Bolsonaro não tem a mínima importância. Pior fez o CQC que colocou entrevista no ar

O deputado conseguiu o que queria. Aliás, bem mais do que queria. É produto de um nicho, que o elege e aos filhos: a milicada de pijamas ou os milicos retardatários como ele (que só se formou depois da Lei de Anistia).

Esses choram porque não tiveram oportunidade de "exercer sua autoridade", torturar etc., e também porque hoje já não podem mais gritar "sabe com quem está falando?". Sem contar as perdas salariais e de benefícios. Para si e suas esposas, filhas, viúvas. Grande parte deles mora no Rio de Janeiro e vota no Roque Santeiro da ditadura, aquele que foi sem nunca ter sido.

Agora, graças ao CQC, que é um Pânico metido a inteligente, ele virou notícia no Brasil todo. Está se deliciando. E quanto mais falarem nele mais ele vai gostar. Ainda por cima se está desviando o foco do verdadeiro responsável pelo show de preconceito, ignorância e cafajestada do deputado: o programa e a emissora que o abriga.

Não foi uma entrevista ao vivo. Estava gravada. Foi ao ar porque quiseram criar a polêmica que criaram. Fizeram um BBB com o B e ainda tentam fingir que não tiveram nada a ver com isso. Ele não chegou ali de penetra nem por acaso. Foi convidado exatamente para dar a entrevista preconceituosa que deu e assim gerar repercussão. Ambos estão conseguindo. Mas por isso não se pode criticar um e livrar a cara do outro. O programa montou o circo.

Assiste quem quer? Não. A TV aberta é uma concessão pública.

Mas a lei de Meios vem aí. É questão de tempo.

O Roque Santeiro da ditadura vai continuar a ser votado, enquanto os generais de pijama estiverem vivos. Mas o tempo cuida deles. E o tempo está contra eles. Hoje, nem o Exército (o da ativa) saudou a ditadura que se instalou no país em 1964. Amanhã, quem sabe, nenhuma emissora vai dar voz a quem se vangloria da própria infâmia.

E ainda há quem critique o deputado Tiririca, um palhaço que quer defender o circo, que traz há séculos alegria e diversão para todos; diferentemente do outro, que defende a tortura, a tristeza, a violência, a covardia, o preconceito, como modo de vida.
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Blogagem Coletiva pela Abertura dos Arquivos Secretos da Ditadura Militar

Recebi comentário do Tiago Aguiar e passo adiante, com uma ressalva: Bolsonaro é um medíocre que não vale a grita que estão fazendo com ele. Culpa têm a Band e o CQC por darem voz a esse cretino.

Caro Mello. Eu gostaria de pedir a sua ajuda e contribuição na seguinte campanha: 3ª Blogagem Coletiva pela Abertura dos Arquivos Secretos da Ditadura Militar. Sei que já estás contribuindo, mas se eu puder ao menos divulgar aqui na caixa de comentários, já é um bom começo. Se puderes dar qualquer força a mais...

Esta luta é de todos nós!

Estamos agindo com conjunto, procurando alimentar a hashtag: #DesarquivandoBR Será difícil emplacar nos tt, mas o Bolsanaro merece uma homenagem em seus momentos de glória. O povo precisa saber de tudo sobre o que ele defende!

@NiDeOliveira71: Retomando a campanha pelo desarquivamento do Brasil | http://bit.ly/et8qzd #desarquivandoBR

@paduafernandes: Desarquivando o Brasil II: Investigando a OAB | http://bit.ly/gokhBa #desarquivandoBR

@_mdcc: O inatual: é urgente produzir memória | http://bit.ly/gJ5GcI #desarquivandoBR

@camilofabiano: “Necessidade de saber” | http://bit.ly/eEdxhC #desarquivandoBR

@t_aaguiar: "O homem de Ferro e de Flor" | http://t.co/QPefnnS #desarquivandoBR

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No Brasil, Dia da Mentira não é 1º de abril, é 31 de março de 1964

O golpe de Estado no Brasil aconteceu no dia 1º de abril de 1964. Forças militares insufladas pela imprensa golpista derrubaram um governo democrática e constitucionalmente eleito.

Mas, como pegava mal um golpe que se dizia em defesa da democracia acontecer no Dia da Mentira (o que era mais do que uma piada pronta), recuou-se no tempo, aproveitou-se o Dia da Mentira para dizer que o golpe havia acontecido no dia anterior. Por isso, no Brasil, o Dia da Mentira é 31 de março de 1964.

Enquanto durou o golpe, a mentira foi ensinada em todas as escolas do Brasil. Agora, qualquer criancinha sabe que o golpe foi praticado no dia 1º de abril.

Mas os militares de pijama, os que se elegem às custas deles e de suas esposas e filhas, enaltecendo a ditadura, querem continuar com a mentira de que o golpe aconteceu em 31 de março de 1964 e que não foi um golpe, foi...

[Nota conjunta dos clubes Militar, Naval e Aeronáutico. Original aqui, em pdf]

Há quarenta e sete anos, nesta data, respondendo aos reclamos da opinião pública nacional, as Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo Governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro.
À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais Comandantes Militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia.
A história, registrada na imprensa escrita e falada da época, é implacável em relatar os fatos, todos inadmissíveis em um País democraticamente organizado, regido por Leis e entregue a Poderes escolhidos livremente pelo seu povo.
Por maiores que sejam alguns esforços para “criar” uma história diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrado pela história em outros países.
Relembrá-los, sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação em honra daqueles que, sem visar qualquer benefício em favor próprio, expuseram suas carreiras militares e até mesmo suas próprias vidas em defesa da democracia que hoje desfrutamos.
Os Clubes Militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira.

Ou seja, trocando para uma linguagem que eles entendem muito bem, usaram uniformes, armamentos, treinamento, capacitação, salário, auxílio moradia, alimentação, tudo pago pelo estado brasileiro para darem um golpe contra este mesmo estado que lhes pagava salário, uniformes, armamentos, treinamento, capacitação, auxílio moradia e alimentava suas famílias.

Por que não abandonaram as Forças Armadas e foram à luta, buscando auxílio na imprensa que lhes lambia os coturnos, nos latifundiários, nos empresários golpistas, nos Estados Unidos que apoiavam o golpe?

Derrubaram um governo eleito pelo povo, prenderam, torturaram, mataram, tudo isso usando armamentos, treinamento e galardões do Estado, recebendo salários do Estado a que juraram fidelidade.

Cúmulo do cinismo é a nota homenagear "integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira".

Mas, qual Nação Brasileira? A representada pelos líderes golpistas, pela imprensa e empresários alinhados aos EUA, que enviaram tropas e armamentos para garantirem que a traição tivesse êxito.

Por que eles se consideram corretos e acusam Lamarca, porque ele teria usado os ensinamentos, o treinamento e as armas que recebeu no Exército contra o golpe? Não foi exatamente o mesmo que fizeram? Por que Lamarca é considerado pelas Forças Armadas o "único traidor da nação" e eles não?

Por isso, a Comissão da Verdade é fundamental. Não podemos deixar que a mentira prevaleça. Nossa história tem que ser revirada, estudada, posta a limpo, como vem acontecendo em todas as demais nações do hemisfério.

Por que só assim "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

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Barcas não vão mais fazer travessia Rio-Niterói-Rio durante a madrugada. O que a população ganha com isso?

A notícia acabou de sair na imprensa oficial do governo do estado do Rio de Janeiro, as Organizações Globo. A partir de 26 de abril, as barcas que fazem a travessia Rio-Niterói-Rio não vão funcionar de madrugada.

Já foi definida a data para o fim da circulação durante a madrugada das barcas: 26 de abril. Em nota, a concessionária Barcas S/A afirma que o serviço será encerrado por determinação do governo. Eles afirmam ainda que os usuários poderão contar com o serviço da linha de ônibus 100D, que faz o trajeto Praça XV-Araribóia. Leia a íntegra da nota:

"A concessionária Barcas S/A informa que o serviço de transporte da linha Praça XV-Niterói, do período da madrugada (compreendido entre meia-noite e 5 horas), será suprimido por determinação do Governo do Estado.

"Tal medida decorreu da verificação da baixa demanda, que não alcança uma quantidade mínima de passageiros para justificar a utilização do transporte de massa.

"É importante destacar que o interesse das pessoas que utilizam o transporte durante esse período está garantido. A linha de ônibus 100D, que faz o trajeto Praça XV-Araribóia, opera 24h em todos os dias da semana.

"Durante os próximos 30 dias, a concessionária vai comunicar aos usuários a data de paralisação do serviço, que será em 26 de abril de 2011".

A empresa Barcas S.A. recebeu uma concessão do estado para operar as barcas. Evidentemente, esse contrato previa o funcionamento das barcas de madrugada. O que deixará de ocorrer a partir de 26 de abril.

E o que a população ganha com isso? Nada. Como a arrogante nota da empresa informa, o povão madrugador deve pegar a linha de ônibus.

E o dinheiro que a Barcas S.A. vai economizar ao deixar de prestar um serviço para o qual recebeu concessão vai pra onde?

A empresa deveria pelo menos oferecer o serviço gratuito de ônibus para os usuários. Ou então o governo do estado deveria renegociar a concessão.

O que não pode é a empresa anunciar que o serviço será "suprimido por determinação do Governo do Estado" e ainda lucrar com isso.

Ou pode?

Metrô e SuperVia eu sei que são defendidas pelo escritório de advocacia da esposa do governador Cabral. Barcas também?

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Atentado ao blogueiro Ricardo Gama - Se a polícia quer saber quem é o autor deve começar investigação dentro de casa

O blogueiro Ricardo Gama foi alvo de um atentado na manhã de quarta-feira. Foram disparados quatro tiros por um homem que estava num Ford Ka prateado. Três tiros atingiram o blogueiro: um na cabeça, outro no pescoço e o terceiro no tórax. Ricardo foi operado na noite de quarta-feira, não corre risco de morte, mas deve permanecer sedado pelo menos até amanhã, segundo os médicos.

A polícia ainda não tem pista alguma sobre o autor dos disparos. Testemunhas afirmam que ele chamou Ricardo pelo nome e este, quando se virou para ver quem o chamava, foi atingido pelos tiros. Ao cair, sempre segundo testemunhas, Ricardo teria repetido algumas vezes "queima de arquivo, queima de arquivo". Em seu blog, o blogueiro já denunciara ameaças que vinha recebendo. Portanto, a polícia deve começar as investigações por aí.

Em postagem de 13 de fevereiro, Ricardo Gama escreveu:

E digo mais, não adianta me ameaçar, claro que fico assustado, e preocupado, não tenho peito de aço, mas já fui a Delegacia de Polícia e fiz a devida representação por uma questão de segurança, mais tarde aqui no blog falarei sobre esse assunto.

Realmente, ainda no mesmo dia 13, ele fez nova postagem com a denúncia, agora dando nome aos bois: Suposto policial me ameaça por causa de postagens sobre o Delegado Carlos Oliveira. Só que o streaming do Twitcam não está funcionando. Mas, quando acordar, Ricardo pode contar o que continha e talvez mostre até o conteúdo, que ele provavelmente copiou, por segurança.

O delegado Carlos Oliveira citado no título da postagem era braço direito do delegado Alan Turnowski, na época chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ambos foram apanhados pela Operação Guilhotina da Polícia Federal, que provocou verdadeiro pandemônio na Secretaria de Segurança Pública do Estado e era tema obsessivo das postagens de Ricardo Gama. Carvalho está preso e Turnowski foi afastado.

Ricardo nunca se conformou com o fim da Operação Guilhotina, especialmente da maneira com que foi feito: o superintendente da PF enviado para Roma, o delegado da PF transferido para o Maranhão e o caso passando para as mãos da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que não participara da Operação Guilhotina exatamente por ser alvo dela.

As críticas do blogueiro sobre o fim da Operação podem ser conferidas em vídeos postados por ele aqui, aqui, aqui e aqui.

Ricardo Gama tivera seu carro atingido por balas anteriormente. Há pouco tempo teve um bate-boca com um policial da Delegacia de Copacabana, por causa do registro de uma ocorrência que o delegado se recusou a fazer. Nome do delegado: Bruno Giladerte, o mesmo que investiga agora o atentado.

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Blogueiro Ricardo Gama é atingido por três tiros em Copacabana

Foi na manhã desta quarta-feira, por volta das 11h, pouco depois de ter feito uma postagem em seu blog, às 10h41, criticando o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, seus alvos prediletos. O primeiro, pela prisão dos manifestantes do consulado americano. O segundo, pela nova forma de divulgação dos dados da dengue na cidade.

O RJTV fez uma boa reportagem sobre o assunto, que pode ser assistida aqui. Nela, o delegado Bruno Giladerte, responsável pelo caso, afirma:

Nós temos ali várias pessoas que poderiam ter se sentido ofendidas ou mesmo que poderiam ter como objetivo silenciar o que ele vinha escrevendo.

Segundo informações que me chegaram, Ricardo Gama não corre risco de morrer, embora tenha sido atingido por três tiros. Uma das balas atravessou seu rosto, outra o atingiu no pescoço e a terceira no tórax. Ricardo está internado em Copacabana e passa por uma cirurgia no momento para limpar a área do rosto atingida pela bala.

Vamos torcer para que ele se saia bem dessa. E que atirar em blogueiros não vire moda.


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Saudade do Lula? Assista a esse documentário argentino sobre nosso presidente

O documentário parte de uma entrevista com Lula e passa por cenários e pessoas importantes na vida do nordestino pobre que virou o presidente mais popular da história do Brasil. [Fonte: Doc Verdade]

"O maior exemplo de governança, você não pega num livro. Pega numa mãe. Ela vai sempre tratar daquele que está mais debilitado. Se tiver que dar um pedacinho de carne a mais, ela vai dar pro que está mais debilitado. (...) Ela adora todos. Ela ama todos. Mas aquele debilitado - não é o mais bonito, não é o mais esperto, é o mais necessitado. Esse é o espírito de mãe. Eu te confesso que eu governo o país com o espírito de mãe. Nós temos que cuidar das pessoas mais pobres. O rico não precisa do Estado. Essa é a verdade."




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Depois de chamar ditadura de ditabranda, Folha registra jornalistas como assessores administrativos

Depois de tentar fraudar a história chamando de ditabranda a ditadura que existiu no Brasil (e a quem confessadamente serviu e apoiou), a Folha agora faz o mesmo com jornalistas, que são registrados como assessores administrativos. A denúncia é do Comunique-se.

A Folha de S.Paulo registrou dois jornalistas como assessores administrativos. A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Comitê de Imprensa do Senado, o jornalista Fábio Marçal, que também é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.

O Comunique-se teve acesso aos documentos que comprovam a irregularidade na contratação dos jornalistas. Nos dados, o jornal alega que o registro como assessor administrativo é uma norma da empresa. “Eu não sei se eles fazem isso pra fugir do sindicato ou pra burlar a legislação, é um absurdo”, contestou Marçal.

O jornalista enfatiza que apenas os dois casos se tornaram conhecidos, mas acredita que outros profissionais já tenham passado pela mesma situação.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário Maia, a situação é absurda. “É um absurdo. É uma demostração de que veículos como a Folha são muito apressados em denunciar irregularidades, mas não prestam atenção no que acontece debaixo do seu nariz”, afirmou.[a reportagem completa de Izabela Vasconcelos está no link]

Segundo a Unesp (aqui, em pdf), é função do assessor administrativo:

Assessorar, no âmbito administrativo o superior imediato e a área de atuação, emitindo
informações, analisando dados, recepcionando pessoas, controlando e analisando
processos, máquinas e equipamentos, com vistas a assegurar o eficiente funcionamento
da área de atuação.

É esse o jornalismo da Folha, a serviço do "superior imediato".

Na edição de hoje a Folha ignorou o assunto.

Leia também:


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No Brasil, todo presidiário é preso político

A visita do presidente Obama ao Brasil (que deve ser mais propriamente chamada de "ocupação do território brasileiro pelas tropas de segurança do presidente americano") fez a alegria da mídia golpista e de governantes sem espinha dorsal.

Governador e prefeito do Rio (um, tucano de berço, o outro, por adoção - embora hoje estejam no PMDB) foram simplesmente barrados pela segurança de Obama em eventos na cidade e no estado em que foram democraticamente eleitos. E se curvaram. Como não têm luz própria, não há novidade nisso.

Mas houve quem protestasse na internet e até um grupo que saiu às ruas e resolveu fazer uma manifestação diante do consulado americano no Rio. No ato, alguém lançou um coquetel molotov na direção do consulado, que atingiu um segurança. 13 pessoas foram presas, sendo um menor e uma senhora de 69 anos.

Leio hoje em O Globo que oito dos prisioneiros tiveram a cabeça raspada (por quê? Onde está o direito à inviolabilidade primeira, a de nosso corpo?). O menor ficou numa unidade de acolhimento de menores. Nenhum teve habeas corpus, o Estado não cuidou de defender os direitos deles, acusados sem prova, pois até hoje não se sabe de onde teria vindo o coquetel molotov.

Segundo informações, o governo pediu ao consulado americano imagens da manifestação, mas recebeu como resposta que essas só seriam liberadas quando o presidente americano (momentaneamente presidente do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro) deixasse o país.

Recebi mensagens em apoio aos manifestantes e, em especial, de preocupação com relação ao único menor, pois se encontrava sozinho e temiam por sua integridade física.

Qualquer um que tenha conhecimento sobre a realidade das cadeias, presídios e "centros de acolhimento" de menores infratores sabe que os temores são mais do que justificados.

Quem conhece o instituto Padre Severino, por exemplo, aqui no Rio, tem vontade de apelar para a defesa que Sobral Pinto fez de Prestes na década de 1930, quando o advogado invocou a Lei de Proteção dos Animais.

Lamentavelmente, a grita (mais do que justa) pela libertação do jovem não é feita diariamente, pois os outros que lá estão "acolhidos" são submetidos a tudo o que se temia que pudesse acontecer ao jovem manifestante.

E o perfil dos jovens "acolhidos" é aterrador:

70% dos adolescentes atendidos vêm de famílias com renda familiar mensal de menos de um salário mínimo. Mais 15% de até dois salários.

80% deles têm o ensino fundamental incompleto. 5% deles são analfabetos.

85% são negros (43%) e pardos (42%). Os brancos são 15%.

81% não estudavam, e apenas 20% trabalhavam (17% no mercado informal), quando foram presos. A maioria, subnutrida ou desnutrida.

Nas cadeias e presídios, a situação não é diferente. No entanto, banqueiros, políticos, empresários, médicos, advogados, jornalistas, coronéis cometem crimes e aguardam em liberdade até que seja emitida a sentença definitiva. Os exemplos são vários: Daniel Dantas, Paulo Maluf, Nenê Constantino, o médico taradão de nome árabe, o juiz Lalau, Pimenta Neves (que assassinou fria e covardemente a também jornalista Sandra Gomide), o coronel que ordenou o massacre de Eldorado dos Carajás.

Mas as 13 pessoas da manifestação em frente ao consulado americano foram presas e assim permaneceram até a noite de ontem, apenas porque se manifestavam contrárias à visita do presidente americano, que ainda desrespeitou nosso território ao autorizar o ataque à Líbia enquanto nos visitava.

Por isso, o título desta postagem. No Brasil, todo presidiário é preso político.

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Soldados americanos executam civis inocentes no Afeganistão e posam com seus corpos como troféus



As imagens "repulsivas" (na definição do Spiegel, de onde as retirei, a partir de uma postagem do Blog do Gadelha) mostram soldados americanos exibindo o corpo de um civil assassinado por eles. O Spiegel afirmou que tem várias outras imagens semelhantes e vídeos.

Segundo a reportagem um grupo de 12 soldados americanos vai à corte marcial por atos que o coronel das forças armadas dos USA Thomas Collins classifica como "repugnantes para nós como seres humanos e contrários às normas e valores dos Estados Unidos".

Na mesma linha, um comunicado do exército americano afirma que "[a ação dos soldados está] em absoluto contraste com a disciplina, o profissionalismo e o respeito que têm caracterizado o desempenho dos nossos soldados".

Não é o que afirma o ex-marine Jimmy Massey, que trabalhou durante 12 anos no exército dos EUA:

Jimmy Massey: Durante quase 12 anos ele foi um marine. Trabalhou no recrutamento de jovens para guerra no Iraque. E comandando seu pelotão no solo iraquiano.

Recentemente, esteve em Caracas, na Venezuela, para lançar seu livro Cowboys de Infierno. Na ocasião, deu uma entrevista à jornalista Rosa Miriam Elizalde. A seguir, trechos da entrevista, que pode ser lida na íntegra aqui (em espanhol).

Jimmy Massey por ele mesmo


Tenho 32 anos e sou um assassino psicopata treinado para matar. Não nasci com essa mentalidade. Foi o Corpo de Infantaria da Marinha dos EUA que me educou para ser um gângster das corporações americanas. O que sei fazer é vender aos jovens a idéia de alistar-se nos marines e matar. Sou incapaz de conservar um trabalho. Para mim os civis são desprezíveis, atrasados mentais, uns fracos, uma manada de ovelhas. Eu sou seu cão pastor. Sou um predador. No Exército me chamavam "Jimmy o Tubarão".

Marines


Os Estados Unidos só têm duas maneiras de usar os marines: para tarefas humanitárias e para assassinar. Nos 12 anos que eu passei no Corpo de Marines dos Estados Unidos jamais participei de missões humanitárias.

O que significa ser um recrutador militar nos EUA


Ser um mentiroso. A administração Bush tem incentivado a juventude americana a alistar-se no Exército e o que basicamente faz – e eu fiz também - é atraí-los com incentivos econômicos. [Se tiver estômago para imagens fortes, visite esta página, com mais informações e fotos – algumas bem chocantes – dos soldados americanos que acreditaram nas promessas de Bush]. Durante três anos recrutei 74 pessoas, que nunca me disseram que queriam entrar no Exército para defender o país nem alegaram nenhuma razão patriótica. Queriam receber dinheiro para ir a uma universidade ou obter um seguro de saúde. E eu lhes descrevia primeiro todas essas vantagens e só ao final lhes falava que iam servir à pátria. Jamais recrutei o filho de um rico.

Iraque: O ‘inimigo’ armado pelos EUA


Cheguei ao Iraque em março de 2003. Meu pelotão foi a vários lugares antes ocupados pelo Exército iraquiano. O que vimos foram milhares e milhares de caixas de munições que levavam a etiqueta norte-americana e estavam aí desde que os Estados Unidos ajudaram o governo de Saddan Hussein na guerra contra o Irã. Vi caixas com a bandeira norte-americana e até tanques dos EUA. Meus marines – eu era sargento de categoria E6, uma categoria superior ao sargento, e dirigia a 45 marines - me perguntavam por que havia munições de nosso país no Iraque. Não entendiam. Os relatórios da CIA afirmavam que Salmon Pac era um campo de terroristas e que íamos encontrar armas químicas e biológicas. Não encontramos nada. Nesse momento comecei a pensar que nossa missão realmente era o petróleo.

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Estados Unidos projetam nos outros os crimes que cometem

Os Estados Unidos se acham os donos do mundo. Acham-se no direito de definir quais países são democráticos e quais não. Acham-se até no direito de definir quando um pais que julgam democrático deixa de sê-lo. E, como se julgam senhores da razão, acham-se, portanto, no direito de decidir se devem ou não intervir nesse país para "restaurar" a democracia.

A intervenção pode ser direta ou indireta. Nesta, apoiam grupos opositores com dinheiro e armas. Se não for o bastante, buscam um motivo para invadir militarmente o país, com pretextos verdadeiros ou falsos - como a suposta existência de armas químicas no Iraque, por exemplo.

Invadido o país, os Estados Unidos se acham no direito de depor o "ditador", que antes eles consideravam "chefe de Estado" - como fizeram com Sadam Husseim, por exemplo. E como pretendem fazer agora na Líbia (cujo presidente foi ditador, deixou de - e agora voltou a - sê-lo).

Agentes da CIA tentaram matar Fidel Castro inúmeras vezes (Desse jeito a CIA ainda acaba matando Fidel Castro). Tentaram invadir Cuba e derrubar o governo cubano. Porque julgam que Cuba não é um país democrático, como, por exemplo, é "democrática" a Arábia Saudita (!!).

Assim, como senhores do mundo, acham-se com direito de vida e morte sobre países e pessoas.

Portanto, nada mais justo (segundo a ótica americana) que sejam altamente paranóicos em questões de segurança interna do país e, por inclusão, de seu presidente.

Porque a soberba dos EUA é tanta que alguns cidadãos se julgam com direito de vida e morte até sobre seu presidente, conseguindo assassinar alguns deles (Lincoln e Kennedy, por exemplo) e quase conseguindo com outros (Reagan, por exemplo).

Desse modo levam tremendamente a sério a segurança de seu presidente. Não somente por temerem adversários externos (nunca um presidente dos EUA foi morto por um estrangeiro), mas especialmente pelos inimigos internos.

Tudo isso é sabido. Então, por que países, como acontece agora com o nosso, aceitam receber a visita do presidente dos Estados Unidos com exigências de segurança que são à altura de sua arrogância e paranoia?

Por que nossos ministros de Estado devem se submeter - em nosso solo, em nosso país - à humilhação de serem revistados por nossos visitantes?

Se não confiam em nossa hospitalidade, por que nos visitam, a não ser por sua própria conveniência?

Com visitantes amigos assim, quem precisa de inimigos?

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Comprar, Jogar Fora, Comprar. A Obsolescência Programada. Documentário



(Espanha, 53min, 2011)

Documentário produzido pela TVE espanhola que trata da obsolescência programada, uma estratégia que visa fazer com que a vida de um produto tenha sua durabilidade limitada para que sempre o consumidor se veja obrigado a comprar novamente.

O filme abre com um funcionário da emissora descobrindo que sua impressora EPSON havia deixado de funcionar sem motivo aparente e que o custo de consertá-la sairia mais caro do que uma nova.

A Obsolescência Programada começou primeiramente com as lâmpadas, que antes duravam décadas trabalhando ininterruptamente (como a lampada que está acesa há mais de cem anos num posto dos bombeiros dos EUA) mas, depois de uma reunião com o cartel dos fabricantes, passaram a fazê-las para durar apenas 1.000 horas.

Essa prática tem gerado montanhas de resíduos, transformando algumas cidades de países de terceiro mundo em verdadeiros depósitos, sem falar na matéria prima, energia e tempo humano desperdiçados.

Surge agora no mundo consumidores conscientes que voltam a exigir que seus produtos durem muito. [Fonte: Doc Verdade]

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The War You Don't See (A Guerra que Você não vê), documentário de John Pilger, legendado



John Pilger é um dos mais importantes e respeitados jornalistas do mundo. Nesse documentário ele mostra como mídia e política se juntam para manipular a população.

Pilger: Hoje em dia, temos notícias as 24 horas do dia. As frases de impacto nunca param. E as guerras nunca param. Iraque, Afeganistão, Palestina. Este filme é sobre a guerra que você não vê. Baseando-me em minha experiência pessoal como correspondente de guerra, vamos abordar principalmente a televisão, concentrando-nos nos canais mais populares dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. O filme indagará acerca do papel da mídia em guerras repressivas como a do Iraque e a do Afeganistão. Por que muitos jornalistas tocam os tambores de guerra a despeito das mentiras dos governos? E como os crimes de guerras foram narrados e justificados, se eles são crimes.

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Arruda denunciou em setembro à Veja corrupção de presidentes do PSDB e do DEM, mas revista só publicou agora

Leitores da Veja que votaram nas últimas eleições em Sergio Guerra, Rodrigo Maia, Agripino Maia, Demóstenes Torres (presidentes e expoentes do PSDB e do DEM) por acreditar que eles não estivessem envolvidos em corrupção deveriam processar a revista Veja.

Em setembro do ano passado, portanto antes das eleições, o ex-governador de Brasília José Arruda, que renunciou para não ser cassado por corrupção, deu entrevista à Veja onde afirmou que deu dinheiro e prestou favores a todos eles e mais ao senador Cristóvão Buarque e à campanha do PT em Goiânia.

A revista sonegou essas informações a seus leitores e com isso fraudou o resultado das eleições.

O que têm a dizer sobre a farsa os blogueiros e jornalistas de esgoto da revista?

O direito à informação está consagrado na Constituição e a Veja deveria ser processada por descumpri-lo.

Leia mais aqui: http://goo.gl/5A2jE

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(Via Celular)

Engenheiros japoneses já admitem que solução para Fukushima pode ser selar reatores com areia e concreto, como em Chernobyl

Numa entrevista coletiva, engenheiros da Tokyo Electric Power Co (TEPCO) admitiram pela primeira vez a hipótese de selar os reatores com areia e concreto, caso não consigam resfriá-los. A solução foi usada em Chernobyl, em 1986.

Eles continuam os trabalhos de lançar água de helicópteros, e esperam levar energia elétrica aos reatores 1 e 2 neste sábado e 3 e 4 no domingo.

Mas alguns especialistas dizem que o lançamento de água por helicópteros tem pouco impacto no resfriamento de reatores, porque não haveria controle sobre onde a água estaria caindo. [Fonte dessas informações: Reuters]

Bom, a esperança é que todos nós sabemos como são esses especialistas. Eles funcionam mais ou menos como os helicópteros lançando água sobre os reatores, mas eles esquentam ou resfriam os mercados, alimentando e sendo alimentados pelos especuladores.

O caso é que o tempo passa (o terremoto foi há uma semana), e a situação que não lembrava nem um pouco a de Chernobyl, agora já se admite que se aproxima dela, pelo menos na solução. Esperemos que não pelas consequências.

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Barack, o Brahma, mandou o Tim: não vai mais discursar na Cinelândia

Segundo o jornalista Ancelmo Goes, de O Globo, "o governo americano decidiu cancelar o discurso de Obama para o público na Cinelândia. A decisão é que o presidente americano fale para um público menor dentro do Teatro Municipal".

Agora, começam as especulações, cada um à procura de uma explicação. Tenho a minha. O discurso de Obama no Rio seria apenas midiático, cheio de adjetivos mas com poucos substantivos. O discurso político ele vai fazer no Chile.

Só que o discurso floreado não cairia nada bem com os problemas que estão acontecendo agora no Japão, na Líbia e no Bahrein.

O discurso político não poderia ser feito aqui, porque certamente Obama vai chiar da desalinhada América Latina do Mercosul, que não fecha com os Estados Unidos.

O Brasil apoia o Mercosul, junto com Argentina, e também Bolívia, Venezuela, que são vistos como adversários dos EUA. Por isso o discurso será no Chile, do direitista Piñera, que está louco para botar o retrato do velho Pinochet no mesmo lugar.

Como já disse aqui, Obama confirma ditado que diz que mudam as moscas mas América continua a mesma.

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FHC: ‘Esqueçam o que eu disse’... Depois paguem para lembrar. Vale a pena ler de novo

Agora que estão metendo o pau no MinC pelo "blog" da Bethânia (que comentei aqui), que tal recordar essa postagem aqui do blog de novembro de 2007?

O Instituto Fernando Henrique Cardoso conseguiu a aprovação para captar quase R$ 6 milhões, via lei Rouanet. O ex-presidente que pediu para que esquecêssemos o que havia dito, agora quer que paguemos para recordar.

No site da Adital, a professora Maria Izabel Brunacci protesta, numa carta endereçada ao Ministro da Cultura, Gilberto Gil:


Prezado Sr. Ministro Gilberto Gil,

Escrevo-lhe para protestar contra a concessão de recurso da ordem de R$ 5.717.385,94 (cinco milhões, setecentos e dezessete mil, trezentos e oitenta e cinco reais e noventa e quatro centavos) ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, por projeto de "Preservação, Catalogação, Digitalização e Acervo Presidente Fernando Henrique Cardoso", conforme informação colhida no sítio desse Ministério, referente ao PRONAC 045808.

É por todos conhecido o estardalhaço com que FHC criou o tal Instituto, com as vultosas contribuições da parcela mais reacionária do empresariado brasileiro. Os objetivos declarados do Instituto não são suficientes para sombrear os objetivos não declarados, quais sejam a promoção do liberalismo econômico no Brasil, a realização de "estudos" sob encomenda para uso dos defensores das doutrinas intervencionistas dos EUA e a autopromoção do fundador, a quem faltam a modéstia e o recolhimento que fazem a dignidade de um ex-presidente - principalmente quando este se sabe responsável pelo sucateamento do patrimônio do povo brasileiro.

Ademais, pergunto a Vossa Excelência: de que servirá aos brasileiros conhecerem o arquivo pessoal do ex-presidente, já que sabidamente nesse acervo não se encontrarão respostas para os escândalos financeiros que marcaram seus dois mandatos? Não será explicado o escândalo do PROER, nem o das privatizações das teles, nem o da compra de votos para garantir a reeleição...

Por isso, Sr. Ministro, registro meu protesto contra a destinação de recurso público para uma instituição privada, mormente em se tratando de um ex-presidente que tantos danos já causou ao Brasil e à grande parcela dos brasileiros que elegeu o Presidente Lula e dele espera austeridade no trato da coisa pública, não que alimente a frivolidade do Sr. Fernando Henrique Cardoso.

Respeitosamente,

- Maria Izabel Brunacci, Professora, cidadã brasileira, moradora de Brasília-DF

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MinC aprova projeto de R$ 1,3 milhão para Maria Bethânia criar um blog. Está certo?

Está. É a lei.

O que se deve discutir é se o governo deve abrir mão do poder de escolha de onde deve investir integralmente o dinheiro dos impostos. Ou se 4% podem ficar na mão das ONGS, Fundações (parodiando Brecht, "O que é o roubo de um banco, comparado à Fundação [com F maiúscula] de um banco?"), departamento de Marketing de empresas.

Um governo é eleito. Quem elege o VP de Marketing de um banco a não ser seu conselho, com a aprovação dos acionistas?

A árvore de Natal da Lagoa é patrocinada pela seguradora de um grande banco. Com isenção fiscal. E a seguradora faz tanta publicidade disso, que muita gente chama a árvore de "Árvore do XXX(banco)". Está certo?

Claro que não. Dinheiro dos impostos deve ser gerido pelo governo democraticamente eleito.

Mas, se quiserem manter a lei como está, que pelo menos se proíba a propaganda do "patrocinador", ou "apoiador".

Quer incentivar uma árvore de Natal? Usa os 4% e fica quietinho. Ninguém pode saber.

Quero ver os "mecenas" apoiarem essa ideia.

Aliás, sou completamente contra ONGS (teoricamente Organizações Não Governamentais) etc. receberem dinheiro público. O governo foi eleito para isso.

A terceirização é uma praga que se espalha por todas as áreas. A extirpação dessa praga pode começar pela cultura.

Ah, e antes que me esqueça: sou fã da Bethânia e o "blog" dela deve ficar ótimo. Mas não é blog. Porque blog é uma página de opinião com direito a comentários. O projeto da Bethânia é de um site.

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EUA pedem a seus cidadãos que estão a 80 km de Fukushima que se afastem

A Embaixada dos EUA em Tóquio emitiu o conselho em um comunicado há cerca de duas horas.

"Estamos recomendando, como medida de precaução, que os cidadãos americanos que vivem dentro de 50 milhas [80 Km] da central nuclear da Usina de Fukushima evacuem a área ou tomem refúgio dentro de casa se a evacuação segura não for possível [ou seja, afirmo eu, caso a contaminação já esteja na rua]", disse. [Fonte]

O arco de restrição vai se ampliando à medida em que se agravam as condições em Fukushima. Ontem o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu à população que não saísse de casa e que adotasse medidas de proteção contra a radiação em um raio de 20 a 30 km em torno da central nuclear.

Hoje já se fala em 80 Km. E a situação está longe de melhorar. Ao contrário. E Tóquio está a apenas 240 Km de Fukushima. Metade da distância entre Rio e São Paulo. E é a maior capital do mundo, com 30 milhões de habitantes.

Leia também:
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WikiLeaks: Agência Internacional de Energia Atômica avisou ao Japão há dois anos que suas usinas não estavam preparadas para terremotos

Em dezembro de 2008, a International Atomic Energy Agency (IAEA) chamou a atenção para possíveis deficiências na segurança sísmica das usinas nucleares no Japão, informou o jornal britânico The Daily Telegraph, citando documentos do WikiLeaks.

O governo japonês teria se comprometido a aumentar o nível de segurança de suas usinas e que a unidade de Fukushima (afetada agora) foi concebida para suportar tremores de magnitude 7,0. O que ocorreu na última sexta-feira foi de 9,0.

Avisos sobre a segurança das usinas nucleares no Japão, um dos países de maior atividade sísmica no mundo, foram levantados durante uma reunião de Segurança Nuclear e do Grupo de Segurança do G8 em Tóquio, em 2008.

Um cabo da embaixada dos EUA obtido pelo site Wikileaks e visto pelo The Daily Telegraph citou um especialista anônimo que expressou preocupação com as orientações sobre como proteger as centrais nucleares do Japão de terremotos.

O documento afirma: "Ele [o funcionário da IAEA] explicou que os guias para segurança sísmica só foram revistos por três vezes nos últimos 35 anos e que a IAEA os estava reexaminando".[Fonte e matéria completa aqui]

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Para a União Europeia 'será o Apocalipse em Fukushima'

Enquanto a TEPCO (leia sobre ela aqui), responsável pelas usinas de Fukushima, emite comunicados cada vez mais graves, mas afirmando que situação está sob controle, e o governo japonês vai pelo mesmo caminho, preocupados em evitar uma onda de pânico especialmente nos 30 milhões de habitantes de Tóquio, a União Europeia dá declarações alarmantes.

"Nós estamos falando sobre o Apocalipse, e eu acho que a palavra é bem escolhida", disse o comissário de Energia da União Europeia, Günther Oettinger, perante uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas.

Para o oficial, as autoridades japonesas praticamente perderam o controle da situação na usina nuclear de Fukushima.

"Quase tudo está fora de controle. Não descarto que as piores horas e dias estão por vir", disse ele.

Suas declarações se somam às da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, que considera que o risco de um acidente nuclear no Japão é extremamente alto e que os recentes desenvolvimentos parecem levar a uma catástrofe nuclear.

O seu presidente, André-Claude Lacoste, disse que o sistema de contenção do reator número 2 da usina nuclear de Fukushima "já não é estanque", e a usina nuclear está liberando radiação na atmosfera, que já atinge a capital Tóquio, mas não em uma proporção elevada. [Fonte]

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El Roto e Latuff: Humor e morte na tragédia do Japão



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Responsável pelas usinas de Fukushima, TEPCO falsificou documentos sobre segurança nuclear

Os olhos do mundo se voltam apreensivos para a catástrofe nuclear no município de Fukushima, no Japão. O nível de alerta nuclear da central de Fukushima está atualmente em 6 (liberação de material radioativo). O maior nível é o 7 (liberação de material radioativo grave com efeitos amplos sobre a saúde e o meio ambiente, como no desastre de Chernobyl em 1986). E o histórico da empresa responsável pelas usinas é de elevar o nível da preocupação.

A TEPCO (Tokyo Electric Power) é conhecida por costumeiramente fraudar relatórios sobre segurança nuclear:

Em 2002, o presidente da TEPCO, maior empresa de energia elétrica no país, foi forçado a demitir-se juntamente com quatro outros líderes, após um escândalo por falsificação de documentos sobre a segurança nuclear.

Naquela época foi interrompida a atividade de cinco reatores, incluindo dois dos que foram danificados pelo terremoto de agora, para fazer as inspeções necessárias.

Alguns anos mais tarde, a empresa se viu novamente no meio de outro escândalo de falsificação.

No final de 2006, o governo ordenou a TEPCO verificar uma série de dados depois de descobrir a falsificação dos documentos relativos à temperatura da água de refrigeração na central N1 Fukushima (Fukushima, a Daiichi) em 1985 e 1988.

Um ano depois, a Tokyo Electric Power teve que enfrentar novas acusações de falsificação. A empresa, então, teve de admitir ter falsificado dados no passado. [Fonte]

Entendem agora por que multinacionais ordenaram a debandada de seus executivos de Tóquio e muitos japoneses estão tomando o caminho do aeroporto?

Ninguém acredita nos comunicados na TEPCO. O nível de risco nuclear aumenta dia a dia e a aparência é de que estão tentando colocar o ovo de volta, depois da casca quebrada.

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Obama confirma ditado que diz que mudam as moscas mas América continua a mesma

O soldado americano Bradley Manning, que teria vazado documentos para o WikiLeaks, está preso e submetido a tratamento degradante: é mantido nu, em isolamento, impedido de dormir, sob iluminação direta e vigilância de câmeras 24 horas por dia.

Questionado, o presidente Obama, que antes de presidente é advogado constitucionalista, disse o seguinte:

“Fui informado [pelo Pentágono] de que sim, as condições são apropriadas e conforme nossos padrões básicos. Garantiram-me que são.”

E disse a verdade. Porque a tortura, a humilhação, o tratamento desumano e degradante são práticas corriqueiras ("padrões básicos") nos EUA.

Tão corriqueiras que apenas em 2007 o Congresso americano aprovou uma lei, em votação apertadíssima (222 a 199), que determinava que “a CIA não poderia mais submeter prisioneiros a simulação de afogamento, simulação de fuzilamento e humilhação sexual. Os agentes também não poderiam usar cães em interrogatórios”.

O presidente Bush vetou a lei, porque ela “limitaria as técnicas de interrogatório da CIA, impediria que os Estados Unidos conduzissem interrogatórios legais de terroristas importantes da al-Qaeda para obter informações necessárias para proteger americanos de ataques”.

Alguns exemplos dessas técnicas:

tortura americana

tortura americana


tortura americana













Conforme informei aqui, Exército americano tortura prisioneiros desde 1901. O método de tortura conhecido como waterboarding, em que é simulado o afogamento do prisioneiro, é usado desde aquela época, há 110 anos. Passe o mouse sobre a imagem e confira a aplicação naquela época e recentemente.



O que espanta na resposta de Obama é sua postura pusilânime. Ele que foi eleito sob tantas esperanças, com uma plataforma de mudanças, decepciona a cada dia os que acreditaram nele. Não muda nada e parece conformado com isso.

Quem via Obama como próximo a Lula percebe que ele na verdade é o FHC americano.

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Política externa de Lula, criticada pelo Estadão, trouxe liberdade a jornalista que jornalão enviou à Líbia sem documento

Enviar um jornalista a um país estrangeiro sem o visto é uma irresponsabilidade. Maior ainda se o presidente do país é tratado pelo jornal empregador como "ditador". Piora se o país está enfrentando uma guerra civil. Mas, se o jornalão ainda demora quatro dias para comunicar o desaparecimento de seu jornalista, podemos chamar a isso de quê? Com a palavra os advogados, especialmente um trabalhista.

Pois o Estadão fez isso tudo. O jornalista Andrei Netto foi enviado à Líbia, sem visto, em meio à guerra civil. Palavras do Estadão:

O Estado perdera contato direto com o jornalista na quarta-feira, dia 2. Mas até o domingo de carnaval, dia 6, vinha tendo informações por terceiros sobre o paradeiro de seu enviado. Nesse dia, aquelas informações começaram a rarear, tornaram-se contraditórias e se interromperam. A partir daí, o jornal, que até então acreditava na retomada do contato e agia com cautela, decidiu contactar oficialmente as diplomacias brasileira e líbia e organismos jornalísticos e humanitários do mundo todo.

Quatro dias de espera. O jornalista poderia estar morto, e só aí o Estadão resolveu agir.

O diretor de Conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, cinicamente, ainda se saiu com essa:

"Não há dúvida de que, somada aos esforços diplomáticos de Brasil e Líbia, toda essa rede de informações e alertas que se formou mundialmente foi decisiva na libertação do jornalista", disse o diretor de Conteúdo do Estado, Ricardo Gandour. "Mais uma mostra da importância, para a liberdade, do livre fluxo das informações."

Qual livre fluxo das informações, Gandour, se vocês esconderam para o mundo durante quatro dias o desaparecimento do jornalista?

Prefiro ouvir o próprio Netto, que ao R7, da Record, declarou:

- Se eu estava saindo é graças à ação da embaixada brasileira em Trípoli, em especial à relação entre os dois países, a Líbia e o Brasil.

Prova de que as boas relações entre Brasil e Líbia foram fundamentais para a libertação de Netto é que um jornalista preso com ele, do Guardian (jornal inglês, país hostil à Líbia), continua preso:

"O Ahad é iraquiano e trabalha para um jornal britânico, um governo tido como hostil pelo governo líbio. Mas não podemos esquecer que ele continua preso", disse [Netto].

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Está provado que a Veja faz mal à saúde. No carnaval do Rio quem acreditou nela foi parar no hospital

Capa da revista Veja Rio desta semana:


O barbudinho da capa é Ricardo Amaral. Veja afirma que ele traz o glamour de volta ao carnaval carioca.

Já o Estadão publica na quarta-feira de Cinzas:

Feijoada do Amaral provoca ''mal-estar''

Após abrir o evento com show do Latino, a feijoada de Ricardo Amaral (foto) desandou de vez no dia seguinte. Alguns convidados acabaram em hospitais com diarreia. O personal stylist Raphael Mendonça, que teve amigas vitimadas pelo feijão, fez piada no Twitter: 'O Piriri do Amaral deixou as tops magras no carnaval!'

Eis a prova de que Veja faz mal à saúde.

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Mexericos da Folhinha: Folha cai no ridículo como menina de recados dos grupos de Serra e de Alckmin

Se você caiu do mundo da Folia agora, se não está sabendo nada do tititi, da fofoquinha que envolve os grupos Serra e Alckmin, agora na briga pelo controle da segurança pública do maior estado do Brasil, sugiro que comece lendo a esclarecedora postagem do Rodrigo Vianna aqui.

Ontem, a Folha "esclareceu" a participação de seu repórter, e o Nassif publicou aqui. Só que, como acontece com as informações porcalistas da Folha, o desmentido saiu no mesmo dia. Enquanto a Folha dizia que o divulgador do vídeo não era parente do governador, a Carta Capital fez jornalismo e foi lá perguntar se ele era ou não primo do Alckmin (confira aqui):

Infelizmente, sou primo dele. Mas não tenho relações com ele há muito tempo. Não me lembro da última vez em que falei com ele. Não tenho culpa de ser parente do “picolé”. Mas sou do ramo bom da família, do ramo de Minas Gerais.

Hoje a Folha volta ao assunto (aqui, para assinantes), mas, ao invés de esclarecer, lança mais uma dúvida. É que lá pelas tantas, após sugerir que essa fofocada toda é alimentada por "uma pequena parcela de policiais prejudicados com a austeridade da política atual de segurança", a Folha reafirma o encontro de seu repórter com o secretário de Segurança no shopping, informa que a mulher do radialista que divulgou o vídeo do encontro é advogada de "dois delegados que perderam espaço na gestão Ferreira Pinto" e que um desses delegados estaria na mesma hora, no mesmo shopping, "com uma jornalista da Folha".

Dois repórteres a serviço da guerra tucana. É ou não é uma rede de intrigas entre os grupos Serra e Alckmin usando a Folha como menina de recados?

Perdida a eleição presidencial, em que apostou todas as fichas em Serra, e sem saber como se comportar diante da guerra tucana em São Paulo, a Folha voa para um lado e outro, como uma folha seca.

Leia também:

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'Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira' (Parte IV)
- Prisão e tortura, na 'ditabranda'



Quarta parte do documentário produzido pela TV Câmara, "Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira", com o depoimento de Vera Silvia Magalhães, que ficou conhecida como a Loura 90, pois usava uma peruca loura nas ações e - afirmavam - trazia uma 45 em cada mão.

Neste trecho, Vera fala de sua prisão e das bárbaras sessões de tortura a que foi submetida, comandadas pelo médico psicanalista Amílcar Lobo.

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'Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira' (Parte III)
- Os preparativos do seqüestro do embaixador americano



Terceira parte do documentário (as partes anteriores foram postadas ontem e anteontem) produzido pela TV Câmara, "Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira", com o depoimento de Vera Silvia Magalhães, que ficou conhecida como a Loura 90, pois usava uma peruca loura nas ações e - afirmavam - trazia uma 45 em cada mão.

Neste trecho, Vera fala dos motivos e da preparação do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. A participação destacada do atual Secretário de Comunicação do presidente Lula, Franklin Martins, mentor da idéia do seqüestro. O treinamento dos guerrilheiros. As armas insuficientes. As participações de Marighela, "Toledo", "Jonas". E dos diferentes grupos armados.

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'Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira' (Parte II)
- O movimento estudantil em 1968, e a ditadura do proletariado



Segunda parte do documentário (a primeira publiquei aqui ontem) produzido pela TV Câmara, "Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira", com o depoimento de Vera Silvia Magalhães, que ficou conhecida como a Loura 90, pois usava uma peruca loura nas ações e - afirmavam - trazia uma 45 em cada mão.

Neste trecho, Vera fala do movimento estudantil em 1968. A morte do estudante Edson Luís no Calabouço, a passeata dos 100 mil, a queda de Ibiúna, Vladimir Palmeira, o AI-5, a ditadura do proletariado.

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'Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira' (Parte I), semana do Dia Internacional da Mulher



Primeira parte do documentário produzido pela TV Câmara, "Vera Sílvia Magalhães, a História de uma Guerrilheira", com o depoimento de Vera Silvia Magalhães, que ficou conhecida como a Loura 90, pois usava uma peruca loura nas ações e - afirmavam - trazia uma 45 em cada mão - o que ela ironiza no documentário.

Num depoimento sincero, despojado e generoso, Vera conta como foram aqueles anos, e sua participação na luta armada, quando foi a única mulher a participar do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick. A morte do companheiro. A tortura violenta a que foi submetida. As seqüelas. O exílio.

Mas vale, principalmente, pela força do depoimento de alguém que sempre foi fiel aos seus sonhos e buscou transformá-los em realidade.

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Mesmo Que Ela Fosse Criminosa... (Eût-elle été criminelle...). Vídeo imperdível



Prosseguindo com exibição de vídeos na semana de homenagens ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Não deixe de ver este documentário de curta-metragem do diretor francês Jean-Gabriel Périot, que recebeu vários prêmios internacionais. Participou também do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, em 2006, e da Mostra Internacional Minas, onde recebeu os prêmios de Melhor Diretor Internacional – Prêmio do Júri Oficial, para Jean-Gabriel Périot, Melhor Montagem Internacional – Prêmio do Júri Oficial e Melhor Som Internacional – Prêmio do Júri Oficial.

Em aproximadamente nove minutos, o filme mostra como estava a França, logo após a retirada dos nazistas, em 1944, quando o país readquiriu sua soberania.

Num trabalho de montagem incrível, Périot consegue narrar desde a ocupação até a retirada das tropas alemãs (com o ditador do bigodinho à côté) em pouco mais de dois minutos.

Em seguida, vem a alegria da libertação. Mas o filme mostra também – e esta é sua parte principal, destacada desde o título – o comportamento covarde e irracional de parte da população, que agride e humilha um grupo de mulheres, acusadas de terem se relacionado com os nazistas durante a ocupação. Como se boa parte da França não houvesse cooperado com os nazistas.

Como diz o título, ainda que fossem criminosas, o tratamento que lhes foi dispensado (repare num covarde que esbofeteia uma das mulheres, pouco depois do quarto minuto) mostra que os nazistas saíram, mas o nazismo ficou.

Descobri o filme por acaso, estava (e está) no Youtube, postado por alguém que não gosta de compartilhar e que por isso proibiu o embed. Foi ótimo. Trabalhei como uma e-mula (se é que me entendem), consegui o vídeo em .mov, passei-o para .divx e a qualidade está infinitamente melhor que a do egoísta (ainda se o muquirana fosse o autor do filme...).

É um monumento à estupidez humana, à mesquinharia, à pequenez, à covardia. Repare nos rostos das mulheres agredidas e humilhadas e nas expressões alegres e dissimuladas dos que deveriam apenas estar comemorando a vida, o fim do bode da ocupação nazista.

Confira, compartilhe-o com amigos e nos diga o que achou.
[Postado originalmente neste blog em fevereiro de 2008]

A presidenta Dilma na Ana Maria Braga e na festa da Folha

Para o bem e para o mal, tem gente comparando as duas coisas. Mas, como disse o grande filósofo José Genoíno, "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa".

A presidenta fez muito bem em ir ao programa da Ana Maria Braga, porque falou para a audiência da apresentadora, que é grande. E falou sobre temas que afetam diretamente o público do programa: valorização do salário, melhoria na área de saúde e especialmente sobre o novo papel da mulher, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

A ida à festa da Folha, não. Era uma festa restrita.

Mas ela quis ir e levar o governo junto. Na festa de um Grupo de comunicação que apoiou a ditadura, que emprestou carros para que companheiros de luta de Dilma fossem presos e torturados. Grupo que, confessadamente, contratou policiais como jornalistas para espionarem e neutralizarem os "infiltrados da ALN", que eles supunham trabalhar no Grupo.

Com isso, muito provavelmente, levaram à prisão a jornalista Rose Nogueira, que foi presa, torturada e ainda por cima despedida do Grupo por "abandono de emprego", como comentei aqui.

Mas, pior do que a ida à festa, foi o discurso da presidenta, elogiando o empresário Octavio Frias de Oliveira, defensor da ditadura de Médici, que chamou Dilma e seus companheiros que pegaram em armas contra a ditadura de "terroristas".

Tem gente agora comparando as duas coisas: uns, dizendo que a presidenta estava errada em ambas. Outros, que estava certa, e que na festa da Folha ela teria dado um "tapa com luva de pelica" nos Frias, demos e tucanos.

Para mim, o discurso da presidenta Dilma na Folha é indefensável, lamentável. Muitos companheiros certamente estão em tratamento para o torcicolo de girafa que adquiriram com o contorcionismo para justificar o discurso.

Já a ida ao programa da Ana Maria Braga ou a qualquer outro para passar à população (e não aos donos das emissoras, sua diretoria e amigos) informação de interesse do governo é fundamental.

Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.

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Na semana de homenagens ao Dia Internacional da Mulher, pare tudo por seis minutos e assista este vídeo


Não há o que acrescentar. Apenas assista ao vídeo e sinta o sofrimento e o orgulho de um povo na voz de uma menina palestina. [postagem original deste blog em janeiro de 2009]

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