Trump e o plano B de Flávio Bolsonaro para incendiar o país

Depois do fiasco da convenção do PL que lançou seu nome como candidato a presidente da República, ainda sem nem conseguir um nome de vice para compor a chapa presidencial, Flávio Bolsonaro amanheceu o dia seguinte co dois problemas:

  • o noticiário só tratava do bizarro presidente da Argentina Javier Milei e não dele, que de personagem principal passou a coadjuvante do presepeiro argentino;
  • o vídeo de seu pai feito por IA provocou polêmica negativa, não a que esperava, e muitos apontaram a possibilidade de cassação de sua candidatura, morta no nascedouro, por infringir resolução do TSE, contrário ao uso de IA da forma que foi feita.

Não passou despercebido a ninguém também a ausência de nomes de peso na convenção e o vídeo de "apoio" do deputado Nikolas Ferreira, que parecia mais uma pauta acusatória ao 01, com citações inclusive de "rachadinhas"...

A esperança de Flávio agora é o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quer porque quer impedir a reeleição do presidente Lula para colocar no comando do país os capachos da famiglia Bolsonaro com Flávio presidente.

Para isso, Trump prorrogou o tarifaço imposto ao Brasil por mais um ano e, pior, o fez num manifesto com ataques ao governo Lula, ao nosso Judiciário e pondo em dúvida inclusive a existência de uma real democracia no país.

Eis o panfleto de Trump traduzido.

 

AVISO

PRORROGAÇÃO DA EMERGÊNCIA NACIONAL EM RELAÇÃO AO BRASIL

Em 30 de julho de 2025, por meio do Decreto Presidencial nº 14323, declarei uma emergência nacional em relação ao Brasil, nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (50 U.S.C. 1701 e seguintes), para lidar com a ameaça incomum e extraordinária — cuja origem se situa, no todo ou em parte substancial, fora dos Estados Unidos — à segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos, constituída pelas políticas, práticas e ações do Governo do Brasil que interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e prejudicam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas. Membros do Governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que está contribuindo para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação por motivos políticos naquele país e para violações dos direitos humanos.

Certas atividades, como a censura e a prisão, por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil, de pessoas que exercem a liberdade de expressão, bem como a censura de conteúdo online, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária — cuja origem se situa, no todo ou em parte substancial, fora dos Estados Unidos — à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. Por esse motivo, a emergência nacional declarada no Decreto Presidencial 14.323, de 30 de julho de 2025, deve permanecer em vigor além de 30 de julho de 2026. Portanto, de acordo com a seção 202(d) da Lei de Emergências Nacionais (50 U.S.C. 1622(d)), estou prorrogando por 1 ano a emergência nacional relativa ao Brasil declarada no Decreto Presidencial nº 14323.

Este aviso será publicado no Diário Oficial Federal e transmitido ao Congresso.

A CASA BRANCA, 28 de julho de 2026.

[FR Doc. 2026-15389 Arquivado em: 28/07/2026 às 11h15; Data de publicação: 29/07/2026]

As agruras da campanha de Flávio Bolsonaro, o empenho de Donald Trump em interferir diretamente nas eleições deste ano e o plano B de Flávio Bolsonaro que pode incendiar o país foram o comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias de hoje.

O Fórum Mídias vai ao ar de segunda a sexta, às 8h30, dentro do Fórum Café, na TV Fórum, e depois como um corte na playlist do Fórum Mídias.



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CyberVaccari e a fraude Milei



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Aroeira e o time de apoiadores de Flávio Bolsonaro



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Desenho Ladino e o despertar diário do governador Tarcísio de Freitas



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Regra do TSE é pela cassação de Flávio pelo vídeo com IA. Mas Kassio e Mendonça vão aplicar?

Como dizia o comentarista de arbitragem Arnaldo César Coelho, "a lei é clara" e proíbe o uso de inteligência artificial que simule pessoas, ainda que com o consentimento delas. 

Foi o que fez a campanha de Flávio Bolsonaro na Convenção que o confirmou como candidato do Partido à presidência da República: exibiu um vídeo com Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmando que sua prisão "é injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz" e pedindo votos para o filho Flávio. 


RESOLUÇÃO Nº 23.732, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2024

“Art. 9º-C É vedada a utilização, na propaganda eleitoral, qualquer que seja sua forma ou modalidade, de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral.

§ 1º É proibido o uso, para prejudicar ou para favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deep fake).

§ 2º O descumprimento do previsto no caput e no § 1º deste artigo configura abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação social, acarretando a cassação do registro ou do mandato, e impõe apuração das responsabilidades nos termos do § 1º do art. 323 do Código Eleitoral, sem prejuízo de aplicação de outras medidas cabíveis quanto à irregularidade da propaganda e à ilicitude do conteúdo.” 

 

De acordo com a Resolução, o TSE não tem outra decisão a não ser cassar o registro da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Convenção do PL

 
A convenção do PL foi um show de irregularidades, contando inclusive com o presidente da Argentina Javier Milei pedindo votos para o candidato Flávio Bolsonaro, o que também é proibido pela legislação. 
 
O que pode salvar a pele do filho do ex-presidente é que o TSE é comandado pelos bolsonaristas Kássio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente Presidente e vice do TSE 
 
Será que eles vão passar pano para essas irregularidades na cara de todos?

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Convenção do PL com Milei e Jair fake revela que destino de Flávio Bolsonaro já está traçado

Enquanto a Convenção do PT que lançou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, com o ex-governador Márcio França como vice e as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado foi um absoluto sucesso, a Convenção do PL para sacramentar o nome de Flávio Bolsonaro como candidato do partido à presidência da República foi um fiasco. 

Nem o companheiro de chapa Flávio Bolsonaro conseguiu ainda conquistar, tampouco juntar os trapos com outros partidos da direita, que ou lançaram candidatos próprios ou estão em cima do muro sem apoiar o filho do ex-presidente condenado. 

Como cereja do bolo, em meio ao discurso do candidato, boa parte da plateia saiu, já que os ônibus contratados tinham horário... Inacreditável.

Para completar o vexame, um vídeo de "apoio" de Nikolas Ferreira, que também não compareceu a cerimônia, chamou Flávio de homem das rachadinhas... 

Se não bastasse, ainda houve um vídeo fake de Jair Bolsonaro, produzido com inteligência artificial, o que é terminantemente proibido pela legislação eleitoral e poderia resultar na cassação da candidatura de Flávio, se presidente e vice do TSE não fossem os bolsonaristas Kássio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente. 

Mas não será isso o que Flávio Bolsonaro deseja? Colocar-se de vítima não é uma estratégia desenhada pelo pai Jair Bolsonaro desde sempre?

A presença do presidente da Argentina, Javier Milei, o homem que se aconselha com seu cachorro morto, deu um toque quase surrealista à cerimônia.

Tudo isso Antonio Mello comenta no Fórum Mídias do dia 27 de julho.

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Aroeira e o estranho diálogo entre Flávio Bolsonaro e Milei



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Palavras de Márcio França sobre Tarcísio na Convenção de Haddad são devastadoras

Na Convenção que oficializou o nome do ex-ministro Fernando Haddad como candidato a governador de São Paulo, do ex-governador Márcio França como vice e das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado, o ex-governador Márcio França esclareceu um mistério sobre a escolha do candidato a presidente da República por Jair Bolsonaro.

A suspeita da maioria das pessoas é de que a escolha foi pelo motivo de Flávio Bolsonaro ser filho do ex-presidente. Mas França afirma que o motivo foi outro. Segundo ele, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, que era o candidato preferido da mídia e da Faria Lima não foi a opção de Jair Bolsonaro por outro motivo:

"Eles sabem que o Tarcísio é traíra. Tem cara de traíra. Tem rabo de traíra. Tem dente de traíra. É traíra."

Márcio França relembrou o passado de Tarcísio, passado que ele esconde dos bolsonaristas:

 

"O atual governador de São Paulo, ele foi cargo de confiança do presidente Lula. Foi cargo de confiança da presidenta Dilma. Foi cargo de confiança do Michel Temer."

E mais, o ex-governador dá outra versão para aquela declaração de que Simone Tebet e Matina Silva não deveriam concorrer ao Senado por São Paulo por não serem do estado, passando por cima do fato óbvio de que ele mesmo, Tarcísio, não é de São Paulo, mas do Rio de janeiro:

"Está mentindo para as pessoas. Está fazendo um pouco para um lado e um pouco para o outro. Quando ele falou recentemente da Marina e da Simone, não pensem vocês, Marina e Simone, que ele estava criticando vocês.

Ele queria, na verdade, prejudicar o outro candidato ao Senado. Que ele não quer mais o Derrite agora. Então ele estava para prejudicar, ele quis levantar as duas para dentro do assunto, porque ele quer preservar um candidato. Então a índole dele vai ser sempre assim."

Eis a íntegra da declaração de Márcio França e, a seguir, o vídeo.

E eu acho uma característica muito forte do atual governador de São Paulo. Ele é um político ingrato. Ele é ingrato com as coisas de todas as pessoas.

O atual governador de São Paulo, ele foi cargo de confiança do presidente Lula. Foi cargo de confiança da presidenta Dilma. Foi cargo de confiança do Michel Temer.

Foi cargo de confiança do Bolsonaro. Nem a família do Bolsonaro acredita no Tarcísio. Por que eu tenho que acreditar? Que se eles acreditassem no Tarcísio, eles tinham deixado o Tarcísio ser candidato.

Eles sabem que o Tarcísio é traíra. Tem cara de traíra. Tem rabo de traíra. Tem dente de traíra. É traíra. Está escondendo o Flávio de todos os lugares.

Está mentindo para as pessoas. Está fazendo um pouco para um lado e um pouco para o outro. Quando ele falou recentemente da Marina e da Simone, não pensem vocês, Marina e Simone, que ele estava criticando vocês.

Ele queria, na verdade, prejudicar o outro candidato ao Senado. Que ele não quer mais o Derrite agora. Então ele estava para prejudicar, ele quis levantar as duas para dentro do assunto, porque ele quer preservar um candidato. Então a índole dele vai ser sempre assim.

Ele é alguém menor do que a cadeira do governo de São Paulo. São Paulo teve muitos governadores de diversas tendências diferentes, mas todos eles tinham tamanho para exercer a função de governador. O governador de São Paulo não pode ser alguém pequeno, porque São Paulo é um grande Estado, que é um grande país.




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