A RELIGIOSIDADE DE CUNHA CONFIRMADA EM SUA EMPRESA E EM REGISTRO DE DOMÍNIOS NA INTERNET




Em sua declaração de bens ao TSE, o deputado Eduardo Cunha disse ter cotas da empresa "Jesus.Com Serviços de Promoções, Propaganda e Atividades de Rádio Ltda.". [fonte: O Dia].

Mas a religiosidade do deputado não se manifesta apenas aí:

Pense em qualquer variação de um domínio de internet .br que misture as palavras "facebook" e "jesus". Nenhum deles leva a qualquer conteúdo, mas todos pertencem ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. "jesusfacebook.com.br", "facebookjesus.com.br", "facejesusbook.com.br" e "portaljesusfacebook.com.br" estão entre os 287 endereços para sites registrados no nome de Cunha, como expôs no início deste mês o site Pastebin (os dados são públicos e revelados por uma simples pesquisa por CPF). Do total, 212 têm cunho religioso — 154 deles mencionam "Jesus". [Fonte: El País]

Se Deus é fiel, Cunha parece corresponder na mesma moeda. Ou não? O que pensaria Jesus, o Cristo, sobre o uso de seu nome pelo deputado?


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BANCO SUÍÇO SE SURPREENDEU COM MOVIMENTAÇÃO NAS CONTAS DE EDUARDO CUNHA




O que me chamou a atenção na matéria do Estadão que afirma que a Suíça já havia informado a Cunha sobre o congelamento de suas contas naquele país foi o seguinte trecho, que destaco em negrito:

O Ministério Público na Suíça, por enquanto, se recusa a informar qual banco mantinha as quatro contas relacionadas ao deputado. Mas garante que foi a própria entidade que se surpreendeu com as movimentações e decidiu informar as autoridades sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. O caso é mantido em segredo na Procuradoria-Geral da República, em harmonia com as determinações suíças.

Para um banco suíço, acostumado desde sempre a movimentações bancárias de todos os tipos em suas contas secretas, se surpreender com a movimentação das contas de Cunha é sinal de que elas circulavam com a velocidade das roletas do metrô na hora do rush.


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RACISMO REVERSO. SABE DO QUE SE TRATA? APRENDA COM AAMER RAHMAN






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PAI DE MESSI PODE PEGAR UM ANO E MEIO DE CADEIA POR SONEGAÇÃO NA ESPANHA. MESSI ESTÁ LIVRE


Messi e seu pai Jorge Horacio Messi


A Receita espanhola pede a condenação a um ano e meio de cadeia para o pai do craque Messi, do Barcelona e da seleção argentina.

Jorge Horacio Messi é acusado de bolar uma trama societária, criando empresas em paraísos fiscais (como a Globo no caso dos direitos da Copa), para fugir do fisco espanhol, entre 2007 e 2009.

O pai de Messi também terá que pagar (quer dizer, Messi terá que pagar) uma multa de dois milhões de euros, caso seja condenado.

A sonegação, segundo a receita, foi de 4,1 milhões de euros. Quase nada perto dos R$ 600 milhões (sem correção - corrigido, mais de R$ 1 bilhão) de sonegação da Globo.

[Fonte: El País, que não fala nada da Globo, é claro. Mas a gente fala, aqui: Desafio o Jornal Nacional a fazer com a Globo Overseas reportagem como a que fez sobre o hotel onde José Dirceu vai trabalhar ]


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QUERO VER PRESO O RATO PEGO COM QUEIJO SUÍÇO NÃO DECLARADO

POSADA CARRILES, O ASSASSINO QUE MORA IMPUNE EM MIAMI. TALVEZ SEJA VIZINHO DE JOAQUIM BARBOSA E OUTROS DESLUMBRADOS





Esta é a ficha corrida do criminoso, que passeia sua impunidade pelas ruas de Miami, ao lado de muitos brasileiros que bradam no Brasil contra a impunidade.

Luis Clemente Faustino Posada Carriles (Cienfuegos, 15 de fevereiro de 1928) é um cubano, nacionalizado venezuelano, conhecido pelos pseudônimos de Basilio, Comisario Basilio e Bambi. É um ex-agente da CIA, declarado terrorista pelo governo cubano e pelo governo da Venezuela. É acusado de ser o mentor do atentado ao vôo 455 da Cubana de Aviación, em 1976. É classificado por Cuba de "Bin Laden da América Latina".

Foi treinado pela CIA em sabotagem e explosivos nos anos 1960. Juntamente com Orlando Bosch foi acusado por uma corte militar venezuelana, de participação na explosão de um avião comercial da estatal Cubana de Aviación que sobrevoava Barbados em 1976, que matou os 73 passageiros. Escapou da prisão enquanto aguardava novo julgamento, que seria realizado em corte civil. É acusado de suprir armas aos contras que trabalhavam em Nicarágua com o apoio da CIA.

Em 2000, foi condenado por participar com Gaspar Jiménez, Pedro Remón e Guillermo Novo Sampol numa conspiração para assassinar Fidel Castro durante um encontro internacional no Panamá. Os quatro foram perdoados pela presidente panamenha, Mireya Moscoso, nos últimos dias de seu governo. Jiménez, Remón e Novo foram depois admitidos nos Estados Unidos.

No dia 13 de abril de 2005, pediu asilo político nos Estados Unidos através de seu advogado. Tinha entrado nesse país de forma ilegal, através da fronteira mexicana. No dia 3 de maio, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela aprovou um pedido de extradição por Posada. No mesmo dia, o secretário-assistente do Departamento de Estado dos EUA, Roger Noriega, assegurou que Posada não estava nos Estados Unidos. Em 1997, ele organizou uma onda de atentados contra hotéis em Havana, que deixou um morto e vários feridos. Quando foi preso, os autores das explosões (todos os centro-americanos que entraram Cuba como turistas) confessaram agir por dinheiro e por Posada Carriles. Semanas mais tarde, o próprio Posada Carriles reconheceu publicamente, em entrevista à uma emissora de televisão em Miami, sendo o organizador dos atentados em Havana.


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'A DIREITA NA AMÉRICA LATINA PODERÁ VENCER ALGUMAS BATALHAS, MAS NÃO A GUERRA'


Cristophe Ventura


Numa excelente entrevista ao Público, Espanha, Cristophe Ventura, doutor pela Escola de Estudos Superiores em Ciências Sociais de Paris e colaborador do Le Monde Diplomatique, analisa os desafios da América Latina e dos governos progressistas da região, sob ataque dos reacionários, mas também sentindo necessidade de mudanças.

América Latina deve definir o seu papel num mundo em mudança. E, mais importante ainda, enfrentar o desafio de fortalecer seu projeto de integração regional, uma chave para completar o processo de autonomia.

Trechos da entrevista:

A América Latina tem muitas das coisas que as potências econômicas mundiais pretendem. A região tem grande quantidade de recursos naturais, provavelmente os mais importantes do mundo. Estima-se que a população mundial alcance 10 bilhões de pessoas em 2050, é enorme a necessidade de produção agrícola que o mundo vai precisar, e a América Latina tem um quarto das terras cultiváveis disponíveis. O projeto dos EUA é muito claro: recuperar a hegemonia que tinha na região através de novos relacionamentos com países latino-americanos - o tema Cuba faz parte disso - para que empresas estadunidenses possam contar com recursos energéticos. Por seu lado, a China pretende propor outras condições, que não as dos EUA, mas também para garantir esses recursos.

(...) a relação da China é muito diferente do tipo de dominação que os EUA tinham e que pretendem recuperar. Não há interferência da China na vida política dos países latino-americanos. Nenhuma presença militar, ainda. Não há uma relação de dominação. Além disso, as condições econômicas oferecidas pelo governo de Pequim são mais interessantes do que as do FMI ou do Banco Mundial. Mesmo que isso envolva uma hipoteca sobre matérias-primas, é mais fácil para os países latino-americanos terem relações financeiras com a China do que com os EUA ou o sistema bancário global.

(...) [Os governos progressistas] entraram em um momento crítico, porque as condições econômicas e geopolíticas que apoiaram suas políticas falharam com a crise global. O modelo está se esgotando, mas isso não significa que os governos tenham morrido ou que o ciclo está morto, isso dependerá das decisões a serem tomadas a partir de agora. Se eles não puderem melhorar a gestão econômica, se eles não puderem mudar o modelo de produção, então, sim, vão fracassar. Sua margem de manobra depende das políticas de aproximação com a China e outros parceiros globais e da cooperação entre os países da região para construir infraestruturas e promover um mercado interno comum. Não é fácil, mas não impossível. 

(...) O país-chave é o Brasil. Tudo depende da decisão do governo brasileiro, que infelizmente estamos vendo agora está acenando para a direita por razões internas. Não é um problema de dirigentes, mas de estruturas e de criar um motor econômico para impulsionar a política. Os dirigentes vêm mais tarde, seu papel começa quando os motores avançam. Se o Brasil se alinha com as correntes dos mercados internacionais, tudo se bloqueará na América Latina.

(...) Até o momento, a direita não tem apoio popular. As pessoas podem criticar governos, mas não querem a volta ao poder de uma direita que conhecem bem. Tudo depende da mobilização dos eleitores. Se a direita retorna ao governo, eu não acho que isso vai ser por muito tempo. Apesar da crise global, apesar da crise de governos progressistas, a direita não tem a capacidade de oferecer uma alternativa. Eles podem mobilizar os seus setores, talvez integrando parte da classe média para vencer batalhas, mas não a guerra.

A entrevista como já disse é excelente e deve ser lida na íntegra aqui.


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PREFEITO HADDAD: 'EU TENHO QUE DIALOGAR COM A PARTE SÃ DA CIDADE, COM A PARTE CONSTRUTIVA'




Numa entrevista ao El Pais, Brasil, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad fala de sua gestão, suas expectativas em relação às próximas eleições, Marta, e sobre as repetidas críticas que recebe de parte dos paulistas e paulistanos.

"Eu tenho que dialogar com a parte sã da cidade, com a parte construtiva".

Num trecho, ele comenta sobre os críticos que não aceitam diálogo:

P. Mas essa realidade afeta mais o PT. Nunca vivemos um cenário tão polarizado. Há pessoas que veem o projeto na Cracolândia e dizem que você negocia com traficante. Se caiu o trânsito, dizem que é por causa da crise...

HADDAD. Mas aí é mentira, né? Você está perguntando para mim como eu lido com a mentira? Faço uma política de redução de danos que é um exemplo internacional e uma pessoa vem com uma crítica dessas? Essa pessoa não está fazendo política, está rastejando. A única cidade que diminuiu a lentidão no Brasil foi São Paulo. A crise só existe em São Paulo? Essa crítica rasteira está em voga hoje. Mas eu não posso lidar com esse tipo de sentimento, com esse grau de destrutividade. Essa pessoa não está querendo construir um país e uma cidade decentes. Essa pessoa está num nível de distúrbio que eu tenho que respeitar, mas recomendar tratamento.

P. Mas essas críticas existem...

HADDAD. Eu tenho que dialogar com a parte sã da cidade, com a parte construtiva. Se eu for entrar nisso, não tenho condições de governar São Paulo. Críticas são benéficas, mas eu não levo isso que você citou como crítica. Levo isso como parte de um problema mais psicológico do que político. Eu acredito na força da argumentação. Quando eu defender esses programas, eles vão se consolidar. E esse ruído que é patrocinado e criado pela oposição, vai perder força. A oposição em São Paulo está jogando no obscurantismo. A ponto de chamar um ciclista de comunista. Quando se chega nesse nível... Eu sou uma pessoa que acredita no Iluminismo, nas forças civilizatórias. A minha gestão, sobretudo fora de São Paulo, é reconhecida como uma força civilizatória. Eu sou um agente da civilização contra a barbárie. [Fonte: El Pais]

 Perfeito.

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PRAIA DE IPANEMA, RIO DE JANEIRO, POSTO 9, NUBLADO, COM CHUVA. AINDA ASSIM...






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PRESIDENTE DO BC AMERICANO LAMENTA QUE MAIS EXECUTIVOS CAUSADORES DA CRISE DE 2008 NÃO TENHAM SIDO PRESOS


Ben Bernanke


Ben Bernanke é presidente do FED, o banco central dos EUA desde 2006. Considerado um dos homens mais importantes do mundo, ele está lançando um livro, The Courage to Act. Para divulgá-lo, deu uma entrevista ao USA Today, publicada ontem, domingo.

São 600 páginas onde ele conta como foi estar à frente do FED diante da maior crise financeira das últimas décadas e que arrastou o mundo a uma crise que se prolonga até hoje.

Bernanke diz que as medidas tomadas por ele e pelo governo dos EUA foram corretas. Injetaram bilhões em bancos que quebraram (fraudulentamente, digo eu) e puniram as empresas com multas pesadas.

Mas Bernanke lamenta que as penalidades tenham caído apenas sobre as empresas. Questionado se ele esperava poder punir com prisão alguns dos executivos e sócios dessas empresas, ele disse que sim.

"Preferia que tivéssemos investigado mais as ações dos indivíduos, porque é óbvio que tudo o que foi feito de forma ilegal não o foi por uma entidade abstrata".

Só não explicou o porquê de isso não ter sido feito.

Bernanke reconheceu que não foi capaz de antecipar a crise ou seu tamanho. Também admite erros de comunicação que cometeram.  

"Nós nos concentramos tanto na estabilidade do sistema, que não tivemos tempo ou energia para explicar ao público que o que estávamos fazendo era essencial para a economia. Ainda hoje há pessoas que não entendem" .

Fica mesmo difícil às pessoas entenderem como estão soltos e muitas vezes mais milionários do que eram na época do estouro da crise em 2008 os que apenas em palavras o ainda presidente do FED considera como os verdadeiros responsáveis pela crise, que aconteceu diante de seu nariz e ele não pôde (não quis?) enxergar.

A entrevista original está aqui, em inglês.


 

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VÍDEO: BOECHAT PARA CUNHA: 'O SENHOR NÃO ACHA QUE DEVERIA SE AFASTAR DA PRESIDÊNCIA AO INVÉS DE FICAR AÍ CHANTAGEANDO O GOVERNO?'





Em seu programa na Band, o jornalista Ricardo Boechat faz uma montagem e ironiza declaração do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha na CPI da Petrobras de que todos os seus bens estariam listados no TSE, quando fez registro de sua candidatura.

Portanto, segundo Cunha, ele não teria conta alguma no exterior. O que o Ministério Público da Suíça afirma não ser verdade, por ter encontrado contas em nome de Eduardo Cunha, sua mulher e filha que totalizariam US$ 5 milhões.

Aqui você pode conferir a declaração de Cunha: VÍDEO EM QUE EDUARDO CUNHA AFIRMA NÃO TER CONTA NO EXTERIOR, QUE PODE LHE CUSTAR A CASSAÇÃO DO MANDATO.

Confira agora o vídeo de Boechat.



 
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