https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie
Apoie
Na Convenção que oficializou o nome do ex-ministro Fernando Haddad como candidato a governador de São Paulo, do ex-governador Márcio França como vice e das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado, o ex-governador Márcio França esclareceu um mistério sobre a escolha do candidato a presidente da República por Jair Bolsonaro.
A suspeita da maioria das pessoas é de que a escolha foi pelo motivo de Flávio Bolsonaro ser filho do ex-presidente. Mas França afirma que o motivo foi outro. Segundo ele, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, que era o candidato preferido da mídia e da Faria Lima não foi a opção de Jair Bolsonaro por outro motivo:
"Eles sabem que o Tarcísio é traíra. Tem cara de traíra. Tem rabo de traíra. Tem dente de traíra. É traíra."
Márcio França relembrou o passado de Tarcísio, passado que ele esconde dos bolsonaristas:
"O atual governador de São Paulo, ele foi cargo de confiança do presidente Lula. Foi cargo de confiança da presidenta Dilma. Foi cargo de confiança do Michel Temer."
E mais, o ex-governador dá outra versão para aquela declaração de que Simone Tebet e Matina Silva não deveriam concorrer ao Senado por São Paulo por não serem do estado, passando por cima do fato óbvio de que ele mesmo, Tarcísio, não é de São Paulo, mas do Rio de janeiro:
"Está mentindo para as pessoas. Está fazendo um pouco para um lado e um pouco para o outro. Quando ele falou recentemente da Marina e da Simone, não pensem vocês, Marina e Simone, que ele estava criticando vocês.
Ele queria, na verdade, prejudicar o outro candidato ao Senado. Que ele não quer mais o Derrite agora. Então ele estava para prejudicar, ele quis levantar as duas para dentro do assunto, porque ele quer preservar um candidato. Então a índole dele vai ser sempre assim."
Eis a íntegra da declaração de Márcio França e, a seguir, o vídeo.
E eu acho uma característica muito forte do atual governador de São Paulo. Ele é um político ingrato. Ele é ingrato com as coisas de todas as pessoas.
O atual governador de São Paulo, ele foi cargo de confiança do presidente Lula. Foi cargo de confiança da presidenta Dilma. Foi cargo de confiança do Michel Temer.
Foi cargo de confiança do Bolsonaro. Nem a família do Bolsonaro acredita no Tarcísio. Por que eu tenho que acreditar? Que se eles acreditassem no Tarcísio, eles tinham deixado o Tarcísio ser candidato.
Eles sabem que o Tarcísio é traíra. Tem cara de traíra. Tem rabo de traíra. Tem dente de traíra. É traíra. Está escondendo o Flávio de todos os lugares.
Está mentindo para as pessoas. Está fazendo um pouco para um lado e um pouco para o outro. Quando ele falou recentemente da Marina e da Simone, não pensem vocês, Marina e Simone, que ele estava criticando vocês.
Ele queria, na verdade, prejudicar o outro candidato ao Senado. Que ele não quer mais o Derrite agora. Então ele estava para prejudicar, ele quis levantar as duas para dentro do assunto, porque ele quer preservar um candidato. Então a índole dele vai ser sempre assim.
Ele é alguém menor do que a cadeira do governo de São Paulo. São Paulo teve muitos governadores de diversas tendências diferentes, mas todos eles tinham tamanho para exercer a função de governador. O governador de São Paulo não pode ser alguém pequeno, porque São Paulo é um grande Estado, que é um grande país.
Apoie
— Eu não admito vitupérios!!!
Foi assim, cheio de exclamações e com ar aterrorizante, que o chefe encerrou a reunião e saiu batendo a porta com força e mais exclamações ainda.
Todos se entreolharam, preocupados. "Não admitir" todo mundo sabia o que era. Mas, e vitupérios?
Hoje é fácil. É só dar um Google ou recorrer a uma das dezenas de IAs. Mas na época não. O usual era apelar a um dicionário. Só que lá não havia um à mão. Só restava perguntar aos mais antigos, supostamente mais sábios, alfabetizados em época em que a educação era mais rígida, quando se aprendia inclusive latim e grego nas escolas. Mas ninguém sabia exatamente o que seriam os tais vitupérios que não seriam admitidos.
— Coisa boa não é — disse um.
— Acho que é roubalheira — disse outro, apelando à razão, já que não há chefe que admita roubalheira, a não ser chefe de quadrilha.
As especulações espoucavam, num show de polissílabas (mais esta) para tentar explicar a polissílaba da advertência (outra) do chefe.
Foi quando alguém captou o sentido geral e disse, filosofando: "ser uma polissílaba já é preocupante", usando outra polissílaba.
Alguns precisaram de socorro para entender o que era a tal polissílaba que estaria ligada aos vitupérios. Quando souberam do que se tratava, de palavras de mais de quatro sílabas (alguns chegaram a perguntar também o que eram sílabas) as preocupações (outra polissílaba) se avolumaram (mais uma).
— Ser uma polissílaba já é preocupante — repetiu o autor da frase. Doenças são quase sempre polissílabas. E citou inúmeras, como tuberculose, pneumonia, carcinoma, amidalite, apendicite...
— Gente, não vamos esquentar a cabeça, já, já o chefe vai dar um esporro em "alguém" (este "alguém" ele apontou com os olhos enquanto falava) e a gente fica sabendo o que é...
Todos riram. Menos, é claro, o "alguém" do olhar.
— Não vejo graça. Além do mais porque eu sei o que significa.
Deu uma pausa e completou:
— Mas não vou falar.
Não foi um decepção geral porque todos sabiam que ele não sabia, não o levavam mesmo a sério, e seguiram pensando numa solução para o problema. Até que alguém veio com ela:
—Vamos ligar para o programa do Haroldo.
Era o programa de rádio mais famoso da época. Ligaram, sintonizaram. Muitos não acreditavam que o Haroldo fosse dar a resposta, mas ela veio:
— Um ouvinte que não quis se identificar perguntou: Haroldo, o que significa a palavra "vitupério". Consultamos o nosso expert em língua portuguesa, o professor Damásio, e ele nos disse o seguinte...
(Antes da definição do professor Damásio, uma curiosidade: Além de "expert" em língua portuguesa, ele também é a astróloga Laura Sorinaia, o Professor Ladislau, especialista em previsão do tempo, e a Dra Dora Amarante, consultora sentimental).
— Vitupério significa uma ofensa grave, um insulto ou uma afronta que diminui a honra de alguém, sendo também usado para descrever uma vergonha pública ou uma repreensão muito dura.
Todos se tranquilizaram (outra polissílaba), porque o conhecimento é uma dádiva. Mas a tranquilidade não durou muito.
O chefe abriu a porta novamente, ainda furibundo (outra), como se houvesse esquecido algo, e disse, aos gritos:
— E nem conspurcação!! —e voltou a bater a porta com mais exclamações ainda.
Todos se entreolharam (outra).
—Alguém sabe?
Ia começar tudo de novo. Não é de hoje a dificuldade de comunicação (e não apenas dela) entre chefes e subordinados.
Apoie
Apoie
A Polícia Federal finalmente conseguiu do ministro do STF André Mendonça, relator do caso do Banco Master, autorização para investigar o rumo do dinheiro e os envolvidos nos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro declaradamente para financiar o filme Dark Horse, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e cumprindo pena de 27 anos e três meses.
Com isso fica liberada a investigação sobre Flavio e Eduardo Bolsonaro. O primeiro por ter insistido com o banqueiro em busca de mais dinheiro; o segundo, por ser o destinatário da verba nos Estados Unidos, no fundo Havengate, criado por seu advogado.
O jurista Wálter Maierovitch avalia que já existem elementos para que Flávio Bolsonaro seja indiciado no caso:
"Agora, o que vai acontecer até dia 16 de agosto? A polícia já tem, e vai ter mais em mãos, o necessário para indiciar o Flávio Bolsonaro. Por que ela já não indiciou agora? Porque há necessidade de ouvi-lo, de, aspas, interrogá-lo, e ele pode até silenciar. Mas elementos pra indiciamento já existem. E até o dia 16 esses elementos em termos de consistência probatória, eles irão também existir. Daí o Flávio Bolsonaro, atenção, poderá, já na propaganda política, estar indiciado" — afirmou ao Canal UOL.
Essas são as diferenças dos quatro processos por que deve passar Flávio Bolsonaro, a partir do momento do início das investigações:
É improvável que todos esses procedimentos sejam realizados até o dia das eleições. Mas é bastante provável que, por tudo o que se sabe sobre a relação e envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ele disputará as eleições com a pecha de indiciado por crime de corrupção.
Apoie
"E pur si muove" (E contudo ela se move) teria dito entredentes Galileu Galilei, em 1633, após ser forçado pela Inquisição a negar que a Terra gira em torno do Sol. O mesmo aconteceu agora ao ministro do STF terrivelmente evangélico André Mendonça, que estava imóvel como a Terra para os medievalistas religiosos católicos sobre o envolvimento do senador e candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro com o pedido a Daniel Vorcaro de "financiamento" supostamente para um filme biográfico do ex-presidente criminoso condenado Jair Bolsonaro.
Parado estava, parado ficaria, como ficou à época em que, ministro da Justiça de Bolsonaro, não moveu uma palha para o avanço das investigações sobre as rachadinhas do pimpolho 01 do ex-presidente.
Acontece que a Polícia Federal solicitou abertura de inquérito para poder investigar Flávio Bolsonaro e a movimentações dos RS 61 milhões de Daniel Vorcaro para o tal "filme". A PF suspeita que o dinheiro possa ter sido utilizado em parte para financiar Eduardo Bolsonaro nos EUA e talvez até a mansão em que comprou naquele país.
A PGR viu sentido no pedido da Polícia Federal, deu sinal verde para a investigação e André Mendonça foi obrigado a se mover e autorizar a abertura do inquérito sobre o filme Dark Horse e toda a movimentação criminosa do dinheiro desviado do Banco Master.
Tudo isso é tema do Fórum Mídias do dia 24 de julho.
O Fórum Mídias vai ao ar de segunda a sexta, às 8h30, dentro do Fórum Café, na TV Fórum, e depois como um corte na playlist do Fórum Mídias.
Apoie
Apoie
Apoie