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Milei curte comentários no X que falam em usar lança chamas e napalm contra manifestantes

Durante a gigantesca manifestação popular ontem à tarde na Argentina, o presidente Javier Milei ficou monitorando os passos do manifestantes diretamente da central de policia [imagem acima], com um olho nos monitores e outro no X, ex-Twitter.

Milei, que governa orientado por conselhos de seus cachorros, que são traduzidos por uma mulher que diz traduzir a linguagem dos cães para os humanos, e por sua irmã, estudante de confeitaria e seu braço direito, acompanhou ao vivo o povo sair às ruas mesmo com as medidas autoritárias que tomou para impedir, como nos tempos da ditadura.

Ao mesmo tempo, Milei acompanhava a "temperatura" das manifestações nas postagens no X, curtindo algumas delas. Entre essas, duas chamam a atenção: uma que defende que se use lança chamas e outra que sugere o uso de napalm contra os manifestantes.


 

Lança chamas todo mundo sabe o que é, mas napalm só os mais antigos, porque foi utilizado pelos Estados Unidos contra o Vietnã. Em resumo, é uma bomba incendiária que adere ao corpo e queima até esgotar sua chama. Provocou uma catástrofe humanitária, com efeito até os dias de hoje, com pessoas totalmente deformadas.

E o Milei curtiu as sugestões. Se os cachorros que o aconselham gostarem das ideias como ele curtiu, os argentinos que se cuidem.


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Twitter do Globo é invadido por manifestantes que pedem 'democratização da mídia que participou do golpe de 64 e apoiou a ditadura'

Abaixo, reprodução da imagem da página crackeada do jornal O Globo no Twitter:


Jornal O Globo crackeado

Aqui, nova crítica dos manifestantes contra a manipulação da mídia, de que O Globo é símbolo:

Crítica à informação manipulada pela mídia corporativa

Na página crackeada há uma referência ao Anonymous Brazil (@AnonManifest), com crítica à proibição do uso de máscaras em manifestações no Rio de Janeiro.

Página do Twitter de um perfil citado na página invadida do jornal O Globo

As manifestações marcadas para amanhã, 7 de setembro, por todo o Brasil vão da extrema esquerda à extrema direita - onde, em alguns aspectos, como o lacerdismo, se encontram.

Em boa parte, é encorajada pela mídia corporativa, que quer por o governo de joelhos para implantar sua agenda, que é coincidentemente a daquele país que espiona nosso governo e apoiou fartamente o golpe de 1964.

Também é pelo poderio dessa mídia que os demais brasileiros serão informados sobre o que se passará amanhã. A agenda-setting continua a ser determinada por ela.

E continuará assim, caso o governo não compreenda a importância da democratização da mídia e de uma maior e democrática participação popular no governo.

Uma atualização da página da pessoa que se diz do Anonimous traz uma imagem do ex-presidente João Goulart defendendo manifestações populares:

Ex-presidente João Goulart, derrubado pelo golpe civil-militar de 1964


Madame Flaubert, de Antonio Mello

De onde parte a violência na Venezuela

Manchete de O Globo hoje:

"Cinco baleados em manifestação na Venezuela"

Lê-se a matéria e fica-se sabendo que, dos cinco baleados, quatro eram policiais. O quinto, um adolescente de 17 anos que passava pelo local.

E depois ainda querem vender o peixe de que a violência parte do governo...

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Mídia e sem votos querem sangue na Venezuela

Mais uma vez a oposição a Chávez arma o cenário para um golpe de Estado. Mais uma vez essa mesma oposição abdica do direito de derrotar o presidente venezuelano nas urnas e tenta derrubá-lo no tapetão do golpe.

Saem às ruas para protestar contra a reforma Constitucional aprovada pelo Congresso venezuelano, que vai à votação popular no próximo dia 2 de dezembro. E a reforma foi aprovada quase que por unanimidade, simplesmente porque nas últimas eleições a oposição abdicou do direito de lançar candidatos na disputa, o que fez, obviamente, com que só candidatos afinados com o presidente Chávez fossem eleitos. Alegaram os fujões que a disputa não seria democrática, embora observadores internacionais (inclusive a Fundação do ex-presidente americano Jimmy Carter) tenham confirmado a lisura de todo o processo.

Agora, mais uma vez, partem para as ruas com o único objetivo de conseguir fabricar vítimas, para poder usar o sangue de inocentes úteis e tentar o golpe, exatamente como em 2002.

Aparentemente, agora têm a seu lado o ex-ministro Raúl Baduel, o homem que ajudou Chávez naquele ano, dando o contragolpe, que restituiu o poder ao presidente um dia após o golpe. Em declaração recente e surpreendente, Baduel disse que a aprovação da reforma Constitucional será um golpe de Estado. Como se dá um golpe de Estado dentro das regras, através do voto, ele não explicou. Também não disse o que devem fazer os venezuelanos, caso haja a vitória do sim, no dia 2.

Baduel era amigo de Chávez - é inclusive seu compadre - e suas declarações colocaram ainda mais fogo na situação.

Mas, vejam só, o cenário é tão cercado de suspeitas na Venezuela, que há quem veja o dedo de Chávez nas declarações de Baduel . Para esses, ao pedir o voto no não – e não pregar a abstenção, como faz a oposição – Baduel está ajudando o presidente, ao incentivar a presença maciça da população no referendo, o que aumentaria a legitimidade da aprovação da reforma.

O caso é que os sinais emitidos da Venezuela são recebidos no Brasil pela “grande imprensa” com os “chavõez” (com z mesmo, de Chávez) de sempre. De sua parte, Chávez parece tranqüilo e disposto a não permitir que 2002 se repita em 2007. Estruturou-se nesses anos todos para isso. E tem a grande maioria da população a seu lado, como provaram todas as últimas eleições. Agora não deverá ser diferente.

A oposição esperneia. Sem voto, tenta ganhar no grito. Exatamente como ensaiam fazer aqui no Brasil.

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