Fim da Jornada 6x1 é projeto de Lula; Flávio Bolsonaro é contra. E você? Entenda

O presidente do Senado Davi Alcolumbre avisou que vai botar em votação na próxima quarta-feira o projeto do presidente Lula de fim da Jornada 6x1, seis dias de trabalho por um de descanso, em troca da Jornada 5x2, cinco dias trabalhados e dois para descanso.

Patrões em geral são contra e o presidenciável Flávio Bolsonaro, que sempre trabalhou na escala 2x5, dois dias de trabalho e cinco de descanso, como deputado e senador, também é contra.

O que é o projeto do Lula

Segundo o site do Senado, o PEC 221/2019 altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e garantir dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuir os salários. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

O trabalhador vai ganhar um dia a mais de descanso sem perda salarial.

Flávio Bolsonaro é contra e mobiliza todos os senadores de sua tropa de choque para barrarem o projeto.

O que Flávio Bolsonaro propõe em troca?

O que é o projeto de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro propõe um projeto em que haja negociação direta entre patrão e empregado para definirem um número de horas trabalhadas e que o trabalhador seja remunerado por elas, com base no salário mínimo. 

Numa negociação direta entre trabalhador e patrão, quem pode mais chora menos.

Projeto de Flávio Bolsonaro na prática

Este vídeo é bem didático e mostra como o projeto de Flávio Bolsonaro funcionaria na prática.

O vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin traz uma metáfora futebolística para traduzir o projeto de Flávio Bolsonaro.

Alckmin e o projeto de Flávio Bolsonaro


Votação no Senado deve dar vitória ao projeto de Lula

A Proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados por uma maioria esmagadora.

A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

O texto que será votado agora ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.  

A PEC necessita de 49 votos para ser aprovada e o presidente do Senado Davi Alcolumbre garante que tem esse mínimo necessário para sua aprovação.

O que muda na jornada e no descanso


    Redução da jornada máxima: O limite máximo de trabalho cai de 44 horas para 40 horas semanais.
    Dois dias de folga: Fica garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado (acabando com a proporção de 6 dias trabalhados para 1 de folga).
    Sem redução de salário: A alteração na carga horária não pode resultar em corte nos vencimentos dos trabalhadores.

Período de transição

 

A aplicação não acontece de uma só vez; há um cronograma gradual aprovado pela Câmara dos Deputados:

    60 dias após a promulgação: A jornada semanal cai para 42 horas, mantendo-se os dois dias de repouso.
    12 a 14 meses após: Passa a vigorar definitivamente o limite de 40 horas semanais. 


E você, de que lado está: Lula ou Flávio Bolsonaro?


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Aroeira e o golpe de mestre de Lula na Globo



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'Tá preso': O real motivo que impediu candidatos do PL de disputarem eleições no Rio

Em apenas duas palavras o vereador petista de Niterói Sylvio Maurício define a patética situação do PL (partido Liberal), partido de Bolsonaro, no estado do Rio de Janeiro, e o motivo pelo qual os candidatos que seriam os titulares não puderam disputar as eleições: estão presos. 

O candidato à presidência da República seria Jair Bolsonaro, mas ele está preso, condenado a 27 anos e 3 meses, e por isso foi substituído pelo filho Flávio, que deve ter o mesmo destino, logo após ser derrotado à presidência da República e ficar sem mandato, o que vai jogá-lo para a primeira instância, liberando o julgamento sobre o caso das rachadinhas, por exemplo. 

O candidato ao governo do estado pelo PL seria o ex-presidente da ALERJ Rodrigo Bacelar, mas este também não pode concorrer pelo mesmo motivo: tá preso. 

Assim como também foi preso o candidato ao Senado do partido, Márcio Canella, que aproveita a liberdade provisória para tentar um mandato como deputado estadual e não ir imediatamente para a prisão. 

Outro candidato ao Senado deles ainda não foi preso, mas está quase lá: o ex-governador do rio Cláudio Castro, inelegível e que já recebeu duas visitas da polícia federal. Castro é responsável pelo envio de quase R$ 3 bilhões dos pensionistas do Rio para o banco Master. 

Já dá pra montar um time de salão na penitenciária.

Sylvio Maurício:

"O [candidato a] presidente não ia ser o Flávio, ia ser o Jair Bolsonaro, não pode porque tá preso. O candidato ao governo do Estado não ia ser o Douglas Ruas, ia ser o Bacellar, não pode, sabe por quê? Tá preso. O candidato ao Senado não ia ser o Portinho, ia ser o Canella, não pode, sabe por quê? Foi preso.

O Jordy também não ia ser candidato, quem ia, ia ser o Cláudio Castro, não pode, sabe por quê? Tá inelegível e tá sofrendo busca e apreensão da PF e em breve também vai estar o quê? Preso. Então toda a chapa do governo do Estado do Rio de Janeiro, do PL original, não pode porque tá preso em esquema de corrupção. Aí foram colocando as reservas, não que os reservas sejam melhores.

E aí depois ainda tem que ouvir que vai ter gente que vai votar na família Bolsonaro pra combater a corrupção. Só pode ser brincadeira."



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VÍDEO: Fabio Porchat critica corrupção atual e a tradicional da família Bolsonaro

Depois de haver explodido a internet com um vídeo inteligente super divertido explicando o caso Master, que foi o mais visto no YouTube, ou humorista Fábio Porchat volta com um novo vídeo, também crítico e bem humorado, falando sobre a corrupção ao longo da história no Brasil. 

Porchat usa de muita ironia, "criticando" que a corrupção de hoje não seja como a de antigamente, quando era preciso que assessores carregassem malas de dinheiro. 

Cita nomes de corruptos famosos como os ex-governadores de São Paulo Orestes Quércia e Paulo Maluf e o chefão da Bahia Antonio Carlos Magalhães

Como não poderia deixar de ser com o assunto corrupção, Fábio Porchat "homenageia" a família Bolsonaro.

 



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Aroeira e a revolta da Padroeira



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Apoiadores de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira agridem jornalista Juliana Dal Piva

A jornalista Juliana Dal Piva denunciou em seu perfil no Instagram agressões que vem sofrendo nas redes, especialmente desde que lançou o podcast "O herdeiro de Jair", em que denuncia a vida de crimes do candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro. 

Segundo a jornalista, as agressões se intensificaram quando ela divulgou um áudio do deputado Nikolas Ferreira num tratamento subserviente e vexaminoso com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro, com que Nikolas sempre afirmou não ter relacionamento algum.

Misoginia e violência contra as mulheres são características  da extrema direita mundial e uma marca do bolsonarismo, cujo ídolo maior disse que o nascimento de sua única filha mulher foi "uma fraquejada". 

Mesmo Jair que ofendeu a repórter Patrícia Campos Mello, que denunciou o disparo de centenas de milhões de mensagens de WhatsApp com fake news pela campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, dizendo que ela queria "dar o furo" para ele.

Machismo e canalhice que se voltam agora contra Juliana, inclusive com incentivo ao suicídio e agressões de cunho sexual, como ela relata:


"Quando começamos a planejar a cobertura da eleição de 2026, eu logo senti que precisaria me preparar psicologicamente para reviver muito trauma. Não costumo falar disso porque me recuso a ser colocada nesse lugar de vítima. Meu lugar é de repórter, mas infelizmente, sim, já fui vítima de muita violência por simplesmente exercer meu trabalho e isso me deixou traumas. Então, ao decidir fazer o perfil do Flávio Bolsonaro em podcast, eu entendi que isso poderia se repetir e comecei a me preparar. Já na matéria da foto do Flávio com o Sicário todos os ataques meio que recomeçaram ainda que numa proporção que parecia usual. Aos poucos, porém, tudo foi crescendo. Obviamente explodiu depois da matéria do áudio do Nikolas e segue crescendo. Essa última semana foi bem difícil. Já tinha lidado com agressões de incentivo ao suicídio, mas foi talvez a primeira vez que, pra mim, chegou a questão da agressão sexual. É tudo nojento demais. Absurdo demais. Surreal mesmo. Eu estou bem. Cuidada pela minha equipe, amigos e família, mas não vou naturalizar não. Nada disso é normal e existem muitos responsáveis. Não dá pra gente se acostumar com isso. Eu, ao menos, não vou."



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