Em 2013, Eduardo Paes disse que uma de suas principais bandeiras era o 'combate à violência contra a mulher'. Por que mudou?


Site da prefeitura do Rio, onde Paes afirma combater a violência contra a mulher


Em 8 de março de 2013, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, numa cerimônia no Palácio da Cidade, disse o seguinte, segundo o site da prefeitura:

- Um dos temas que mais me deixa angustiado, como homem, é a violência contra a mulher. Esse é um tema que eu gostaria de escolher como bandeira, que é fazer do Rio de Janeiro uma cidade exemplo da aplicação da Lei Maria da Penha. Esse será nosso desafio nesses próximos quatro anos. Se conseguirmos criar na cidade um debate constante desse tema, certamente vamos conseguir superar isso. Entre as diversas ações da nova secretaria [nota do Blog: Secretaria Especial de Políticas Para as Mulheres (SMP-Rio), criada no início daquele ano] a principal será o combate da violência contra a mulher. Além disso, a SPM terá um papel de dialogar com todas as outras secretarias e discutir esse tema permanentemente.

No entanto, agora, o prefeito parece ter mudado de ideia. Mesmo sabendo que seu candidato à sua sucessão, Pedro Paulo Carvalho, agrediu a ex-mulher duas vezes, a socos e pontapés, e ainda a assediou moralmente, ameaçando "sumir" com a filha do casal, ele mantém o apoio a ele.

Aliás, não somente Pedro Paulo, mas a cúpula do PMDB do Rio, que em convenção seguiu a orientação do prefeito. Presentes: o governador Pezão, o ex-governador Sergio Cabral, e mais a família Picciani. Só não esteve presente o presidente da Câmara Eduardo Cunha, envolvido em outros problemas.

Deve ser interessante, durante a campanha, o embate Paes 2013 versus Paes 2015. Um, combatendo a violência contra a mulher. Outro, achando, como Parreira, que a agressão a socos e pontapés de Pedro Paulo contra a ex-mulher foi apenas um detalhe...




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FHC, o Hipócrita Mór, é o rei das privatizações, mas adora mamar no estado




O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o rei das privatizações. Em seu governo, ele leiloou o que pôde. Passou adiante a Vale do Rio Doce, a preço de banana, no maior crime de lesa-pátria da História. Só não privatizou Caixa, Banco do Brasil e a Petrobras, porque não deu tempo, e depois dele veio Lula e não Serra, outro privatizador entreguista.

No entanto, embora adore uma privatização para o Brasil e os brasileiros, FHC gosta mesmo de usufruir das delícias do estado.




FHC chamou ao Palácio um grupo de empresários, selecionados entre os mais poderosos do país. Para eles mandou preparar um sofisticado jantar (veja imagem acima), com vinhos importados. Tudo com dinheiro meu, seu, nosso, do povo brasileiro, que paga as despesas do presidente. Ainda que o objetivo do jantar não tenha nada a ver com a melhoria ou interesses do Brasil, e sim com o de conseguir verba para o Instituto com seu nome que Fernando Henrique Cardoso queria montar (e montou) após deixar o governo.

Foi um sucesso. FHC conseguiu dos empresários R$ 7 milhões para seu Instituto. Mas, fica a pergunta: Por que FHC não esperou mais dois meses e fez o mesmo convite aos empresários, mas para recebê-los em sua residência, já fora da Presidência, bancando o jantar do próprio bolso? Não foi um abuso, falta de ética, usar o cargo (uma coisa é o pedido de um presidente; outra, o de um ex), o Palácio e dinheiro público para alcançar objetivos de interesse apenas de sua vaidade pessoal?


  • Também levou da Sabesp (do governo do estado de São Paulo) R$ 500 mil para o projeto de seu instituto [Fonte: Folha]

  • E agora surge a notícia que FHC usou avião e helicópteros do governo de Minas Gerais, cedidos graciosamente por Aécio Neves.
Fernando Henrique Cardoso usou os aviões e o helicóptero em pelo menos dez ocasiões, sem a presença do governador. A maioria em 2006 (três, uma delas com uma “comitiva”) e 2008. Em quatro viagens o pacote foi completo: de Belo Horizonte direto para São Paulo. [Fonte: DCM]

  • E isso é só o que a gente sabe. Há a suspeita de que ele tenha conseguido da Cemig (governo de Minas) R$ 750 mil para seu instituto.


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Madame Flaubert, de Antonio Mello

No Dia da Consciência Negra, menino encara PM de Alckmin e defende ocupação nas escolas





Vídeo do Coletivo Desentorpecendo A Razão.

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Madame Flaubert, de Antonio Mello

Quase um milhão e meio de trabalhadores perderam emprego com carteira assinada nos últimos 12 meses




São números terríveis. Só no último mês de outubro, o Brasil fechou em outubro 169.131 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (20) pelo Ministério do Trabalho. Este foi o sétimo mês seguido de fechamento de vagas formais.

Os números representam a menor geração de empregos para o outubro desde 1992, quando se iniciou a série histórica. O total resulta da diferença entre admissões (1.237.454) e demissões de trabalhadores (1.406.585).

No acumulado do ano, foram fechados 818.918 postos de trabalho com carteira assinada, menor resultado para o período desde 2002, início da série histórica, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Nos últimos 12 meses, o Brasil perdeu 1.381.992 empregos com carteira assinada.[Fonte: Agência Brasil]

Os motivos são vários. Há uma crise internacional. Há também uma interna, brasileríssima, causada por uma oposição que não se conforma com a derrota nas urnas há mais de um ano e luta para sabotar o governo, prejudicando o Brasil e os brasileiros. Há também incompetência do governo: ou nas medidas tomadas, ou na forma de (não) informá-las à população. Ou as duas.

Fato é que o Brasil não pode continuar assim, à espera de que Cunha saia da presidência da Câmara e seja cassado. Nem à espera de que o juiz Moro arrase com as grandes empreiteiras brasileiras, deixando caminho aberto para as estrangeiras.

Que sejam punidos os homens, dirigentes e donos que comprovadamente tenham participado de corrupção, mas que as empreiteiras possam continuar com seu trabalho, reconhecido internacionalmente, gerando novos empregos para os brasileiros.

Do jeito que está, não dá.



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Além das agressões à ex-mulher, Pedro Paulo ameaçou sumir com a filha do casal. O que mais vem por aí?




Não passa uma semana sem uma notícia nova e desabonadora sobre o (ainda) candidato de Eduardo Paes a sua sucessão na prefeitura do Rio, Pedro Paulo Teixeira, secretário de governo da cidade do Rio de Janeiro.

Primeiro, ele foi acusado de agredir a ex-mulher a socos e pontapés, com boletim de ocorrência e exame de corpo delito confirmando os fatos. Ele disse que aquela foi a única agressão.

Na outra semana, foi desmentido. Houve outra, também registrada na delegacia, em que ele agrediu também a ex-mulher, dentro do carro, um dia após o Natal, diante da filha de dois anos. Ele disse que não havia citado essa outra agressão "para preservar a família".

Bom, preservar a família é tudo o que ele não vem fazendo. Tanto que expôs a ex-mulher a uma entrevista coletiva para falar desses acontecimentos. Foi absolutamente constrangedor. Como dizer que não quer expor a família se leva sua vítima para defendê-lo?

"Vim de São Paulo até aqui porque vocês [jornalistas] transformaram minha vida, a do Pedro, a da minha filha num inferno. Qualquer casal tem briga", afirmou na ocasião Alexandra Mendes Marcondes, a ex-mulher de Pedro Paulo.

Aí é caso de um engano de Alexandra. Quem está transformando a vida dela num inferno não são os jornalistas, mas Pedro Paulo, com as agressões do passado e a exposição do presente.

Como se isso tudo não fosse suficiente, agora surge nova acusação, também de Alexandra e  registrada na delegacia, inquérito 016-08687-2010, de que ele ameaçou sumir com a filha do casal.


O novo documento foi registrado no dia 4 de agosto de 2010. Alexandra foi à 16ª delegacia de polícia da Barra da Tijuca para prestar queixa contra Pedro Paulo, com quem fora casada por sete anos e de quem se separara havia cerca de sete meses. Alexandra relata que Pedro Paulo a “ameaçava constantemente”, reforçando registro que ela fizera na Delegacia da Mulher em fevereiro daquele mesmo ano. Alexandra contou à polícia que Pedro Paulo não aceitava a separação nem “respeitava” as datas estipuladas pela Justiça para visitar a filha do casal, que, naquele período, tinha quatro anos de idade. A Justiça autorizara que Pedro Paulo visitasse a criança uma vez por semana e ficasse com ela em finais de semana alternados. 

Segundo o registro de ocorrência, que gerou o inquérito de número 016-08687-2010, Pedro Paulo “diariamente liga para a declarante (Alexandra) e para a mãe da mesma, dizendo que vai tirar a guarda da criança e que vai sumir com ela”. Alexandra disse aos policiais que Pedro Paulo foi até o prédio onde ela morava no dia anterior, subiu sem autorização e passou a chutar a porta do apartamento dela. Como Alexandra disse a ele que chamaria a polícia, Pedro Paulo foi embora. No dia em que o boletim de ocorrência foi lavrado, segundo o relato de Alexandra, Pedro Paulo voltou ao apartamento dela, chutou a porta e disse que “domingo, dia dos Pais, iria pegar a criança e sumir com ela”. Pedro Paulo só parou, de acordo com Alexandra, após a chegada dos seguranças do prédio.  [Fonte: Época]

Até quando Pedro Paulo vai prosseguir "protegendo a família" [tradução: protegendo sua candidatura à prefeitura do Rio] às custas da exposição de sua família?

Na semana passada, uma manifestação lotou a Cinelândia pedindo Fora Pedro Paulo (imagem). Só ele e seu padrinho, o prefeito do Rio Eduardo Paes ainda não se convenceram...

Se continuar assim, vamos aguardar o que virá por aí na semana que vem.




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Aluna dá lição a repórter da Globo: 'Não é invasão, é ocupação'

Jovens dando lição em São Paulo, na ocupação das escolas que Alckmin quer fechar. Repórter da Globo vem com pergunta enviesada e leva lição.



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Samarco, da tragédia de Mariana, foi escolhida cinco vezes a Melhor Mineradora do Brasil pela Exame




Anualmente, a revista Exame, do Grupo (Primeiro de) Abril, que edita Veja, escolhe as Maiores e Melhores Empresas do Brasil. A Samarco, que nem uma sirene para sinalizar perigo instalou na barragem do Fundão, que produziu a maior tragédia ambiental do Brasil, foi escolhida cinco vezes a melhor, sendo que seguidamente no período 2013-2015.

Segundo a revista, "as melhores são escolhidas a partir do cruzamento de diversas informações, incluindo crescimento de vendas, liderança de mercado, liquidez corrente, entre outros".

Nesse, "entre outros", pelo visto, não estava incluída a colocação de uma simples sirene, ou medidas tomadas para evitar que um problema se transformasse em catástrofe. Pois foi o que se deu.

Em julho agora, houve a festa, e os diretores da Samarco posam felizes com o troféu (imagem). Como será que estão hoje, com a tragédia que deixaram acontecer, e, principalmente - para eles e os critérios da Exame - com a indenização que vão ter que pagar pelo que causaram e ainda estão causando?...

O hexa, pelo visto, já era.





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Diretor da Samarco diz que 'Não é o caso de pedir desculpas' pela tragédia, e admite que outras duas barragens podem romper




Representantes da Samarco disseram ontem, dia 17, que há riscos de rompimento das represas de Santarém e de Germano, que ficam próximas à do Fundão, que se rompeu no dia 5 provocando o maior desastre ambiental do Brasil e um dos maiores do mundo. A informação é da Agência Brasil.

“Tem o risco e nós, para aumentarmos o fator de segurança e reduzirmos o risco, estamos fazendo as ações emergenciais necessárias”, disse o gerente-geral de Projetos Estruturais da Samarco, Germano Lopes.

“O monitoramento dessas barragens está sendo feito de forma online. Todos os dias os fatores de seguranças são reportados. A gente não percebeu ainda nenhuma movimentação nessas barragens. Existe uma plano de ação montado [caso haja rompimento da barragem]”, completou o diretor de Operações e Infraestrutura da empresa, Kléber Terra.

(...) De acordo com os técnicos, estão sendo feitas obras emergenciais nas duas barragens, com a colocação de blocos de rocha de cima para baixo para reforçar a estrutura. Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou imagens feitas por drones da corporação que mostram uma rachadura na barragem de Germano.

(...) Nesta terça-feira, os representantes da empresa explicaram que a única barragem que se rompeu foi a de Fundão, diferentemente do que a própria Samarco informava desde o dia da tragédia. A empresa dizia que, além de Fundão, Santarém havia rompido. Segundo os técnicos, 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos desceram, erodindo Santarém. 

Para Kléber Terra, “não é o caso de pedir desculpas” à população pela tragédia. “Nós somos profissionais orgulhosos dessa empresa. Não acho que seja o caso de pedir desculpas. É o caso de verificar claramente o que aconteceu. Nós somos parte de um processo que foi muito sofrido para tudo mundo”, afirmou o diretor de Operações e Infraestrutura da Samarco. Ele disse ainda que "não está poupando recursos" para investigar as causas do rompimento. 

Se o fato de causar o maior desastre ambiental da história do Brasil não é motivo para ao menos pedir desculpas, o que seria necessário para isso?

Que ele tenha orgulho de trabalhar numa empresa que não se preocupa nem um pouco com a população, a ponto de não instalar simples sirenes para avisar do rompimento da barragem, é mostra do grau de comprometimento que a empresa tem com o país.

Orgulho de quê, senhor Terra? Olhe as imagens, as vidas perdidas, o tamanho da destruição e sinta, pelo menos, vergonha.



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Lei do Direito de Resposta sob intenso ataque. Agora é a vez da OAB




Como se não bastasse a mídia corporativa (o que era de se esperar) em editoriais espalhados por todos os seus meios, a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - sim, jornalistas vocalizando os patrões), o ataque feroz de Miriam Leitão (feita a pururuca pelo Tijolaço e destrinchada no Nassif), agora é a vez da OAB abrir fogo contra a Lei do Direito de Resposta, recém aprovada no Congresso e sancionada pela presidenta Dilma.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil foi ao Supremo Tribunal Federal contra a previsão de um “colegiado prévio” para analisar o cabimento de recursos contra a concessão do direito de resposta a notícias. Em ação direta de inconstitucionalidade, a entidade afirma que a previsão da nova lei do direito de resposta “mitiga e desiguala o direito da parte recorrente”. 

O questionamento da OAB é sobre o artigo 10 da nova lei. O texto legal autoriza os veículos a recorrer das concessões do direito de resposta, mas não garante o efeito suspensivo desse recurso. Isso quer dizer que o Judiciário deve conceder a suspensão da publicações em cada caso concreto — o que, na opinião de especialistas, pode gerar injustiças ou erros.
Esse efeito suspensivo é tratado no artigo 10, que dá ao juiz o poder de suspender a execução do direito de resposta, mas condiciona essa decisão à avaliação de um “juízo colegiado prévio”, que discutirá a “plausibilidade do direito invocado e a urgência da concessão da medida”.

Para a OAB, essa previsão viola o devido processo legal, o princípio do juiz natural e a garantia da ampla defesa. “Este dispositivo cria um evidente desequilíbrio entre as partes e compromete o princípio da igualdade (artigo 5º, caput, CF), na medida em que o autor tem seu pedido de resposta analisado por um único juiz, enquanto o recurso do veículo de comunicação exige-se análise por juízo colegiado prévio.”

O artigo também tira do relator do caso a possibilidade de analisar a matéria monocraticamente, o que é assegurado pelo Código de Processo Civil — tanto o atual quanto o novo, a entrar em vigor em março. “Significa verdadeira violação ao direito à efetiva tutela jurisdicional e compromete, a um só tempo, o princípio da inafastabilidade da jurisdição (artigo 5º, XXXV, CF) e o princípio do juiz natural (artigo 5º, XXXVII, CF), bem como o princípio da separação dos poderes (artigo 2º, CF), por indevida e abusiva interferência na esfera de liberdade jurisdicional”, diz a ação da OAB. [Fonte: Conjur]

Se não ficarmos atentos, a Lei do Direito de Resposta pode acabar como o primeiro amor na canção: mal desabrochou, logo morreu.




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Aécio apresenta Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que causa efeito oposto ao que pretende. Trapalhão




Homem que chegou a ser presidente da República por seis minutos, tempo em que liderou a contagem de votos, e que ainda não desapegou do cargo que não é seu, Aécio Neves dá nova mostra do que poderia ser o Brasil sob seu comando.

Tentando se livrar do título merecido de pior senador de 2014 (eleito pela Veja!...), Aécio, o Never, criou uma PEC, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com o objetivo de estabelecer um teto para o número de cargos comissionados.

"Esse projeto busca, em um primeiro momento, frear o crescimento alarmante dos cargos chamados comissionados, aqueles de livre provimento na máquina pública", disse Aécio, no dia da votação. 

Só que, na prática, feitos os cálculos, a proposta pode elevar, e muito, o número de novos comissionados.

Nos governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro aconteceria o mesmo. Para complicar, uma emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi acolhida pelo relator da proposta, Álvaro Dias (PSDB-PR), e ampliou ainda mais o teto para Estados e municípios. Resultado: São Paulo, Minas e Rio terão limites que permitirão a ampliação do quadro de comissionados em 973%, 347% e 338%, respectivamente.

(...) No projeto, que ainda precisa passar pelos plenários do Senado e da Câmara para entrar em vigor, o senador e ex-candidato do PSDB à Presidência propôs que o número de comissionados não ultrapasse 10% do total de servidores efetivos. Com isso, o limite seria de 51,6 mil cargos - quase 30 mil a mais do que o total existente hoje. 

No texto de justificativa que acompanhou a proposta, Aécio se mostrou preocupado com o "impacto" da medida: "Obviamente, não é factível que uma mudança tão profunda na administração seja efetivada de imediato. Por isso, o artigo 2.º estabelece a implementação gradativa do limite de cargos em comissão (30% no primeiro ano, 20% no segundo e 10% a partir do terceiro)". Ou seja, por essa regra transitória, se a proposta for aprovada neste ano e sem modificações, o governo federal terá em 2016 um teto de quase 155 mil cargos para ocupar com comissionados - cerca de 130 mil a mais do que a quantidade atual.[Fonte: Estadão]

Imaginem toda essa incompetência no comando do Brasil...


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A SEMANA NO BLOG DO MELLO - 10 a 16 de novembro de 2015





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Acabou-se o que era Doce. 'O Rio Doce está completamente morto'




É o que informa Luciano Magalhães, diretor do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Baixo Guandu.

“A situação pode ser resumida em duas palavras: rio morto. Na última terça-feira (10), recolhemos amostras de três pontos do Rio Doce em Minas Gerais. O primeiro no Centro de Governador Valadares, uma água muita densa de rejeitos, a outra a 10km abaixo de Valadares e em Galileia. Somente a do Centro estava inviável de captação, impossível de tratar”, afirmou.
 
E completou: “Não serve mais para nada, nem para irrigação e nem para os animais, muito menos para consumo humano. O cenário é o pior possível. O Rio Doce acabou. Parece que jogaram a tabela periódica inteira. Nossa medida agora é buscar alternativas para captação de água. Já estamos fazendo um canal de desvio do Rio Guandu até a estação elevatória do SAAE”.[Fonte]




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Madame Flaubert, de Antonio Mello

Desde quando políticos de oposição precisam de Direito de Resposta no JN para atacar Lula? Dilma errou




Quando sancionou a Lei do Direito de Resposta, a presidenta Dilma vetou o parágrafo que dava ao ofendido o direito de responder pessoalmente à ofensa. A mídia corporativa agradeceu comovida o veto e agora parte para cima com objetivo de conseguir outros, até que o STF seja chamado a dirimir dúvidas e a Lei fique para as calendas gregas, ou a aposentadoria de Gilmar Mendes - o que vier primeiro.

Há quem defenda a posição da presidenta. Eles acham que o tal parágrafo poderia ser um cavalo de troia. Políticos da oposição poderiam simular ofensas no JN (ou qualquer veículo da mídia golpista) e, com o direito de resposta, poderiam se promover.

Mas, aí, pergunto, como fiz no título: Desde quando políticos de oposição precisam de Direito de Resposta no JN para atacar Lula, Dilma e o governo? Eles têm espaço à vontade para isso.

O motivo é outro. E por isso digo que Dilma errou. Eles não queriam de jeito algum que o espaço para exercer seu direito de resposta fosse exercido por aqueles que todos temem e querem derrubar a qualquer modo: Lula.

Já imaginaram quantas vezes Lula poderia aparecer no rádio e na TV para, pessoalmente, explicar ao povo a calúnia ou injúria cometida contra ele?

Dilma pisou na bola.