quinta-feira, 30 de maio de 2019

Ministro recusa pesquisa da Fiocruz de R$ 7 milhões ao passear por Copacabana e achar as ruas vazias. Mas a verdade é outra

Fiocruz

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Contando ninguém acredita. A centenária (119 anos) Fundação Osvaldo Cruz, criada pelo nosso notável cientista, teve uma ampla pesquisa sobre drogas, a mais abrangente já feita no país, recusada pelo ministro Omar Terra, simplesmente porque vai contra a opinião dele, que teve ao passear por Copacabana, achar as ruas vazias e depois fazer ilações completamente idiotas:
— Eu não confio nas pesquisas da Fiocruz . Se tu falares para as mães desses meninos drogados pelo Brasil que a Fiocruz diz que não tem uma epidemia de drogas , elas vão dar risada. É óbvio para a população que tem uma epidemia de drogas nas ruas. Eu andei nas ruas de Copacabana , e estavam vazias. Se isso não é uma epidemia de violência que tem a ver com as drogas, eu não entendo mais nada. Temos que nos basear em evidências — disse o ministro.[O Globo]
Quer dizer que no dia do Réveillon, quando milhões de pessoas passam por Copacabana, a epidemia de drogas "dá um tempo"?

Não seriam a crise econômica, o desemprego, a quebradeira geral no comércio (o que se lê de "passo o ponto" é impressionante), que só se agravaram desde que o governo absolutamente incompetente de que o ministro faz parte assumiu o poder, as verdadeiras causas do esvaziamento das ruas?

Mas, no ao final, todos sabemos que toda essa conversa do ministro é papo furado, porque o verdadeiro motivo da recusa da pesquisa é que ela vai na direção oposta dos interesses do governo (eleito mediante fraude) Bolsonaro, que é incrementar a repressão na área de segurança para aumentar a venda de armas (Moro acaba de encomendar 100 mil delas), aumentar o número de presos e de prisões, que serão todas terceirizadas.

A pesquisa mostra que a incidência no uso de drogas não é tão grande assim e que o maior problema, este sim, e que se agrava, é o aumento do consumo de álcool, e cada vez mais cedo. Mas o álcool é vendido pelo comércio regular, coisa que esse governo não pensa em estender à maconha, por exemplo, que tem número de consumidores infinitamente menor e causa menos mal a quem a consome e a seus familiares.

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