Palocci, PIG e Jack, o Estripador - O direito ao sigilo dos negócios e ao sigilo das fontes

O ministro Antonio Palocci deu uma longa entrevista ao Jornal Nacional ontem, reproduzida na íntegra na GloboNews.

Como sempre acontece nos debates em campanhas políticas ou em reportagens sobre temas polêmicos, a menos que haja uma grande mancada (que não houve) dificilmente defensores e críticos de Palocci mudaram de opinião a partir da entrevista. Embora Palocci tenha sido claro e assertivo, dentro dos limites (segundo ele éticos) a que se submete.

Vamos aos dados concretos (como diria Lula) na entrevista de Palocci, que podem derrubá-lo, caso tenha mentido.

Porque a entrevista de Palocci é uma tremenda pauta para quem quer realmente investigar seu trabalho. Porque:
  • Palocci declarou q não fez nenhum trabalho que envolvesse órgão do governo, empresas públicas, fundos de pensão. Provem que ele mentiu e peçam sua cabeça.
  • Palocci afirma que declarou tudo à Receita Federal. Provem que ele mentiu e peçam sua cabeça.
  • Palocci afirmou que não teve um real da campanha envolvido com sua empresa.Provem que ele mentiu e peçam sua cabeça.
  • Palocci disse que todos os trabalho executados por sua empresa estão registrados em contratos de prestação de serviço e para todos os pagamentos foram emitidas notas fiscais. Provem que ele mentiu e peçam sua cabeça.
  • Palocci disse que o grande volume de dinheiro que entrou no segundo semestre na empresa é fruto do encerramento dos contratos (muitos ainda com anos para vencer) já que ele abandonaria as consultorias porque assumiria cargo no governo da presidenta Dilma. Provem que ele mentiu e peçam sua cabeça.

O que não dá é pra ficar querendo que Palocci faça o trabalho para os jornalistas de uma imprensa, cuja presidente da Associação Nacional de Jornais e executiva do Grupo Folha afirmou:

- A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.

Mas, você, jornalista, tem que trabalhar, correr atrás da notícia e não ficar repetindo que o ministro teria que declarar os nomes das empresas e que tipo de serviços de consultoria prestou a cada uma.

Por que não investigam? Porque o jornalismo macunaíma (ai, que preguiça) só quer saber de vazar, não quer trabalhar. Nem incomodar os grandes anunciantes que, sempre segundo vazamentos, seriam os clientes de Palocci.

Vamos, meus bravos. Ao Itaú, ao Grupo Pão de Açúcar, à Sadia, à Gol, à Claro, à Volks (veja mais aqui), encham o saco deles como enchem o de Palocci para ver se eles revelam alguma coisa.

E por fim, alguém acredita que um sujeito que passou tudo aquilo pelo que o governo Lula passou em 2005 com a crise do mensalão, um sujeito ainda com o passado preso ao caso Francenildo, iria afirmar que declarou à Receita os milhões que recebeu, que emitiu nota fiscal para cada real, que foram feitos contratos para cada trabalho? Se tivesse algo a esconder, seria bem simples a Palocci receber a bolada no exterior, em paraísos fiscais, como tantos fazem.

E Jack, o Estripador, como entra na história? Calma, como ele fazia, vamos por partes. Jornalistas querem que Palocci quebre seu compromisso de sigilo e revele nomes de empresas, tipo de trabalho executado e quanto faturou com cada um.

Mas, jornalistas se recusam a revelar suas fontes. Por que a Folha não revela quem vazou o sigilo fiscal de Palocci? Com que interesses? Está ligado a quem? Pertence a algum governo ou partido político? É indicação de algum político para o cargo que ocupa?

Ah, isso não pode. O Palocci pode, mas eles, não. Exatamente como acontece com a Scotland Yard (aqui entre o Jack, finalmente), que se recusa a dar os nomes de seus informantes, mesmo passados 123 anos, como informei aqui.

Trevor Marriott, que trabalhou na polícia como investigador de assassinatos e é um dos mais destacados pesquisador sobre o caso do estripador, tenta há três anos ter acesso aos documentos, sem sucesso.

A Scotland Yard alega que eles contém nomes de informantes, e, mesmo passados 123 anos das cinco mortes atribuídas a Jack (várias outras estão ligadas mas não são confirmadas), há um compromisso de sigilo entre as partes que não pode ser rompido. Se o for, informantes de hoje não terão garantia de que jamais seus nomes serão revelados, e por isso não auxiliarão a polícia.

A íntegra da entrevista de Palocci divulgada na Globo News você assiste aqui.


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9 anos da morte de Tim Lopes, um repórter, um jornalista investigativo

Ontem, 2 de junho, foi o dia do 9º aniversário da morte de Tim Lopes. Tim arriscou a vida para fazer aquela que seria sua última e inconclusa reportagem, pois foi barbaramente assassinado por traficantes na Vila Cruzeiro, comandados por Elias Maluco.

O fato é que Tim Lopes subiu o morro, quando não deveria fazê-lo, porque havia recebido um Prêmio Esso por uma reportagem investigativa na mesma Vila Cruzeiro. Sua imagem apareceu e ele ficou marcado pelos marginais. A Rede Globo o deixou ir assim mesmo.

Pouco se falou dele ontem, mas, principalmente, muito pouco se falou sobre as circunstâncias de sua morte. Sobre o assunto, publiquei aqui:

Toda a culpa da morte de Tim Lopes caiu sobre os traficantes (cruéis assassinos de Tim), mas nada se falou sobre a responsabilidade da Rede Globo. A emissora deixou que o repórter voltasse ao Complexo do Alemão, embora seu rosto tenha sido exposto para todo o Brasil como o homem que ganhou o Prêmio Esso na categoria Telejornalismo, com uma reportagem exibida no Fantástico denunciando o tráfico de drogas no... Complexo do Alemão.

Confira esses trechos que selecionei de uma entrevista com o jornalista Mario Augusto Jakobskind, na ocasião do lançamento de seu livro Dossiê Tim Lopes – Fantástico/Ibope, no final de 2003. A íntegra da entrevista, realizada por Ana Carolina Diniz, está aqui.



O que é o Dossiê Tim Lopes – Fantástico/Ibope?
Mário Augusto Jakobskind – Trata-se de uma profunda investigação transformada em extensa reportagem que não caberia num espaço de jornal ou revista – e por isso é um livro reportagem – sobre um triste episódio de violência urbana ocorrido no Rio de Janeiro, em 2002, e que vitimou o repórter da TV Globo Tim Lopes. Dossiê Tim Lopes – Fantástico/Ibope mostra, através de pesquisas e depoimentos, o que levou ao assassinato por um bando de delinquentes vinculados ao tráfico de drogas. Há no livro um capítulo específico sobre o crime organizando que ajuda também a entender o caso Tim Lopes. Na época prevaleceu uma única versão – na prática, a versão oficial da maior emissora de TV do Brasil, tendo a mídia de um modo geral, com raras e honrosas exceções, omitido inúmeras questões, o que remete a um outro tipo de discussão.

Como assim?
M.A.J. – O caso Tim Lopes é um exemplo concreto de como funciona o esquema do pensamento único. Ou seja, através de um fato você apresenta ao leitor ou telespectador a "única verdade", simplesmente ignorando outros eventuais questionamentos que colocam em dúvida a versão oficial. Tendo como carro-chefe a Rede Globo, a opinião pública só foi informada sobre o assassinato de Tim Lopes no que interessava à emissora. Diretores da "Vênus Platinada" saíram em campo de uma forma avassaladora, vendendo a "verdade". Até mesmo na área sindical dos jornalistas, esses mesmos diretores, que antes da tragédia nunca chegaram a passar por perto da sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, que dirá entrar, participavam ativamente das mobilizações relativas ao episódio e de assembleias. A direção sindical, ao invés de se posicionar de forma isenta, aceitando pelo menos examinar as colocações que questionavam o procedimento da TV Globo, simplesmente fechou questão em torno da versão da emissora. Ficou parecendo que houve uma espécie de permuta, ou seja, transmitir a verdade da Globo em troca de cinco minutos de fama... Nunca o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro apareceu tanto na tela da Globo como a partir daquele episódio.

Como começou a história do caso que resultou no assassinato de Tim Lopes?
M.A.J. – A emissora designou Cristina Guimarães e Tim Lopes para fazerem reportagens sobre uma "feira de drogas" em favelas da cidade. Cristina cuidou da Rocinha e da Mangueira. Tim Lopes ficou encarregado do Complexo do Alemão, onde pouco tempo depois ocorreria o seu assassinato pelo bando chefiado por um tal de Elias Maluco. As reportagens foram ao ar, isso no segundo semestre de 2001, provocando grande indignação por parte dos traficantes porque muitos foram presos e o lucro do comércio ilegal foi afetado. Tim Lopes e Cristina Guimarães viraram um alvo dos narcotraficantes que queiram vingança. Cristina Guimarães passou a receber "recados" dos bandidos. Pediu proteção à Globo – não tendo, segundo ela, sido atendida. Em determinado momento, Cristina tomou a decisão de se proteger. Chegou até a sair do país e ao voltar ficou afastada do mercado de trabalho, o que acontece até hoje. A TV Globo nega a versão da jornalista e tentou a todo momento desqualificar a repórter.

Você acha que o Prêmio Esso recebido por Tim Lopes acabou selando a sentença de morte do jornalista?
M.A.J. – Tim Lopes foi o primeiro ganhador deste prêmio na categoria de telejornalismo. Ao receber o prêmio, em dezembro de 2001, a emissora em que trabalhava o apresentou publicamente em todos os noticiários. Uma das condições para quem faz jornalismo investigativo é se manter no anonimato. Quando sua imagem foi conhecida, a condição de jornalista investigativo deveria ser deixada de lado. Mas ele continuou e foi escalado para ir à Vila Cruzeiro, supostamente para cobrir um baile funk, onde, segundo a Globo, se praticava sexo explícito. A Globo diz que Tim Lopes apresentou a pauta, enquanto a viúva Alessandra Wagner garante que os planos dele eram deixar de lado as reportagens arriscadas, como a que foi escalado para fazer. O livro mostra tudo isso e apresenta também algumas contradições nos depoimentos de diretores da Globo, que uma hora falavam uma coisa e depois, outra. Quem ler com atenção os depoimentos e entrevistas vai verificar facilmente que muita coisa que foi dita não resiste a uma mínima análise. Posso dar um exemplo. Um dos diretores da Globo chegou a afirmar que um turista de Cuiabá viu a hora em que Tim Lopes foi "preso" pelos traficantes no baile funk, dando a entender até que teria filmado o momento. Pois bem: ele teria procurado a Globo e depois desapareceu como por encanto. Então, onde está este personagem que poderia ser uma figura-chave para o esclarecimento definitivo do caso? Ninguém sabe, ninguém cobrou a presença. Ficou tudo por isso mesmo. Por que então a TV Globo não apresentou essa testemunha que poderia ajudar a elucidar o episódio?
Há outros casos como esse apresentado no livro. Uma chefe de reportagem da regional carioca disse que Tim se apresentava na favela com um nome fictício de Ricardo. Já um dos diretores garantiu que Tim estava na favela como jornalista e a serviço da comunidade carioca. Quem ler Dossiê Tim Lopes – Fantástico/Ibope verá que outras tantas contradições existem, mas faltou talvez vontade política para se aprofundar o caso. Tanto se fala em jornalismo investigativo mas, nesse caso, perdeu-se uma grande oportunidade para a prática desse gênero.

Como surgiu a ideia de escrever o livro?
M.A.J. – Desde o início acompanhei o caso e justamente tive a atenção despertada pelo procedimento incomum da direção da Globo. No primeiro ato público dos jornalistas cariocas, antes mesmo de se confirmar a morte de Tim Lopes, um dos jornalistas contestou o que se colocava nos discursos tirando qualquer responsabilidade da TV Globo no caso. Não precisava ser nenhum gênio, ou super repórter, para perceber que havia algo errado. Este mesmo jornalista, Osvaldo Maneschy, foi praticamente impedido de falar numa assembleia sindical. Cristina Guimarães foi "linchada" e apresentada como maluquete ou porra-louca, quando o único "crime" que cometia era o de contar o que tinha acontecido com ela e questionar uma verdade que isentava a Globo de culpa. Pouco a pouco fui aprofundando o tema. Colhi vários depoimentos e li muita coisa sobre o caso Tim Lopes. Silenciar ou deixar correr sem reunir as informações que obtive seria um verdadeiro desserviço ao jornalismo. Jornalistas que procuram estar bem com as suas consciências não podem omitir esses fatos, mesmo que encontrem dificuldades para divulgá-los.

No final do ano passado, logo após a polícia ter retomado o Complexo do Alemão, a mãe de Tim Lopes declarou, em reportagem publicada pelo Terra:

"Foi uma injustiça muito grande o que fizeram com meu filho. mandaram-no para a favela se virar sozinho, sabendo do risco que corria."

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro Suzana Blass, na mesma reportagem do Terra, disse que "A chefia de reportagem da TV Globo não avaliou os riscos antes de permitir que Tim viesse para o Alemão. Foi muito ingênua, não teve a dimensão do perigo".

Em homenagem ao Tim, leia esse belíssimo texto escrito por seu filho @brunoquintella, uma dica do @butecodoedu.

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Eles não querem investigar, querem é vazar! Abraji critica PL que pune servidor que vaza e jornalista que publica

Matéria (de consistência pastosa) publicada na Folha.com afirma que "Entidades ligadas ao jornalismo e especialistas do Direito criticaram o projeto que transforma em crime o vazamento e a divulgação de dados sigilosos, aprovado na terça-feira (31) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara".

Repararam bem? Pelo PL, será crime não apenas vazar documento sigiloso, mas publicá-lo. Evidentemente, isso causou verdadeiro barata voa no PIG. E agora, como Veja, Época, Organizações Globo, Kamel, Folha, vão trabalhar, se vivem de vazamentos?

O que seria desses veículos sem os vazamentos selecionados e publicados semanalmente a conta-gotas?

Vamos ao chororô:

O diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira, afirmou que a ideia é inconstitucional. "O sigilo da fonte está acima de qualquer projeto."

Para o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schröder, "parece perigoso e indesejável legislar sobre jornalismo a partir de desejos pontuais".

Ele afirmou que a falta de uma lei de imprensa traz distorções que podem inviabilizar o exercício da profissão.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, afirmou que o projeto pode criar uma censura indireta.

"A partir do momento em que chega a notícia nas mãos do jornalista, ele tem o dever de divulgar", disse.

No link lá em cima você acessa a matéria. Mas olhem o que diz a ABRAJI:

Já a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) repudiou a proposta. A entidade diz que documentos sigilosos devem ser mantidos em segredo pelo servidor. "Já o jornalista que recebe uma informação de interesse público, sigilosa ou não, tem o dever de publicá-la", diz em nota.

Não é o cúmulo do cinismo? O sujeito só vaza porque sabe que será publicado. Ou algum servidor vai vazar algo que corre sob segredo, de justiça ou investigação, arriscando-se a ser demitido ou preso, a não ser que saiba que seu vazamento terá grande repercussão e ele obterá vantagens financeiras ou de outra natureza?...

Alguém pegaria os dados da empresa de Palocci (como está em todos a mídia há mais de 10 dias) e as passaria para a esposa ou o mendigo da esquina? Claro que não.

Funcionário que vaza e jornalista e mídia que publicam vazamento são indissociáveis, são elo de uma cadeia que deveria levá-los até ela (cadeia).

Porque, pensem bem: Se um juiz determina o sigilo de um inquérito ou de um processo, a quem interessa o vazamento, à justiça ou ao investigado/processado? Se uma investigação policial corre em sigilo, a quem interessaria seu vazamento, à investigação ou ao investigado?

Quem não se recorda do vazamento da Operação Satiagraha pela jornalista Andrea Michael na Folha, que acabou prejudicando e quase que melando toda a operação? Quem lucrou com isso, a não ser Daniel Dantas?

Se jornalistas querem que nada corra em segredo, que trabalhem para que a lei seja modificada e tudo no Brasil venha a ser transparente.

Imaginemos uma hipótese: Um jornalista gosta muito de maconha, a ponto de ter uma plantação em casa para uso pessoal. Mas isso incomoda os vizinhos, que o processam. O processo corre em sigilo. Mas vaza, e um outro jornalista recebe o vazamento e o publica. O jornalista vazado processará o jornalista vazador? Ou reconhecerá nele o legítimo direito de publicar a informação recebida?

O que você acha?

ATUALIZAÇÃO: Como minha opinião não ficou clara para alguns, vou clarear:

  • A partir do vazamento o jornalista tem que fazer aquilo para que se formou, jornalismo. Investigar, ouvir, bater pernas. Agora há pouco dois jornalistas de O Globo Chico Otávio e Alessandra Duarte fizeram isso com relação ao atentado do Riocentro. Partiram de uma agenda e fizeram reportagem.
  • Vazamento sem trabalho jornalístico é trabalho para menino de recados, mensageiros e não para jornalistas.

Sobre este tema recomendo a leitura de Como se constroem as notícias, da jornalista Marina Amaral, que publiquei aqui em 2005.

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Falam tanto na capa e na matéria infame da Época, mas e capa e reportagem da Carta Capital?

A capa da Carta é esta aqui ao lado e a reportagem você pode ler pequena parte dela aqui.

Para ver comentário e link sobre a infame Época, não vi nada melhor do que o publicado no Tijolaço, do Brizola Neto. Para acessar o restante da Carta Capital, só sendo assinante ou comprando na banca.

O que fiz. Porque queria ver o que a Carta Capital me ofereceria de informação, e não de especulação, suposições, editorialização, ataque a Palocci (que no fundo fragiliza Dilma e seu governo) que vemos todo dia no PIG (Partido da Imprensa Golpista, acrônimo que sempre usei com parcimônia, mas depois das declarações Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do grupo Folha de S.Paulo, passo a usar com propriedade).

Mas, não encontrei nada. Carta Capital repetiu o que se lê diariamente no PIG. O mesmo blablablá, o mesmo lacerdismo, o mesmo jornalismo de resultados. Nenhuma informação nova. Tudo baseado na mesma fonte, a Folha, que vazou ilegalmente material protegido por sigilo. E nenhuma crítica a esse vazamento.

Será que a queda de vendas da Veja explica esse assanhamento de Época e agora a embicada de Carta em direção ao manual de porcalismo do PIG? Todos avançam como hienas ou abutres sobre os despojos da mais vendida do Brasil?

Palocci é acusado de quê? Foi acusado por quem? A quem interessa a crise? Resposta com a dona Judith:

- A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.

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Caso Palocci mostra que 'jornalismo de resultados' está cada vez mais na moda

Em julho de 2006 criei o conceito aqui, e o repito agora, explicando do que se trata, pois acho que está cada vez mais atual, como no caso Palocci, por exemplo.

Depois do futebol de resultados chegou a vez do "jornalismo de resultados"

Depois do "futebol de resultados", com o resultado [aqui eu me referia ao fiasco da seleção dirigida por Parreira na Copa da Alemanha daquele ano] que vimos, agora é a vez do "jornalismo de resultados". Para seus defensores, este tipo de jornalismo é o jornalismo habitual, mas sem as frescuras. É irmão do "futebol de resultados", porque para ambos não interessa jogar limpo, respeitar as regras e os adversários - o importante é o resultado.

Por exemplo: se alguém é acusado de um crime e ele nos parece realmente culpado, por que chamá-lo de acusado, se podemos chamá-lo de criminoso? Por que devemos ouvir a versão dele, se sabemos que ele irá mentir, porque assim agem os de seu partido, religião, classe social?

Portanto, onde o jornalismo escreveria que o deputado Fulano de Tal, acusado de desviar verbas da educação em benefício próprio, alegou X e disse que apresentaria as provas Y, o "jornalismo de resultados" diria simplesmente o deputado Fulano de Tal desviou verbas da educação em benefício próprio.

Se duas pessoas têm visões opostas sobre um mesmo assunto, para que ouvir as duas partes? Para o "jornalismo de resultados" deve-se escolher apenas a versão do "lado certo" e ignorar solenemente a outra. Esse "lado certo", é claro, é o do veículo, jornalista ou blogueiro.

Para os praticantes desse "jornalismo" só existe um pecado mortal no veículo, jornalista ou blogueiro: a falta de posicionamento. Se você, por exemplo, acha que o presidente [à época] Lula é uma besta, isso deve ficar claro em todas as reportagens ou postagens. Como nessa história:
O Papa vem ao Brasil para visitar os fiéis e resolve ir a Manaus conhecer o Rio Amazonas. Lula vai com ele, junto com toda a comitiva, mais aquele monte de gente da imprensa. Chegando lá, resolvem passear de barco pelo rio, mas, num solavanco das águas, o Papa cai e começa a se afogar.

Pânico. Ninguém sabe o que fazer, pois as águas estão agitadas demais. O papa se distancia cada vez mais do barco. Lula, então, pula no rio, mas em vez de afundar começa a... andar sobre as águas!!! Ele caminha sobre o rio até chegar junto ao Papa, estende-lhe a mão e o leva com segurança para o barco.

Manchete do "jornalismo de resultados":

"LULA NÃO SABE NADAR!"

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Médico condenado a 278 anos por estupro de paciente e que fugiu do país põe mansão à venda no Morumbi


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Belinha dos Jardins, ainda às voltas com o PSOL, diz como o vídeo da professora Amanda Gurgel afetou sua vida

Prezado esquerdista-pragmático,

ainda continuamos - eu e algumas de minhas amigas - em nossa missão de nos purificarmos o bastante para fazermos uma segunda versão da Marcha da Família, agora sob o comando do PSOL.

Da última vez em que aqui escrevi cometi uma imprecisão que me custou uma forte reprimenda de nosso mentor espiritual, o anjo Gabriel, um jovem negro e robusto, filiado ao PSOL. Disse que aquele delegado (ou ex?) da Polícia Federal e atual deputado de nome grego... Parmênides, Pelópidas...ahn?ah, Protógenes... afirmei que ele era filiado ao PSOL, mas ele é do PCdoB ("partido cada vez mais à direita, linha auxiliar do que há de mais reacionário no país, de Dilma a Kassab", segundo Gabriel).

Por causa desse meu pequeno equívoco, o vigilante Gabriel me propôs certa penitência, algumas cestas básicas e participar de algumas reuniões de associações de moradores e catadores de papel...

Rimos aos borbotões eu e minhas amigas de sua proposta naife, e tratei de cumprir a penitência, evidentemente enviando minha auxiliar Lucicleyde...Edilúcia...Ahn? Ah, Edicleide... Essa mania que essa gente diferenciada tem de juntar nomes me deixa absolutamente confusa. Mas enviei minha auxiliar e ela nos relatou a missão, o que também nos divertiu deveras.

A outra parte de minha penitência era assistir a um certo vídeo, segundo ele de enorme sucesso na internet, para que nós víssemos a real situação de miséria em que se encontram os professores do Brasil, "diante desses governos populistas, que não olham para a educação" (nas palavras de nosso psolista).

Assistimos ao vídeo [observação do Mello: reproduzido ao final da mensagem de Belinha], nos encantamos com a picaresca personagem, que muito nos lembrou algumas peças infantis de nossa infelizmente já tão longínqua infância, com seu sotaque carregado de boneco de mestre Vitalino, e sua reivindicação salarial diante de deputados silenciosos e circunspectos, mas, certamente, sorrindo por dentro, na certeza de que toda sua peroração será em vão.

Mas o vídeo alertou-me (prefiro a ênclise à próclose, embora esta seja mais usual - mas eu sou inusual) para um fato. A professorinha disse que o salário de sua categoria, com curso superior, é de R$ 930. Que para conseguirem mais, desdobravam-se em três turnos.

Fiz as contas, são quase R$ 2800 - pouco mais do que pago a Lucileusa...Edilúcia...Ah, sim, Edicleyde...que nem curso superior tem.

Chamei-a para que assistisse ao vídeo, já sem a presença de minhas amigas, e, ao final, ela acertou um pequeno aumento em suas horas de trabalho e, o que mais me interessa, ajudar-me-á (ai, a oportunidade de uma mesóclise!), a partir de agora, como já o faz no momento, com a digitação de meus textos, inclusive no Twitter.

Portanto, sigam-me no beldosjardins. Ah, e se você for de esquerda, especialmente do PSOL, envie uma mensagem para mim a fim de que eu possa segui-lo também e assim multiplicar por milhares minha possibilidade de diversão.

Quem sabe não organizamos nossa Marcha da Família pelo Twitter, como está na moda? Aguardo-os.




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Itamar Franco, o presidente esquecido (será por causa de Serra e FHC?), responde bem à quimioterapia

O ex-presidente e atual senador por Minas Gerais Itamar Franco está internado no centro de hematologia e oncologia do Hospital Albert Einstein, unidade Morumbi, SP, desde o dia 21 de maio, para tratamento de leucemia.

Agora à noite, os médicos divulgaram um boletim em que informam que Itamar está respondendo bem ao tratamento quimioterápico:

O senador Itamar Franco (PPS-MG) está respondendo bem ao tratamento quimioterápico que vem recebendo no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com boletim divulgado hoje (1º) pelo hospital, os médicos não consideram ainda a possibilidade de submeter o senador mineiro a um transplante de medula. Itamar foi diagnosticado com leucemia no dia 21 de maio.

O senador segue internado no Centro de Oncologia e Hematologia do hospital e afastado das atividades no Senado Federal.[Fonte]

Recebi uma mensagem no Twitter de @mirnacavalcanti me informando que Itamar não recebeu visita de nenhum ex-presidente, nem da presidenta Dilma, o que me deixou curioso e me fez verificar:

A julgar pelas ausências no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde o sábado 21, com leucemia, nem mesmo para a chamada ’passadinha’, como determina qualquer manual de elegância, de seus colegas ex-presidentes José Sarney, o único a dedicar-lhe, até agora (quarta 25, 23h12), uma frase de apoio; Fernando Collor, a quem sucedeu; Fernando Henrique que, repita-se, ajudou a eleger; Lula,ao qual apoiou eleitoralmente; e Dilma Rousseff, hoje presidente, o senador mineiro de 80 anos de idade pode ser visto como o presidente mais esquecido na recente história do Brasil: Itamar Franco. [Fonte]

Quando das seguidas internações do ex-presidente José de Alencar seguia-se uma romaria ao hospital em São Paulo. Por que Itamar Franco não recebe as mesmas homenagens?

Tenho uma teoria (que vão chamar de conspiratória, é claro) e vou dividi-la com vocês:

Será que não falam em Itamar Franco porque terão que dizer que:


  1. É Itamar Franco o presidente e pai do Real, e não Fernando Henrique Cardoso, que era seu ministro;
  2. É Itamar Franco (e seu ministro à época Jamil Haddad) o pai dos medicamentos genéricos, e não, como assim se intitula, José Serra;
  3. No governo Itamar Franco, ministro suspeito de corrupção afastava-se do cargo até que fosse inocentado, como aconteceu com seu amigo pessoal e ministro chefe de Casa Civil, Henrique Hargreaves, afastado e reintegrado?


O fato é que o ex-presidente está se recuperando, e torço para que logo ele e seu topete apareçam em Brasília. Saúde, presidente.

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O Blog do Mello adverte: Parceria do Ministério da Saúde com McDonald’s faz mal à saúde

Misturar saúde e McDonald’s numa mesma frase é uma contradição em termos. Uma coisa anula a outra. No entanto, não é de hoje (é bom que se diga), existe uma parceria entre o Ministério da Saúde e o McDonald’s. Para promover a saúde.

Li no Viomundo uma carta indignada de professores doutores reclamando da parceria.

É ocioso notar que o objetivo dessa campanha da rede McDonald’s é associar o consumo dos produtos que ela comercializa a comportamentos saudáveis e a induzir o consumidor a pensar que esses produtos deveriam ou poderiam ser consumidos frequentemente (‘alimentos do dia a dia’) e a negar que eles pudessem ser menos saudáveis do que alimentos tradicionais da dieta brasileira.

Ainda mais ociosa é a constatação de que a inscrição dos símbolos do Ministério da Saúde no material publicitário da empresa legitima a campanha e aumenta em muito sua eficácia.

Senhor Ministro, a própria composição nutricional do cardápio da rede Mcdonald’s, descrita nas toalhas, revela quão enganosa é esta campanha publicitária. Por exemplo, a ingestão de um Big Mac (que não é o maior dos sanduíches oferecidos no cardápio) acompanhada de uma porção média de batatas fritas, de um copo médio de refrigerante e de uma porção pequena do sorvete com calda da rede fornece dois terços do total de calorias que um adulto poderia consumir ao longo de todo o dia e praticamente todas as calorias diárias necessárias para uma criança.

A única parceria possível entre Ministério da Saúde e Mcdonald’s tem que ser semelhante à que existe com a indústria do fumo. Exemplo. No sanduíche Big Tasty da rede deveria vir escrito:

"O Ministério da Saúde adverte: O consumo de um único Big Tasty corresponde a 63% de todo o sódio que o indivíduo poderia ingerir por dia e a 109% da ingestão diária máxima de gorduras saturadas".

Assim em todos os demais itens. E não apenas do Mcdonald’s, mas em todas as lojas de fast food.

E mais - importantíssimo - a proibição da venda casada de sanduíches com brinquedos e demais brindes, a associação do produto com imagens positivas do universo infantil - como o palhaço Ronald McDonald, por exemplo. Sobre este assunto, sugiro a leitura de Médicos dos Estados Unidos pedem a aposentadoria do palhaço Ronald McDonald. Peça você também.

Para que você tenha uma ideia de como isso está disseminado no mundo, veja o que aparece quando pesquiso por Mcdonald’s no Google imagens (clique na imagem para ampliá-la):


O Ministério da Saúde postou nota no Facebook sobre o assunto. Trecho:

O Ministério da Saúde mantém parceria com 384 empresas brasileiras, de diversos setores, que nos apoiam em iniciativas de promoção da saúde e prevenção de doenças. A participação destes parceiros nos ajuda a ampliar o alcance e a visibilidade de nossas campanhas informativas, mas sem implicar endosso irrestrito do ministério às práticas e condutas das empresas.

Agora, como seria a mesma nota, do ponto de vista do McDonald's (aviso: a nota a seguir não existe, foi criada por mim a título de exemplo):

O McDonald's mantém parceria com o Ministério da Saúde, que nos apoia em iniciativas de promoção de venda e aumento de market share e de lucros. A participação deste parceiro nos ajuda a ampliar o alcance e a visibilidade de nossa propaganda, mas sem implicar endosso irrestrito do McDonald's às práticas e condutas potencialmente saudáveis do Ministério.

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Vazam mais nomes de clientes de Palocci. Por que a 'grande imprensa' não os investiga?

Se há a suspeita de que o ministro Antonio Palocci recebeu indevidamente os R$ 20 milhões que sua empresa de consultoria teria faturado nos últimos anos, a suspeita tem que valer para os dois lados. Se há um corrupto tem que haver o agente corruptor.

Pois li agora no blog do jornalista Lucas Figueiredo uma lista com clientes da empresa Projeto, do ministro Palocci. Agora, basta aos jornalistas correrem até elas e perguntarem a seus diretores, CEOs etc por que corromperam Palocci, por que deram propina a ele, quais vantagens conseguiram no governo, qual foi a mamata, a maracutaia, a treta, tudo aquilo que é subentendido ou claramente apontado nas acusações contra ele. Aos clientes, meus bravos:

Itaú Unibanco

Pão de Açúcar

Íbis

LG

Samsung

Claro-Embratel

TIM

Oi

Sadia Holding

Embraer Holding

Dafra

Hyundai Naval

Halliburton

Volkswagen

Gol

Toyota

Azul

Vinícola Aurora

Siemens

Royal Transatlântico

Amigo leitor, quando nossa "grande imprensa" vai publicar reportatem que esses executivos contando qual foi a relação de suas empresas com a de Palocci:

  1. Amanhã.
  2. Um dia.
  3. Nunca.

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Sequestrador, torturador e agora colunista da Folha: Brilhante Ustra, o homem que comandou o DOI-Codi no auge da ditadura

Que o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é sequestrador e torturador não é uma opinião minha, é sentença do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, 9 de outubro de 2008. A notícia, que reproduzo em parte abaixo, mostra quem é o que fazia o coronel no período mais infame da ditadura (a tal ditabranda da Folha).

Pois não é que a Folha abriu espaço em sua página 3 de sexta-feira para que Brilhante Ustra dê sua versão sobre acusações que sofre de outro que o acusa de tortura, o ex-presidente do BC no governo FHC Pérsio Arida?

Não foi à toa que a Folha procurou a ficha de Dilma durante a campanha. Se, durante a ditadura, com o empréstimo de seus veículos para que presos fossem transportados para serem torturados pela turma de Brilhante Ustra e com o editorial de Otávio Frias pai elogiando Médici, o jornal mostrava de que lado estava, agora, com a classificação da ditadura como ditabranda , com a infame (duas vezes a palavra "infame" numa mesma postagem, deve ser recorde - só a Folha...) publicação na primeira página da ficha falsa de Dilma e com a publicação da defesa de um sequestrador e torturador (não sou eu quem diz, mas a sentença de um juiz, até hoje válida), a Folha confirma sua posição - e se ela está ao lado de Médici, da ditabranda e de Ustra, o leitor fica no pau de arara da História.

Leia a notícia da condenação de Brilhante Ustra, conforme publicada na própria Folha em 2008:


Por decisão do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, de primeira instância, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro oficial condenado na Justiça brasileira em uma ação declaratória por sequestro e tortura durante o regime militar (1964-1985).

A sentença, publicada ontem, é uma resposta ao pedido de cinco pessoas da família Teles que acusaram Ustra, um dos mais destacados agentes dos órgãos de segurança dos anos 70, de sequestro e tortura em 1972 e 1973.

(...) Na decisão de ontem, o juiz Santini argumentou que a anistia refere-se só a crimes, e não a demandas de natureza civil, como é o caso da ação declaratória, que não prevê indenização nem punição, mas o reconhecimento da Justiça de que existe uma relação jurídica entre Ustra e os Teles, relação que nasceu da prática da tortura.

(...) As testemunhas, que estiveram presas junto com os Teles, disseram que Ustra comandava as sessões de tortura com espancamento, choques elétricos e tortura psicológica. Das celas, relatam que ouviam gritos e choros dos presos.

"Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ustra]. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores", afirmou o magistrado.[Fonte: Folha, para assinantes]

O artigo de Ustra na Folha você encontra lá e nos espaços que defendem os crimes praticados pelo estado sob a ditadura civil-militar, de 1964 a 1985.

Mas, repare como a Folha o apresenta a seus leitores:

CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, coronel reformado do Exército, foi comandante do DOI-Codi de 29.set.1970 a 23.jan.1974 e é autor dos livros "Rompendo o Silêncio" (1987) e "A Verdade Sufocada" (2006).

Sobre a sentença, nenhuma palavra.

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