domingo, 17 de março de 2019

Haddad, Boulos Manuela. Assembleia define estratégias de luta por Brasil e Lula livres

Manuela, Haddad e Boulos na Assembleia Lula livre

Foi realizada neste sábado uma assembleia com vários partidos e simpatizantes da esquerda, além de representantes de sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores, na luta por Lula livre e em defesa de um Brasil democrático, livre e soberano.

A Rede Brasil atual tem uma reportagem sobre a assembleia, de onde destaco alguns trechos com depoimentos:

"Temos obrigação de fazer os brasileiros voltarem a sonhar", afirmou o ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência, Fernando Haddad (PT), sobre as ações diárias do governo Bolsonaro que colocam em risco a soberania nacional e os direitos do povo, e que mesmo antes da posse, já causavam estragos na imagem internacional do Brasil. 
"Temos o maior líder político desse país preso, e não se sabe o porquê. E fizeram tudo isso para colocar na Presidência uma pessoa que nem merece comentário, tamanho o despreparo. Por tudo isso, Lula livre hoje é sinônimo de Brasil livre."

Também candidato nas últimas eleições pelo Psol, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que chegou o momento em que "as máscaras começam a cair". E citou o ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro, "cúmplice de um laranjal", que integra um "governo de milicianos". E o atual chefe da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol. "Se a Justiça tivesse um terço do peso contra Lula, Dallagnol estaria preso por crime de lesa-pátria pelo conchavo com norte-americanos", afirmou, fazendo alusão à tentativa de criação de fundo privado com R$ 2,5 bilhões, em acordo dos procuradores de Curitiba com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. 
Boulos afirmou que "democracia não combina com preso político", e destacou Lula como um "preso político". Ele garantiu o apoio do MTST, do Psol e da Frente Povo Sem Medo nos esforços pela libertação do ex-presidente. "A única luta que se perde é aquela que se abandona. Não vamos abandonar essa luta. Vamos seguir até o fim."

Candidata a vice na chapa de Haddad, Manuela D'ávila (PCdoB) afirmou que as bases sociais dos partidos de esquerda já estão unidas, porque sofrem na pele as consequências do "inverno" político pelo qual o Brasil vem passando, seja pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, seja pela violência crescente contra as mulheres.
Ela destacou que a perseguição ao PT movida por setores da imprensa e do Judiciário é também contra tudo aquilo que a esquerda representa. E que a prisão de Lula nunca foi apenas a prisão de um ex-presidente, mas a prisão de "um sonho". Ela frisou que a "primavera" que vai superar esse "inverno" é feminista, e encerrou sua fala citando o poeta Thiago de Mello: "Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar. Vem ver comigo, companheiro, a cor do mundo mudar."



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