segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Nas homenagens pelos 50 anos da morte do Che, Evo Morales diz que 'a melhor homenagem é continuar sua luta' e lança Decálogo


O presidente da Bolívia Evo Morales declarou que a melhor homenagem que se pode prestar ao Che, morto há 50 anos naquele país, é "continuar sua luta". Evo aproveitou a oportunidade para lançar um Decálogo Para Melhorar o Mundo:


Primeiro, construir um mundo sem invasores nem invadidos, com a eliminação total de armas de destruição em massa, um mundo em que não existam bases militares imperiais em nossos países, um mundo em que os gastos militares se dediquem à erradicação da pobreza.

Segundo, construir um mundo em que os serviços básicos sejam reconhecidos como direitos humanos. Um mundo em que a água, a eletricidade, a comunicação e o saneamento básico não se mercantilizem e satisfaçam as necessidades da humanidade em todo o planeta.

Terceiro, construir um mundo com um novo sistema financeiro e monetário internacional, no qual os bancos não mandem, mas os povos. Um mundo em que se rompam as dependências das organizações internacionais, que, com suas receitas, violando a soberania dos Estados, criaram mais pobreza.

Quarto, construir um mundo com uma democracia real e participativa, no qual os governantes mandem obedecendo. Um mundo sem oligarquias, sem hierarquias, sem monarquias financeiras. Um mundo no qual a ação política esteja a serviço da vida, como um compromisso humano ético e moral.

Quinto, construir um mundo no qual erradiquemos o colonialismo e o neocolonialismo cultural e tecnológico. Um mundo em que cesse a usurpação do conhecimento, na qual a família humana compartilhe com base na solidariedade e não no lucro para vencer doenças.

Sexto, construir um mundo no qual defendamos os direitos à liberdade de imprensa, à informação. É por isso que devemos estar atentos às mentiras de muitos meios de comunicação, que justificam invasões de transnacionais e criminalizam movimentos sociais e governos anti-imperialistas.

Sétimo, construir um mundo em todos os Estados para reconhecer os direitos da Mãe Terra, em que o desenvolvimento se harmonize com a natureza. Construir um mundo no qual os recursos naturais das empresas estratégicas estejam nas mãos do povo e não das transnacionais.

Oitavo, construir um mundo com uma nova ordem econômica mundial, em que as relações comerciais se baseiem em complementaridade e solidariedade, não em lucro e exploração.

Nono, construir um mundo que prime pela unidade dos povos do mundo, dos movimentos sociais, dos trabalhadores do campo e da cidade e das lutas mais prementes do planeta, entre elas, as Malvinas para a Argentina, a libertação da Palestina, a paz na Síria, a paz na Colômbia, fim do bloqueio econômico a Cuba, o retorno de Guantánamo e finalmente o mar para a Bolívia.

Décimo, construir um mundo que reconheça a cidadania universal, em que se derrubem os muros que dividem pessoas e povos. Uma cidadania universal para erradicar o racismo e a discriminação.

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