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Líder nas pesquisas para o governo de Minas Gerais com 37% das intenções de voto, segundo a pesquisa Quaest, o senador Cleitinho não parece muito animado com o possível fato de vir a ser governador do estado.
Numa entrevista ao repórter Thiago Prado, de O Globo, Cleitinho diz que não nasceu para isso, tinha apenas o sonho de ser famoso, queria ser como o Ratinho, o apresentador e dono de estações de rádio e TV no Paraná, pai do governador daquele estado, Ratinho Júnior.
Depois de um governador que comeu banana com casca para aparecer nas redes, agora Minas Gerais da Conjuração Mineira pode vir a ser governada por alguém que declara que se arrumar coisa melhor ele "larga essa merda":
Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso — afirma, para depois realmente dizer o seu sonho que nada tem a ver com o comando do Palácio da Liberdade. — Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa merda aqui.
Cleitinho sincerão abriu o coração e soltou o verbo com o jornalista. Diz que não faz questão alguma de ser candidato a governador.
— Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não fica andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa.
Diz que a classe política e boa parte da Imprensa também o subestimam. E que gosta disso. Que não tem medo de virar governador e ser cobrado xingado pelo eleitor. Avha que é subestimado por falar errado, não ter estudo e se defende: não é porque tem mestrado e doutorado que vai ter voto. Se fosse assim o Lula nunca teria chegado onde chegou. O voto, segundo Cleitinho, é emocional, é sentimento.
O desinteresse do senador pelo cotidiano político é tal que Cleitinho não está nem um pouco preocupado em manter uma boa relação com a Cúpula do próprio partido, o Republicanos, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Macedo. Pega pesado com todos.
— Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — diz, para depois alfinetar o bispo Edir Macedo, fundador da Universal — Falso profeta, nem quero me aproximar.
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O jornalista e escritor Luis Cosme Pinto lança neste sábado (6) o livro Acabou, mas continua, sua mais nova coletânea de crônicas. O evento acontece das 14h às 16h na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e contará com sessão de autógrafos aberta ao público.
Publicado pela Editora Cachalote, o livro reúne 25 crônicas que transformam episódios aparentemente comuns em histórias marcadas por humor, sensibilidade e observação aguçada do cotidiano. Entre os personagens e situações retratados estão um sueco preso no banheiro de uma padaria paulistana sem conseguir se comunicar, um homem apelidado de “amante-sanfona”, que engorda e emagrece conforme os rumos da vida amorosa, e a inesquecível Eulália, descrita como uma mulher capaz de resolver qualquer problema — especialmente os dos homens.
Com uma trajetória consolidada no jornalismo, Luis Cosme Pinto leva para a literatura a experiência adquirida ao longo de décadas como repórter, editor e apresentador de televisão. Segundo o autor, as técnicas jornalísticas seguem presentes em sua produção literária.
“O jornalismo ajuda a criar minhas crônicas. Muitas vezes uso as técnicas da reportagem para conhecer melhor o personagem e entender a história que desejo contar”, afirma.
Na orelha da obra, a jornalista Neide Duarte define Cosme como “um caminhante contador de histórias”. Já o escritor Humberto Werneck, responsável pelo texto da quarta capa, o descreve como um “cronista puro-sangue”.
Carioca de Vila Isabel e torcedor do Botafogo, Luis Cosme nasceu em outubro de 1961. Iniciou a vida acadêmica no curso de Engenharia Civil, mas abandonou a área para seguir carreira no jornalismo. Formado no Rio de Janeiro, trabalhou inicialmente em rádios especializadas em corridas de cavalo antes de se mudar para São Paulo, onde construiu uma trajetória em grandes emissoras de televisão.
Ao longo da carreira, passou pela TV Globo de Bauru, TV Manchete, SBT, TV Cultura, Rede Globo e TV Record. Atuou como repórter, apresentador, editor e roteirista, incluindo passagens pelo Jornal Nacional, Jornal Hoje e pelo programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.
O jornalista também acumula importantes reconhecimentos profissionais, entre eles o Prêmio Embratel e três Prêmios Vladimir Herzog, conquistados durante sua passagem pela TV Record. Além disso, participou da cobertura de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e da produção de documentários premiados.
Após deixar o jornalismo televisivo, próximo dos 60 anos, decidiu se dedicar integralmente à literatura. Atualmente, publica crônicas semanais em veículos como a Revista Fórum e o Brasil 247.
Acabou, mas continua é o terceiro livro do autor. O primeiro foi Ponte Aérea, lançado em 2010. Em 2023, publicou Birinaites, Catiripapos e Borogodó, obra que alcançou a semifinal do Prêmio Jabuti.
Lançamento: Acabou, mas continua, de Luis Cosme Pinto
Data: 6 de junho de 2026
Horário: das 14h às 16h
Local: Biblioteca do Parque Villa-Lobos
Endereço: Avenida Queiroz Filho, 1365, Alto de Pinheiros, São Paulo
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Há mais de 60 anos os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico a Cuba. Às vezes mais intenso, às vezes menos.
Agora, sob administração de Donald Trump, o bloqueio econômico está sufocando Cuba talvez como nunca antes. Apagões diários deixam a ilha às vezes um dia inteiro às escuras. As pessoas perdem mantimentos, hospitais perdem vidas, com a falta de energia nas UTIs, crianças pedem aulas, o turismo evaporou.
Nada disso importa ao narcisista maligno Donald Trump, que está usando o ataque a Cuba agora para encobrir seu fracasso no Irã.
A pressão sobre a ilha é sufocante, o turismo praticamente não existe mais e as redes hoteleiras estão abandonando o país, pouco a pouco.
Agora foi a vez da Rede Miliá que abandonou 15 hotéis em Cuba. A rede hoteleira com maior presença em Cuba, com 34 hotéis, anunciou nesta quarta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) da Espanha o encerramento das operações de 15 hotéis em Cuba.
“Considerando os eventos e circunstâncias que se desenrolam no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba, a Companhia, como parte de seu processo contínuo de avaliação de riscos, informa que sua subsidiária, a entidade portuguesa Ilha Bela, decidiu rescindir imediatamente a prestação de serviços de gestão e marketing, bem como a transferência do uso de nossas marcas hoteleiras, para os seguintes quinze hotéis, todos localizados na República de Cuba”, afirmou a empresa em comunicado à CNMV, segundo o El País.
A saída da Meliá ocorre apenas um dia depois de a Iberostar anunciar uma medida semelhante, encerrando as operações em 12 de seus 18 hotéis.
Hoje, sexta-feira, 5 de junho, é a data estipulada pelo governo Trump para que as empresas hoteleiras estrangeiras que operam ativos pertencentes à GAESA, o conglomerado militar cubano, cessem suas atividades. O não cumprimento dessa data as exporá a severas sanções econômicas caso sejam consideradas colaboradoras do governo cubano.
A empresa canadense Blue Diamond foi a primeira a se retirar, anunciando na última sexta-feira que deixaria suas operações na ilha, embora tenha negado qualquer ligação com as sanções americanas.
“A decisão não foi tomada devido a ações do governo dos Estados Unidos e deve ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a redução e subsequente suspensão de voos entre o Canadá [o principal mercado emissor de turistas] e Cuba, pela Air Canada, o que afeta o serviço no destino, e a deterioração das condições operacionais no destino, o que impede a manutenção dos padrões de qualidade”, enfatizou em comunicado.
Ou seja, não tem a ver mas tem tudo a ver. A redução e suspensão de voos do Canadá para Cuba, a deterioração das condições de Cuba sob o bloqueio total de agora, tudo isso é resultado da decisão de Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos quer conseguir sobre Cuba a vitória que não conseguiu sobre o Irã e também conquistar o objetivo da maioria dos presidentes estadunidenses que o antecederam: derrubar o regime comunista cubano.
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Na Marcha para Jesus hoje em São Paulo estavam presentes vários personagens envolvidos direta ou indiretamente no maior escândalo do mercado financeiro da história do Brasil, o do Banco Master.
Faltou apenas Daniel Vorcaro o "irmãozão", que se encontra preso, assim como seu fiel pagador, Fernando Zettel, também pastor e preso.
Os outros estavam lá em cima do trio elétrico "em nome de Jesus". E o rebanho embaixo.
Reportagem de Plínio Teodoro na Fórum aponta que o candidato da extrema direita, que foi aos Estados Unidos pedir para que Trump transformasse em organizações terroristas as organizações criminosas PCC e CV e conseguiu de quebra novas tarifas sobre produtos brasileiros, que vão de 12,5% a 25%, discursou e falou em guerra do Bem contra o Mal.
“Bom dia, São Paulo, povo abençoado de Deus. Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”, afirmou o senador, que costuma dizer que ele está com Deus e “Lula com o diabo”.
Com camisa polo da marca Lacoste, com emblema da Marcha, usada pela nata do evento, Flávio deu entrevista ao canal do Youtube que transmitia o ato.
“Eu queria muito que o meu pai tivesse com a gente aqui presente, mas vamos lutar por ele”, disse o senador, interrompido pela entrevistadora que diz que “ano que vem, se Deus quiser, a gente profetiza que o Flávio vai voltar aqui”.
Logo Flávio Bolsonaro falar em Bem contra o Mal, ele que sustentou em seu gabinete mulher e mãe do miliciano e maior matador do Escritório do Crime, Adriano da Nóbrega, e que é filho de Jair Bolsonaro, o homem responsável por centenas de milhares de mortes durante a pandemia da Covid, que zombou dos que morreram por falta de oxigênio em Manaus e dos que cometeram suicídio por depressão, além de incentivar o plano que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.
Seria tudo isso em "nome de Jesus"?
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Não, você não eu errado. O presidente da Argentina Javier Milei decidiu cortar o reembolso de passagens para crianças em tratamento contra o câncer e também para pessoas com deficiência e transplantados.
"Decidimos eliminar o sistema de compensação financeira que o Estado pagava para passes de ônibus gratuitos para pessoas com deficiência, transplantados e crianças com câncer. Vou repetir: não há dinheiro. Há coisas muito mais importantes do que vocês; esse dinheiro deveria ser destinado a elas".
Quando os argentinos decidiram entregar o destino do país nas mãos de um homem que confessadamente dizia se aconselhar com a alma de seu cachorro morto, que lhe dava "informes" através de uma médium, que transcodificava as mensagens caninas para Milei, fizeram uma aposta de alto risco, e estão pagando um preço por ela.
Agora, cortar subsídios de passagens de ônibus para crianças com câncer, deficientes e transplantados, em nome de coisas "muito mais importantes"... O que seria mais importante que vidas humanas?
A resposta para o ultraliberal Milei é clara e óbvia: a liberdade de mercado, ajustes fiscais, pagamento de dívidas, inclusive com o FMI, onde a Argentina está encostada e se equlibrando.
O povo paga por isso. Inclusive crianças.
Com inflação de 32% ao ano e reajustes incompletos, aposentados argentinos vivem em situação de desespero.
As aposentadorias na Argentina perderam poder de compra desde o início do governo de Javier Milei, principalmente entre os beneficiários que recebem o valor mínimo e dependem de um complemento pago pelo governo federal, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (CEPA).
A aposentadoria mínima na Argentina é de 403 mil pesos argentinos (o que equivale a aproximadamente R$ 1.417). O valor foi corrigido pela inflação anual (32,6%) após meses sem reajuste.
Mas uma parte crucial do benefício simplesmente está congelada há anos — o bônus extraordinário de 70 mil pesos (R$ 246), pago aos aposentados de menor renda.
O valor do benefício adicional permanece inalterado desde março de 2024. Embora o governo tenha mantido o pagamento do bônus, não houve qualquer reajuste para acompanhar a inflação.
Segundo o CEPA, quando o bônus é incluído no cálculo da renda total dos aposentados que recebem o benefício mínimo, a perda real chega a 18,8% entre fevereiro e abril deste ano, em comparação com o período final do governo anterior.
O resultado reflete a combinação entre a alta inflação, que segue acima do patamar dos 20% ao ano, e o congelamento do valor adicional.
Sem considerar o bônus, a queda do poder de compra das aposentadorias é menor, estimada em 2,9%. Ainda assim, o centro de estudos argumenta que a inclusão desse complemento é fundamental para medir a situação dos aposentados mais pobres, que dependem diretamente desse pagamento extra para complementar a renda.
À título de comparação, a aposentadoria no Brasil, vinculada ao salário mínimo, é de R$ 1.621,00. O valor é reajustado anualmente acima da inflação.
Nesse cenário, a aposentadoria mínima, descontada a inflação e sem considerar o bônus, acumulou uma perda de 12,1% do poder de compra em relação ao custo de uma cesta de consumo atualizada.
Segundo os cálculos do CEPA, se o bônus tivesse sido reajustado pelos mesmos critérios aplicados às aposentadorias, seu valor hoje seria de 198.015 pesos.
Isso significa que os beneficiários da aposentadoria mínima estão recebendo cerca de 128 mil pesos a menos por mês do que receberiam caso o complemento tivesse acompanhado a inflação.
A situação dramática tem enfraquecido fortemente o presidente Javier Milei, que observa uma grande queda de popularidade na segunda metade do seu governo: atualmente, 58,3% da população rejeita a gestão.
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