quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Presidente da OAB/RJ afirma que boxeadores cubanos queriam regressar a Cuba

Continuam as especulações sobre o que teria ocorrido, desde o momento da prisão até o instante da deportação dos boxeadores cubanos. Hoje, o jornal O Globo publicou duas páginas sobre o assunto. Numa delas, reportagem de Gustavo Goulart bate de frente com outra publicada ontem pela Folha de S. Paulo. O repórter de O Globo afirma que os cubanos estavam na maior farra com garotas de programa, quando foram presos. Já na reportagem da Folha, Reinaldo Sá Forte, dono da Estalagem Pirata, onde estavam os atletas afirmou:

“A impressão que tive era que os dois queriam voltar para casa. Até as malas deles já estavam prontas. Na verdade, eles se entregaram."

Curiosamente, como a “grande imprensa” (na definição de Kamel) suspeita de que o governo não teria agido de acordo com tratados internacionais, a reportagem não foi ouvir a OAB-RJ. Ou melhor, a reportagem não divulgou a nota da OAB/RJ sobre o assunto, que pode ser encontrada facilmente em outra seção do mesmo O Globo, a Carta dos Leitores. Ei-la, na íntegra:

OAB esclarece

Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço:

a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba.

WADIH DAMOUS, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio

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