https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie
Apoie
Apoie
No pós carnaval, logo em seguida ao desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula, a GloboNews montou o que seria a seu ver um palanque perfeito para atacar Lula.
Aproveitou a polêmica relacionada ao desfile da Escola e convidou um pastor evangélico para comentar o desfile e a reação negativa que a ala dos conservadores em conserva causou no público evangélico. O escolhido foi o deputado conservador de direita, pastor e líder evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ).
A GloboNews esperava do deputado que ele cumprisse o papel que a ele estava destinado, de atacar a Escola de Samba e o presidente Lula.
Mas, surpreendentemente, o resultado foi o oposto. Otoni defendeu Lula de forma veemente dizendo que soube que haviam aconselhado o presidente a pedir que a ala das conservas fosse retirada do desfile, o que Lula não admitiu, porque disse que seria censura.
Otoni também disse que Lula foi o presidente que mais fez pelo evangélicos, inclusive no reconhecimento da importância cultural dos evangélicos.
As jornalistas não conseguiram disfarçar a surpresa.
Confira:
Apoie
O Google lançou o Lyria 3, segundo o próprio Google, é o gerador de músicas com IA de alta fidelidade do Gemini que transforma comandos de texto ou imagem em faixas de 30 segundos, com instrumentais, vocais e letras.
Resolvi testar o "compositor artificialmente inteligente" o colocando à prova com uma letra de música que eu mesmo compus há muitos anos e que foi musicada por uma grande amigo, que é também músico, maestro, cantor e compositor: Wilson Nunes.
Wilson tocou com todo mundo da MPB, foi diretor musical e arranjador de gente como Leila Pinheiro e Selma Reis, por exemplo, e participou da gravação do disco do chamado "Quinto Beatle", o produtor musical dos Beatles George Martin.
A letra é esta:
É verdade que o Lyria 3 tem a limitação de tempo de 30", mas dá para fazer uma comparação entre a qualidade das duas não?
Para você, qual a melhor? Escreva aí nos comentários.
Apoie
Na tentativa de tirar o corpo fora do recorde de feminicídio batido por São Paulo em 2025 de sua inteira responsabilidade, o governador Tarcísio de Freitas inventou uma nova doença que estaria causando o que ele chamou de "epidemia de feminicídios".
Epidemia, na definição do dicionário, "é uma doença infecciosa e contagiosa que se espalha ou ataca com rapidez um grande número de pessoas, numa determinada região".
Epidemias são causadas por vírus ou bactérias. No entanto, não há vírus ou bactéria no assassinato de mulheres pelo motivo de serem mulheres, que é a definição clássica de feminicídio. O que há é machismo estrutural na sociedade e um desinteresse completo do governador de São Paulo em proporcionar uma defesa às mulheres dos crimes, que só se avolumam desde que Tarcísio chegou ao governo de São Paulo. Ano a ano cresce o feminicídio e em 2025 ele foi recorde nacional.
Levantamento do Instituto Sou da Paz mostra que o número de estupros, feminicídios e letalidade policial aumentou já no primeiro ano do governo Tarcísio de Freitas.
Como se isso não bastasse, uma declaração de Tarcísio preocupa ainda mais as mulheres. Segundo Tarcísio, “Imagino que tenhamos crescimento na estatística porque as mulheres devem procurar mais ajuda. Precisamos tomar todas as providências para mitigar esse problema".
Só agora no último ano de governo? As mulheres não procuraram ajuda antes? Quais as "providências para mitigar esse problema" foram tomadas por Tarcísio, já que o número de feminicídios cresceu ano a ano?
Pior é que não há saída à vista com Tarcísio, já que a solução que aponta para o problema não é da alçada dele nem evita o feminicídio:
"Uma coisa fundamental é a punição severa e dura para quem comete esses crimes, para que sirva de exemplo.”
Pena dura tem que ser estabelecida pelo Congresso. Com isso, mais uma vez Tarcísio lava as mãos. Além do mais, pena dura é para o feminicida, ou seja, não evita o ato, apenas pune quem já o cometeu.
Jogar a culpa do aumento ano a ano do feminicídio em São Paulo na existência de uma inventada "epidemia de feminicídios" ou de uma penalização branda do ato é só jogar para a plateia e se eximir de fazer o que a sociedade espera de um governante: a diminuição até a extinção do hediondo crime de feminicídio. Coisa que Tarcísio não fez; pelo contrário. O resto é discutir que flores cobrirão os cadáveres.
Quando trata como epidemia uma coisa que não é doença, Tarcísio erra no diagnóstico, primeira razão de seu fracasso em conseguir uma solução para o problema.
Apoie
Apoie
Apoie
Sexta-feira 13. Para os supersticiosos é melhor nem sair de casa nesse dia. Se apegar aos santos, ao terço, aos orixás e amuletos, porque dizem que é o dia de azar. Ainda mais se cruzar com um gato preto pelo caminho.
No entanto, a vida segue normal para a maioria das pessoas, ainda mais na mordomia do camarote da prefeitura de São Paulo, como acontecia na última sexta-feira, 13, dia de Desfile das Escolas de Samba, uma boca livre para políticos e empresários amigos do prefeito Ricardo Nunes.
Tudo estava correndo às mil maravilhas, quando, na virada da noite, exatamente a uma da madrugada, a maldição da sexta-feira 13 se fez presente: um cano de esgoto da Sabesp "colapsou", esse verbo da moda, lançando aquilo que você pode imaginar sobre o camarote.
O cheiro nauseabundo se espalhou pelo ambiente, estragando o perfume dos pratos e salgados servidos e tirando o bouquet de vinhos e champanhes.
Mas há metáfora mais reveladora da situação de São Paulo do que esse vazamento de merda da Sabesp no camarote das autoridades?
Um vazamento que durou dois dias, porque no sábado o fedor ainda estava presente.
Como a lembrar das promessas furadas do prefeito Ricardo Nunes de preparar São Paulo para as enchentes, mas pessoas continuam morrendo, árvores desabam, falta luz por dias, até semanas. E as pessoas perdem móveis, eletrodomésticos, esperança.
E o governo de Tarcísio? Estourar uma tubulação de esgoto da Sabesp privatizada mostra apenas que toda a conversa fiada de Tarcísio sobre os benefícios da privatização era apenas conversa fiada mesmo.
Ele dizia que não iria faltar água, e água faltou. Muitas pessoas passaram Natal e Réveillon na seca, tendo que comprar caminhão pipa.
Ah, e a conta aumentou, como sempre.
Diferente mesmo é que a maior empresa de saneamento da América Latina foi privatizada tendo apenas um concorrente com oferta, logicamente a vencedora, a Equatorial, uma empresa de energia elétrica que NUNCA cuidou de água e saneamento na vida. Mas dizem que tem sempre uma primeira vez na vida, né, povo de São Paulo?
O fedor também lembra o recorde de feminicídios do governo Tarcísio, que nomeou como sua primeira secretária da Mulher uma vereadora contra o feminismo (sic), depois substituída por uma Bolsonaro — casada com primo, mas Bolsonaro. Além do mais, com corte de verbas ano a ano e contingenciamento do que restou. O aumento de feminicídio não é consequência, mas projeto.
Lembra também o aumento da letalidade policial, que dobrou, desde que Tarcísio escolheu para seu Secretário de Segurança um capitão PM expulso da Rota por excesso de letalidade. Só podia dar no que deu, um salto de 415 para 834, mais que o dobro.
O vazamento fedorento da Sabesp no camarote do prefeito também é metáfora para o escandaloso caso de corrupção na Secretaria de Fazenda de Tarcísio, onde apenas um servidor abocanhou R$ 1 bilhão em propina.
E os 800 ônibus apedrejados, os 3 mil trens atacados, as bebidas batizadas com metanol, a Operação Carbono Oculto, que revelou ao país o embricamento de parte da polícia de São Paulo com o PCC e a Faria Lima?
Existe metáfora mais reveladora que este vazamento de esgoto ou é só coisa de um dia de azar, coincidentemente uma sexta-feira, 13?
Assista ao vídeo e agradeça pelas imagens ainda não terem cheiro.
Apoie