Diretora anuncia seu filme sobre Bolsonaro "Anatomia do Caos". Assista ao trailer

A diretora Dandara Ferreira conta a motivação que a levou a realizar o documentário de longa-metragem "Anatomia do Caos", que estreia no próximo dia 2 de julho. 

O documentário traz à lembrança o doloroso período da Covid 19 no Brasil, a partir das investigações da CPMI da Covid, a que a diretora teve acesso ilimitado, inclusive de seus bastidores. E mostra o comportamento criminoso do governo Bolsonaro, até o momento impune.

Dandara diz que fez o filme como um ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares e seus entes queridos, porque acredita que esse período foi um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente do nosso país em que mais de 700 mil brasileiros perderam a vida. 

Assista ao depoimento de Dandara Ferreira e em seguida ao trailer do filme.


"Olá, meu nome é Dandara Ferreira. Eu sou diretora do documentário Anatomia do Caos. Eu decidi fazer esse filme ainda durante a pandemia, em 2021, porque acredito que esse período foi um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente do nosso país.

Mais de 700 mil brasileiros perderam a vida. E, por trás desse número, existem famílias marcadas pela ausência em um país que ainda não elaborou plenamente esse luto. O filme acompanha a CPI da Covid.

Aquele foi um momento fundamental da nossa democracia. O parlamento, que é constantemente criticado, assumiu a responsabilidade de investigar e buscar respostas para o que aconteceu. E eu, como cineasta, acredito que o cinema tem um papel de utilidade pública e também serve para preservar memórias, provocar reflexões, e é também político.

E fazer esse filme foi a minha forma de contribuir para que, de alguma forma, essa história não seja esquecida. Eu fiz esse filme como um ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares e aos entes queridos. E a todos que acreditam que lembrar é uma forma também de se fazer justiça."


 

 

Trailer oficial de Anatomia do Caos

 




Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




O que Robert De Niro fala de Donald Trump não está no script

O ator Robert De Niro é um dos principais adversários políticos do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. E isso não é de hoje. De Niro luta contra Trump desde antes de sua primeira eleição em 2016. Foi atuante combatente para que ele não chegasse ao poder, não conseguisse a reeleição em 2020. 

Novamente De Niro foi às ruas e as redes para tentar impedir a sua eleição em 2024. O ator, que tem dois Oscars na carreira, é autor de alguns dos mais violentos discursos contra Trump a quem chamou de pior pessoa do mundo. 

Em 13 de outubro de 2023 em Nova Iorque houve um encontro chamado de Cúpula Stop Trump, com o objetivo declarado no próprio nome da cúpula. Entre os palestrantes estava o ator Robert De Niro. Infelizmente, De Niro contraiu covid, mas fez questão de

 de escrever as palavras que diria e pediu ao escritor e analista político Miles Taylor que as lesse em seu lugar.

Este foi o discurso escrito por De Niro e lido por Taylor:

 * * * * *

Sinto muito por não poder estar com vocês hoje. Há alguns dias, tive um caso grave de COVID. Eu estava ansioso para estar com vocês, ouvir os outros palestrantes e falar com Miles. Conheci Miles quando ele ainda era anônimo. Por meio de seus escritos, comentários e livros, passei a admirar sua inteligência e coragem. Sou grato por ele ter concordado em ser minha voz hoje. Obrigado, Bob. Estou com você em espírito. Estou assistindo. 

Esta é uma conversa importante. O que a nova república está fazendo aqui, esta Cúpula Stop Trump. O que todos vocês estão fazendo aqui hoje pode ajudar a determinar nosso futuro. 

Passei muito tempo estudando homens maus. Examinei suas características, seus maneirismos, a banalidade absoluta de sua crueldade. No entanto, há algo diferente em Donald Trump. Quando olho para ele, não vejo um homem ruim. Na verdade, vejo um homem mau. 

Ao longo dos anos, conheci gângsteres aqui e ali. Esse cara tenta ser um, mas não consegue. Existe uma coisa chamada honra entre ladrões. Sim, até mesmo os criminosos geralmente têm um senso de certo e errado. Se eles fazem a coisa certa ou não é uma outra história. Mas eles têm um código moral, mesmo que distorcido. Donald Trump não tem. Ele é um aspirante a durão, sem moral ou ética, sem senso de certo ou errado, sem consideração por ninguém além de si mesmo. Não pelas pessoas que ele deveria liderar e proteger. Não as pessoas com quem ele faz negócios. Não as pessoas que o seguem cega e lealmente. Nem mesmo as pessoas que se consideram seus amigos. Ele tem desprezo por todos eles. 

Nós, nova-iorquinos, o conhecemos ao longo dos anos, que ele envenenou a atmosfera e encheu nossa cidade de monumentos ao seu ego. Sabíamos em primeira mão que se tratava de alguém que nunca deveria ser considerado para liderança. Tentamos alertar o mundo em 2016. As repercussões de sua presidência turbulenta dividiram os Estados Unidos e agitaram a cidade de Nova York além do imaginável. 

Lembre-se de como fomos sacudidos por uma crise no início de 2020, quando um vírus varreu o mundo. Convivemos com o comportamento bombástico de Donald Trump todos os dias no cenário nacional e sofremos ao ver nossos vizinhos se acumulando em sacos de cadáveres. O homem que deveria proteger este país o colocou em perigo por causa de sua imprudência e impulsividade. Era como um pai abusivo, governando a família pelo medo e pelo comportamento violento. Essa foi a consequência de o aviso de Nova York ter sido ignorado. Da próxima vez, sabemos que será pior. 

Não se engane, o Donald Trump,  duas vezes quase impichado e quatro vezes indiciado, ainda é um tolo, mas não podemos deixar que nossos compatriotas americanos o descartem como tal. O mal prospera à sombra da zombaria desdenhosa, e é por isso que devemos levar muito a sério o perigo de Donald Trump. 

Portanto, hoje emitimos outro aviso deste lugar onde Abraham Lincoln falou, bem aqui no coração pulsante de Nova York, para o resto da América. Esta é a nossa última chance. A democracia não sobreviverá ao retorno de um aspirante a ditador e não vencerá o mal se estivermos divididos. 

Então, o que devemos fazer a respeito? Sei que estou pregando para o convertidos aqui. O que estamos fazendo hoje é valioso, mas precisamos levar o hoje para o amanhã, levá-lo para fora destas paredes. Temos de alcançar a metade do país que ignorou os perigos de Trump e, por qualquer motivo, apoiou sua volta à Casa Branca. Eles não são estúpidos e não devemos condená-los por terem feito uma escolha estúpida. Nosso futuro não depende apenas de nós. Depende deles. Vamos nos aproximar dos seguidores de Trump com respeito. Não vamos falar sobre democracia. A democracia pode ser o nosso Santo Graal, mas para os outros é apenas uma palavra, um conceito. E o fato de abraçarem Trump já lhes deram as costas. Vamos falar sobre o certo e o errado. Vamos falar sobre humanidade. Vamos falar sobre bondade, segurança para o nosso mundo, segurança para nossas famílias, decência. Vamos recebê-los de volta. Não vamos conseguir todos eles, mas podemos conseguir o suficiente para acabar com o pesadelo de Trump e cumprir a missão desta Cúpula Stop Trump. Muito obrigado.

* * * * *

Robert De Niro, aos 82 anos, segue no combate ao presidente dos Estados Unidos. No último domingo, no Concerto "Rise up, Sing out", organizado pelo Comitê pela Primeira Emenda - Committee for The First Amendment, fez novo pronunciamento sobre Trump.

O Committee for the First Amendment é um movimento de defesa da liberdade de expressão formado por artistas e líderes culturais. Ele foi originalmente criado na década de 1940 para proteger profissionais de Hollywood perseguidos pelo Macartismo, e foi recentemente relançado por figuras como a atriz Jane Fonda e De Niro.

** * * *

A frase "todos nós amamos nosso país" ficou presa na minha garganta. Porque nosso país não é tão amável assim agora. Odeio dizer isso, mas amar nosso país está começando a soar como uma vítima de abuso dizendo que ama seu agressor.

Não consigo amar um país que inicia guerras estúpidas e desumanas, matando milhares de inocentes e causando indiretamente a morte e o sofrimento de milhões de outros. Não consigo amar um país que tira o acesso à saúde de milhões de pessoas e usa esse dinheiro para enriquecer seus amigos da classe Trump-Epstein. Não consigo amar um país que envia milícias mascaradas para atirar em cidadãos nas ruas, torturar nossos vizinhos e separar famílias.

Não consigo amar um país liderado por um tirano racista, misógino e xenófobo. E, para deixar bem claro, não consigo amar o país liderado por Donald Trump e um Congresso subserviente. Durante a maior parte da minha vida, é claro, eu amei este país, os Estados Unidos da América.

Acolhendo meus ancestrais imigrantes, este país proporcionou a mim, à minha família e aos meus concidadãos oportunidades riquíssimas e liberdades extraordinárias. Quero amar meu país novamente. Quero meu país de volta.

É por isso que me solidarizo com o Comitê pela Primeira Emenda e com todos vocês. Juntos, nos levantamos, cantamos em coro, continuamos nos organizando e nos apaixonamos novamente. Obrigad0.


Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Ricardo Coimbra e como será a transmissão do fim do mundo



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Depoimento de Richard Gere sobre Trump alerta Brasil sobre perigo dos Bolsonaros

Num depoimento durante o Oslo Freedom Forum, conferência Global sobre direitos humanos e democracia, o ator Richard Gere, mundialmente famoso por Pretty Woman, falou sobre o desmonte que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez nos programas sociais e nas realizações democráticas do governo do país.

Gere faz também uma autocrítica que serve também para nós aqui no Brasil. O ator se questiona, diz que deveria ter feito mais para impedir que Trump viesse a ser presidente novamente. 

É uma reflexão que vale para nós aqui no Brasil, que também permitimos a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e agora somos ameaçados com a candidatura de seu filho Flávio à eleição presidencial deste ano. 

A reflexão de Richard vale para nós: o quanto não nos esforçamos mais para impedir a eleição de Jair Bolsonaro, quando não fomos mais às ruas, às redes, o quanto não comunicamos mais com os nossos amigos, colegas, informando do perigo da eleição de Jair Bolsonaro naquele 2018.

Não podemos cometer o mesmo erro com seu filho Flávio Bolsonaro agora em 2026. 

Richard Gere não tem essa oportunidade mais. Donald Trump foi reeleito. Mas nós temos essa chance, não podemos cometer o mesmo erro novamente de não darmos tudo de nós para impedir a vitória de uma candidatura que levará o país ao caos, que vai destruir o que resta dos direitos e garantias trabalhistas, que vai entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, vai privatizar Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil... porque destruir o que foi construído ao longo do tempo é fácil. Vimos isso nos governos Temer e Bolsonaro. Por isso vale, e muito, a reflexão de Richard Gere.

Estamos vivendo o momento mais sombrio que já presenciei neste planeta. Quem imaginaria que os Estados Unidos chegariam a esse ponto? Quem imaginaria que um maníaco como esse seria presidente dos Estados Unidos? E desmantelaria, espera, espera, não, não.

Isso é algo que precisamos realmente discutir. [Ele poderia]Desmantelar todas as coisas boas. Os Estados Unidos nunca foram um lugar perfeito, mas têm um ideal de perfeição para o qual caminham, e sempre caminharam, e se autocorrigem.

No primeiro dia, esse cara desmantelou quase tudo de bom que havia no governo e no povo americano. Como isso é possível? Porque fomos dormir. Fomos dormir, espera, espera.

Fomos dormir. Não nos importamos. Não votamos.

Não demos ouvidos de verdade. É claro que eu não votei nesse cara, mas não me esforcei o suficiente para convencer as pessoas ao meu redor, próximas e distantes, de que era uma loucura eleger essa pessoa como presidente dos Estados Unidos. Então, todos nós temos que assumir a responsabilidade por isso.

Mas como foi rápido, em questão de semanas, ele desmantelou a América. Veja como nosso mundo pode ser tirado de nós tão rapidamente. Se cochilarmos.

E precisamos estar atentos aos sinais. Precisamos estar atentos a esses sinais. Essa ditadura dos monstros.

Como tudo acontece rápido. Precisamos estar vigilantes. Não podemos ficar de braços cruzados e pensar: "Ah, a vida é boa".

"Estou bem. Sabe, tenho comida. Tenho dinheiro.

Tenho minha casa. Tenho outro carro. Estou pensando nisso.

Estou bem. Eu sei que ele é uma pessoa ruim, mas tudo bem." 

Mas não está tudo bem. Não está tudo bem. Nunca está tudo bem.



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Aroeira e as mensagens no alerta fake da Defesa Civil por SMS



Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello




Hino Nacional do Brasil é Eleito o Campeão em Ranking do New York Times

O jornalista Tim Spiers, da seção de esportes do NYT em Londres, analisou um a um os hinos dos 48 países participantes da Copa do Mundo da FIFA de 2026. Deu Brasil na cabeça. Nosso Hino Nacional foi considerado o mais belo de todos, na avaliação divertido, muitas vezes irônica (ele dá link para o Hino cantado no dia do vexame do 1 a 7 para a Alemanha em 2014 no Brasil) e até sarcástica, no caso do Hino inglês.

O da pátria do jornal, Estados Unidos, ficou apenas com a 11ª colocação, segundo a avaliação de Spiers. 

Hino Nacional dos EUA, 11º colocado

"Discreto, sutil e discreto. O hino nacional americano geralmente é cantado à capela por alguém (ou, neste caso, na partida de abertura contra o Paraguai, por duas pessoas), com a duração variando de acordo com as pausas para criar efeito dramático ou com o número de palavras alongadas para demonstrar a habilidade vocal. Em Los Angeles, enquanto todo o estádio entoava o clímax de "and the home of the brave" em uníssono arrepiante, com fogos de artifício iluminando o céu, logo após a exibição dos aplausos de Tom Cruise (Top Gun) e Christian Pulisic (Capitão América) no telão, era difícil imaginar uma cena mais americana em toda a história."

Duração : 1 min 36 s.
Frase-chave : "Sobre a terra dos livres e o lar dos bravos."
Avaliação da emoção : 8/10

Tim Spears analisou cada um dos hinos por sua letra, música e empolgação. O mais fraco de todos, logo 48º  e último colocado, foi o da Inglaterra, onde está a sede do esporte dos New York Times.

Hino Nacional da Inglaterra, último colocado


"Vamos ter uma conversa franca sobre o hino nacional da Inglaterra. É horrível. A música se arrasta implacavelmente e a letra, ao contrário de todos os outros hinos desta lista, é sobre um senhor de idade. E nem sequer é David Attenborough. Se você é um monarquista religioso que gosta de música banal e sem propósito, divirta-se com isso. Se você não suporta bobagens cerimoniais e enfadonhas, junte-se à minha campanha inexistente por um novo hino que tenha o mínimo de relevância para a maior parte da população do país."

Duração no torneio : 42 segundos.
Frase-chave : "Deus salve nosso gracioso rei, vida longa ao nosso nobre rei."
Nível de impacto : 1/10 

Hino Nacional Brasileiro, 1º colocado

"Dura quase dois minutos e ainda assim não é o suficiente. Há muitas palavras cantadas muito rapidamente durante a maior parte da música, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma pátria amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, uma gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Para o jogo contra Marrocos, não houve as lágrimas e o melodrama que vimos antes da lendária semifinal em casa, em 2014 , mas talvez seja melhor assim. Um dos melhores hinos do mundo."

Duração : 1 min 48 s.
Frase-chave : “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e esperança à Terra desce.”
Avaliação da intensidade : 9/10

Ranking do NYT:

Ranking do NY Times:

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina
  11. Estados Unidos
  12. RD Congo
  13. Curaçao
  14. Coreia do Sul
  15. Costa do Marfim
  16. ]Panamá
  17. Canadá
  18. México
  19. Haiti
  20. Irã
  21. África do Sul
  22. Japão
  23. Marrocos
  24. Iraque
  25. Turquia
  26. Austrália
  27. Tchéquia
  28. Tunísia
  29. Senegal
  30. Suécia
  31. Argélia
  32. Paraguai
  33. Suíça
  34. Cabo Verde
  35. Noruega
  36. Uzbequistão
  37. Arábia Saudita
  38. Bélgica
  39. Gana
  40. Croácia
  41. Holanda
  42. Catar
  43. Áustria
  44. Nova Zelândia
  45. Alemanha
  46. Espanha
  47. Jordânia
  48. Inglaterra


Siga o canal Blog do Mello no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o

Apoie

PIX: blogdomello@gmail.com


Conheça os livros do Mello