.
BBB 11 tá chaaato? Assista Boninho e seus amigos jogando ovos nas 'vagabundas'
Antes de assistir ao vídeo, que tal ler isso aqui Boninho, tapinha vale para levantar a audiência, né?
El Pais segue desinformando sobre Brasil e governo da presidenta Dilma
Quem ontem se indignou com a reporcagem mentirosa de El Pais, especialmente a versão caluniosa de que a presidenta Dilma e seus ministros riam da desgraça no Rio de Janeiro, hoje vai perceber que nada mudou no jornal espanhol. Os comentários e cartas dos brasileiros não tiveram efeito algum.
E não mudou porque o correspondente do jornal do grupo Prisa (Opus Dei) no Brasil só se informa sobre nosso país pela Rede Globo. Juan Arias, como se pode ver em sua biografia, é um escritor de livros religiosos ou com temáticas "espirituais", entre eles Paulo Coelho: el peregrino de Compostela. Acompanhou o papa João Paulo II pelo mundo, escrevendo crônicas de suas viagens. Ao mesmo tempo em que é correspondente no Brasil.
Há anos mente sobre nossa realidade no El Pais, pois sua base de informação é a imprensa oposicionista, especialmente a Rede Globo.
Hoje é só mais um dia.
Que lentidão? Dilma só não foi no primeiro dia à região Serrana porque esperou a chegada do governador Sergio Cabral, que estava no exterior.
Mas isso é problema do El Pais. O nosso aqui tem nome e endereço: Rede Globo, Jardim Botânico. Não é possível que não vá ser tomada medida alguma contra a edição criminosa do Jornal Nacional.
E não mudou porque o correspondente do jornal do grupo Prisa (Opus Dei) no Brasil só se informa sobre nosso país pela Rede Globo. Juan Arias, como se pode ver em sua biografia, é um escritor de livros religiosos ou com temáticas "espirituais", entre eles Paulo Coelho: el peregrino de Compostela. Acompanhou o papa João Paulo II pelo mundo, escrevendo crônicas de suas viagens. Ao mesmo tempo em que é correspondente no Brasil.
Há anos mente sobre nossa realidade no El Pais, pois sua base de informação é a imprensa oposicionista, especialmente a Rede Globo.
Hoje é só mais um dia.
La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, envió ayer al Ejército a la región montañosa del Estado de Río de Janeiro, arrasada por unas inundaciones que han provocado la muerte de más de 600 personas. La medida se ha tomado entre críticas crecientes al Gobierno por su lenta respuesta al mayor desastre natural que ha sufrido el país. [aqui]
Que lentidão? Dilma só não foi no primeiro dia à região Serrana porque esperou a chegada do governador Sergio Cabral, que estava no exterior.
Mas isso é problema do El Pais. O nosso aqui tem nome e endereço: Rede Globo, Jardim Botânico. Não é possível que não vá ser tomada medida alguma contra a edição criminosa do Jornal Nacional.
.
Rede Globo, JN, Kamel, Quosque tandem abutere patientia nostra ?
Até quando uma concessão pública vai agredir o país e zombar dos brasileiros manipulando as notícias para alimentar sua oposição a um governo democraticamente eleito?
Quem primeiro denunciou a mais nova cafajestagem (a palavra é esta mesmo) do Jornal Nacional foi o Weden, no Nassif. Mais adiante, também no Nassif, vi que o jornal espanhol El Pais comprou a montagem de Kamel, que manipulou texto e imagens, dando a entender que a presidenta Dilma e seus ministros estariam rindo da tragédia das enchentes no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.
Editei a reporcagem do JN, mantendo apenas o trecho da manipulação (veja a seguir).
Agora, o Eduardo Guimarães fez uma postagem em seu blog sobre o assunto, com uma carta ao El Pais e o link para que façamos o mesmo.
Veja o trecho infame do JN:
Quem primeiro denunciou a mais nova cafajestagem (a palavra é esta mesmo) do Jornal Nacional foi o Weden, no Nassif. Mais adiante, também no Nassif, vi que o jornal espanhol El Pais comprou a montagem de Kamel, que manipulou texto e imagens, dando a entender que a presidenta Dilma e seus ministros estariam rindo da tragédia das enchentes no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.
Editei a reporcagem do JN, mantendo apenas o trecho da manipulação (veja a seguir).
Agora, o Eduardo Guimarães fez uma postagem em seu blog sobre o assunto, com uma carta ao El Pais e o link para que façamos o mesmo.
Veja o trecho infame do JN:
.
Classe mérdia tem uma solução para tudo: 'Basta tirá-los dali'
Mendigos nas ruas? - Basta tirá-los dali. Menores consumindo crack? - Basta tirá-los dali. Prostitutas na calçada? - Basta tirá-las dali. Excesso de carros nas ruas? - Basta tirá-los dali. Sem terra invadindo terras improdutivas? - Basta tirá-los dali. Sem teto invadindo prédios desocupados? - Basta tirá-los dali. Moradores em áreas de risco? - Basta tirá-los dali. Favelas? - Basta tirá-los dali.
E colocar onde?
Isso não querem saber: acham que políticos foram eleitos para isso. Querem que eles façam o serviço sujo.
Os últimos acontecimentos no Rio e em SP mostram que à direita e à esquerda muitos querem a solução simplista da classe mérdia: - Basta tirá-los dali. Mesmo que para isso seja necessário chamar a polícia.
Ou seja: mendigos, sem-teto, sem terra, prostitutas, drogados, todos são caso de polícia.
Não são não. Polícia é para quem precisa de polícia. Eles precisam é de política com P maiúsculo: política social, inclusão. Cidadania. Não temos que tirá-los dali. Temos que incluí-los aqui.
Somos humanos; isso, em suma, é o que somos.
E colocar onde?
Isso não querem saber: acham que políticos foram eleitos para isso. Querem que eles façam o serviço sujo.
Os últimos acontecimentos no Rio e em SP mostram que à direita e à esquerda muitos querem a solução simplista da classe mérdia: - Basta tirá-los dali. Mesmo que para isso seja necessário chamar a polícia.
Ou seja: mendigos, sem-teto, sem terra, prostitutas, drogados, todos são caso de polícia.
Não são não. Polícia é para quem precisa de polícia. Eles precisam é de política com P maiúsculo: política social, inclusão. Cidadania. Não temos que tirá-los dali. Temos que incluí-los aqui.
Somos humanos; isso, em suma, é o que somos.
.
Maiores responsáveis por enchentes agora se preparam para lucrar com elas
Governadores e prefeitos, como sempre, acusam-se. É a regra. Ou foi o governo anterior. Ou o prefeito. Nenhum deles tem culpa de nada. Se não apontam alguém de carne e osso, culpam os céus. Foi São Pedro. Ou a chuva.
Mas, não importa. Todos sabemos quem são os culpados. Eles apenas aparecem na TV para cumprir a parte que lhes cabe no jogo: dizer que farão o que já deveriam ter feito.
Mas, no fundo, no fundo, eles sorriem satisfeitos. As verbas chegam como as chuvas, torrenciais, abundantes. Um bi para SP, outro tanto para o RJ.
Alegando o caráter emergencial, contratarão empreiteiras, estudos de solo junto a ONGs amigas, tudo superfaturado, pois não há tempo para licitação.
Depois, o que é desviado vai para suas contas no exterior, fazer caixa para futuras campanhas, outro tanto para pagar páginas inteiras nos jornais e anúncios na TV, mostrando que o governo do estado ou a prefeitura tal estão trabalhando pelo povo. E as reportagens somem das primeiras páginas. Não geram mais chamadas nos telejornais.
Até o ano que vem.
No ano passado, o morro do Bumba, em Niterói, construído sobre um lixão, desabou, matando dezenas de pessoas. A situação hoje, segundo o Jornal do Brasil, é a seguinte:
Mas, não importa. Todos sabemos quem são os culpados. Eles apenas aparecem na TV para cumprir a parte que lhes cabe no jogo: dizer que farão o que já deveriam ter feito.
Mas, no fundo, no fundo, eles sorriem satisfeitos. As verbas chegam como as chuvas, torrenciais, abundantes. Um bi para SP, outro tanto para o RJ.
Alegando o caráter emergencial, contratarão empreiteiras, estudos de solo junto a ONGs amigas, tudo superfaturado, pois não há tempo para licitação.
Depois, o que é desviado vai para suas contas no exterior, fazer caixa para futuras campanhas, outro tanto para pagar páginas inteiras nos jornais e anúncios na TV, mostrando que o governo do estado ou a prefeitura tal estão trabalhando pelo povo. E as reportagens somem das primeiras páginas. Não geram mais chamadas nos telejornais.
Até o ano que vem.
No ano passado, o morro do Bumba, em Niterói, construído sobre um lixão, desabou, matando dezenas de pessoas. A situação hoje, segundo o Jornal do Brasil, é a seguinte:
No Morro do Bumba, em Niterói, onde, em abril do ano passado, 48 pessoas morreram depois de que a comunidade, erguida no terreno onde funcionava um lixão foi devastada por um deslizamento de terra, a situação dos desabrigados ainda é crítica.
– Quem não perdeu sua casa no deslizamento, como meu filho, voltou para o morro. Os abrigos são insalubres, o aluguel social não é pago, e a indenização prometida pelas casas ameaçadas ainda não foi vista. Não há outra solução – disse a presidente da associação de Moradores do Bumba, Norma Sueli Pacheco.
O presidente da Associação das Vítimas do Morro do Bumba, Francisco Ferreira, acusou a prefeitura de Niterói.
– Os moradores do Bumba levados para a antiga sede do 4º G-CAM estão sem luz. O descaso é absurdo. O município diz que faz, mas, sequer nos recebe para conversar. Dos quase 11 mil que têm direito ao aluguel social, menos de um terço tem recebido.
Alvo de acusações, a prefeitura de Niterói não respondeu ao Jornal do Brasil .
.
Por que o governo da presidenta Dilma se acovardaria, professor Comparato?
O professor Fábio Konder Comparato deu uma entrevista ao Portal Vermelho, onde defendeu a regulação da mídia e falou sobre as três ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADO) propostas por ele, contra o Congresso Nacional, que até hoje não regulamentou os artigos da Constituição de 1988 que tratam da comunicação.
A entrevista foi merecidamente repercutida na blogosfera. No entanto, o grande destaque, tanto no Portal Vermelho, quanto nas postagens, foi dado a um trecho da entrevista, ao meu modo de ver completamente infeliz:
A manchete do Vermelho foi “Comparato: Que o governo Dilma não se acovarde diante da mídia”. Os blogs ou a repetiram ou fizeram pequenas variações, mas sempre mantendo o “não se acovarde”.
Por que o “não se acovarde”? De um gago, a gente espera que ele não gagueje quando for falar. De um sujeito de memória ruim, que ele se recorde do discurso que vai pronunciar. De um tímido, que ele consiga se comunicar. Etc. Por que esperar de uma mulher que aos 19 anos pegou em armas contra a ditadura instalada no país que hoje, presidenta da República, seu governo não se acovarde?
A Ley de Medios tão esperada por nós pode até não sair, mas duvido que seja por covardia do governo Dilma. Quem já bateu de frente com ela sabe disso. Não é, senador Agripino Maia?
Mais uma vez: Deixem a mulher trabalhar!
A entrevista foi merecidamente repercutida na blogosfera. No entanto, o grande destaque, tanto no Portal Vermelho, quanto nas postagens, foi dado a um trecho da entrevista, ao meu modo de ver completamente infeliz:
Vermelho: Que expectativa o senhor tem em relação ao novo governo, no que diz respeito às comunicações?
Comparato: Eu espero que o governo da presidente Dilma Rousseff não se acovarde, nem diante do oligopólio empresarial de comunicação de massa, nem perante os chefes militares, que continuam a defender abertamente os assassinos, torturadores e estupradores de oponentes políticos, durante o regime castrense de 1964 a 1985.
A manchete do Vermelho foi “Comparato: Que o governo Dilma não se acovarde diante da mídia”. Os blogs ou a repetiram ou fizeram pequenas variações, mas sempre mantendo o “não se acovarde”.
Por que o “não se acovarde”? De um gago, a gente espera que ele não gagueje quando for falar. De um sujeito de memória ruim, que ele se recorde do discurso que vai pronunciar. De um tímido, que ele consiga se comunicar. Etc. Por que esperar de uma mulher que aos 19 anos pegou em armas contra a ditadura instalada no país que hoje, presidenta da República, seu governo não se acovarde?
A Ley de Medios tão esperada por nós pode até não sair, mas duvido que seja por covardia do governo Dilma. Quem já bateu de frente com ela sabe disso. Não é, senador Agripino Maia?
Mais uma vez: Deixem a mulher trabalhar!
.
Estados Unidos queimam 1,5 trilhão de dólares com sua máquina de guerra. Obama gasta mais do que Bush
Lá, não tem esse negócio de democrata ou republicano. Obama, que subiu ao poder representando a esperança de milhões de cidadãos do mundo, "propôs um orçamento militar 6% maior do que Bush havia feito em seu último ano de governo".
Os Estados Unidos são os Senhores da Guerra
.
Os Estados Unidos são os Senhores da Guerra
Tem gente que diz que os EUA estão perdendo a guerra do Iraque. Depende do ponto de vista. A guerra já custou US$ 1 trilhão (noves fora centenas de milhares de vidas), grande parte alimentando a indústria bélica americana, os barões do petróleo e os empreiteiros.
Eles declaram uma guerra e a indústria começa a trabalhar, fabricando bombas, armas dos mais diversos tipos, carros de combate, aviões, helicópteros, uniformes. Bombardeiam e detonam o país, que fica a reduzido a escombros. Em seguida vendem equipamentos militares para seus aliados locais se manterem no inferno que criaram e enviam seus empreiteiros para reconstruírem o país que anteriormente destruíram.
O mesmo acontece no Afeganistão, para onde enviaram dinheiro, armas e toda a para(in)fernália de guerra - até para os mujahedin, financiando ninguém menos que Bin Laden.
Idem na Colômbia, aonde foram teoricamente para acabar com o tráfico de drogas, mas este, simplesmente, aumentou. Junto com os lucros americanos na venda de armas, helicópteros, aviões de combate, expertise, desfolhantes. Eles entram com os equipamentos, a Colômbia com os mortos.
O mesmo acontece agora nas guerras da África. São 25 países que vivem na miséria, provocada por guerras fratricidas, onde até crianças são utilizadas nos combates. Pois os americanos, embora condenem a utilização das crianças, embora acusem desrespeito aos direitos humanos etc., aumentaram a venda de armas na região, que saltou de US$ 400 milhões, em 2005, para inacreditáveis US$ 18 bilhões, em 2007. [esta postagem é de abril de 2008]
Veja também:
» Vídeo: A guerra do Vietnam como você nunca viu
.
A presidenta Dilma, a ministra de Direitos Humanos e o general
A presidenta Dilma Rousseff foi clara em seu discurso de posse, quando definiu a missão de seu governo: erradicação da miséria e universalização dos direitos humanos.
No dia seguinte, a nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em seu discurso de posse (aqui, na íntegra, em pdf), detalhou as políticas de direitos humanos do governo Dilma, de onde retiro os trechos a seguir:
Na segunda-feira, o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deu declarações à imprensa que deixaram nossa mídia oposicionista e golpista com um leve sorrisinho irônico no canto da boca. O general afirmou que a existência de desaparecidos políticos durante a ditadura militar não deve ser motivo de vergonha, mas tratado como “fato histórico”.
No mesmo dia em que as polêmicas declarações do general foram publicadas, a presidenta Dilma o chamou a sua sala:
Já disse aqui que muita gente pensa em tutelar a presidenta Dilma. A mídia oposicionista e golpista gostaria que ela adotasse a agenda do candidato Serra, que foi derrotada nas urnas. Outros querem que ela faça omeletes sem quebrar ovos, como parecia propor outra derrotada, Marina Silva. Há ainda quem ache que a única missão de Dilma é...prender Daniel Dantas.
A presidenta já disse, e deixou claro no discurso de posse, ao que veio. O general parece que não ouviu nem leu o discurso. Agora já entendeu.
Mais uma vez: "Deixem a mulher trabalhar".
No dia seguinte, a nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em seu discurso de posse (aqui, na íntegra, em pdf), detalhou as políticas de direitos humanos do governo Dilma, de onde retiro os trechos a seguir:
As tarefas colocadas para o Brasil no cenário internacional
de Direitos Humanos, o reconhecimento e a importância
alcançada pelo nosso país, entretanto, trazem consigo
responsabilidades de igual tamanho. Lembro aqui que os
compromissos assumidos e os tratados firmados em termos
de Direitos Humanos foram feitos pelo Estado Brasileiro, e é
por ele – entre todos os poderes e entes federativos – que
devem ser efetivados.
Nesse sentido também nos pronunciamos acerca da recente
definição da Corte Interamericana de Direitos Humanos,
quando a definição que o Estado brasileiro tem uma dívida
histórica, no que diz respeito aos desaparecidos na Guerrilha
do Araguaia.
Com total tranquilidade e unidade de pensamento e ação no
Poder Executivo estaremos desenvolvendo ações que
respondam às indicações desse organismo que integramos.
Por outro lado, caberá também, é claro, aos demais poderes
da Republica, no exercício de suas funções constitucionais e
preservada a independência e harmonia que nos caracteriza,
analisarem as questões apresentadas pela Corte
Interamericana.
O que nos deve fazer refletir quanto ao tema do Direito à
Verdade e à Memória, passados quase 50 anos do inicio do
período de exceção no Brasil, é que é chegada a hora de
agirmos com objetividade.
O sentimento democrático que perpassa toda a sociedade
brasileira e cada uma de nossas instituições, todas agindo
com objetivos em comum, todas atuando para o
fortalecimento do estado democrático de direito, define por si
a possibilidade clara de um encontro entre gerações.
Por isso mesmo devemos dar seguimento ao processo de
reconhecimento da responsabilidade do Estado por graves
violações de Direitos Humanos, com vistas à sua não repetição,
com ênfase no período 1964-1985, de forma a
caracterizar uma consistente virada de página sobre esse
momento da história do país.
Devemos isso às familiares daqueles que foram mortos ou
estão desaparecidos, devemos aos que viveram aquele
período e empenharam suas vidas generosamente porque
acreditavam na liberdade e na democracia. Eles nos
trouxeram até aqui.
Devemos ao Brasil e podemos constituir uma experiência
própria e pactuada. E é necessário que essa agenda seja
cumprida porque dessa forma nos irmanaremos plenamente
para o que o Brasil dos nossos dias exige de nós.
Nesse sentido, faço um apelo à Câmara dos Deputados,
poder de onde venho, e ao Senado Federal, com os quais
quero manter uma relação de muita proximidade e respeito.
Que façamos um bom e democrático debate e possamos
aprovar o Projeto de Lei que cria a Comissão da Verdade.
Faço questão de reforçar que não queremos aqui fazer um
embate entre parlamentares contra ou a favor da medida,
mas resgatar a nossa história e contá-la de forma completa.
Somente conhecendo os fatos e reconhecendo os erros que
conseguiremos escrever novas e melhores páginas da nossa
história.
A hora é de avançar, de fazer ainda mais e melhor. A
presidenta Dilma assumiu como compromisso prioritário da
sua gestão a luta para que nosso país supere a miséria.
Essa é uma meta que só será alcançada a partir de uma
ampla mobilização nacional.
(...) Mas não faremos nada sozinhos. Tenho a plena consciência
que o trabalho só funciona efetivamente quando somamos
esforços. Quero manter um diálogo permanente e uma
parceria com os ministérios, em especial com a Secretaria de
Políticas para as Mulheres, a Secretaria de Promoção de
Políticas para a Igualdade Racial e a Secretaria Nacional de
Juventude, para que atuemos de forma integrada no
enfrentamento de todo o tipo de violação de direitos. E
quero, de forma muito especial, ressaltar a maior e mais
importante parceria que é com a sociedade brasileira. A
Secretaria de Direitos Humanos está de portas abertas para
dialogar com os movimentos sociais, com as entidades e
com todos os cidadãos e cidadãs brasileiras que queiram
somar esforços nessa corrente de direitos. Os novos e
antigos sujeitos sociais, ligados aos mais diversos temas,
prestam inestimável trabalho ao avanço destes direitos. As
conferências nacionais, estaduais e municipais relativas às
mais variadas temáticas de direitos humanos, cada vez mais
apontam os rumos das políticas públicas deste país. O
controle social exercido é vital para o aprimoramento da
democracia. Desta forma, parabenizar a esses aguerridos
guerreiras e guerreiros que, incansáveis em suas lutas, têm
auxiliado sobremaneira a difusão, a garantia e a proteção
dos Direitos Humanos, aqui e no resto do mundo é tarefa
que se impõe.
Na segunda-feira, o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deu declarações à imprensa que deixaram nossa mídia oposicionista e golpista com um leve sorrisinho irônico no canto da boca. O general afirmou que a existência de desaparecidos políticos durante a ditadura militar não deve ser motivo de vergonha, mas tratado como “fato histórico”.
No mesmo dia em que as polêmicas declarações do general foram publicadas, a presidenta Dilma o chamou a sua sala:
A presidente Dilma Rousseff repreendeu hoje o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), por dizer em entrevista, na segunda-feira, que não é motivo de vergonha para o País o desaparecimento de presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985). Foi o primeiro "puxão de orelha" de ministro do novo governo.
Escolhido para comandar os seguranças e arapongas do governo, José Elito pediu desculpas a Dilma pela declaração polêmica, segundo fontes do Planalto. Ao longo do dia, ele já tinha recebido recados de assessores de que Dilma não gostou do comentário sobre as vítimas do regime militar. Ao ser recebido à noite pela presidente, ele chegou a jogar a culpa na imprensa, afirmando que sua declaração foi "mal interpretada". A presidente aceitou a desculpa. [Fonte: Estadão]
Já disse aqui que muita gente pensa em tutelar a presidenta Dilma. A mídia oposicionista e golpista gostaria que ela adotasse a agenda do candidato Serra, que foi derrotada nas urnas. Outros querem que ela faça omeletes sem quebrar ovos, como parecia propor outra derrotada, Marina Silva. Há ainda quem ache que a única missão de Dilma é...prender Daniel Dantas.
A presidenta já disse, e deixou claro no discurso de posse, ao que veio. O general parece que não ouviu nem leu o discurso. Agora já entendeu.
Mais uma vez: "Deixem a mulher trabalhar".
.
Três propostas de Comparato. Sem a primeira, as outras duas são arapucas
Em artigo publicado na CartaCapital, o professor e jurista Fábio Konder Comparato defende uma “progressiva introdução de um autêntico regime republicano e democrático entre nós”.
O artigo foi amplamente repercutido na blogosfera. Mas falta, a meu ver, um foco maior no item primeiro das propostas do professor. É verdade que ele afirma que esse é o mais importante. Mas isso é pouco. Ele é fundamental.
Fica claro que sem que a primeira condição seja plenamente cumprida, as demais ficam prejudicadas e podem se transformar numa arapuca. Sem que haja uma profunda e democrática reforma, semelhante à Ley de Medios na Argentina, os plebiscitos e o recall podem, por exemplo, levar a um terceiro turno das eleições, com a mídia oposicionista trabalhando a todo vapor para destituir um presidente democraticamente eleito pelo povo nas urnas. Como aconteceu, por exemplo, com Collor, que foi colocado e apeado do poder pelo colegiado Organizações Globo, Veja, Estadão.
Sem a quebra do oligopólio midiático, as duas outras propostas são como entregar o ouro aos bandidos.
A parte isso, fica uma constatação: estamos nos primeiríssimos dias do governo da primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil. Direita e esquerda buscam tutelar Dilma, como se ela não houvesse apresentado uma proposta ao país, que foi consagrada nas urnas.
No dia da posse, Dilma defendeu os pontos centrais de sua administração: o combate à miséria e a universalização dos direitos humanos.
A presidenta nem esquentou a cadeira ainda. Temos que ter em mente que o adversário imediato é a mídia oligopólica e oposicionista. Ley de Medios e banda larga neles.
Ah, e "deixem a mulher trabalhar".
Para alcançar esse desiderato, é preciso transformar a mentalidade dominante, moldada na passiva aceitação do poder oligárquico e capitalista. O que implica um esforço prolongado e metódico de educação cívica.
Concomitantemente, é indispensável introduzir algumas instituições de decisão democrática em nossa organização constitucional. Três delas me parecem essenciais com esse objetivo, porque provocam, além do enfraquecimento progressivo do poder oligárquico, a desejada pedagogia política popular.
A primeira e mais importante consiste em extinguir o poder de controle, pelo oligopólio empresarial, da parte mais desenvolvida dos nossos meios de comunicação de massa. É graças a esse domínio da grande imprensa, do rádio e da televisão, que os grupos oligárquicos defendem, livremente, a sua dominação política e econômica.
(...) As outras duas medidas institucionais de instauração da democracia entre nós são: 1. A livre utilização, pelo povo, de plebiscitos e referendos, bem como a facilitação da iniciativa popular de projetos de lei e a criação da iniciativa popular de emendas constitucionais. 2. A instituição do referendo revocatório de mandatos eletivos (recall), pelos quais o povo pode destituir livremente aqueles que elegeu, sem necessidade dos processos cavilosos de impeachment.
O artigo foi amplamente repercutido na blogosfera. Mas falta, a meu ver, um foco maior no item primeiro das propostas do professor. É verdade que ele afirma que esse é o mais importante. Mas isso é pouco. Ele é fundamental.
Fica claro que sem que a primeira condição seja plenamente cumprida, as demais ficam prejudicadas e podem se transformar numa arapuca. Sem que haja uma profunda e democrática reforma, semelhante à Ley de Medios na Argentina, os plebiscitos e o recall podem, por exemplo, levar a um terceiro turno das eleições, com a mídia oposicionista trabalhando a todo vapor para destituir um presidente democraticamente eleito pelo povo nas urnas. Como aconteceu, por exemplo, com Collor, que foi colocado e apeado do poder pelo colegiado Organizações Globo, Veja, Estadão.
Sem a quebra do oligopólio midiático, as duas outras propostas são como entregar o ouro aos bandidos.
A parte isso, fica uma constatação: estamos nos primeiríssimos dias do governo da primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil. Direita e esquerda buscam tutelar Dilma, como se ela não houvesse apresentado uma proposta ao país, que foi consagrada nas urnas.
No dia da posse, Dilma defendeu os pontos centrais de sua administração: o combate à miséria e a universalização dos direitos humanos.
A presidenta nem esquentou a cadeira ainda. Temos que ter em mente que o adversário imediato é a mídia oligopólica e oposicionista. Ley de Medios e banda larga neles.
Ah, e "deixem a mulher trabalhar".
.
Mídia oposicionista quer sequestrar Dilma, e Gilberto Carvalho morde a isca
Alguém pode pedir para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula e atual secretário-geral da presidenta Dilma, Gilberto Carvalho, parar de dar entrevistas? Será que só ele não percebe que está sendo instrumentalizado pela mídia de oposição para sequestrar a presidenta Dilma?
Quantas entrevistas Carvalho deu nos oito anos do governo Lula? Pois só agora foram ao menos duas, uma para O Globo e outra publicada hoje na Folha. Ambas batendo na mesma tecla, a possibilidade da volta de Lula, caso o governo Dilma não dê certo.
O objetivo da mídia oposicionista é claro: sequestrar a presidenta Dilma Rousseff, fazê-la refém, para que ela haja de acordo com seus [da mídia] interesses, que foram derrotados nas urnas.
Em entrevista publicada na Caros Amigos, a professora Marilena Chauí denuncia a forma de agir da mídia:
E o Gilberto Carvalho joga na mesma direção. Hoje, na entrevista à Folha (aqui, no Blog do Favre), ele diz:
A presidenta Dilma não precisa de tutela. Ela foi eleita com nossos votos por ser quem é. Esse negócio de ameaçar com volta de Lula é machismo. Tentam fazer com ela o mesmo que com Lula em seu primeiro governo, quando diziam que ele precisava ser auxiliado, ouvir os tucanos para não trazer o caos ao país.
Mas a mídia que apostou contra Lula e agora tenta sequestrar Dilma vai quebrar a cara mais uma vez. Basta ver sua história de vida para perceber que ela não foge à luta.
Os saudosos de Lula, especialmente Gilberto Carvalho, devem aprender a lição de Oswald de Andrade: “O meu relógio anda sempre para a frente. A História também.”. Se na eleição de 2006, o mote foi “Deixa o homem trabalhar”, agora é “Deixa o homem descansar”.
A presidenta do Brasil é Dilma Rousseff.
Quantas entrevistas Carvalho deu nos oito anos do governo Lula? Pois só agora foram ao menos duas, uma para O Globo e outra publicada hoje na Folha. Ambas batendo na mesma tecla, a possibilidade da volta de Lula, caso o governo Dilma não dê certo.
O objetivo da mídia oposicionista é claro: sequestrar a presidenta Dilma Rousseff, fazê-la refém, para que ela haja de acordo com seus [da mídia] interesses, que foram derrotados nas urnas.
Em entrevista publicada na Caros Amigos, a professora Marilena Chauí denuncia a forma de agir da mídia:
Quando se percebeu que a possibilidade de vitória da Dilma era grande, e havia as pesquisas de opinião sobre o governo e sobre o próprio Lula, a mídia, e quem começou isso foi a própria Globo com uma clareza... Ela começou a produzir a figura mítica do Lula. E é através da mitificação da figura do Lula que se vai, agora, falar da Dilma. Então, eu diria que é preciso fazer operar juntos o tratamento dado à Dilma com a mudança no tratamento dado ao Lula: “Isso é o Lula, isso é o mito do Lula, ela não vai poder, porque isso é o Lula que é capaz.” Isso é o analfabeto beberrão. Durante oito anos era o analfabeto beberrão, que agora é o mito político inigualável que ninguém é capaz de alcançar. Mas, ao lado disso, você tem o que? Durante oito anos, nós tivemos que aguentar que era um problema o Lula aparecer nos lugares os mais diferentes e improvisar. Tinha mania de improvisar os discursos e aí dizia muita bobagem. Quanta bobagem ele disse por causa de improvisar. Então, Dilma ganha e vai à televisão, leva um discurso e lê. O que você vê nos comentadores da televisão, nos comentadores do rádio e no dia seguinte nos jornais? “Ah, não tem a capacidade de improviso do Lula, ela precisa ler, coitada, tudo dela é preparado... Você vê, ela teve que vir preparada, ela não é capaz de improvisar.” Eu tinha vontade de atravessar os fios eletrônicos e bater nas pessoas, porque chegou num grau de perversidade, num sentido psicanalítico do termo. No nível do discurso, não dá mais, porque quando você vira na direção da perversão, a primeira característica da perversão é a de que ela é impermeável ao discurso. O grande problema da terapia psicanalítica na hora em que ela é impermeável ao discurso, porque a psicanálise opera no nível da linguagem. E você tem um evento que está ou aquém ou além do discurso. Então, a perversidade e a perversão dos comentários sobre o fato de ela ter o discurso escrito foi tal que eu falei: Já temos aqui o que serão os próximos quatro anos. Os próximos quatro anos vão ser um inferno como foram os oito do Lula, e sobretudo os quatro primeiro anos do Lula. Vai ser um inferno e não tem jeito.
E o Gilberto Carvalho joga na mesma direção. Hoje, na entrevista à Folha (aqui, no Blog do Favre), ele diz:
Qual é [a área que o preocupa]? É a política?
A política, na medida em que não temos o peso definidor da figura do Lula, a capacidade de sedução que ele exerceu. A Dilma não tem naturalmente essa relação. Vamos ter que construir.
O sr. disse, em entrevista, que, se houvesse dificuldades, o Lula poderia voltar. Levou bronca?
Falei a coisa mais óbvia. Acho que o governo da Dilma será de muita competência. Se Deus quiser, faremos um belíssimo governo e ela será reeleita. É evidente que, se não der certo, temos um curinga. Estou dizendo para a oposição: “Calma. Não se agitem demais. Temos uma carga pesada. Não brinca muito que a gente traz. É ter o Pelé no banco de reservas”.
Que dificuldade pode existir?
Tenho até medo de falar e se tornar uma profecia ruim. Mas digamos que haja uma dificuldade na gestão, na economia, algum acidente, por exemplo, na economia do mundo.
A presidenta Dilma não precisa de tutela. Ela foi eleita com nossos votos por ser quem é. Esse negócio de ameaçar com volta de Lula é machismo. Tentam fazer com ela o mesmo que com Lula em seu primeiro governo, quando diziam que ele precisava ser auxiliado, ouvir os tucanos para não trazer o caos ao país.
Mas a mídia que apostou contra Lula e agora tenta sequestrar Dilma vai quebrar a cara mais uma vez. Basta ver sua história de vida para perceber que ela não foge à luta.
Os saudosos de Lula, especialmente Gilberto Carvalho, devem aprender a lição de Oswald de Andrade: “O meu relógio anda sempre para a frente. A História também.”. Se na eleição de 2006, o mote foi “Deixa o homem trabalhar”, agora é “Deixa o homem descansar”.
A presidenta do Brasil é Dilma Rousseff.
.
Assinar:
Postagens (Atom)