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Depois das revelações pelo The Intercept das conversas nada republicanas entre o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro e seu "irmãozão" Daniel Vorcaro, que quase o levaram a nocaute, a mídia corporativa tratou de afastar o caso das primeiras páginas logo que possível.
No entanto, tudo piorou quando se soube que, além dos diálogos telefônicos, Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro em São Paulo um dia após ele ter a prisão preventiva trocada por medidas protetivas com o uso de trnozeçeira eletrônica.
Flávio, que sempre negara qualquer contato com o banqueiro além das gações divulgadas pelo The Intercept, tece que se desmentir mais uma vez.
Sobre o encontro na mansão do banqueiro, há controvérsias: Para Flávio, ele foi ao encontro do banqueiro bandido para por um fim à relação, já para o presidente do PL, partido dos Bolsonaros, Valdemar Costa Neto, o que o presidenciável fez foi pedir o resto do dinheiro, mais 60 milhões ao banqueiro.
A partir daí, Flávio Bolsonaro começou uma tentativa de mudar o rumo da prosa, com a ajuda obsequiosa da mídia. Livre, leve e solto, sem nenhuma restrição pôde viajar para os Estados Unidos ao encontro dos 60 milhões que foram para lá enviados, teoricamente para a realização do filme sobre seu pai, o criminoso Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Dos Estados Unidos Flávio Bolsonaro trouxe de Trump a mudança da classificação do PCC e do Comando Vermelho de organizações criminosas para organizações terroristas. Conseguiu também o anúncio de novas tarifas contra o Brasil.
O importante é que o assunto da corrupção com o banco Master fosse abafado. De lá para cá, foi o que aconteceu, com a mídia servindo o jornalismo declaratório, com palavras de Flávio ofendendo o presidente Lula e o PT.
Até que ontem, a jornalista Eliane Cantanhêde, do Estadão, quebrou o pacto do silêncio da mídia corporativa sobre a ligação Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e fez a pergunta que todo o povo brasileiro está se fazendo: Por que o ministro André Mendonça autorizou buscas contra os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner e não o fez em relação ao Senador Flávio Bolsonaro, flagrado em ligação direta com Vorcaro pedindo milhões?
Tudo isso é tema do Fórum Mídias do dia 22 de junho.
O Fórum Mídias vai ao ar de segunda a sexta, dentro do Fórum Café, na TV Fórum, e depois como um corte na playlist do Fórum Mídias.
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A diretora Dandara Ferreira conta a motivação que a levou a realizar o documentário de longa-metragem "Anatomia do Caos", que estreia no próximo dia 2 de julho.
O documentário traz à lembrança o doloroso período da Covid 19 no Brasil, a partir das investigações da CPMI da Covid, a que a diretora teve acesso ilimitado, inclusive de seus bastidores. E mostra o comportamento criminoso do governo Bolsonaro, até o momento impune.
Dandara diz que fez o filme como um ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares e seus entes queridos, porque acredita que esse período foi um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente do nosso país em que mais de 700 mil brasileiros perderam a vida.
Assista ao depoimento de Dandara Ferreira e em seguida ao trailer do filme.
"Olá, meu nome é Dandara Ferreira. Eu sou diretora do documentário Anatomia do Caos. Eu decidi fazer esse filme ainda durante a pandemia, em 2021, porque acredito que esse período foi um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente do nosso país.
Mais de 700 mil brasileiros perderam a vida. E, por trás desse número, existem famílias marcadas pela ausência em um país que ainda não elaborou plenamente esse luto. O filme acompanha a CPI da Covid.
Aquele foi um momento fundamental da nossa democracia. O parlamento, que é constantemente criticado, assumiu a responsabilidade de investigar e buscar respostas para o que aconteceu. E eu, como cineasta, acredito que o cinema tem um papel de utilidade pública e também serve para preservar memórias, provocar reflexões, e é também político.
E fazer esse filme foi a minha forma de contribuir para que, de alguma forma, essa história não seja esquecida. Eu fiz esse filme como um ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares e aos entes queridos. E a todos que acreditam que lembrar é uma forma também de se fazer justiça."
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