ódio e a violência entre nós. 
Estão dispostos a humilhar o Brasil perante a Comunidade Internacional como se fôssemos uma republiqueta qualquer e não uma das maiores democracias do mundo.
Brasileiras e brasileiros, dirijo-me a vocês para pedir que continuem defendendo a legalidade democrática, continuem se mobilizando no trabalho, nas escolas, nas ruas e nas redes sociais. 
Não se trata de concordar ou não com o governo, mas de combater um golpe de Estado, uma violação constitucional que poderá mergulhar o Brasil em um doloroso processo de instabilidade e insegurança. 
Nenhum governo será legítimo se não nascer do voto popular livre, direto, universal e secreto. 
Fora do voto popular qualquer governo será sempre a tirania, tirania dos mais fortes, dos mais espertos, dos mais ricos, dos mais corruptos. 
Faço uma advertência aos que veem no processo de impeachment um atalho para o poder. Podem justificar a si mesmos, mas nunca poderão jamais olhar nos olhos da Nação, porque a palavra "golpe" estará para sempre gravada na testa dos traidores da democracia. 
Quero ainda saudar e agradecer os milhões de brasileiros e brasileiras que nas últimas semanas vêm promovendo manifestações em defesa da democracia e do estado de direito e da liberdade. É uma mobilização generosa porque vem dos mais diversos setores da sociedade, mesmo dos que não votaram em mim, dos que são críticos ao meu governo, mas que jamais perderam a fé no Brasil. 
A história registrará a voz dos que não se omitiram neste grave momento. 
Brasileiros e brasileiras, nosso país tem todas as condições de sair da crise, de retomar o crescimento econômico com emprego, estabilidade, distribuição de renda e oportunidades para todos. 
Juntos haveremos de reencontrar a paz necessária para retomar o rumo das mudanças. Mas somente o respeito à ordem democrática pode assegurar a reunificação nacional. 
Nós, cidadãos e cidadãs do Brasil, pessoas anônimas e famosas, trabalhadores da cidade e do campo, empresários, intelectuais, parlamentares, líderes políticos e sociais; cidadãos de todas as profissões, idades, homens e mulheres de todas as raças e credos. Todos nós, cidadãos e cidadãs deste país somos os guardiões dos valores que fazem do Brasil esta grande nação. Por isso eu tenho certeza que a democracia brasileira sairá vitoriosa, Viva o Brasil, viva a democracia!






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'A Revolução não será Televisionada'. Mas o golpe foi


Em 2002, a RCTV, equivalente à Rede Globo na Venezuela, semeou o golpe diariamente contra o governo do presidente Chávez, a ponto de incentivar uma greve geral no país.

Conseguiu seu intento.  Mas o golpe durou pouco e a resistência popular trouxe Chávez de volta ao poder.

Toda essa história é contada no documentário A Revolução não será televisionada, que você pode assistir na íntegra aqui a seguir, com legendas em português.

Aqui, o golpe está durando mais tempo. Eles aprenderam com aquele. E nós não. Tanto que o golpe aqui foi televisionado e endossado pelo Legislativo e Judiciário.

Mas, como lá, a reviravolta aqui virá. Será uma espécie de pentimento, mas aqui o arrependimento virá daqueles que apoiaram a destituição do PT (foi Dilma, como antes foi Lula) pela mudança social que representou para o país. Mas exatamente por isso, o arrependimento virá à tona, mostrando não os caminhos errados que levaram à nova pintura, mas os caminhos certos que foram abandonados pela mentira golpista fartamente alimentada pela Rede Globo.



Direita racista boliviana não é solidária nem na tragédia

Nelson Rodrigues dizia que o mineiro só é solidário no câncer. Pois a direita boliviana, nem na tragédia.

A Bolívia é um país pobre. Em algumas regiões, paupérrimo. Vem sendo castigado de forma inclemente pelo fenômeno conhecido como La Niña, chuvas intensas que alagam ruas e casas e desalojam milhares de bolivianos, especialmente – como sempre - os mais pobres.

São 32 mil famílias afetadas, 35 mortos e quatro desaparecidos.

Mas a direita racista boliviana não está nem aí para isso. A Coordenadoria de Povos Étnicos de Santa Cruz e a Central de Povos Étnicos Mojeños acusam os governos de Santa Cruz e Beni de colocarem os interesses políticos acima da solidariedade, negando-se a oferecer ajuda humanitária aos que não apóiam a luta pela autonomia dessas cidades.

Como se sabe, a direita racista boliviana quer dar um golpe de Estado e tirar do poder o índio presidente. Mas enquanto não conseguem esse intento, querem autonomia administrativa total, como se fossem países independentes. Querem separar-se do governo central. Exatamente o oposto do que querem os mais pobres – em sua imensa maioria índios e descendentes – que têm pela primeira vez na História da Bolívia a possibilidade de fazer parte da sociedade, serem ouvidos e terem suas reivindicações atendidas. A direita quer se excluir, enquanto a imensa maioria da população quer a inclusão social.

Segundo o dirigente dos mojeños Ernesto Sanchez “las prefecturas de Cochabamba y Santa Cruz en el río Ichilo, sólo están ayudando a las personas que firmaron para el estatuto autonómico y no así con las comunidades que rechazaron este documento”.

Como se não bastasse, os meios de comunicação desses locais desinformam a população e dizem que a ajuda humanitária é local, quando na verdade vem do governo Evo e da comunidade internacional – inclusive brasileira.

Lá como aqui, o golpismo e a mídia andam de mãos dadas, usando a desinformação ou a informação manipulada para seqüestrar a população da realidade que a cerca, como afirmei em outra postagem, que repito agora:

O presidente Lula deu uma declaração em Cuba condenando os seqüestros como forma de luta política, o que foi repercutido por toda a nossa “grande imprensa”.

Mas, e quando não é a pessoa que é retirada da realidade? Quando a realidade é que é seqüestrada da pessoa, como vem acontecendo no Brasil?

Quem acompanha o Brasil pelos jornalões, pelas emissoras de TV – em especial pela Rede Globo – tem sua realidade seqüestrada.

Quer prova maior disso que a absurda correria da população aos postos de vacinação para se prevenir de uma epidemia de febre amarela que só existe na mídia? Duas pessoas já foram internadas com overdose de vacina por conta disso.

Ambas as formas de seqüestro são condenáveis, mas a população desinformada pela mídia corporativa só toma conhecimento de uma, enquanto é manipulada pela outra.

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Golpistas bolivianos vão ter que enfrentar as urnas

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, deu uma entrevista coletiva anteontem, na Câmara dos deputados, na Bolívia. Para Linera, o presidente Evo Morales apresentou suas propostas de negociação e fez as concessões possíveis aos golpistas da “meia-lua”. Agora, a possibilidade de negociação está nas mãos da oposição.

O Governo tem toda a vontade, a predisposição e a flexibilidade. Agora depende da vontade política dos prefeitos, e se ela houver vão surgir soluções que beneficiem o país.

O vice-presidente afirmou ainda que o governo irá apresentar nova proposta para aquela que é a principal reivindicação do movimento oposicionista, relacionada à Renda Dignidade. Os prefeitos não querem abrir mão dos ganhos com o Imposto sobre Hidrocarbonetos em benefício dos idosos.

O Renda Dignidade garante aos idosos acima de 60 anos que não têm direito à aposentadoria cerca de 310 dólares por ano, enquanto os aposentados ganharão aproximadamente 235 dólares. Antes, somente os aposentados acima de 65 anos tinham direito a 235 dólares.

Para Linera, se não houver acordo, povo deve decidir nas urnas:

No caso de que não haja acordo deveremos ir necessariamente a um referendo revogatório para que o povo com seu voto dirima as diferenças entre um projeto estatal e projetos locais e regionais.

A verdade é que a Bolívia vive um impasse. As regiões mais ricas não querem ceder. Pelo contrário, querem autonomia administrativa, o que, na prática, impediria o governo Evo de fazer as reformas para as quais foi eleito.

A menos que a nova proposta de financiamento do governo para o Renda Dignidade agrade à oposição, o conflito só deverá ser solucionado no referendo. Ou nem isso. Porque os golpistas bolivianos querem manter seus privilégios a qualquer preço e para isso contam com a ajuda dos Estados Unidos e da Espanha, via mídia golpista – o que significa PRISA e Opus Dei.

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Golpistas bolivianos plagiam projeto de Estatuto da Catalunha

Não basta que seja golpista, preconceituosa, racista e violenta. A direita boliviana é preguiçosa. Para dar o golpe e declarar a independência da província de Santa Cruz, eles simplesmente plagiaram descaradamente (em vários trechos simplesmente copiaram) o “Estatuto de Autonomia da Catalunha [Espanha]”, de 1979.

Repare nas coincidências. Trecho do Estatuto da Catalunha:

En el proceso de recuperación de las libertades democráticas, el pueblo de Cataluña recobra sus instituciones de autogobierno.

Cataluña, ejerciendo el derecho a la autonomía que la Constitución reconoce y garantiza a las nacionalidades y regiones que integran España, manifiesta su voluntad de constituirse en comunidad autónoma.

En esta hora solemne en que Cataluña recupera su libertad, es necesario rendir homenaje a todos los hombres y mujeres que han contribuido a hacerlo posible.

El presente Estatuto es la expresión de la identidad colectiva de Cataluña y define sus instituciones y sus relaciones con el Estado en un marco de libre solidaridad con las restantes nacionalidades y regiones. Esta solidaridad es la garantía de la auténtica unidad de todos los pueblos de España.

Agora o Estatuto de Santa Cruz:

En el proceso de recuperación de las libertades democráticas, el pueblo cruceño recobra sus instituciones de autogobierno.

Santa Cruz, ejerciendo el derecho a la autogestión, que eligió a través del voto, con un Si rotundo a la pregunta del Referéndum vinculante sobre Autonomías Departamentales, de manera soberana ha determinado constituirse en Departamento Autónomo.

En esta hora solemne en que Santa Cruz recupera su Libertad, es necesario rendir homenaje a todos los hombres y mujeres que han contribuido para hacerlo posible, pues la Libertad, la Democracia y la Justicia, son fundamentos de la forma de vida que nos enseñaron nuestros próceres.

El presente Estatuto es la expresión de la identidad colectiva de Santa Cruz y define sus instituciones, así como las relaciones con el Estado, en un marco de libre solidaridad con todos los departamentos de la República. Esta solidaridad es la garantía de la auténtica unidad de todos los pueblos de Bolivia. [leia mais sobre as coincidências aqui]

Aos racistas bolivianos, como já mostrei aqui, só interessa a violência. E são apoiados pelos EUA e pela Espanha, via PRISA, logo, Opus Dei.

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