https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie
Apoie
O ex-deputado Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, fez uma publicação em seu perfil no Instagram sobre o senador e candidato da Extrema direita à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro.
Freixo conhece Flávio Bolsonaro há muito tempo. Foram colegas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, quando Freixo foi relator da maior e mais perigosa CPI da Alerj, a das Milícias, em 2008.
Todos os deputados foram a favor da CPI, menos dois: Chiquinho Brazão, hoje condenado como mandante do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e o filho do Jair, o 01, Flávio Bolsonaro.
Por quê? É isso que indaga Freixo, questionando a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos semana passada para pedir ao presidente Donald Trump que denominasse as organizações criminosas PCC e CV como organizações terroristas.
Freixo estranha que Flávio Bolsonaro não tenha feito isso durante os quatro anos de governo do seu pai, caso esse desejo fosse sincero.
A verdade é que Flávio Bolsonaro sempre esteve, como sua família, ligado à milícia e ao crime no Rio de Janeiro. Flávio condecorou Adriano da Nóbrega, miliciano chefe do Escritório do Crime, grupo de matadores profissionais a serviço de quem os pagasse, como bicheiros e traficantes. Eram matadores de aluguel. E Flávio Bolsonaro deu a maior condecoração do Estado do Rio de Janeiro ao maior matador deles, o ex capitão PM Adriano da Nóbrega. Mais do que isso, empregou em seu gabinete a mãe e a esposa do assassino.
Mais: aliados de Flávio Bolsonaro foram recentemente presos por envolvimento com o Comando Vermelho, principal organização criminosa do Estado do Rio. Um deles, o deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e candidato da família Bolsonaro ao governo do Rio.
Freixo ironiza a súbita preocupação de Flávio Bolsonaro com o crime organizado:
"Por que durante o governo do Jair Bolsonaro as facções cresceram tanto e a milícia também? Não houve nenhum enfrentamento prioritário a esse crime organizado. Por quê? Esqueceram dessa pauta?... essa podridão política que tem relação direta com o crime organizado no Rio de Janeiro sempre foi base da família Bolsonaro."
Apoie
O senador Magno Malta, com sua prosódia especial, onde parece haver desencontro entre alma e corpo, vive de polêmicas, tendo como alvo principal pessoas de classes menos favorecidas ou então o presidente Lula, que as defende.
Uma de suas calúnias atingiu em cheio a vida do cobrador Luiz Alves Lima, a quem acusou de estuprar a própria filha, o que se provou falso.
A juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, tornou o senador réu por publicações feitas nas redes sociais em 2022.
Segundo o G1, o caso citado por Magno Malta tem origem em um processo criminal de 2009, quando Luiz Alves foi falsamente acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, então com dois anos.
O episódio ganhou repercussão nacional e foi explorado durante a CPI da Pedofilia, presidida à época por Magno Malta.
Como resultado da falsa acusação, o cobrador foi preso e sofreu o famoso tratamento especial que nossas polícias oferecem ao povo. Luiz Alves Lima foi torturado de tal modo e com tal intensidade que perdeu totalmente a visão de um dos olhos e parcialmente a do outro durante o período em que ficou detido.
Queriam que ele confessasse um crime que não cometeu. Posteriormente, sua inocência ficou provada quando os laudos concluíram que as lesões identificadas anteriormente nas partes íntimas da menina teriam sido causadas por micose ou bactéria, e não por abuso sexual.
Mas já era tarde para Luiz Alves Lima, agora deficiente visual, e que havia sofrido toda a humilhação de um homem acusado injustamente do hediondo crime de estuprar a própria filha de dois anos de idade. Crime agravado pela exposição sensacionalista que o senador Magno Malta fez do caso.
Procurado pelo G1, Magno Malta informou, por meio da assessoria, que não comentará o caso.
Recentemente, o senador foi acusado de esbofetear uma enfermeira no hospital DF Star.
O cerco investigativo parece se fechar em torno do senador bolsonarista Magno Malta (PL-ES). Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), produzido após o exame de corpo de delito da técnica de enfermagem que acusa o parlamentar de agressão, teria identificado uma escoriação na lateral direita do nariz da profissional totalmente compatível com o relato dela. A informação é do portal Metrópoles.
Em depoimento, a profissional de saúde afirmou ter recebido um tapa no rosto desferido pelo senador durante um procedimento médico. O impacto teria sido forte o suficiente para entortar seus óculos, que acabaram atingindo a região do nariz, provocando a marca identificada pelos peritos.
O fenômeno da rubefação e a perícia
Embora o exame pericial não tenha detectado vermelhidão facial no momento da análise, investigadores esclarecem que tal ausência não invalida a denúncia. O laudo leva em conta o fenômeno da chamada “rubefação”, a reação imediata de vermelhidão da pele após um trauma físico.
Especialistas explicam que esse sinal clínico costuma desaparecer em poucas horas, especialmente se a vítima lavar o rosto, fizer uso de compressas ou se houver um intervalo considerável entre o episódio e a chegada ao IML. No caso da técnica, a ausência da mancha vermelha era prevista pelos peritos diante do tempo transcorrido, mas a escoriação no nariz permaneceu como prova física do impacto.
A agressão teria ocorrido na última quinta-feira (30), durante um exame de angiotomografia no Hospital DF Star, uma das unidades de saúde mais conceituadas, caras e luxuosas da capital federal. De acordo com a ocorrência, o equipamento de exames interrompeu a aplicação de contraste ao detectar uma oclusão no acesso venoso do senador.
Ao se aproximar para prestar assistência devido ao extravasamento do líquido contrastante, a profissional teria sido surpreendida pela reação violenta do parlamentar bolsonarista. Malta teria se levantado da maca, desferido um tapa em sua face e proferido ofensas, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.
Nesta terça-feira (5), o Hospital DF Star informou que a técnica foi afastada de suas funções por recomendação médica particular e reiterou que está colaborando integralmente com a Polícia Civil do Distrito Federal.
Magno Malta utilizou suas redes sociais para negar veementemente as acusações. Em vídeo, o senador classificou o episódio como “falsa comunicação de crime” e afirmou nunca ter encostado a mão em uma mulher.
A defesa do parlamentar adotou uma linha de argumentação distinta, alegando que Malta estava sob forte medicação e com a “cognição comprometida” no momento do exame. Segundo os advogados, qualquer movimento brusco teria sido uma reação involuntária à dor do procedimento, e não um ataque deliberado à profissional. O laudo do IML, contudo, coloca a versão da defesa sob forte pressão técnica.
Apoie
Para uns pode ser, citando o poeta Augusto dos Anjos, "a influência má dos signos do Zodíaco", ou então o inferno astral da companhia, ou apenas uma fase que a Sabesp enfrenta. Mas não é nada disso.
Todos os problemas que o paulista enfrenta com o abastecimento da Sabesp tem uma única causa: sua privatização pelo governador Tarcísio de Freitas. O que antes era uma empresa pública, agora é uma privada, com duplo sentido.
Tudo piorou na Sabesp e o povo de São Paulo sente isso a cada vez que abre a torneira e a água sai escura, abre o chuveiro para um banho e não tem água, recebe a conta do mês e ela está absurdamente mais cara.
Como uma empresa agora privada, a Sabesp não tem mais a preocupação de um serviço público de água e esgoto para o povo paulista. O foco da Sabesp agora é o lucro dos acionistas.
O deputado estadual do PT Emídio de Souza dá os números dessa opção da Sabesp: a lucratividade distribuída entre os acionistas saltou para 40%, graças à demissão em massa, principalmente dos profissionais mais antigos e gabaritados, e ao aumento da tarifa cobrada dos paulistas.
Apoie
Uma reportagem de Manoela Alcântara no site Metrópoles denunciou que o banco Itaú, o maior banco privado o país, realizou cobranças indevidas nas contas de clientes de cartões de crédito do grupo, durante um período de quatorze anos, de 2011 a 2025.
Como os valores eram pequenos, entre 5 e 20 reais por mês, a maioria dos clientes não dava atenção à cobrança indevida e, quando o fazia, encontrava dificuldades para eliminá-la e ter o dinheiro ressarcido.
O caso foi resolvido por um acordo em fevereiro deste ano. No entanto, duas coisas chamam atenção:
O Fórum Mídias desta segunda, dia 1 de junho tratou do assunto.
Apoie
Apoie
Ele já foi o sonho de superação da humanidade. O mais distante, mais alto, mais difícil, o topo do mundo. O pico do Everest, de 8.849 metros, na Cordilheira do Himalaia, na fronteira do Tibete com o Nepal, era o inalcançável, que forçava o homem a ir além dos seus limites. Até que deixou de ser.
Em 1953, o sherpa Tenzing Norgay e o neozelandês Edmund Hillary fizeram a primeira subida oficial do Everest usando a rota sudeste. A equipe de montanhismo chinesa de Wang Fuzhou, Gonpo e Qu Yinhua fez a primeira ascensão relatada do pico pelo lado norte em 25 de maio de 1960.
De lá para cá, engolida pelo capitalismo e alimentada por coaches, escalar o Everest passou a ser um negócio como outro qualquer, ainda que cercado de mistérios e enigmas e mortes (em torno de 200 corpos estão para sempre em suas entranhas geladas), mas à disposição de quem tiver cerca de 70 mil euros para pagar uma das expedições que anualmente buscam o pico, especialmente nos meses de abril e maio.
Este ano houve um recorde de 274 alpinistas chegando ao topo ao mesmo tempo, provocando um surreal engarrafamento de homens vestidos como astronautas, com máscaras e tubos de oxigênio, no ponto mais alto do planeta, a chamada zona da morte, acima dos 8 mil metros, entre eles um brasileiro:
O mineiro Leonardo Pena, de 51 anos, fez parte do número recorde de 274 alpinistas que fizeram uma longa fila para chegar ao cume do Monte Everest na quarta-feira (20).De Viçosa, na Zona da Mata mineira, e atualmente morador de Belo Horizonte, ele integrou uma equipe formada por brasileiros e outros escaladores. [G1]
O site Resist.es publicou em seu perfil no Instagram uma crítica à apropriação capitalista da escalada do Everest:
Disseram-nos que o Everest era o topo do mundo. Um símbolo de superação da adversidade e da grandeza humana. Mas tudo era mentira.
Uma narrativa capitalista transformou o Everest num lixão de luxo. Cilindros de oxigênio abandonados, barracas rasgadas, plástico, lixo congelado por toda parte e filas quilométricas para chegar ao cume. Como uma liquidação, só que a 8.000 metros de altitude.
E... quem transformou a montanha mais alta do planeta num destino turístico de massa e num depósito de lixo? Certamente não os povos indígenas da região, nem os sherpas que arriscam suas vidas limpando o que outros deixam para trás. Foram os ricos do mundo. Pessoas com dinheiro suficiente para pagar 70.000 euros por uma foto no topo do planeta.
Mas incapazes de assumir a responsabilidade pela sujeira que deixam para trás. Porque o planeta importa para eles tanto quanto o que eles deixam para trás. Tudo o que lhes importa é a foto.
Poder dizer que suas vidas valem a pena porque completaram um dos desafios mais populares. Eles querem impressionar e dar sentido à sua triste existência. E farão isso a qualquer custo.
O Monte Everest não é exceção. É um microcosmo do mundo. E se não conseguirmos impor limites ao dinheiro, nem mesmo no topo do planeta, não conseguiremos em lugar nenhum.
Nunca. Comam os ricos.
Apoie