Eduardo Paes e uma maneira inusitada de fazer cumprir a lei nas praias do Rio
O prefeito do Rio Eduardo Paes é daquelas pessoas que respiram política 24 horas por dia, os sete dias da semana. Mal acabou uma campanha em que se reelegeu com folga no primeiro turno, Dudu, como é conhecido, já está em outra para o governo dia Rio em 2026.
Antes do Carnaval, Eduardo Paes pôs o bloco na rua e encontrou uma maneira inusitada de fazer cumprir um decreto dele mesmo contra a utilização de aparelhos de som nas praias da cidade.
O uso de caixas de som nas praias não é permitido na capital do Rio de Janeiro. Um decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado em 2022 no Diário Oficial do Município, dá “efetividade à proibição legal de utilização de caixas de som ou quaisquer meios de amplificação sonora nas praias da Cidade do Rio de Janeiro”.
O decreto determina ainda a apreensão dos equipamentos pela Guarda Municipal do Rio, em caso de descumprimento. O recolhimento será formalizado com a emissão de Termo de Retenção de Equipamento Sonoro (TRES) e deverá ser objeto de resolução.
A exceção é para o uso dos equipamentos de amplificação sonora exclusivamente para a promoção de atividades desportivas ou de lazer devidamente autorizadas pela Prefeitura do Rio. Caixas de som também são permitidas em eventos autorizados pelo município em áreas públicas e particulares no município do Rio de Janeiro.[Agência Brasil]
Para mostrar que a lei está valendo, embora não esteja sendo cumprida, o prefeito decidiu trocar a roupa social por camiseta, bermuda, óculos escuros e um boné do seu time de coração — o Vasco — e partir para o confronto. Ele mesmo conta:
FUI A PRAIA PRA MOSTRAR QUE A PREFEITURA NÃO É BABÁ DE MARMANJO! Bora respeitar as regras! Civilidade depende de cada cidadão! pic.twitter.com/s53QkD7Ppk
— Eduardo Paes (@eduardopaes) January 18, 2025
Silêncio na mídia: A mão por trás da nova tentativa de assassinato de Lula
Descoberta pela PF uma nova tentativa de assassinato do presidente Lula. O plano incluía a utilização de uma arma com capacidade de derrubar um helicóptero.
No entanto, os principais jornais não deram destaque à notícia. Também nada falaram sobre a mão que há mais de 40 anos trabalha para eliminar simbólica e politicamente Lula.
Assista ao meu comentário no Fórum Mídias da TV Fórum.
Quem quis taxar PIX foi Guedes no governo Bolsonaro, mas só 'depois das eleições'
"Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é", frase falsamente atribuída a Lenin, mas na verdade autoexplicativa para os métodos da extrema direita, novamente se mostra verdadeira com a falsa acusação pelos bolsonaristas de que o ministro Haddad iria taxar as operações em PIX.
O governo Lula está gastando papel e mídia para desmentir a notícia que não tem nenhuma base na realidade. Inclusive a fake news bolsonarista já está sendo utilizada por espertalhões em golpes pela internet.
No entanto, quem iria taxar o PIX seria o governo Bolsonaro, conforme anunciou seu ministro Paulo Guedes numa conferência em inglês do Banco Bradesco.
Repare no destaque em amarelo a data da publicação da Folha: 19 de novembro de 2020, em pleno governo Bolsonaro.
O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quinta-feira (19) que pretende voltar a falar sobre a criação de um imposto sobre transações após o período eleitoral.
Ele afirmou que o plano para o tributo inclui a taxação do envio de recursos por meio do Pix, novo sistema de transferências e pagamentos instantâneos.
Em videoconferência promovida pelo banco Bradesco, com apresentação em inglês, o ministro comparou as transações digitais a uma rodovia com pedágios. Para ele, as operações deveriam ser cobradas, com alíquotas baixas, que poderiam ser de 0,10% ou 0,15%.
Reportagem da Band à época confirma a informação, inclusive dá o motivo pela taxação não ter sido adotada na época: Guedes queria esperar as eleições "para não dar munição aos opositores do governo".