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Haddad revela verdades sobre São Paulo de Tarcísio, que a mídia esconde


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Folha esconde o Bolsonaro de Flávio. Michelle solta os cachorros


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André Mendonça, o ministro terrivelmente bolsonarista no caso Master contra Lula e Moraes


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PF e mídias lavajatistas querem prisão de Lulinha e impeachment de Moraes


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A CPMI do INSS e a nova Ferrari de ouro do Lulinha, em Lava Jato again


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Flávio Bolsonaro e a construçãode uma fraude anunciada

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Empresas de mídia blindam Guedes e presidente do Banco Central dos Pandora Papers, a la Temer: 'Tem que manter isso daí'


Enquanto no mundo inteiro jornais destacam em suas primeiras páginas o escândalo dos Pandora Papers vazamento de milhões de documentos de paraísos fiscais mostrando contas milionárias de empresários e políticos aqui no Brasil os principais jornais ou mal tocam no assunto ou o tratam com evasivas.
Sim, creiam: os jornais brasileiros – os mesmos que enchem a boca para falar de ética e profissionalismo, fazem quase silêncio absoluto do que é manchete no mundo inteiro, e nos países que menos têm agentes públicos envolvidos com o escândalo do Pandora Papers, que revela contas e empresas em paraísos fiscais de chefes de estado, dirigentes de alto escalão e megaempresários.

Na nossa cota, nada mais, nada menos que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Escândalo em letras para lá de acanhadas e palavras envergonhadas. Na Folha, o nome é “questionamento”; no Estadão os nomes são omitidos e em O Globo, a notícia nem existe na capa.

Para quem gosta tanto de falar na “censura comunista”, todos parecem prontos para editar um jornal na Coreia do Norte. [Tijolaço]
Isso acontece porque os donos dos grandes veículos têm sua fonte de renda no Mercado. Os jornais servem apenas para lobby, pressão em cima dos governos. Para eles, a situação está como nessa charge do Maringoni que ilustra a postagem, uma maravilha.
 
Morrem de medo da queda de Guedes, porque o lema do governo Bolsonaro foi dito pelo próprio num ato falho pitoresco, se não fosse cruel: "Nada está tão ruim que não possa piorar". É o lema do governo. Cada ministro que entra é pior do que o que sai.
 
Por isso, para os grupos de mídia, vale a frase que Temer disse aos irmãos donos da Friboi sobre o apoio financeiro a Eduardo Cunha: "Tem que manter isso daí".
 
Com Guedes, pra eles, tá bom demais. Já o Brasil... Mas, quem disse que eles se importam?...





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Gilmar Mendes faz crítica veemente à Lava Jato e põe mídia no mesmo balaio: 'São coautores dos malfeitos'

Gilmar Mendes

Ministro reforça participação da mídia na crítica ao Supremo e na supervalorização da Lava Jato


Em entrevista à Folha, o ministro Gilmar Mendes voltou a apontar sua artilharia contra a Lava Jato. Mas dessa vez não esqueceu a participação da mídia no processo.

O ministro passou a ser crítico da Operação, quando ela começou a chegar perto do pessoal do PSDB e de medalhões da política, como o ex-presidente golpista Michel Temer (estranhamente ainda solto).

Mas, agora, com as revelações da Vaza Jato, que mostram não apenas o jogo sujo mas a sordidez de Moro e dos procuradores da força-tarefa, a indignação de Gilmar fez o sapo bufar.
Na entrevista publicada na edição deste domingo, Gilmar pregou a demissão coletiva dos lavajateiros:
Sem citar o nome de Moro nem do coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, Gilmar disse que o Brasil precisa “encerrar o ciclo dos falsos heróis” e defendeu que a cúpula da força-tarefa assuma que cometeu erros e “saia de cena”.
“Simplesmente dizer: nós erramos, fomos de fato crápulas, cometemos crimes. Queríamos combater o crime, mas cometemos erros crassos, graves, violamos o Estado de Direito.”
 Durante a entrevista, Mendes não poupou a mídia:
O tribunal, em geral, ficou isolado. A mídia fez esse tipo de eco. O Supremo foi muito vilipendiado nesse contexto, embora o tribunal tivesse um ativo consigo.
(...) Quando se diz que não se pode contrariar a Lava Jato, que não se pode contrariar o espírito da Lava Jato —e muitos de vocês na mídia dão um eco a isso...
Como acontece em relação ao apoio a Bolsonaro, que a mídia agora finge que não tem nada a ver com ele, a mídia faz a egípcia com a Lava Jato, quando a sujeira vem à tona nas importantíssimas denúncias das reportagens da Vaza Jato.

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Aloysio Biondi e a manipulação da mídia a favor de FHC

Mais uma do grande jornalista. Esta demonstra que a mídia defendia, sim, o governo FHC, e manipulava as notícias econômicas. Publicado na Folha de S. Paulo, em 21 de agosto de 1997:

O debate (torto) sobre abusos da imprensa

(...) Manipulação

A população (mais de 70%) já percebeu que a informação está sendo manipulada – mesmo que o leitor comum e o telespectador comum não saibam identificar com precisão as técnicas utilizadas para isso.

Em síntese, pode-se dizer que os meios de comunicação inverteram deliberadamente as regras que sempre valeram para informar corretamente. Isto é: os acontecimentos ou fatos que merecem destaque vão para as manchetes e têm “chamadas” na primeira página do jornal ou capas dos cadernos específicos (economia, política, artes etc). Da mesma forma – o que sempre foi óbvio –, cada reportagem deve “começar”, em seu primeiro parágrafo, com o fato “essencial” – sobre o qual, evidentemente, o título ou manchete se inspirarão.

A inversão

No Brasil de FHC passou a haver uma regra de ouro: leia sempre as últimas linhas das notícias ou reportagens. Não é piada, não é ironia. É verdade, sim: na esmagadora maioria das notícias e análises sobre a situação da economia, quando os dados são negativos, eles são jogados no “pé”, as últimas linhas da matéria. O começo da matéria – e, conseqüentemente, os títulos – procura um aspecto positivo qualquer, para esconder o todo (em resumo, escolhe-se um “bife” sadio para chamar a atenção e se esconde o “boi” doente).

A lavagem

A sociedade já percebeu, conforme a pesquisa da Grottera, que tem sido submetida a um processo de lavagem cerebral, no governo FHC, por um jornalismo “engajado”, “manipulador” e a “serviço de interesses que não os do povo”.

Realmente, a técnica adotada visa deixar, na cabeça e na memória dos cidadãos, apenas fatos favoráveis, impedindo a sociedade de formar uma opinião correta sobre todo e qualquer problema.

Essa manipulação explica a falta de reação da sociedade diante de descalabros cometidos na área econômica. A sociedade sabe que está sendo manipulada, mas não sabe como reagir. [Leia o artigo completo aqui, e aproveite para conhecer o site que preserva o trabalho do Biondi, que morreu em 2000]

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Mino Carta detona Folha, Estadão, O Globo, JB, Civita e Frias

Apenas para lembrar com quem estamos lidando, reproduzo trechos de uma entrevista de Mino Carta a Adriana Souza Silva, da AOL, em 2004, que pode ser lida na íntegra aqui.

AOL - Como os jornais trataram a notícia do Golpe Militar?
Mino Carta - Golpe?! Imagina se alguém iria usar este termo. Os jornais sempre falaram em Revolução. Até hoje, muita gente ainda diz que foi uma "Revolução". O uso indiscriminado desta palavra é uma coisa que me dói. Tenho muito respeito pelas palavras, acho que cada uma tem seu peso, seu valor... Mas, voltando a sua pergunta, a mídia brasileira, desde aquela época, servia ao poder. Digo que o Brasil tem a pior mídia do mundo. Ela é muito ruim, incompetente, priva pela ignorância, pela vulgaridade, pelo distanciamento e pela falta de responsabilidade. A mídia vinha invocando o golpe há muito tempo. Isso é o que mais me lembro dos editoriais de O Globo, do Estadão, do Jornal do Brasil. Nesse tempo, a Folha de São Paulo não tinha o peso que adquiriu depois. Mas esses três jornais soltavam editoriais candentes, implorando a intervenção militar para impedir o caos. Era o caos que estava às portas!

AOL - O senhor diz que a mídia implorava pela intervenção militar. Mas os donos dos jornais citados pelo senhor falam que foram perseguidos.
Carta - Eles falam isso a custo da destruição da memória. Primeiro, destrói-se a memória. Esse é o processo. Em cima da escuridão, inventa-se qualquer coisa, e os leitores engolem tranqüilamente porque o trabalho é eficaz. A destruição da memória é algo que aqui se pratica com extrema habilidade. Assim como o chute no cadáver, a destruição da memória é um dos esportes nativos do Brasil, praticado com extrema competência. Em cima da destruição da memória, alguns jornais inventam que sofreram censura. O Jornal do Brasil nunca foi censurado. A Folha de São Paulo nunca foi censurada.

AOL - Nunca?
Carta - A Folha de São Paulo não só nunca foi censurada, como emprestava a sua C-14 [carro tipo perua, usado para transportar o jornal] para recolher torturados ou pessoas que iriam ser torturadas na Oban [Operação Bandeirante]. Isso está mais do que provado. É uma das obras-primas da Folha, porque o senhor Caldeira [Carlos Caldeira Filho], que era sócio do senhor Frias [Octavio Frias de Oliveira], tinha relações muito íntimas com os militares. E hoje você vê esses anúncios da Folha - o jornal desse menino idiota chamado Otavinho [Otavio Frias Filho] - esses anúncios contam de um jeito que parece que a Folha, nos anos de chumbo, sofreu muito, mas não sofreu nada. Quando houve uma mínima pressão, o sr. Frias afastou o Cláudio Abramo da direção do jornal. Digo que foi a "mínima pressão" porque o sr. Frias estava envolvido na pior das candidaturas possíveis, na sucessão do general Geisel. A Folha estava envolvida com o pior, apoiava o Frota [general Sílvio Frota, ministro do Exército no governo Geisel]. O Claudio Abramo foi afastado por isso . O jornal O Globo também não foi censurado. Isso é uma piada. Mas o Estado de São Paulo e o Jornal da Tarde, sim, esses dois foram censurados. Mas a censura veio porque havia uma briga interna deles.

AOL - Como assim?
Carta - Se houve um jornal que apoiou o golpe, foi O Estado de São Paulo. O Estado, assim como o Carlos Lacerda, que acabou caçado três anos depois que a "Redentora" se abateu pelo País. Essa gente aspirava a um papel que não tiveram. Então, começaram a brigar entre eles. O jornal Estado tinha uma profunda antipatia pelo Castello Branco porque ele não aceitou as sugestões do jornal na composição de seu primeiro governo. E aí começou essa briga interna que desaguou numa censura que era praticada na redação do jornal. O Estado tinha de publicar versos de Camões nos trechos das reportagens retiradas na redação. E no Jornal da Tarde eles tinham de colocar receitas de bolo nesses espaços.

Leia também:

» Eles dizem defender a democracia, mas adoram um golpe

» Ali Kamel: O ‘jornalismo independente’ da ‘grande imprensa’

» Exposta a doses maciças de informações manipuladas pela ‘grande imprensa’, parte dos brasileiros vive do ódio, do preconceito e do ressentimento


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O seqüestro como arma de luta política

O presidente Lula deu uma declaração em Cuba condenando os seqüestros como forma de luta política, o que foi repercutido por toda a nossa “grande imprensa”.

Mas, e quando não é a pessoa que é retirada da realidade? Quando a realidade é que é seqüestrada da pessoa, como vem acontecendo no Brasil?

Quem acompanha o Brasil pelos jornalões, pelas emissoras de TV – em especial pela Rede Globo – tem sua realidade seqüestrada.

Quer prova maior disso que a absurda correria da população aos postos de vacinação para se prevenir de uma epidemia de febre amarela que só existe na mídia? Duas pessoas já foram internadas com overdose de vacina por conta disso.

Ambas as formas de seqüestro são condenáveis, mas a população desinformada pela mídia corporativa só toma conhecimento de uma, enquanto é manipulada pela outra.

Leia também:

» Nem Civita lê a Veja

» No Brasil, a maioria é pautada pela minoria

» Opus Dei ataca com buldogues da imprensa

» O dia em que Kamel preferiu não testar hipóteses

» A luta pela manipulação das massas entre Globo e Record

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Mídia e sem votos querem sangue na Venezuela

Mais uma vez a oposição a Chávez arma o cenário para um golpe de Estado. Mais uma vez essa mesma oposição abdica do direito de derrotar o presidente venezuelano nas urnas e tenta derrubá-lo no tapetão do golpe.

Saem às ruas para protestar contra a reforma Constitucional aprovada pelo Congresso venezuelano, que vai à votação popular no próximo dia 2 de dezembro. E a reforma foi aprovada quase que por unanimidade, simplesmente porque nas últimas eleições a oposição abdicou do direito de lançar candidatos na disputa, o que fez, obviamente, com que só candidatos afinados com o presidente Chávez fossem eleitos. Alegaram os fujões que a disputa não seria democrática, embora observadores internacionais (inclusive a Fundação do ex-presidente americano Jimmy Carter) tenham confirmado a lisura de todo o processo.

Agora, mais uma vez, partem para as ruas com o único objetivo de conseguir fabricar vítimas, para poder usar o sangue de inocentes úteis e tentar o golpe, exatamente como em 2002.

Aparentemente, agora têm a seu lado o ex-ministro Raúl Baduel, o homem que ajudou Chávez naquele ano, dando o contragolpe, que restituiu o poder ao presidente um dia após o golpe. Em declaração recente e surpreendente, Baduel disse que a aprovação da reforma Constitucional será um golpe de Estado. Como se dá um golpe de Estado dentro das regras, através do voto, ele não explicou. Também não disse o que devem fazer os venezuelanos, caso haja a vitória do sim, no dia 2.

Baduel era amigo de Chávez - é inclusive seu compadre - e suas declarações colocaram ainda mais fogo na situação.

Mas, vejam só, o cenário é tão cercado de suspeitas na Venezuela, que há quem veja o dedo de Chávez nas declarações de Baduel . Para esses, ao pedir o voto no não – e não pregar a abstenção, como faz a oposição – Baduel está ajudando o presidente, ao incentivar a presença maciça da população no referendo, o que aumentaria a legitimidade da aprovação da reforma.

O caso é que os sinais emitidos da Venezuela são recebidos no Brasil pela “grande imprensa” com os “chavõez” (com z mesmo, de Chávez) de sempre. De sua parte, Chávez parece tranqüilo e disposto a não permitir que 2002 se repita em 2007. Estruturou-se nesses anos todos para isso. E tem a grande maioria da população a seu lado, como provaram todas as últimas eleições. Agora não deverá ser diferente.

A oposição esperneia. Sem voto, tenta ganhar no grito. Exatamente como ensaiam fazer aqui no Brasil.

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Eles dizem defender a democracia, mas adoram um golpe


Quando a “grande imprensa” diz que defende a liberdade e a democracia e que os que a criticam são a favor da censura, autoritários e antidemocratas, é didático ver esse trecho de um discurso feito ainda outro dia pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) – um defensor intransigente da ditadura militar – mostrando como a “grande imprensa” da época bateu o prato e lambeu os beiços com o mingau da ditadura, desde o primeiros dias do golpe militar de 64.

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» Ali Kamel: O ‘jornalismo independente’ da ‘grande imprensa’

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» Como baixar vídeos do Youtube para seu computador

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Redes de rádio e TV se unem contra o Senado. No México

Não é só aqui não. Quarta-feira, as principais emissoras de rádio e TV do México entraram em cadeia nacional para atacar o Senado.

E dessa vez o Renan não tinha nada a ver com isso. O que está acontecendo é o seguinte. Lá, parte da propaganda política é paga (aqui também, mas de outra forma). E o Senado ia votar naquele dia uma lei que simplesmente acaba com a propaganda política paga no rádio e na TV. O que tira milhões de dólares do faturamento da “grande mídia”.

Ela sentiu – e acusou - o duro golpe no bolso. Acontece que a “grande mídia” dá ao próprio bolso nomes pomposos, como democracia e liberdade de expressão. E partiu para o ataque.

Imaginem Globo, SBT, Record, Bandeirantes e as principais emissoras de rádio, em cadeia nacional, no horário nobre, dizendo ao povo que a liberdade de expressão – logo, a democracia - está sendo ameaçada com a medida do Senado, e exigindo a criação de um plebiscito. Ou seja, em cadeia nacional fizeram uma rebelião para tentar usurpar o poder de um Senado legitimamente eleito.

No entanto, o tiro saiu pela culatra. As ameaças da mídia uniram ainda mais os senadores, e os líderes dos três principais partidos foram ovacionados, quando reconheceram a culpa dos políticos pelo enorme poder que permitiram que se concentrasse nas mãos da mídia. Ao final, a lei foi aprovada por 110 a 11.

Como se vê, é aquilo que venho afirmando aqui. O comportamento de nossa imprensa não tem nada de exótico, mas, ao contrário, ele se encaixa num movimento maior, a partir dos EUA, que se irradia e reflete não apenas aqui, mas, em maior ou menor grau, pela imprensa de todo o mundo, e tem um de seus casos mais grotescos na imprensa venezuelana.

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Constantino-Roriz: Dinheiro do dono da Gol continua dando o que falar

Da reportagem de Jailton de Carvalho e Gerson Camarotti, em O Globo:

O Ministério Público do Distrito Federal investiga o envolvimento do empresário Nenê Constantino, dono de empresas de ônibus e da Gol Linhas Aéreas, numa suposta farsa para camuflar a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões entre o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) e outros investigados na Operação Aquarela. A suspeita surgiu após a descoberta de um depósito de R$ $1.931.155,60 que Constantino fez na própria conta bancária, no Banco do Brasil, no último dia 3. A operação financeira foi confirmada ao Globo por Constantino, que alegou que ficou com o dinheiro parado tanto tempo "por simples comodidade".

Para os investigadores, a manobra tem uma falha: a data do depósito. O cheque de R$ 2,2 milhões foi sacado em 13 de março, e o depósito, feito em 3 de julho - uma diferença de 112 dias. Nesse período, Constantino poderia ter lucrado R$ 72 mil, se tivesse aplicado o valor de R$ 1,9 milhão a uma taxa de 1%, rendimento médio no mercado de capitais.

- Estão tentando dar uma explicação para o destino do dinheiro (o cheque de R$ 2,2 milhões). Mas falta explicar por que alguém guardaria tanto dinheiro em casa por tanto tempo - disse uma das autoridades que investigam o caso.

O empresário Nenê Constantino confirmou ontem o depósito notificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e alegou que manteve parte do dinheiro em casa por tanto tempo por uma questão pessoal. Esta é a primeira vez que Constantino fala sobre o caso, desde que o escândalo veio a público.

- O dinheiro, por simples comodidade de minha parte, ficou guardado em espécie e devidamente contabilizado. No entanto, em função de toda a polêmica, para evitar distorções ainda maiores, resolvi depositá-lo em agência bancária do Banco do Brasil onde possuo conta corrente, o que fiz no último dia 3 de julho, num valor total de R$ 1.931.155,60", afirma na nota.

Desde o dia 1° de julho (na postagem que reproduzo a seguir) venho cobrando uma investigação mais ampla em cima de Constantino. Certamente, ele tem muito mais a dizer do que o fez até o momento.

Agora, o detalhe dos centavos no depósito mostra que se trata de um típico caso de gato escondido com o rabo de fora, não? Fico imaginando a cena:

- Mulher, pega aquela minha meia marrom lá no quarto. Dentro dela tem o troco daquele empréstimo pro Roriz. Deposita tudo na conta do BB, até os centavos...

A postagem do início do mês:

Que tal pedir ao dono da Gol para contar a história real (R$) do caso Roriz?

Tudo bem que o senador Roriz não tem lá uma reputação das mais respeitosas. Pelo contrário, suas administrações em Brasília foram cercadas de escândalos. A fantástica história da bezerra é mais uma história pra boi dormir do que outra coisa. Mas, e o empresário Constantino de Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Gol? Se não se aceita a história de Roriz, por que não se investiga Constantino para que ele revele a verdade?

A suspeita de que os R$ 300 mil sejam dinheiro de corrupção não pode cair apenas para o lado do senador. Só há corruptos, se houver corruptores. Por que o cheque do Constantino, que era do Banco do Brasil, foi descontado no BRB? Por que Constantino – e não outra pessoa - “emprestou” o dinheiro a Roriz? É bom não esquecer que boa parte da fortuna da família vem de suas empresas de ônibus de Brasília, cidade que foi longamente administrada pelo atual senador.

Por que não se fala também que essas empresas devem milhões ao INSS? Que uma delas - a Viação Planeta – mudou de endereço (inclusive de estado) nove vezes num período de 18 meses, gerando relatório da Receita Federal com a seguinte afirmação:

"Emerge de todo o relatado que o ato de comunicação de mudança falsa de endereço da Viação Planeta visava beneficiar ilicitamente a devedora, visto que seria negativada em praça onde não tem sede nem negócio algum"

Isto sem contar as autuações por trabalho escravo nas Fazendas Colorado, no Pará, e Tabuleiro, na Bahia. Na primeira, foram encontrados 23 trabalhadores em condições de escravidão. Na segunda, um número mais de 12 vezes maior – 279.

Gostaria de saber os reais (com duplo sentido) motivos de pouparem o homem que financiou a bezerra de ouro, ou vou acabar pensando que agem assim porque não querem perder patrocínio da Gol.

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O Globo, Estadão e Folha contra Lula

A discussão é antiga, vem desde antes do primeiro turno das eleições do ano passado. Afinal, a mídia era neutra ou a favor de uma das candidaturas, na eleição presidencial?

Mostrei aqui em setembro uma pesquisa do Observatório da Mídia, com a tendência antiLula da mídia. Agora, uma pesquisa muito mais ampla, publicada na Carta Capital, confirma o que sempre se afirmou aqui, que a grande mídia tentou empurrar goela abaixo da população a insípida candidatura do chuchu Alckmin.

O quadro abaixo resume o circo.

Quadro comparativo da pesquisa

Agora eles continuam afirmando que são neutros, apenas dão a informação. Exatamente como no ano passado. Quem acredita?

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O que é agenda-setting?

Do Palanque do Blackão:

O verbete da Wikipedia (em inglês) começa com a seguinte citação dos autores Shaw & McCombs, de 1977:

“Pode estar aqui o efeito mais importante da comunicação de massa: sua habilidade de ordenar e organizar o ‘nosso mundo’ para nós. Em suma, a mídia de massa pode até não obter sucesso em nos contar o que pensar, mas ela é incrivelmente bem-sucedida em nos contar sobre o que pensar.”

Os meios de comunicação de massa seguem uma agenda de temas que eles e seus mantenedores consideram interessantes. A maneira de contar importa muito, pois o que e como ser mostrado e sobretudo o que ser omitido sobre um determinado tema são determinantes na maneira do consumidor-interagente dessa informação pensar.

Poderíamos dizer que o MST serve talvez o melhor churrasco do mundo e de graça para os visitantes dos assentamentos. Que há escolas que ensinam o trabalho agrícola, que reforçam a história e que eles trabalham sempre cooperativados. Os lucros são irmamente repartidos entre todos sem exceção. E eles têm uma noção de lucro, despesa e investimento absurda, mesmo quem não tem 2° grau. Ninguém pode ficar sem comida nunca.

Mas duvido que 90% dos leitores deste blog de esquerda sequer imaginem que o movimento seja tão organizado assim.