Mulher de Cachoeira para juiz: 'O Carlos [Cachoeira] contratou o Policarpo [da Veja] para fazer um dossiê contra o senhor'


Cada vez ficam mais claras e se complicam as ligações entre o esquema criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista Veja, por intermédio de seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior.

Agora, segundo o G1, a mulher do bicheiro teria tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, que cuida de um dos casos que envolvem o bicheiro, ameaçando-o com um dossiê que teria sido preparado por Policarpo a mando de Cachoeira:

Conforme relatou o juiz ao G1, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista 'Veja', em Brasília. O G1 procurou a assessoria de imprensa da revista, que informou não poder se posicionar sobre questões editoriais. Nas redações de São Paulo e Brasília, não localizou responsáveis para comentar o caso.

(...)
Conforme o juiz, Andressa teria dito: "Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê".

O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: "O senhor tem certeza?".
(...)
[Por conta da ameaça] Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.

Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, “caso essas medidas não sejam atendidas, Andressa terá a prisão preventiva decretada e ficará presa na PF”. [íntegra aqui]


O cerco se fecha contra o esgotão da Abril, quando até o G1, portal das Organizações Globo, derruba o muro que protegia a mídia corporativa das relações comprometedoras entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira.

Com a volta ao trabalho dos deputados ao fim do recesso nesta semana e a retomada da CPI do Cachoeira, já não é mais possível impedir a convocação do silente Policarpo ou de seu superior e responsável pela revista Roberto Civita.

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Correspondente do El País no Brasil plagia matéria do Estadão e nem dá crédito

Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, mora no Rio, mais precisamente em Saquarema, pequena cidade da Região dos Lagos, a 100 km da capital, Rio de Janeiro.

É de lá que ele escreve seu noticiário ficcional, ou suas reportagens editorializadas, sempre atacando os governos populares de Lula e Dilma.

Já o critiquei aqui - El Pais segue desinformando sobre Brasil e governo da presidenta Dilma, mas o comportamento dele segue orientação de seu jornal, que é a mesma de nossa mídia corporativa, hostil aos governos populares não só do Brasil como de toda a América Latina.

Até aí é problema deles. Mas, agora, Arias pegou uma reportagem do Estadão, sob um suposto mal estar do governo brasileiro, especialmente da presidenta Dilma, com a participação da ex-candidata à presidência Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, e só não fez um Copy & Paste total porque são línguas diferentes, e também porque pegaria muito mal - afinal, ele está aqui, em Saquarema, teoricamente, para trabalhar, não?

Comparem a reportagem do Estadão de ontem com a do El País de hoje:

Estadão:


Marina Silva causa mal estar entre ministros em Londres

Londres, 28/07/2012 - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.

Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.

A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.

Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.

Ao Grupo Estado, Marina explicou que só recebeu o convite na ultima terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do estádio olímpico.

Ontem, Dilma foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp.

Agora, a do El País, de (?) Juan Arias:

La ecologista Silva eclipsa la presencia de Dilma en la apertura de los Juegos 

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, y los ministros de su Gobierno presentes a la apertura de los Juegos Olímpicos de Londres tuvieron que ver con sorpresa, sin que nadie les hubiese informado antes, desfilar junto al secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, y siete personalidades mundiales más a la ecologista y opositora Marina Silva llevando la bandera olímpica, mientras era aplaudida y puesta de relieve ante millones de telespectadores del mundo.

El Comité Olímpico había guardado el secreto con celo y la propia presidenta Dilma supo de la distinción a su adversaria política cuando esta salió llevando la bandera olímpica.

La que fuera ministra de Medio Ambiente del expresidente Luiz Inazio Lula da Silva durante cinco años y fundadora con él de su partido (el PT) dejó el Gobierno por incompatibilidad de la entonces ministra de la Casa Civil, Dilma Rousseff, a la que Silva consideraba poco inclinada a los temas ecológicos.

La exministra dejó también el partido de Lula y Dilma, se pasó al Partido Verde y disputó con Dilma las presidenciales consiguiendo 20 millones de votos, que obligaron a la candidata de Lula a disputar la segunda vuelta.

El Comité Olímpico Internacional (COI) ha alegado que la ecologista fue escogida junto con otras siete personalidades mundiales por “su lucha contra la destrucción de la selva amazónica”.

El hecho de que Silva ensombreciera la presencia de la mandataria brasileña en Londres que solo tuvo cinco segundos en la televisión ha causado malestar en el Gobierno de Brasilia y en su diplomacia.

Todos han confesado que fueron cogidos de sorpresa y que ninguna autoridad brasileña había sido ni consultada ni avisada con antelación.

El ministro de Deportes, el comunista, Aldo Revelo, comentó con ironía: “No podíamos impedir que la Casa Real de Inglaterra invitara a la exministra. Además ella siempre se llevó bien con la nobleza europea”.

El presidente del Congreso, Marco Maia, ha revelado también su sorpresa dando a entender que como mínimo se ha tratado de un gesto de poco gusto diplomático.

Dilma ha sido elegante y no ha comentado el caso. Su antagonista política, Silva, comentó en su página web que se había sentido orgullosa de ver en el palco a la primera mujer brasileña presidenta de la república.

Arias não procurou nem disfarçar. Usou até os mesmos depoentes e depoimentos, na cara de pau. Deveria, ao menos dar o crédito. Ou não? Ou é tudo a mesma coisa e entre eles está tudo certo já que o objetivo é o mesmo?

Será que El País e o Estadão sabem disso?

Gilmar Mendes teria recebido R$185 mil do mensalão tucano. Terá sido por isso que ele votou contra o inquérito no STF?

Chamada de capa da revista Carta Capital que vai às bancas no dia de hoje levanta denúncia de que o ministro do STF Gilmar Mendes teria recebido R$185 mil do mensalão tucano de Minas, que desviou verbas para a campanha dos aliados de FHC (à época presidente e candidato à reeleição) e Eduardo Azeredo (à época governador) em Minas e no Brasil.

Que o dinheiro do mensalão tucano abasteceu as campanhas de Azeredo e FHC não resta dúvida - o próprio Azeredo o confirmou: Azeredo confirma informação do Blog do Mello: Dinheiro do valerioduto tucano irrigou campanha de FHC.

FOLHA - A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha...
EDUARDO AZEREDO -
Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.
FOLHA - O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
AZEREDO -
Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

Agora, se o mensalão tucano também irrigou o bolso do ministro Gilmar Mendes é o que vamos conferir na reportagem da Carta Capital.

Se verdadeira a informação, fica prejudicado (comprometido e explicado) o voto do ministro, que foi contrário à denúncia contra o senador Eduardo Azeredo pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Felizmente, o voto de Mendes foi derrotado e o Supremo aceitou denúncia contra o ex-governador mineiro e atual deputado federal Eduardo Azeredo.

Vamos ver agora a parte que cabe ao ministro Gilmar nesse latifúndio de corrupção do PSDB.

Como o "mensalão tucano" é o pai do chamado "mensalão do PT", está irremediavelmente comprometida a participação de Gilmar Mendes no julgamento que começa agora no dia 2 de agosto. Ele deve se considerar impedido, ou assim deve ser considerado por seus pares.

Você assinaria um jornal diário de esquerda, que fosse um contraponto aos grandes grupos, ou acha que jornal já era?

Hoje à tarde a jornalista Marinilda Carvalho fez uma postagem no Twitter (reproduzida acima) que veio ao encontro de uma questão que me intriga: Estamos no poder no Brasil, mas não temos um único jornal diário que nos represente, que escreva o mundo sem os óculos da mídia corporativa.

Sei que tem gente - especialmente os mais jovens e os mais TI - que acha que o jornal de papel já era. Mas eu não sou assim. Adoro jornal, revista, livro. O cheiro e o contato com o papel.

Acho que ainda existem muitos como eu. Por que não somos atendidos?

Será que jornalista empreendedor no Brasil é só de direita?

No início do ano passado, escrevi aqui uma postagem sobre isso. Continuo sem resposta. Se você que me lê tem alguma, manifeste-se.

Eis o que escrevi:

Desde que Ana de Holanda virou ministra da Cultura do governo Dilma e mandou retirar o selo do Creative Commons do site do ministério a blogosfera abriu uma guerra contra a ministra. Percebemos ali uma tentativa de retrocesso já no nascedouro, sinalizando que a ministra estava costeando o alambrado (como dizia Leonel Brizola) em direção às teses do Ecad.

A ministra e o ministério nem deram bola. O Ecad também. Mas bastou O Globo entrar na parada que a questão mudou de rumo. O jornalão, como mostrei aqui, denunciou que um falsário recebeu direitos autorais por trabalhos que não eram seus. Escrevi:

Enquanto as críticas eram da blogosfera, a ministra tirou de letra. Mas, hoje, O Globo entrou de sola no queijo suíço (provavelmente cheio de contas lá) do escritório de arrecadação...

Bastou isso para a diretora de Direitos Autorais do Minc começar a dar entrevistas. Até o Ecad falou e trouxe com ele toda uma banda de associações, que agora querem até falar na Comissão de Educação e Cultura da Câmara:

Na terça-feira - dia seguinte à publicação, pelo GLOBO, de denúncia de fraude em que um suposto autor, Milton Coitinho dos Santos, recebeu R$ 127,8 mil de direitos autorais devidos a outros compositores -, uma comissão formada por ele, Glória Braga, superintendente do Ecad, Jorge Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção dos Direitos Intelectuais, Maria Cecília Garreta, assessora jurídica da Associação Brasileira de Música e Artes, e quatro artistas - Jair Rodrigues, Luiz Vieira, Silvio Cesar e Walter Franco - foi recebida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, em audiência. O encontro, agendado a pedido do Ecad, também contou com a presença dos deputados federais Alessandro Molon e Alice Portugal, da Comissão de Educação e Cultura da casa. [Fonte: O Globo]

Isso mostra que o poder da blogosfera é relativo. Às vezes conseguimos até vitórias contra os gigantes da "grande imprensa". Este blog mesmo já fez as Organizações Globo mudarem o regulamento do "Eu Repórter", como você pode conferir aqui em Denúncia do Blog do Mello faz Globo recuar.

Mas são vitórias pontuais. Servimos mais para atrapalhar as passadas dos gigantes, para mostrar que já não podem mais falar o que querem, porque agora podem ouvir o que não querem.

Por isso eu estou com a professora Marilena Chauí, que numa entrevista à revista Caros Amigos reclamou:

Lúcia Rodrigues – E no caso das Comunicações?

M.C. – E aí vem uma coisa que não foi bem sucedida. E eu diria que não foi uma coisa bem sucedida, porque isso é um problema atávico no PT. Desde 1981, não passa um, em encontros, congressos, colóquios, a comunicação. A incapacidade do PT para lidar com a questão da comunicação. O PT foi incapaz de criar um jornal. Muitos de nós ficaram desesperados, porque não foi capaz de criar jornal, de criar rádio, de ter um canal de televisão, de criar formas ágeis de comunicação.

Só que onde a professora fala PT eu diria esse grupo de esquerda, centro-esquerda, que apoia os governos Lula e Dilma, que luta por desenvolvimento com distribuição de renda, direitos humanos, cidadania.

Por que conseguimos vencer eleições mas não temos um jornal de caráter nacional com o qual nos identifiquemos? Idem TV, rádio. É um nicho de mercado formidável que não é atendido. Por quê?

Qualquer pessoa que já tenha participado do núcleo de comunicação de uma campanha política sabe da importância do jornal, da palavra escrita. É como a regra de ouro do jogo do bicho: "Vale o escrito". O povão acredita nisso. No entanto, não temos um jornal.

Por que se deixou, por exemplo, o Jornal do Brasil morrer?

A TV do Silvio Santos está aí à deriva. Por que um grupo, de olho nesse nicho (nós) a que me referi, não compra a rede, que tem afiliadas e repetidoras por todo o país?

Por quê?

José, Dick Vigarista, Serra dá início à baixaria e infiltra aloprados tucanos para tumultuar caminhada de Haddad

Aloprados do Dick Vigarista tucano em ação


Ainda pela manhã, Renato Rovai, em seu blog, denunciou a baixaria:  Ontem o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi interrompido por quatro “manifestantes” durante atividade de campanha realizada no Brás. Os quatro rapazes, que se diziam estudantes de universidades federais, seguravam cartazes de protesto pedindo solução para a greve nessas universidades .

(...) Eles podem não ser líderes de nada, mas são manifestantes de nada também. Na verdade, são tucanos em campanha usando os métodos que José Serra sempre usa nas suas campanhas.

A coisa foi tão escancarada que até a tucaníssima Folha denunciou a sujeira, a baixaria usual, que parte do Dick Vigarista da política brasileira, José Serra:

Durante uma caminhada no centro, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, foi abordado por quatro manifestantes que, com cartazes, protestavam contra a greve nas universidades federais.

Eles cercaram Haddad e cobraram intervenção do ex-ministro da Educação na negociação do governo com os grevistas, parados há 60 dias.

O protesto relâmpago foi filmado pelo grupo, que, após o encontro, enrolou os cartazes e não continuou seguindo Haddad na caminhada.

Carregando um cartaz com o texto "Como vou pensar novo sem educação?" (alusão ao slogan "Pense novo" do PT), um dos manifestantes foi identificado como militante do PSDB. Trata-se de Marcos Saraiva, 20, "conselheiro político da juventude estadual do partido", segundo sua própria definição no Facebook.

No Twitter, ele se apresenta como "deputado federal jovem pelo PSDB-SP".

Outro manifestante é Victor Ferreira, secretário da juventude do PSDB. Contatado por telefone após o evento, chegou a dizer que não estava no ato e desligou.

Que o paulistano dê à dupla Serra-Kassab (porque Kassab é Serra, e vice-versa) a resposta que eles merecem, nas urnas.

Paulistano vai pagar pedágio para ir até Cumbica, São Bernardo ou Cotia

O apetite dos tucanos paulistas por pedágio vai avançar ainda mais no bolso dos paulistanos, que agora terão de pagar para circular até nos entornos das cidades.& São os novos "trechos pedagiados" (expressão que só deve existir em São Paulo), que li agora pela manhã na Folha:

A cobrança eletrônica de pedágio, que o governo de SP vai implantar nas rodovias privatizadas, levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos das cidades, onde as estradas são usadas como vias urbanas.

Entre os trechos de tráfego urbano que serão pedagiados estão, por exemplo, aqueles que ligam a capital paulista ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna), a São Bernardo (Anchieta) e a Cotia (Raposo Tavares).

Hoje, eles não têm praças de pedágio, mas o deslocamento gratuito vai acabar por conta da instalação dos pórticos ao longo da via, que vão ler chips nos carros para fazer a cobrança.

No teste que está sendo feito na SP-75, entre Indaiatuba e Campinas, há um pórtico a cada 8 km. Com esse intervalo, as vias serão praticamente 100% pedagiadas.

A implantação da cobrança, planejada para 2013 ou 2014, vai depender de um cálculo político difícil para o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se, por um lado, o sistema é mais justo e permite reduzir a tarifa, por outro, vai cobrar de muito mais gente.

Nem a Artesp (agência de transportes do Estado) nem as concessionárias sabem quantos usam as rodovias sem pagar. O único estudo feito -e sempre citado como parâmetro- na Dutra, uma via federal, apontou que só 9% dos carros pagam pedágio.

Se o percentual for parecido nas vias estaduais, com o chip, deve multiplicar por dez o número de carros tarifados -foram 790 milhões em 2011.

"O ponto crítico, não tenho dúvida, é quem não paga e passará a pagar", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. Para ela, porém, o Estado não pode dizer "você paga e você não". "A questão é: usou, pagou."  [íntegra aqui]


Na matéria há até gente defendendo a cobrança do pedágio (se a Folha não fosse tucaníssima...), o que mostra que os pedagiados paulistas gostam de ser pedagiados, elegendo e reelegendo tucanos pedagiadores para administrarem  a pauliceia pedagiada.

Deputada comemora redução do auxílio social aos desempregados e grita: 'Que se fodam!"

Não foi aqui, mas na Espanha. Aqui nossos deputados fazem o mesmo, mas comemoram para dentro. Só se manifestam como a deputada espanhola, quando defendem a tortura e o preconceito.

Mas a deputada Andrea Fabra comemorou larga e efusivamente a redução dos benefícios sociais ao desempregados pela crise que assola a Espanha e outros países da Comunidade Europeia, no momento em que a medida era anunciada pelo presidente do governo da Espanha Mariano Rajoy. Confira:



Saiba mais sobre Andrea Fabra aqui, e verifique que muitas vezes, filho de peixe peixinho é, pois o pai está envolvido em vários malfeitos na Espanha, embora "abençoado", pois ganhou nove vezes na loteria de lá... Conhecemos essa história?

BOPE, a 'Tropa de Elite', canta pelas ruas do RIO: 'Bate, espanca , quebra os ossos. Bate até morrer'

É assim que soldados do BOPE, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, também conhecidos como Caveiras ou Tropa de Elite, exercitam-se nas ruas do Rio de Janeiro, preparando-se para as tais Operações Policiais Especiais:

Soldados do quartel do 1º Batalhão da Polícia do Exército, onde funcionava o Doi-Codi na ditadura militar, corriam ontem pela manhã na rua Barão de Mesquita, no Rio, cantando: "Bate, espanca , quebra os ossos. Bate até morrer". O instrutor então perguntava: "E a cabeça?". Os soldados respondiam: "Arranca a cabeça e joga no mar". No final o instrutor perguntava: "E quem faz isso?". E os soldados respondiam: "É o Esquadrão Caveira!". [Fonte]

Talvez inspirados pelo quartel onde estão abrigados, que foi centro de tortura durante a ditadura civil-militar,  eles saem pelas ruas enaltecendo violência, tortura, crueldade e assassinato, como se não fossem guardiões do Estado de Direito em que pensamos estar vivendo.

Por isso é tão necessária a revisão da Lei de Anistia: Impunidade dos torturadores da ditadura está na raiz dos crimes das PMs brasileiras.

Com a palavra, as otoridades...

Justiça reconhece que aniquilamento da oposição à ditadura na Argentina incluiu o desaparecimento de recém-nascidos


Pela primeira vez um tribunal federal argentino declarou que o plano sistemático de aniquilamento da oposição à ditadura – armada ou não – incluiu o desaparecimento não apenas de militantes, mas de bebês recém-nascidos. Até agora, o roubo de crianças era tratado como atos isolados cometidos por um punhado de verdugos especialmente tresloucados. Está comprovado que pelo menos 500 crianças passaram por esse procedimento. Delas, 105 foram recuperadas e tiveram suas identidades resgatadas.

(...) Foi um processo longo, que se arrastou por um ano e meio e no qual foram ouvidos 200 depoimentos. No final, foi aberta jurisprudência para o crime de roubo de bebês, que certamente mudará o rumo dos outros casos em andamento e dos processos que virão. Pela primeira vez um tribunal federal argentino declarou que o plano sistemático de aniquilamento da oposição à ditadura – armada ou não – incluiu o desaparecimento não apenas de militantes, mas de bebês recém-nascidos. Até agora, o roubo de crianças era tratado como atos isolados cometidos por um punhado de verdugos especialmente tresloucados.

(...) A sentença deixou claro que as grávidas eram preservadas. Levadas para cativeiros clandestinos, tiveram assistência médica, foram acompanhadas no parto e puderam ficar duas semanas com seus bebês. Depois, foram assassinadas, e as crianças, entregues a militares, a policiais ou a outros agentes da repressão. Muitos desses bebês acabaram criados pelos algozes de seus pais verdadeiros.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo de Eric Nepomucemo, na Carta Maior. Muito bem escrito - ou não seria ele o tradutor de, entre outros, Gabriel Garcia Márquez - , o artigo de Nepomuceno é um libelo contra as ditaduras - mesmo aquelas que alguns chamam de ditabranda.

TV Globo, O Globo, Extra, rádio Globo, CBN, Globonews, tudo num mesmo estado. Aqui pode. Nos EUA é proibido

"A Suprema Corte dos EUA rejeitou a apelação de alguns grupos de mídia americanos contra a última regulamentação da FCC sobre propriedade cruzada de jornais e emissoras de TV em uma mesma localidade, segundo noticiários daquele país" - assim começa matéria da Teletime, que mostra que no país que nossa mídia colonizada defende como o mais democrático do mundo, eles não confundem liberdade de expressão com liberdade de imprensa, muito menos com liberdade de empresa.

O que as Organizações Globo fazem no Rio, por exemplo, e em vários outros estados do país (São Paulo inclusive) é proibido nos Estados Unidos. Acumular na mesma praça o quase monopólio de comunicação em TV (aberta e fechada), rádio, jornal, revista e internet é simplesmente um absurdo, por isso O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil .

É de se notar que a grita dos grupos de mídia que fizeram a apelação nos EUA se refere à nova legislação, de 2008,  que já flexibilizou o que antes era bem mais rigoroso. Simplesmente era proibido ser dono de um jornal e uma emissora de TV numa mesma cidade.  A nova lei acabou com a proibição, mas apenas nas 20 maiores cidades dos EUA.

Se, como eles defendem, o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil, que tal importar esta lei e aplicá-la aqui, acabando com a propriedade cruzada de meios, heim, irmãos Marinho, Ali Kamel, Merval - o Imortal - Pereira, Magnoli, Instituto Millenium? 

Voltando ao que interessa: Cadê as 200 ligações entre o diretor de Veja, Policarpo Junior, e Cachoeira?



Por que até hoje não vazaram as 200 ligações entre o diretor da Veja em Brasília, Policarpo Junior, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira?

Que mistérios prendem essas ligações e não as trazem a público?

Por que Policarpo - se levarmos em consideração a hipótese de que não existam essas ligações, ou, caso existam, não contenham nada de comprometedor - por que Policarpo, como eu dizia, não se pronuncia e faz um silêncio ensurdecedor?

Que negociações estarão ocorrendo nos bastidores entre políticos, criminosos, jornalistas e donos de grandes grupos de comunicação, em troca do ocultamento dessas ligações?

Continua me intrigando um vazamento que recebemos via e-mail, que "supostamente" (também como gosta de escrever a mídia corporativa) seria a letra de uma música da insuspeita dupla pra lá de suspeita Policarpo & Cachoeira.

Não me enviaram a música gravada, mas me garantem que é semelhante àquela Marvada Pinga. Ou, ao menos, claramente inspirada nela.

Seria mais um "suposto" (de novo) crime da dupla, dessa vez de plágio? Com a palavra o Ecad e a ministra Ana de Holanda (serve qualquer dos dois, porque é a mesma coisa)...

À letra, com as indicações, conforme recebi:

Refrão:
- Diga, Policarpo
- Fala, Cachoeira
O que vamos publicar nessa sexta-feira (Bis)

Cachoeira:
Teve o Waldomiro e o mensalão
Teve os aloprado e muitos milhão
Mas se elegeram e reelegeram
e agora a Dilma me pôs na prisão (aaaiiiii)

Policarpo:
Pois é, Cachoeira, a coisa tá preta
Descobriram toda as nossa mutreta
Você tá em cana e lá na revista
O que mais se escuta é que é "merda à vista!"... (aaaaiiiii_)

Os 2:
Temos que encontrar seja lá o que seja
Pra salvar nós dois e salvar a Veja
Ponho a mãe na zona, vou até o inferno
Tudo isso eu faço pra fuder o governo... (aaaiiii)

Refrão:
...


Ainda em 2006, denunciamos no blog que 'caso dos aloprados' era armação do PSDB, com apoio da mídia. Confira


Em setembro de 2006, no auge do escândalo dos ditos aloprados, quando ainda não havia acontecido o acidente da Gol e o delegado Bruno não havia passado imagens da bolada de dinheiro para a Globo, escrevi aqui no blog uma postagem, que me rendeu inúmeras críticas, em que eu afirmava que toda a história poderia ser uma armação do PSDB.

Agora, matéria do Jornal do Brasil confirma minhas suspeitas:

Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.

(...) O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".

O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo! [íntegra aqui]

Veja agora o que escrevi em setembro de 2006:

Se a grande imprensa pode especular à vontade, por que este humilde blog também não pode fazê-lo? Vamos aos "fatos" - assim como eles fazem.

Depois de adiar o encontro com a realidade por meses, semanas, e, finalmente, dias, os tucanos perceberam que a eleição de Lula já estava decidida, e no primeiro turno. A menos que... A menos que uma bomba caísse no colo do presidente. Trataram de montá-la.

A primeira providência foi procurar uma dupla de velhos parceiros, os Vedoin, pai e filho. Eles já haviam ganhado muito dinheiro com FHC no poder, e estavam no "contas a pagar" clandestino do PSDB, desde que explodiu o caso das sanguessugas.

É bom destacar que os Vedoin não gostam dos petistas. Se ganharam muito no governo anterior ("a gente pagava até adiantado..."), com os petistas começaram ganhando dinheiro também. Mas acabaram com um par de algemas cada e dividindo hospedagem numa cela da Polícia Federal. E isso é uma coisa que os bandidos sempre consideram uma "injustiça", uma "sacanagem".

Os tucanos foram direto ao assunto com os Vedoin: precisavam ferrar a candidatura de Lula. Tinham um plano, e eles eram a isca. Deveriam procurar o PT e dizer que passavam por dificuldades financeiras, já que todas as suas contas estavam bloqueadas na justiça. Ofereceriam aos petistas o que eles queriam, e sempre procuraram: as provas de que os tucanos estavam envolvidos até o pescoço no esquema das sanguessugas. Mas os Vedoin não poderiam ser os portadores da proposta, porque os petistas desconfiariam. Eles necessitavam de um intermediário confiável ao PT. Aí entra Valdebran Padilha.

Valdebran (que estava no hotel em São Paulo e, em tese, receberia a grana pelos Vedoin) também não gosta dos petistas. Sempre foi um operador no Mato Grosso. Vivia - para usar uma expressão do senador Suassuna - beliscando uma "beirada" aqui, outra ali. Com o PT no poder, vislumbrou um futuro promissor. Filiou-se ao partido em 2004, a tempo de comandar a arrecadação de recursos do candidato petista à prefeitura de Cuiabá. Mas o petista não se elegeu. Valdebram ficou chupando dedo, até que se candidatou a uma vaga na direção da Eletronorte. "Mas uma ala do PT impediu a nomeação enviando um dossiê contra ele sobre superfaturamento em prefeituras de Mato Grosso".

Contatado pelos Vedoin, Valdebran topou a parada. Procurou seus "companheiros" petistas e expôs a proposta. Pediu uma quantia absurda (vinte milhões de reais) para dar maior credibilidade ao que propunha. Mas aceitou, rapidamente, que ela caísse para a décima parte. Os "alegres petistas" caíram como patetas.

O acordo seria feito em duas partes. Na primeira, uma entrevista onde os Vedoin denunciariam o envolvimento de Serra e Barjas Negri no esquema. Os tucanos estrilariam, e aí entraria a segunda parte do plano: as provas seriam exibidas à imprensa, com toda a movimentação financeira que provaria por a+b que a máfia das sanguessugas nasceu e se desenvolveu em ninho tucano, com a participação direta de Barjas Negri e, ao menos, a omissão de Serra.

A primeira parte foi feita, com a entrevista dos Vedoin à IstoÉ. Os "alegres petistas" aguardavam ansiosos no Hotel Íbis o material relativo à segunda parte. Foram surpreendidos pela Polícia Federal, "casualmente" alertada por uma conversa providencial dos Vedoin ao telefone - que sabiam estar grampeado.

No kit que os tucanos combinaram com os Vedoin estava ainda a necessidade da inclusão de uma foto de Alckmin no meio do "dossiê" para poder envolver o presidente Lula no episódio. O que foi feito. No mais, algumas imagens de Serra, que todos já estavam mais carecas que ele de saber. A movimentação financeira do esquema...ha-ha-ha...

Tudo certo, tudo perfeito - se não ficasse faltando um detalhe (e como os tucanos lamentam isso...): uma foto da bolada de dinheiro, exatamente como aconteceu com Roseana Sarney.

Nada que, nesta reta final, o programa de Alckmin não possa resolver com uma edição maliciosa. Imagens já não faltam. A Veja desta semana tem uma arte com uma montanha de reais e dólares. A primeira página de O Globo de hoje, a foto de um monte de dinheiro de uma outra operação da PF.

Como um exército de Brancaleone desesperado, a oposição a Lula exclama, com o apoio da grande imprensa:

- Avante, Aquilante - quer dizer, Avante, Alckmin!!! Abaixo "Apedeuta"

Como todos sabemos, a foto do dinheiro surgiu na última edição do Jornal Nacional, antes do dia da votação do primeiro turno da eleição. Ali Kamel não noticiou o desastre da Gol, ocorrido naquele dia, em que morreram 154 pessoas, para dar destaque à bolada de dinheiro.

Denunciei o ocorrido aqui, o que me rendeu uma resposta do mesmo Kamel, aquele que afirma que não somos racistas.

A eleição foi ao segundo turno. E nele Lula se reelegeu. Contra a manipulação tucana e a mídia porcorativa.