Trump taxa aço brasileiro e realiza sonho de Tarcísio e Bolsonaros

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, que é deputado federal por São Paulo, devem estar satisfeitos com a taxação de 25% que Trump impôs ao aço e ao alumínio brasileiros. Afinal, os três se deixaram fotografar bovinamente com bonés da MAGA (Make America Great Again) e, com a taxação, o Brasil vai gerar empregos nos Estados Unidos às custas dos trabalhadores brasileiros, que podem perder os seus.


O vira-latismo desses "patriotas", que batem continência para a bandeira dos EUA e bajulam o presidente dos Estados Unidos foi criticado pela presidenta do PT Gleisi Hoffmann e pelo deputado federal do PT Lindbergh Farias em suas redes sociais:



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Quem vai casar?! A Monicaça?! Não acredito!!

Todo mundo da turma recebeu a notícia assim, cheio de interrogações e exclamações diante daquela frase que nunca esperávamos escutar:

— Sabe quem vai se casar? A Mônica.

A Mônica Andrada Figueiredo Rego Borges... e mais tantos sobrenomes quanto os apaixonados por ela por toda uma vida?! Não era possível!

Filha de uma família que foi riquíssima, tradicionalíssima, até a chegada dela... Porque a Mônica (a Monicaça, como a chamamos) sempre foi, como dizíamos, do balaco.

Com a Mônica não tinha tempo ruim, festa bosta, viagem roubada. Onde ela estava, chegava a alegria e se instalava. Porque ela é a própria alegria em pessoa, o gosto de viver, a gargalhada, o banho de cachoeira, o mergulho na praia, o acampamento grupal ou ou aconchego de uma pousada, fumando um com a Monicaça na rede...

Ela havia namorado todos da turma. Ainda que alguns só em pensamento. Mas ela era o bastião que nos unia, adolescentes tardios, todos com quase 30 anos, ninguém casado.

À espera da decisão da Mônica? Quem sabe. Não duvido.

Por isso o espanto foi geral com a notícia. Ninguém parecia acreditar. Ou melhor, parece que ninguém queria acreditar, porque aí seria o final da esperança de ficar com ela. Ou melhor, viver para sempre a eterna juventude de pertencer à Turma da Monicaça, como nos chamávamos os apaixonados por nossa musa.

Mas a realidade estava ali, estampada no convite para a despedida de solteira da Monicaça, com toda a turma convidada, marcada para aquele imenso e já inesquecível apartamento de frente para o mar do Arpoador, na esquina esquerda da praia de Ipanema.

No dia da festa — não havia como negar — estávamos todos tensos, mas esperançosos de que tudo não passasse de mais uma zoada da Monicaça, que ela nos iria surpreender com uma declaração de que era tudo apenas motivo para nos encontrarmos mais uma vez — como se alguma vez precisássemos de qualquer  outro motivo que não fosse o simples convite dela.

No entanto, com o andar da festa, parecia que nossas piores expectativas se confirmavam. Todos os presentes afirmavam que ela não estava brincando. Havia conversado com alguns e algumas e confessado que havia decidido dar um novo rumo, "tomar jeito" — chegou a dizer.

— Só se "jeito" for um novo drink que ela inventou — zombou Rick. Quero ver ela resistir ao — e valorizou — Paolo...

— Que catzo é Paolo?!  — todos quisemos saber. 

Rick explicou que Paolo era um modelo italiano belíssimo, que estava no Rio fazendo campanha da Ray-Ban, que ele havia convocado para a festa. 

— Paolo está apaixonado pelo Rio e ficou louco para conhecer a Monicaça, quando falei dela para ele. Não disse que era a despedida de solteiro dela. E o cara vem para conhecê-la. 

Havia uma esperança. Pelo menos foi isso o que Rick plantou na nossa cabeça. E que se confirmou quando Paolo chegou à festa. O cara era simplesmente lindo, aquele tipo galã italiano, alto, moreno atlético, modelo de campanha mundial de óculos esportivos.

Mas quando ele foi apresentado à Monicaça, a reação dela foi a comum, que dispensava a todos, conhecidos ou não: dois beijinhos e os votos de que aproveitasse a festa.

Rick ainda fez questão de dar a ficha completa do Paolo, mas ela não pareceu mais interessada do que o habitual. 

A festa estava bombando. Tinha de tudo: de bebidas alcoólicas a outras drogas. Mas faltava o noivo. Até que ele apareceu.

Todos queríamos saber quem havia sido o escolhido. 

Espanto geral, porque era um sujeito absolutamente normal, com jeito de diretor de banco, de terno, nem feio nem bonito. Aquilo abriu uma brecha de esperança: afinal, Monicaça não iria trocar nossos anos de loucura, de juventude, por "aquilo", o mais do mesmo, o rame-rame do dia a dia...

Menos tendenciosas que nós os homens do grupo, as meninas acharam o cara charmoso e "interessante", essa palavra que quando dita por uma mulher guarda significados só delas.

Já de madrugada, todo mundo doidão, a triste realidade se aproximava. Todos já estávamos conformados com o casamento da Monicaça com o "semsaborzão" — para nós —, "interessante" — para elas.

Todos, menos Rick. Ninguém duvida da tenacidade e esperteza do amigo, dono de uma agência conhecido exatamente por realizar o impossível.

Houve quem protestasse:

— Mas a Monicaça não tá nem cheirando...

— Engano seu — rebateu Claudinha. Acabei de bater umas carreiras com ela lá no banheiro. Pra mim, ela não mudou nada. Continua a Monicaça de sempre.

Aquilo acendeu o ânimo da galera. Realmente nem tudo parecia perdido. O que se confirmou quando o noivo da Monicaça perguntou por ela no grupo.

— Vocês sabem da Mônica?

Todo mundo se entreolhou, sem conseguir esconder a satisfação. Não, ninguém havia visto a Monicaça nos últimos momentos. Começou uma euforia, assim que o noivo virou as costas e continuou sua procura.

Foi quando alguém perguntou:

— E o Paolo?

Também havia sumido.

Os demais convidados não entenderam nada, quando pegamos Rick e o jogamos para o alto, uma, duas, várias vezes.

A festa ainda rolava, animada como sempre, para a Turma. O dia nasceu e Monicaça não havia voltado. Nem Paolo. 

O noivo, que havia perdido a esperança — e a gravata — estava sendo devidamente macetado por uma das meninas que o acharam "interessante". 

Agora ele já é considerado um novo sócio da Turma da Monicaça.


Esta é a primeira crônica do ano de Antonio Mello, publicada no Blog do Mello e na Revista Fórum. O autor tem 5 livros publicados, o mais recente um livro de crônicas e contos curtos, lançado em dezembro passado, chamado "O Amor Tem Dessas Coisas, E Outras", que pode ser adquirido na versão impressa neste link, ou na versão e-book na Amazon.

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Enquanto Trump expulsa imigrantes dos EUA, seu avô implorou para não ser mandado para lá

Vigarista como o neto — o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump, condenado por fraudar documentos num caso de suborno e por maquiar números de suas empresas para conseguir empréstimos com juros mais camaradas Friedrich Drumpf implorou ao príncipe alemão para não ser enviado de volta aos EUA.

O avô alemão de Trump, que nos Estados Unidos americanizou seu nome de batismo para Frederick Trump, partiu da Alemanha para fazer a vida nos Estados Unidos aos 16 anos. 

Como o neto, Frederick se relacionava com prostitutas. Com a diferença de que Donald paga por elas e seu avô ganhava dinheiro com o suor delas, pois foi dono de bordel e um bar na época da corrida do ouro ao Oeste dos EUA.

Dois anos depois, proprietário de várias terras, voltou à Alemanha para se casar com uma antiga vizinha e voltou com ela para os Estados Unidos.

Já rico, tentou voltar a morar de vez na sua Alemanha, mas foi recusado pelo governo de lá por um motivo insólito: não havia cumprido o serviço militar obrigatório. 

Aí outra semelhança com seu neto presidente. Trump não combateu no Vietnã sob a alegação de um prosaico esporão de calcanhar, problema provisório que o livrou das balas vietnamitas.

Frederick Trump implorou ao príncipe para que o aceitasse de volta em seu país, numa carta em que o chamou de "amado”, "nobre”, "sábio” e "justo”, mas de nada adiantou e Drumpf teve que assumir para sempre Trump nos Estados Unidos.

Numa entrevista ao DW, pouco antes da primeira eleição de Trump, sua biógrafa Gwenda Blair contou um pouco sobre as raízes de Donald Trump. Alguns trechos:

DW: Que características do avô e do pai dele você acha que também se refletem em Donald Trump e na maneira como ele conduz seus negócios e sua carreira política?

Gwenda Blair: Eles são realmente uma linha impressionante de pessoas que fariam qualquer coisa para progredir e vencer. Todos eles são extremamente tenazes, nunca desistem e estão dispostos a ir além dos limites para burlar as regras e encontrar brechas.

O vovô Trump construiu seus restaurantes em um terreno que não era de sua propriedade. Naquela época da corrida do ouro em Klondike, era o período do Velho Oeste. Era tudo muito aberto, muito bruto, muitos homens solteiros tentando desesperadamente encontrar ouro - e prostitutas. E os restaurantes do vovô Trump tinham bebidas alcoólicas, comida e acesso a mulheres. Seus restaurantes tinham pequenos cubículos nas laterais com cortinas pesadas - os chamados quartos privativos para mulheres - o que era absolutamente entendido como prostitutas. Seu estabelecimento não era uma exceção, mas ele certamente se deu bem com isso. Depois disso, ele voltou para a Alemanha e afirmou que era um homem tranquilo que evitava bares em seu pedido de repatriação.

Seu filho Fred, que ganhou dinheiro com imóveis nos bairros periféricos da cidade de Nova York, era muito bom em encontrar brechas. Quando estava construindo moradias financiadas pelo Estado, ele criou empresas de equipamentos de fachada e, em seguida, alugou escavadeiras e caminhões de si mesmo a preços muito altos e inflacionados. Isso não era ilegal, mas ele estava ultrapassando os limites e burlando as regras. Ele era muito bom nisso.

Donald, por sua vez, tem sido muito bom em encontrar brechas e burlar as regras quando construiu as Trump Towers, por exemplo. Ele contratou trabalhadores poloneses sem documentos para fazer a demolição do prédio que estava lá antes, pagou-lhes salários muito baixos e os fez dormir no canteiro de obras, pois estavam com um cronograma muito apertado. Posteriormente, ele disse que não havia notado que eles eram indocumentados, o que não poderia ter passado despercebido. Ele é muito bom nisso.

Soa irônico que Donald Trump hoje está aplicando a vários imigrantes o mesmo castigo que o príncipe aplicou a seu avô, só que na contramão.

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Flavio Bolsonaro pede a Trump que EUA façam no Brasil o mesmo que na Faixa de Gaza

Seria inacreditável se não partisse de um integrante da família Bolsonaro, esta trupe de entreguistas, baba-ovos de Trump, que se prestam a bater continência para a bandeira dos Estados Unidos.

Desta vez o autor do absurdo é o senador Flavio Bolsonaro, conhecido por Flavio Rachadinha, por motivos que o apelido torna autoexplicativo. E o que fez o senador pelo Rio de Janeiro, filho do ex-presidente?

Simplesmente postou em sua conta na rede X, de Elon Musk, a quem bajulam também seguidamente, um texto em que pede a intervenção do presidente dos Estados Unidos Donald Trump no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, da mesma forma criminosa e sob repúdio e nojo do mundo civilizado, que o "Cenourão" (como Jair Bolsonaro se refere a ele) defende em relação à Palestina.

 

Trump prometendo transformar a Faixa de Gaza no Japão do Oriente Médio! Libertar um território dominado pelos terroristas do Hamas numa democracia e converter ruínas em arranha céus modernos, com boom de empregos e prosperidade! Vou marcar o aqui para lembrá-lo que aqui no Rio de Janeiro também uma “faixa de Gaza”, vai que ele resolve nos ajudar também!


Flavio propõe que tropas dos Estados Unidos intervenham na área conhecida como Faixa de Gaza, no estado que é governado por um correligionário da família, que foi e é entusiasticamente apoiado por ela, Cláudio Castro, como se não tivessem a família e o governador responsabilidade pela violência no estafo.

Flavio, além de Rachadinha, deveria ser conhecido também como Flavio Medalhinha, pela grande quantidade de medalhas que distribuiu para milicianos do Rio de Janeiro, o mais famoso deles o homem conhecido como o maior e principal assassino do Escritório do Crime, Adriano da Nóbrega, morto em suposta queima de arquivo pela PM da Bahia.

Prova dessa camaradagem com o governador do Rio é esta imagem, divulgada pelo próprio Flavio no mesmo perfil da rede X, de um podcast onde ele bate um papo exatamente com seu companheiro de PL governador Claudio Castro.

 



Como o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a reabertura do caso das rachadinhas, pode ser que a vida política do hoje senador acompanhe os mesmos passos do pai com uma condenação na Justiça em breve.


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Torcedor santista, não se iluda: juras de amor de Neymar já têm hora pra acabar

Que me perdoem os amigos santistas (o Santos é meu time em São Paulo), mas todo esse oba-oba em relação a Neymar tem data certa para acabar. E é em breve. Para ser mais preciso: daqui a quatro meses, em junho.

Porque, embora jure que está voltando por amor ao Santos, Neymar não aceitou um contrato mais longo e assinou com o Santos somente até junho de 2025.

E por que tão breve? E por que junho?

Porque em julho começa a janela de contratações na Europa e a ideia de Neymar é usar o Santos como vitrine que mostre ao mundo que ele está recuperado e em condições de ser contratado por qualquer grande clube do mundo.

Porque bom de bola, e muito, ele é. Ou foi.  Neymar foi um futuro craque que se perdeu no personagem das redes sociais, dos games e do poker. Milionário, quase bi, espera ainda provar que tem lenha para queimar e assinar um novo contrato com um clube europeu.

De preferência o Barcelona, clube para o qual faz juras de amor e acenos sem sucesso, desde a época do Paris Saint-Germain.

Ele sabe que errou ao sair de lá e desmontar o trio com Messi e Luis Soares que encantou o mundo. De lá para cá sua carreira veio ladeira abaixo, até ser considerado dispensável pelo técnico Jorge Jesus, que liberou os proprietários do Al-Hilal da Arábia Saudita onde praticamente não jogou para repassá-lo de volta ao Santos.

Há toda uma euforia com o retorno de Neymar. O Santos está vendendo camisetas e aumentando o número de sócios como nunca. 

A TV e os jornais enchem a bola do craque. "Ele voltou, ele voltou".

Mas, quem voltou? O craque que desequilibrava os jogos em favor do Santos ou o que emenda uma contusão na outra, deixando os times na mão na hora das decisões importantes?

A verdade é que o torcedor santista vive um dilema: se Neymar arrasar, jogar o que sabe e fizer a diferença, que pena, porque ele será vendido para o exterior e seu brilho terá durado exatos quatro meses. Todo o resto do Brasileirão o Santos jogará sem  ele.

Mas se ele for mal e não desempenhar o que a torcida espera dele, por que ficar com Neymar por mais tempo com um salário monstruoso?

Por isso quatro meses é tudo o que o Santos e o Brasil vão ter de Neymar. Tomara que ele devolva com jogadas brilhantes a expectativa de seus torcedores e, por que não?, de todos os que amam um futebol bem jogado. Como foi o de Neymar um dia.



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Primeiros dias de Trump lembram a advertência de Robert De Niro sobre ele

Em 13 de outubro de 2023 em nova Iorque houve um encontro chamado de Cúpula Stop Trump, com o objetivo declarado no próprio nome da cúpula. Entre os palestrantes estava o ator Robert De Niro. 

Infelizmente, De Niro contraiu covid, mas fez questão de escrever as palavras que diria e pediu ao escritor e analista político Miles Taylor que as lesse em seu lugar.

Este foi o discurso escrito por De Niro e lido por Taylor:

 

 * * * * *

Sinto muito por não poder estar com vocês hoje. Há alguns dias, tive um caso grave de COVID. Eu estava ansioso para estar com vocês, ouvir os outros palestrantes e falar com Miles. Conheci Miles quando ele ainda era anônimo. Por meio de seus escritos, comentários e livros, passei a admirar sua inteligência e coragem. Sou grato por ele ter concordado em ser minha voz hoje. Obrigado, Bob. Estou com você em espírito. Estou assistindo. 

Esta é uma conversa importante. O que a nova república está fazendo aqui, esta Cúpula Stop Trump. O que todos vocês estão fazendo aqui hoje pode ajudar a determinar nosso futuro. 

Passei muito tempo estudando homens maus. Examinei suas características, seus maneirismos, a banalidade absoluta de sua crueldade. No entanto, há algo diferente em Donald Trump. Quando olho para ele, não vejo um homem ruim. Na verdade, vejo um homem mau. 

Ao longo dos anos, conheci gângsteres aqui e ali. Esse cara tenta ser um, mas não consegue. Existe uma coisa chamada honra entre ladrões. Sim, até mesmo os criminosos geralmente têm um senso de certo e errado. Se eles fazem a coisa certa ou não é uma outra história. Mas eles têm um código moral, mesmo que distorcido. Donald Trump não tem. Ele é um aspirante a durão, sem moral ou ética, sem senso de certo ou errado, sem consideração por ninguém além de si mesmo. Não pelas pessoas que ele deveria liderar e proteger. Não as pessoas com quem ele faz negócios. Não as pessoas que o seguem cega e lealmente. Nem mesmo as pessoas que se consideram seus amigos. Ele tem desprezo por todos eles. 

Nós, nova-iorquinos, o conhecemos ao longo dos anos, que ele envenenou a atmosfera e encheu nossa cidade de monumentos ao seu ego. Sabíamos em primeira mão que se tratava de alguém que nunca deveria ser considerado para liderança. Tentamos alertar o mundo em 2016. As repercussões de sua presidência turbulenta dividiram os Estados Unidos e agitaram a cidade de Nova York além do imaginável. 

Lembre-se de como fomos sacudidos por uma crise no início de 2020, quando um vírus varreu o mundo. Convivemos com o comportamento bombástico de Donald Trump todos os dias no cenário nacional e sofremos ao ver nossos vizinhos se acumulando em sacos de cadáveres. O homem que deveria proteger este país o colocou em perigo por causa de sua imprudência e impulsividade. Era como um pai abusivo, governando a família pelo medo e pelo comportamento violento. Essa foi a consequência de o aviso de Nova York ter sido ignorado. Da próxima vez, sabemos que será pior. 

Não se engane, o Donald Trump,  duas vezes quase impichado e quatro vezes indiciado, ainda é um tolo, mas não podemos deixar que nossos compatriotas americanos o descartem como tal. O mal prospera à sombra da zombaria desdenhosa, e é por isso que devemos levar muito a sério o perigo de Donald Trump. 

Portanto, hoje emitimos outro aviso deste lugar onde Abraham Lincoln falou, bem aqui no coração pulsante de Nova York, para o resto da América. Esta é a nossa última chance. A democracia não sobreviverá ao retorno de um aspirante a ditador e não vencerá o mal se estivermos divididos. 

Então, o que devemos fazer a respeito? Sei que estou pregando para o comvertidos aqui. O que estamos fazendo hoje é valioso, mas precisamos levar o hoje para o amanhã, levá-lo para fora destas paredes. Temos de alcançar a metade do país que ignorou os perigos de Trump e, por qualquer motivo, apoiou sua volta à Casa Branca. Eles não são estúpidos e não devemos condená-los por terem feito uma escolha estúpida. Nosso futuro não depende apenas de nós. Depende deles. Vamos nos aproximar dos seguidores de Trump com respeito. Não vamos falar sobre democracia. A democracia pode ser o nosso Santo Graal, mas para os outros é apenas uma palavra, um conceito. E o fato de abraçarem Trump já lhes deram as costas. Vamos falar sobre o certo e o errado. Vamos falar sobre humanidade. Vamos falar sobre bondade, segurança para o nosso mundo, segurança para nossas famílias, decência. Vamos recebê-los de volta. Não vamos conseguir todos eles, mas podemos conseguir o suficiente para acabar com o pesadelo de Trump e cumprir a missão desta Cúpula Stop Trump. Muito obrigado.

 



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Por que chamam Maduro de ditador e não chamam Netanyahu de criminoso de guerra?

Se a pergunta for endereçada à nossa chamada grande imprensa é fácil responder: porque Folha, Globo, Estadão são uma mídia acocorada, que o galo canta nos Estados Unidos e o trio cacareja aqui, como demonstra a primeira página dos jornalões de hoje. 

 




Netanyahu é um criminoso de guerra sentenciado pelo Tribunal Penal Internacional e está com ordem de prisão, caso desembarque em qualquer um dos 124 países signatários, inclusive o Brasil.

Mas aqui no Brasil, diferentemente de Maduro, que não é mais chamado de presidente da Venezuela mas de ditador, Netanyahu continua a ser apenas primeiro-ministro de Israel.

Ontem, nos Estados Unidos, ele assistiu ao lado de Trump ao presidente dos Estados Unidos anunciar que vai ocupar o território palestinos e expulsar de lá seus cidadãos, como se fosse um xerife no mundo do Velho Oeste..

No entanto, essa notícia ignominiosa não mereceu uma palavra de recriminação, muito menos um sinal de indignação, ou, como diria Nelson Rodrigues, um simples ponto de exclamação, de espanto..

O Estadão fala em remoção dos palestinos, como se fosse lixo ou entulho dos escombros em que Israel transformou Gaza.

O Globo fala em deslocar, como se deslocam as peças de um tabuleiro ou os jogadores numa equipe de futebol de um lado para outro.

A Folha nem cita os palestinos, como cartas fora do baralho dos grandes negócios de Trump e seus oligarcas, os Três Reis MAGA (de Make America Great Again), Musk, Besos e Zuckerberg.

Estamos diante de uma nova e definitiva Nakba, desta vez com a expulsão de todos os palestinos de sua terra ancestral?

O Fórum Mídias de hoje tratou do tema.

O Fórum Mídias é apresentado ao vivo, de segunda a sexta, em torno das 8h, como parte do Fórum Café, na TV Fórum, Depois ele é um programa isolado, sempre às 14h, na playlist Fórum Mídias da TV Fórum.

 




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Geuvar, enquanto São Paulo afunda, Tarcísio e Nunes boiam



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Traição em família. Direita já tem chapa 'imbatível' para 2026, sem Bolsonaro

Meu comentário no Fórum Mídias desta sexta, dia 31, sobre as preocupações de Bolsonaro e como ele vem utilizando a imprensa, inclusive internacional, em seu favor.

O Fórum Mídias é um programa da TV Fórum, que vai ao ar de segunda a sexta junto do Fórum Café e tem seu corte distribuído a partir das 14h, também de segunda a sexta no canal da TV Fórum.



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