Fontes de Malu Gaspar implicam diretor do BC no caso Master. Ele nega

A Denúncia de Malu Gaspar: O elo Banco Central, Master e BRB

As fontes transbordantes da jornalista de O Globo Malu Gaspar, que foram secando nos ataques ao ministro Alexandre de Moraes, agora partem para cima de um diretor do Banco Central. A informação é categórica, direta e fulminante já no título:

"Diretor do BC pediu a presidente do BRB que comprasse carteiras fraudadas do Master"

Segundo a jornalista, três fontes (contra Moraes foram seis), não apenas informaram, viram o diretor do Banco Central Ailton Aquino pedir ao Banco de Brasília que comprasse carteiras furadas do Master.

De acordo com fontes e documentos obtidos pela equipe da coluna, Aquino enviou mensagens ao então presidente do banco estatal de Brasília, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

Em pelo menos uma vez, as mensagens de Aquino a Ailton foram apresentadas aos conselheiros do BRB. Foi durante a reunião do conselho de 25 de março de 2025, que também aprovou a oferta de compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões.

Na reunião, os conselheiros sugeriam suspender as compras de Master que vinham fazendo, quando teriam sido interrompidos pelo presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que teria mostrado aos presentes mensagens de WhatsApp em que o diretor do BC Ailton Aquino "pedia a Costa para comprar mais R$ 300 milhões de créditos do Master. O presidente do BRB, porém, disse que só teria R$ 270 milhões disponíveis". 

Diretor do BC contesta Malu Gaspar

O diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, negou veementemente o que está afirmado na coluna de Malu Gaspar e mais, colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) as suas informações bancárias, fiscais e os registros de conversas que realizou com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. 

O Banco Central emitiu uma nota, também em resposta à coluna da jornalista, onde afirma que Aquino foi "responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras".

Também a área de Aquino que informou ao Ministério Público das inconsistências descobertas. Por fim, a nota confirma a abertura do sigilo do diretor Ailton Aquino.

Confira a íntegra da nota do BC:

Nota do Banco Central

A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Central informa que, sob o comando do Diretor Ailton de Aquino Santos, a área de Supervisão da Autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras.

Foi igualmente da área chefiada pelo Diretor Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas. Na sequência, com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, a área de Supervisão, sob orientação do mesmo Diretor, aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio Diretor, por fim, a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados.

Portanto, o Diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas.

O Banco Central tem a obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando a assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses dos depositantes, investidores e demais credores. No exercício desse mandato, a área de Supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira.

Compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios.

Por fim, imbuído de seu compromisso com a transparência e cioso de suas responsabilidades como servidor público e como cidadão, o Diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, renunciando, para essa finalidade, ao sigilo sobre elas incidente.



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