Quem banca a blogueira cubana Yoani Sánchez, queridinha da América?

A chamada “grande imprensa” que se apequena cada vez mais, e agora também em vendagem (embora continue muito vendida em outro sentido) adoooora a Yoani Sánchez, a blogueira cubana favorita entre os anticastristas, anticomunistas, antiCuba. Para eles, ela é uma vítima da ditadura cubana, e luta de forma independente e a duras penas para colocar em seu blog Generación Y o que seria a realidade de Cuba.
Porém, como diz o samba, ai, porém, algumas questões sobre Yoani não são esclarecidas ao público leitor, que só tem a versão da ex-grande mídia.
Por exemplo. Ela afirma que sofre muito para publicar os textos em seu blog, porque a conexão em Cuba é lentíssima, menos para estrangeiros que podem pagá-la a peso de ouro.
É verdade? Sim. No que se refere à baixa velocidade das conexões em Cuba.
“...el común de los mortales en la isla sufre la deficiente conectividad de satélites caros y de baja calidad por no tener acceso al cable submarino de fibra óptica. El bloqueo a Cuba también se extiende al ciberespacio y a los servicios tecnológicos de grandes compañías como Microsoft, dando como resultado una conectividad a Internet tan precaria y lenta como la de sus orígenes analógicos vía línea telefónica. Con frecuencia, tanta lentitud distrae al usuario y le hace olvidar, momentáneamente, qué página está esperando abrir…”
Mas a blogueira, ao contrário do que afirma, não tem esses problemas.
Pero Sánchez no tiene problemas. Aunque esté en Cuba puede utilizar tecnologías estadounidenses cuyo acceso esta imposibilitado por el bloqueo de EEUU. Su sitio madre se llama www.desdecuba.com, una “denominación de origen” o marca registrada que podría hacer creer a algún incauto que su conexión a la red y todo el esfuerzo de mantenimiento “on line” radica en la isla, pero la verdad es que el servidor está alojado en Alemania, registrado a nombre de un viejo amigo, Josef Biechele, y atendido por los servidores de la compañía Cronos AR Regensburg, sucursal germana de la empresa Strato. Una simple visita a http//www.cronon-isp.net/index.html indica que esta empresa no presta servicios a usuarios comunes, como -por ejemplo- a blogueros.
¿Por qué en Alemania? Probablemente porque allí Sánchez dejó buenas conexiones cuando regreso a Cuba después de vivir más de 11 meses, con permiso de residencia en el exterior, radicada en Suiza y Alemania. Esta filóloga, formada en la gratuita Universidad de La Habana, emigró a Europa en busca de mejores horizontes pero súbitamente regresó a la isla para convertirse en bloguera, probablemente con una oferta mejor remunerada que lo ya conseguido fuera de su país.
La compañía Cronos AR Regensburg no promociona sus prestaciones. Tampoco publicita precios, ni características de los servicios que otorga por contratación directa. El soporte técnico de su sitio atiende casi en exclusiva a la bloguera Yoani, bajo el tipo de “herramienta diseñada a mano”, cuyo precio de mercado asciende a varios cientos de miles de dólares, a los que deben sumarse los costos de las versiones en 18 idiomas, los recursos de publicidad en Internet y la capacidad de memoria del sitio para el almacenaje de contenidos por largo tiempo.
El registro del dominio del blog lo mantiene la empresa Godaddy, que es una de las compañías contratistas que utiliza el Pentágono en la cyber-guerra propagandística de estos tiempos. Así, Yoani tiene acceso preferencial a las tecnologías norteamericanas que el bloqueo prohíbe para Cuba.
A cada dia a blogueira está deixando cair sua máscara e se revelando tão blogueira independente quanto Armando Valladares foi um poeta paralítico. Valladares foi protagonista de um escândalo mundial, quando se revelou que não era nem poeta nem paralítico e só conseguiu sair de Cuba porque se submeteu à exigência de Fidel de que subisse andando no avião em Cuba e descesse do mesmo modo em Paris. E ele assim o fez, porque nunca fora paralítico.
Yoani segue pelo mesmo caminho. Outro dia se disse vítima de agressão, por “homens ligados ao governo”, que lhe teriam aplicado uma surra que a fez passar a usar muletas. No entanto, médicos que a atenderam negam suas afirmações, em reportagem ao jornal espanhol La Republica.
Saiba mais sobre como se fabricou o sucesso dessa "blogueira independente", clicando a seguir e lendo a reportagem completa, em espanhol, da CubaInformación (original aqui)

A Veja está em crise existencial e se pergunta: 'Somos mesmo PORCOS?'


Esta é a capa da Veja-Rio desta semana, estampada nas bancas do Rio de Janeiro.
Os amigos podem ajudar o hebdomadário suíno em crise? Eles são ou não são porcos?

‘O meu carro, se me permite a expressão, não há cu de peruano que aguente’, diz Gabeira

Quando se junta cu e peru, o pau come (epa!) ou então é ai, ui, ai, ui, aaai, uma loucura!... Mas isso é coisa da vida particular de cada um.
Menos quando entra na reta dinheiro público. Menos ainda quando quem usa dinheiro público de forma irregular é ninguém menos do que o Indiana Jones da moral e dos bons costumes, o Super-Ético Fernando Gabeira, aquele deputado do PV que disse que o ex-deputado Severino Cavalcanti era uma vergonha para a Câmara dos Deputados, exatamente por causa de sua política de merrequinhas. (Clique aqui e ouça a entrevista exclusiva que fiz com Severino Cavalcanti quando Gabeira foi flagrado em outro “desvio ético”).
Explico: A Folha (aquele jornal que publica fichas policiais falsas, que diz que a ditadura foi branda, e que emprestou carros para torturadores passearem com torturados até a “solução final”) publicou ontem uma reportagem (aqui, para assinantes) mostrando que teve acesso a “dados sigilosos” (como? Com que intenções? Eles procuraram os quebradores de sigilo ou foram por eles procurados?) que mostram que deputados usaram ilegalmente verbas indenizatórias da Câmara em suas campanhas políticas de 2008. Entre eles, Gabeira:
Um dos expoentes da Câmara, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) utilizou parte da verba indenizatória na disputa à Prefeitura do Rio em 2008: usou R$ 6.600 para alugar o carro que o transportou durante a campanha. Gabeira disse não considerar incorreta a atitude, porque a Câmara permite o aluguel de carros e porque ele repassou um carro seu (um Gol) para uso do gabinete.
"O meu carro, se me permite a expressão, não há cu de peruano que aguente. Os caras andavam comigo em um Gol, não dava para colocar quatro pessoas", disse ele -que, após as eleições, não cobrou mais da Câmara gastos com aluguel de carro. Gabeira disse que isso ocorreu porque ele comprou um carro para uso do gabinete.
Ao ver a cara de pau dessas éticas figuras, me recordo de um filme de Godard (não me perguntem qual, porque aí já seria muito para minha memória de pouquíssimos RAMs) em que o sujeito diz que quando ouve falar em ética (ou moral, sei lá, não recordo), “tenho vontade de puxar meu talão de cheques”. É isso.
Vomitar também vale, e além do mais é menos dispendioso (OK, menos chique também...)...
(Só pra não encerrar assim no ar: Alguém sabe a origem dessa expressão "asssim não há cu de peruano que aguente"?)

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Trem desgovernado de Serra parte montanha abaixo

Atenção direitistas raivosos, doutos preconceituosos, porcalistas e seu porcalismo, blogueiros de esgoto, colunistas de aluguel, viúvas de FHC, o trem desgovernado da candidatura Serra vai partir.
Primeiro apito: - Siiiii...
Segundo apito: - Fu....
Terceiro apito: - Siiifuuuu...
(sai o trem)
Sifu, Sifu
Sifu, Sifuuuu
Sifu, Sifu
Sifuuuuuu, Sifuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
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PIG faz mal à saúde das empresas, descobrem Samsung e LG

A imagem aí de cima é uma reprodução de um box publicado no Globo de sábado. Mostra o tremendo prejuízo que grandes empresas estão amargando por apostarem na crise propagada pelo PIG e seus colunistas (todos eles ainda recebendo milhares de reais para darem palestras para executivos país afora).

O box foi encaixado numa reporcagem sobre a movimento recorde de venda de televisores de LCD no país. A Samsung já se conforma: não vai conseguir atender de 30% a 35% das encomendas. A LG, de 20% a 25%. Imagine o quanto isso representa de prejuízo.

Já a Philips afirma que está tudo OK. Porque “houve prioridade para os mercados emergentes”. Ou seja, eles acreditaram no país, e que a crise seria uma marolinha, como afirmou o presidente, ridicularizado pelo PIG.

No entanto, reparem que o título de O Globo ainda continua brigando com a matéria: Modelos em falta por causa da crise. Errado. O correto é: Modelos em falta porque não houve crise.

Como a Carolina da canção de Chico, o PIG continua mirando um público cada vez menor e um mundo cada vez mais ultrapassado pela realidade, enquanto o tempo passa na janela e só Carolina não vê.

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Ride, ridentes!

Este poema, do russo Victor Vladimirovitch Khliebnikov, transcriado por Haroldo de Campos, publico em homenagem a todos aqueles que riem não para expressar alegria ou felicidade, não para demonstrar paz de espírito ou tranquilidade, mas riem do humor chulé, preconceituoso, aqueles que riem dos que não sabem falar “corretamente” o português, os que riem dos bêbados, dos loucos, dos mendigos, e riem também dos que não seguram os talheres da forma tal, ou não usam a roupa que seria “correta”; aqueles que mentem, manipulam as notícias, reclamam do Bolsa Família e das cotas, enquanto sorridentes bebem vinhos de milhares de reais e comem trufas brancas; os que brindam aos trabalhadores escravos de suas fazendas e ao novo rolar de suas dívidas bilionárias; aqueles que acham que têm uma certa superioridade e por isso sorriem suas prosperidades, enquanto o mundo desaba a seus pés, vagarosamente. Sorriam, e leiam:

Encantação pelo riso

Ride, ridentes!
Derride, derridentes!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risos sobrerrisos – risadas de sorrideiros risores!
Hílare esrir, risos de sobrerridores riseiros!
Sorrisonhos, risonhos,
Sorride, ridiculai, risando, risantes,
Hilariando, riando,
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!

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Karl Marx influenciado pelo PIG sobre Simón Bolívar?

Ninguém sabe com 100% de certeza o que aconteceu na História. Já se disse que ela é sempre aquela contada pelos vencedores. Em geral, os poderosos e sua mídia (o PIG através dos tempos), que só são contestados com relevância agora, com o surgimento da internet.

Li um artigo de Paulo Guedes em O Globo hoje e fiquei com a impressão de que Karl Marx se deixou levar pelo eurocentrismo e acreditou nas informações da imprensa espanhola, que desenhou Simón Bolívar como um covarde, traidor:

Seu biógrafo, Karl Marx, admitiu numa carta a Engels que “seria ultrapassar todos os limites querer apresentar como um novo Napoleão o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas”.

Curioso é que essa versão de Marx não é corroborada nem pela imprensa antichavista e, portanto, antibolivariana. Criticam Chávez, Evo, Corrêa e até o casal Kirchner, mas Bolívar é preservado.

Será que Karl Marx comprou a versão do PIG da época ignorando completamente o materialismo histórico?

Leia o artigo completo de Paulo Guedes:

Raízes do socialismo bolivariano

Simón Bolívar nasceu em Caracas em 24 de julho de 1783, filho de uma família da nobreza crioula da Venezuela.

De acordo com os costumes dos americanos ricos da época, foi mandado para a Europa aos 14 anos de idade. Esteve presente na coroação de Napoleão Bonaparte como imperador, em 1804. Tenho simpatia pela figura histórica de Simón Bolívar, o Libertador. Compreendo a impaciência de Hugo Chávez com uma elite política corrupta, incompetente e sem consideração pela miséria dos povos latinoamericanos. Compreendo também sua solidariedade com os países vizinhos. Mas temo que o socialismo bolivariano se torne mais uma tragédia de reengenharia social para o círculo de influência chavista.

E também uma guerra expiatória desse fracasso contra países que não aderirem, como a Colômbia.

Prossegue o biógrafo: “No comando de Puerto Cabello, a mais sólida fortaleza da Venezuela, Bolívar dispunha de uma guarnição numerosa e grande quantidade de munição. Mas, quando os prisioneiros espanhóis se rebelaram, apesar de desarmados, Bolívar partiu precipitadamente durante a noite com seus oficiais. Ao tomar conhecimento da fuga de seu comandante, a guarnição retirou-se do local.

A balança pendeu em favor da Espanha, obrigando o general Miranda, comandante supremo das forças insurgentes, a assinar o Tratado de La Victoria, devolvendo a Venezuela ao controle espanhol. Miranda tentaria embarcar em La Guaira num navio inglês, mas foi convencido por Bolívar a ficar pelo menos uma noite no local. Às 2 horas da madrugada, com Bolívar à frente, soldados armados apoderaramse da espada e da pistola de Miranda e lhe ordenaram que se levantasse e se vestisse. Puseramno a ferro e o entregaram aos espanhóis. Despachado para Cádiz, na Espanha, Miranda morreu acorrentado, após alguns anos de cativeiro.” “

Em direção a Valência, Bolívar deparou com o general espanhol Morales à frente de 200 soldados e cem milicianos. Ao ver dispersada sua guarda, Bolívar fez meia-volta com seu cavalo, fugiu a toda velocidade, passou por um vilarejo num galope desabalado, chegou à baía próxima e embarcou, ordenando a toda a esquadra que o seguisse e deixando seus companheiros em terra privados de qualquer auxílio.

Piar, homem de cor, general conquistador das Guianas, que ameaçara levar Bolívar à corte marcial por deserção e covardia, não poupava de ironias o “Napoleão das Retiradas”.

Bolívar aprovou um plano para se livrar dele. Sob falsas acusações de ter conspirado contra brancos, planejado um atentado contra Bolívar e aspirado ao poder supremo, Piar foi levado a julgamento por um conselho de guerra, condenado à morte e fuzilado em 16 de outubro de 1817. Seu biógrafo, Karl Marx, admitiu numa carta a Engels que “seria ultrapassar todos os limites querer apresentar como um novo Napoleão o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas”.

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O Globo desmente Ali Kamel: Brasil é racista, sim

Muita gente acha que Ali Kamel é o bambambam das Organizações Globo. Mas, como já afirmei aqui, ele é apenas um empregado. Não é ele quem dita as regras, mas sim a família Marinho. Ele é a bola da vez, o cara que representa (na verdade, o escudo) tudo aquilo que os Marinho (e seus pares – Mesquita, Civita, Frias) pensam.

Esta semana, O Globo publicou uma reportagem que desmonta todo o raciocínio de Kamel (e também de seu alter-ego, Magnoli) de que no Brasil não há racismo.

Sob título “Mulheres e minorias para trás”, o repórter Gilberto Scofield Jr. mostra que a tese de que não há racismo no Brasil é conto da Carochinha e que o Brasil é racista, sim.

A reportagem saiu na segunda-feira. Mas deveria, por sua importância, ter saído no domingo. Essa já é uma rendição aos desejos da famiglia.

Se isso não bastasse, para tentar diminuir o impacto da revelação de que somos um país racista, o foco da reportagem foi a discriminação de gênero (mulheres ganham menos do que homens) e não a de raça (indígenas e negros ganham menos do que brancos), mesmo, como afirma o texto, “considerando grupos com a mesma idade e nível de instrução”.

Ainda para tentar manter de pé a tese de que não somos racistas, o repórter coloca no final da matéria a afirmação de que o fator decisivo é a educação. Só que, contraditoriamente, no corpo da matéria ele afirma que mulheres recebem menos do que homens, “a despeito de as mulheres serem mais instruídas”.

Afinal, a educação é ou não fator fundamental para explicar a disparidade salarial? Num momento (o de gênero), eles afirmam que não. Em outro (de raça), que sim.

No fundo, é a velha manipulação, que vem sendo denunciada pela blogosfera. O Globo, a Veja, o Estadão, a Folha publicam para seus pares, enquanto o mundo ao redor se desmancha como bolhas de sabão.

Leia a íntegra da reportagem:

Mulheres e minorias para trás

Brasil é um dos países com maior disparidade salarial da América Latina, diz BID

Gilberto Scofield Jr.

A falta de projetos educacionais com foco em mulheres e minorias, especialmente entre os mais pobres, além da discriminação pura e simples, colocam o Brasil na incômoda posição de um dos mais desiguais da América Latina se levadas em consideração as defasagens salariais de gênero e entre brancos e outras raças/minorias, diz estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao qual o GLOBO teve acesso com exclusividade e que será divulgado hoje.

No Brasil, as mulheres ganham, em média, 29,7% menos do que os homens, a maior diferença encontrada entre os 18 países avaliados pelo BID e quase o dobro da média da região (17,2%). A defasagem salarial por raça no Brasil é ainda maior, de 30%, e também a mais gritante entre as nações que estão no estudo do BID.

O relatório, intitulado “Novo século, velhas disparidades: diferenças salariais entre gêneros e etnias na América Latina”, preparado pelos economistas Hugo Ñopo, Juan Pablo Atal e Natalia Winder, mostra que, na média da região, negros e indígenas ganham 28% a menos que os trabalhadores brancos, enquanto homens ganham 17,2% a mais que mulheres. Isso considerando grupos com a mesma idade e nível de instrução.

— A desigualdade salarial por gênero não chega a ser um problema grave em países desenvolvidos da Europa ou nos Estados Unidos, mas é uma realidade grave no Oriente Médio e, num segundo patamar, na América Latina, que é uma das regiões mais desiguais, do ponto de vista econômico, do mundo. O Brasil não tem tantas etnias diferentes como as 21 da Guatemala, mas, nem por isso, é menos desigual quando comparamos a remuneração de brancos com negros e descendentes de índios — comenta o economista Hugo Ñopo.

Diferença é maior no topo da pirâmide

O modelo de comparação salarial foi criado por Ñopo há sete anos, mas os dados dos 18 países latino-americanos envolvidos na pesquisa começaram a ser cruzados efetivamente há dois anos e tomaram como base, no Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) e levantamentos semelhantes em outros países.

O relatório mostra que a defasagem salarial por gênero é alta, a despeito de as mulheres serem mais instruídas. As trabalhadoras têm, em média, 0,8 ano a mais de estudo do que os homens na América Latina, o que não impede que elas recebam bem menos mesmo em cargos semelhantes.

A defasagem salarial por gênero também é mais alta entre trabalhadores autônomos, em comparação com os que mantêm vínculos empregatícios formais nas empresas. A autonomia, dizem, é um ponto positivo e negativo neste caso. É bom porque dá flexibilidade para as mulheres dedicarem mais tempo aos filhos, mas, sem o apoio do parceiro, é também uma forma de afastá-las do mercado de trabalho, reduzindo sua renda.

No caso das etnias e raças, o BID incluiu no estudo apenas sete países onde havia informações étnicas disponíveis em suas pesquisas domiciliares: Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guatemala, Peru e Paraguai. Segundo as estatísticas, há entre 28 milhões e 34 milhões de indígenas na América Latina (cerca de 10% da população) e, em todos os países, este grupo representa a maior fatia entre os pobres e miseráveis, apesar de todos os avanços sociais dos últimos anos.

Porém, curiosamente, as maiores diferenças salariais estão nos extremos da distribuição de renda, ou seja, entre os maiores e menores salários. E entre os homens, os mais velhos e os moradores de áreas rurais. O Equador é o país com menor diferença salarial: apenas 4%.

De certo modo, o estudo do BID evidencia, dentro dos países latino-americanos, o mesmo padrão de uso de mão de obra de minorias de países desenvolvidos. Esses trabalhadores estão empregados em ocupações de baixos salários. O que os economistas chamam de “segregação ocupacional” permeia o mercado de trabalho latino-americano, onde as minorias estão em posições de chefia ou de empregadores, que recebem os maiores salários.

— No caso de raça e etnia, o diferencial é notadamente a educação. E o que se diz aqui é a qualidade da educação, porque a má qualidade educacional das minorias, uma fatia da população mais pobre, dá a negros e índios menos condições de competir no mercado de trabalho — explica Ñopo.

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Governo Obama resolve enfrentar mídia porcorativa de lá

Governos da Venezuela, Equador, Bolívia e agora também da Argentina peitam a mídia porcorativa, aquela que manipula, mente, mascara, esconde, sabota governos democraticamente eleitos. Nossa mídia porcorativa tupiniquim, com seus colunistas e blogueiros de aluguel, diz que isso é coisa de gente atrasada, paisecos de terceiro mundo que seguem o ditador Chávez.

Quero ver agora como vão chamar o governo dos EUA, a maior potência do mundo, o paradigma da democracia para eles, já que o governo Obama também resolveu enfrentar a mídia porcorativa de lá. É o que li no Vi o Mundo, do Azenha, que é leitura obrigatória para quem quer se manter bem informado:

A generala dessa guerra é Anita Dunn, 51, veterana estrategista de campanhas eleitorais, que chegou em maio à Casa Branca. Dunn é um dos grandes nomes das campanhas dos Democratas desde o final dos anos 80 e, nesses meses, foi ela quem montou a nova estratégia de respostas rápidas. Na Casa Branca, converteu-se em leitora aplicada de todos os jornais mais conservadores e crítica ferocíssima da rede Fox News, comandando o movimento para impedir que funcionários do governo (inclusive Obama) deem entrevistas ou façam declarações àquela rede.

"Trata-se de opinião partidarizada, travestida de noticiário e de jornalismo" – diz Dunn. "Eles ainda estão com bons números de audiência, mas estamos nos movimentando e não vamos perder essa." (leia a íntegra aqui).

E agora, será que os EUA também estão sob influência de Chávez?

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Efeito Orloff: Que bom seria se o Brasil fosse a Argentina amanhã

Nos anos 80, um famoso comercial de TV da vodka Orloff dizia “Eu sou você amanhã”. Virou moda falar que o Brasil era assim, em relação à Argentina, pois, o que ocorria lá, em seguida acontecia aqui.

Foi assim com o Plano Austral de lá, que foi seguido pelo nosso Plano Cruzado, ambos com o mesmo resultado: o fiasco.

Lembrei-me disso agora, quando a Lei do Audiovisual foi aprovada na Argentina, pois gostaria que houvesse o Efeito Orloff no Brasil, com uma Lei semelhante por aqui.

O Grupo Clarin (guardando as proporções, as Organizações Globo de lá) esperneia. As OG fazem coro, no jornal O Globo e no JN, acusando o casal K de seguir o rumo de Chávez.

Mas é coisa de mais dia, menos dia. Como no famoso poema de Maiakóvski, “Come ananás, mastiga perdiz. Teu dia está prestes, burguês” (tradução de Augusto de Campos).

A Lei Argentina impõe limites à concentração dos meios de comunicação nas mãos de um mesmo grupo, e regras para que elas sejam renovadas, ou não. Tudo o que não querem Clarin nem as Organizações Globo e a mídia porcorativa em geral.

Leia só este trecho, que foi publicado no Vermelho e reproduzido no Vi o Mundo, do Azenha:

A lei impedirá os monopólios, pois impede que qualquer rede privada de TV possa concentrar mais do que 35% do mercado de mídia. Outro ponto positivo da lei é o impedimento aos grupos de mídia de manter um canal de TV aberta de forma simultânea a um canal de TV a cabo. Além disso, a lei determina que as licenças para canais de TV em cidades maiores de 500 mil habitantes serão concedidas diretamente pelo próprio governo. A nova lei ainda regulamenta a publicidade oficial.

As licenças, que até esta lei tinham duração de 20 anos, passarão a ter um prazo de 10 anos, com a possibilidade de serem renovadas por outra década. No entanto, as licenças serão revisadas a cada dois anos, aumentando o controle público sobre estas concessões.

Dificilmente Lula vai fazer como os Kirchner, pois está mirando a candidatura de Dilma e a manutenção de seu grupo e projeto políticos no poder. Mas que seria ótimo que houvesse esse Efeito Orloff aqui, seria.

Mas, para isso, também temos que bater tambor e continuar nossa luta, desmascarando a mídia porcorativa com suas reporcagens e mostrando que O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil.

Aproveitando toda essa grita sobre liberdade de expressão e de imprensa, é bom lembrar e discutir: liberdade de quem?

As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.

(...) Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.

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10% dos brasileiros já assistem à TV Brasil e 80% aprovam sua programação

É o que mostra pesquisa do Datafolha, com mais de 5 mil entrevistas em todo o Brasil, no final do mês de agosto, com margem de erro de 2%.

Mais importante é que isso aconteceu antes da nova programação entrar no ar, com novidades como o comentado por mim aqui e relembrado sempre em meu twitter, Nova África.

Segue a íntegra do release que recebi da TV Brasil, não sem antes reforçar que a TV Brasil é nossa, de todos os brasileiros, e a força que pudermos dar para que ela cresça e nos represente cada vez mais é sempre bem-vinda:

TV Brasil é assistida por 10% dos brasileiros e tem programação aprovada por 80% dos telespectadores

Com menos de dois anos de existência, a TV Brasil já é conhecida por um terço da população brasileira, ou 34%, dos quais 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente. A programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação. Entre os que costumam assistir à TV Brasil em casa, 42% sintonizam o canal por antena parabólica. Os resultados são de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha a pedido da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Foram realizadas 5.192 entrevistas em todo o Brasil, com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, distribuídas em 146 municípios em todas as regiões, entre brasileiros de todas as classes econômicas, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Antes, portanto, do lançamento da nova programação da emissora, na segunda quinzena de Setembro.

Em consulta espontânea sobre os canais mais frequentemente assistidos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados, juntamente com outros canais abertos e fechados menos conhecidos. Na consulta estimulada (pesquisador menciona o nome do canal), 15% dos entrevistados disseram já ter assistido ao canal alguma vez e 10% declararam assisti-lo atualmente.

Aprovação da Programação – Entre os telespectadores que costumam ver a TV Brasil, a programação foi considerada ótima por 22%, boa por 58%, regular por 20% e ruim ou péssima por 1% . A aprovação de 80% (soma de ótimo e bom) corresponde à nota 4, numa escala variável de 1 a 5.

Três programas destacaram-se na preferência destes telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34%, o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31% e o programa Leda Nagle - Sem Censura, com 26%.

São preferidos ainda os Documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). A programação infantil apresenta as maiores medidas de audiência e Share da TV Brasil, segundo medida do IBOPE. A pesquisa Datafolha, entretanto, ouviu brasileiros com 16 anos e mais, o que sem dúvida se reflete na avaliação dos programas infantis.

A Força da Parabólica - Entre os 10% de telespectadores que disseram assistir à TV Brasil atualmente, 85% sintonizam o canal em casa. Destes, 42% recebem o sinal através de antena parabólica, 36% através da TV aberta ( antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. Ou seja, a maior audiência da TV Brasil está nas cidades do interior, entre os que vêm TV pela chamada Banda C.

Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Perfil dos Telespectadores – Da maioria dos telespectadores que assistem à TV Brasil, 79% pertence às classes econômicas B (32%) e C (47%), é do sexo masculino (57%), tem idade média de 39 anos, grau de escolaridade médio (46%), aos quais se somam 17% com nível superior. Este telespectador, em termos de renda e escolaridade, ainda é elitizado em relação à população brasileira.

Mais da metade dos que assistem à TV Pública vive em cidades do interior (58%), onde é forte a penetração da parabólica, e 45% vivem na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e nela o hábito de assisti-la é indicativamente menor, de 6%, inferior à média nacional de 10%. O hábito é indicativamente maior nas regiões Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, e é de 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

A diretoria da Empresa Brasil de Comunicação considerou os resultados altamente satisfatórios, considerando-se o fato de que a criação da emissora ainda é recente, o desconhecimento sobre sua existência é grande, e de ela dispor de apenas quatro canais abertos (Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão), o que se agrava com o fato de o canal de São Paulo ser o 69, na banda UHF.

Por falar nisso, hoje, às 22h, não deixe de ver Nova África.

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