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A família Bolsonaro é a prova vida da máxima "De onde menos se espera, daí é que não sai nada", jornalista, escritor e humorista brasileiro Apparício Torelly, autoproclamado Barão de Itararé. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foragido da Justiça brasileira, onde foi por coação e obstrução da justiça, é um exemplo vivo.
Em seu perfil no X, Eduardo se jacta de ter conseguido um papel numa agência "como se fosse os Correios no Brasil, e imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe aqui uma espécie de cartório, só que sem fila, paguei 10 dólares e está feita a declaração juramentada onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas e ela pode se matricular em qualquer escola aqui do Texas".
Vacinação: Brasil x EUA.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 7, 2026
Deu para entender que no Brasil você não é livre nem para decidir sobre o seu próprio filho? Que até nisso o Estado se mete. pic.twitter.com/XrnhG0O05B
Todo feliz com o certificado de imbecil, Eduardo põe a vida da filha em risco. Sorte é que a pequena Georgia, que não tem culpa de estupidez paterna, viveu no Brasil seus primeiros anos de vida e certamente tomou toda aquela série de vacinas, ou já estaria se arriscando a ser uma próxima vítima do surto de sarampo em vários estados daquele país.
Curioso é que o valentão, em plena Covid se vacinou contra com o coronavírus, mesmo contra a vontade do pai, e até postou em suas redes.
Graças ao Governo Bolsonaro e ao @minsaude o Brasil bateu hoje a marca de 180 milhões de doses de vacinas aplicadas e +215 milhões já distribuídas - toda vacina no Brasil foi comprada pelo governo Bolsonaro.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 26, 2021
E hoje também foi a minha vez, ao lado do próprio Min. @mqueiroga2 pic.twitter.com/a7Mq1HrEM8
Na hora de defender a própria pele, Eduardo se vacinou. Proteção que agora nega à filha.
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Seguindo os passos do pai, que acusava a cúpula do Judiciário de persegui-lo, o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro, em discurso num almoço com líderes empresariais amigos foi além e disse textualmente que é perseguido, embora na verdade venha sendo protegido por André Mendonça desde 2020, "porque está divulgando a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário brasileiro".
Provavelmente, mais adiante, quando vier a julgamento pelos incontáveis crimes de que já é acusado, dirá como o pai que não tinha como provar a tal "roubalheira", que era figura de linguagem ou ainda "você sabe como eu sou"... Está arriscado a ainda chamar o ministro relator de seu caso para vice, já que teve tanta dificuldade para encontrar um, a ponto de ter de aceitar um deputado acusado de corrupção e estupro de vulnerável...
O homem que acusa o Judiciário de roubalheira ainda não conseguiu explicar por que funcionários de seu gabinete tinham que entregar 90% dos salários que recebiam.
Não conseguiu explicar como sua loja de chocolates chegava a faturar mais em meses comuns do que na Páscoa, como é usual em todas as lojas de chocolates.
Não conseguiu explicar como conseguiu comprar uma mansão declaradamente por R$6 milhões, mas que vale o dobro pelo menos em avaliação do mercado, com o salário de deputado e senador.
Não conseguiu explicar por que mantinha em seu gabinete a mãe e a mulher do maior matador do Escritório do Crime, gangue miliciana de matadores no Rio de Janeiro.
Não conseguiu explicar o destino dos R$61 milhões de Vorcaro, pretensamente para um filme sobre a vida de seu criminoso pai, condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Não conseguiu explicar o que foi fazer na casa de Vorcaro um dia após ele ser liberto provisoriamente da cadeia, com tornozeleira eletrônica. Por que um senador se arriscaria tanto numa visita comprometedora dessas se não fosse por dinheiro — como afirmou o presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto — ou por, talvez, ameaçar Vorcaro para que não abrisse o bico sobre o dinheiro que acabou vindo à tona pela apreensão dos celulares do dono do banco Master?
Não conseguiu explicar a nota emitida e depois cancelada de R$500 mil para uma empresa chamada Copenhage. A alegação de que não aceitara a proposta de trabalho não se sustenta. Ninguém emite nota por um trabalho que não vai realizar.
Não explicou ainda qual tipo de trabalho exerceu como advogado para receber os R$500 mil da outra nota. Nem para quem foram emitidas e com que finalidades as demais 38, das 41 notas emitidas por seu escritório de advocacia.
Não explicou ainda por que contratou como sua administradora a irmã do sócio e contador do Careca do INSS, acusado de ser o cabeça do sistema de corrupção no Instituto.
Flávio parece seguir à risca a orientação de Steve Bannon: "acuse-os do que você faz, chame-os do que você é".
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Em sua coluna em O Globo a jornalista Bela Megale afirma ter conversado com três ministros do STF muito preocupados com uma possível falta de punição ao vídeo produzido com IA do ex-presidente Jair Bolsonaro usado no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência da República.
Para esses ministros, que sinalizariam um sentimento da Suprema Corte, a não punição da campanha de Flávio pode liberar uma enxurrada de deep fakes em IA na campanha que mal começou.
A avaliação de três magistrados, em conversa com a coluna, é que a manifestação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de que o uso da inteligência artificial é lícito desde que não prejudique alguém, pode abrir precedentes perigosos.
Segundo os magistrados, se não houver punição aplicada pelo TSE, Kassio fará um “libera geral” para o uso da ferramenta, que precisará ser limitado pelo Supremo. Eles consideram certo que o tema chegará à corte por meio de alguma reclamação.
Ministros que teria sido ouvidos pela jornalista, inclusive do TSE, "apontam que o uso sistemático de materiais produzidos com inteligência artificial envolvendo a figura de Jair Bolsonaro pode, inclusive, configurar abuso de poder, com possibilidade de cassação da chapa. Avaliam, porém, que o vídeo isolado da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato não tem esse potencial".
Não é o que diz uma Resolução do TSE.
Essa Resolução, em seu Art. 9º-C afirma que "É vedada a utilização, na propaganda eleitoral, qualquer que seja sua forma ou modalidade, de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral".
Diz ainda em seu § 1º que "é proibido o uso, para prejudicar ou para favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deep fake)".
A infração à Resolução configura abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação social". A pena: a cassação do registro ou do mandato.
Segundo Bela Megale, integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro acreditam que Nunes Marques não vai encarar o material como deep fake, o que poderá levar o STF a agir.
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Não parece estranho que Flávio Bolsonaro, candidato que aparece quase empatado com Lula no segundo turno em algumas pesquisas, não tenha conseguido até o último momento alguém para ser vice em sua chapa, a ponto de ter de aceitar um deputado acusado de estupro e corrupção?
Também não parece estranho que não haja nenhum partido interessado em fazer aliança com ele?
Todo dia um novo partido anuncia que não vai apoiar Flávio Bolsonaro. Por que, se ele estaria tão bem colocado nas pesquisas?
Será que as pesquisas não são confiáveis?
Ou será que todos sabem que Flávio Bolsonaro não resistirá à campanha, às capivaras, aos esqueletos que ele tem no armário e que acumulou em todos os seus anos de política, desde as rachadinhas no Rio de Janeiro, quando deputado estadual, passando pela compra da mansão de vários milhões de reais em Brasília, pelos mais de 50 Imóveis comprados em dinheiro vivo por ele e sua família, sem contar aquilo que não sabemos, mas seus pares sabem ou podem saber?
Não parece estranho que ele tenha prometido há quase três meses apresentar a contabilidade do filme Dark Horse, para onde teria sido enviado o dinheiro de Daniel Vorcaro, mais de R$ 60 milhões, e até hoje não tenha apresentado nada, nem dado satisfações?
E, mais, não parece estranho que a mídia, os jornalões que produziram três manchetes idênticas contra o filho do Lula chamado de Lulinha, esses mesmos jornais não cobrem de Flávio Bolsonaro o orçamento que ele prometeu? Não parece estranho?
Não parece estranho que as pessoas tenham aceitado como razoável a explicação de Flávio Bolsonaro de que foi à casa de Daniel Vorcaro, um dia após este deixar a cadeia, apenas para pôr um fim ao financiamento do filme Dark Horse?
Para que você vai à casa de alguém, já sabendo que é um criminoso — à época acusado de desvio de R$12 bilhões de reais, hoje já em R$60 bilhões — para dizer a ele que não precisaria dar dinheiro, já que sabia que ele estava com todos os bens bloqueados e literalmente quebrado? Não parece estranho?
O que ele teria de fazer lá de tão urgente, um senador da República, correndo à casa de um criminoso um dia após ele sair da cadeia? Que assunto seria tão urgente que se arriscaria a tanto? Conseguir o resto do dinheiro, como disse o presidente do PL Valdemar Costa Neto, ou ameaçá-lo usando de suas relações com milicianos do Rio, com gente do Escritório do Crime? Não parece estranho que a mídia nunca tenha perguntado a Flávio Bolsonaro sobre isso?
Não parece estranho que até a madrasta não apoie a candidatura de Flávio Bolsonaro?
Não parece estranho que o pai tenha ficado inelegível pelo mesmo ato que Flávio praticou agora ao desacreditar nossas urnas eletrônicas para embaixadores estrangeiros e ficou impune?
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O ex-deputado e criminoso foragido da Justiça brasileira Eduardo Bolsonaro tem um imóvel na Avenida Pasteur, na Urca, Zona Sul do Rio, posto em leilão pela Caixa cocoica federal, segundo informa o repórter Ruben Berta, no site Ururau.
Eduardo não pagou o financiamento contratado junto à Caixa em 2017. Segundo a reportagem, "a Caixa tentou intimar Eduardo pessoalmente sobre a dívida pendente em outubro do ano passado, sem sucesso. No mês seguinte, ele foi intimado três vezes, por meio de edital eletrônico, mas não regularizou os pagamentos. A assessoria de imprensa da estatal não informou qual o valor exato da dívida alegando que “informações sobre contratos são resguardadas por sigilo bancário e pela legislação aplicável”.
O imóvel vai a leilão pelo valor mínimo estipulado de R$ 644,3 mil, um desconto de 36,2% no valor da avaliação atual da Caixa, R$ 1,011 milhão, praticamente o mesmo valor da compra feita por Eduardo Bolsonaro em 2017, R$ 1 milhão.
O apartamento de apenas um quarto, fica no terceiro andar, com área de 100 m².
O leilão é na modalidade de licitação aberta, em que o imóvel é vendido para quem apresentar a maior proposta acima do preço inicial. A execução será feita por um leiloeiro cadastrado pela Caixa.
Sem pensar em voltar ao Brasil, onde seria preso, Eduardo Bolsonaro optou por da um calote na Caixa e perder o imóvel, mesmo com os mais de R$ 60 milhões de Vorcaro que recebeu com o irmão Flávio e aplicou no fundo Havengate.
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