No mesmo dia em que os Estados Unidos cortaram a cloroquina como medicação de seus cidadãos para enfrentar a COVID-19 (antes tendo descartado dois milhões de doses dela num país da América do Sul governado por um lambe botas), o Ministério da Saúde de Bolsonaro manda distribuir cloroquina até para grávidas e crianças com sintomas da doença.
Como já publiquei aqui, Bolsonaro faz isso para livrar a própria cara de um processo de impeachment por improbidade administrativa.
“Há evidências suficientes para a não utilização da cloroquina e das demais medidas recomendas pelo ministério em pacientes infectados pela Covid-19”, afirma Suzana Margareth Lobo, presidente da Amib [Associação de Medicina Intensiva Brasileira].A Sociedade Brasileira de Infectologia também emitiu nota afirmando que vários estudos mostraram o "potencial malefício” dessas drogas. A entidade recomenda que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 seja feito "prioritariamente em pesquisa clínica". [Folha]
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