Trump afirmou que está vinculado apenas à sua “própria moralidade”, que não precisa seguir o direito internacional e que se guia unicamente pelo que descreveu como sua própria moralidade.
Em entrevista ao The New York Times na quarta-feira, o presidente dos EUA deixou claro que não se conterá no exercício de seus poderes como comandante-em-chefe.
“Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me deter. Não preciso de direito internacional”, afirmou ele.
Trump sobre o direito internacional
Ao ser questionado se realmente acreditava que não precisava seguir as normas globais, Trump pareceu suavizar um pouco sua posição.
No entanto, logo em seguida acrescentou que tudo "depende da sua definição de direito internacional", sugerindo que a palavra final sobre sua aplicabilidade aos Estados Unidos caberia em última instância exclusivamente a ele.
Trump suspende convênio com centenas de ONGs
Na quinta-feira, Trump assinou um memorando suspendendo o apoio a um total de 66 organizações, agências e comissões internacionais, incluindo vários órgãos da ONU, que, segundo ele, "operam contrariamente aos interesses nacionais, à segurança, à prosperidade econômica ou à soberania dos EUA".
Trump mira a Groenlândia
Nos últimos dias, Trump e vários membros de sua administração também repetiram que os EUA tomariam posse do território autônomo da Groenlândia, pertencente à Dinamarca, de uma forma ou de outra.
Em declarações à CNN na segunda-feira, o chefe de gabinete adjunto de Trump para assuntos políticos, Stephen Miller, reiterou que a "posição formal" de Washington é que "os EUA devem ter a Groenlândia como parte do seu aparato de segurança global".
O fim da OTAN?
No mesmo dia, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou acreditar que “o presidente dos EUA deve ser levado a sério quando diz que quer a Groenlândia”.
Ela alertou que “se os EUA atacassem militarmente outro país da OTAN, tudo pararia – inclusive a própria OTAN”.
União Europeia apoia Dinamarca contra Trump
No início desta semana, um grupo de vários líderes da União Europeia, juntamente com o Reino Unido, emitiu uma declaração conjunta defendendo o estatuto da Groenlândia como parte do Reino da Dinamarca.
Documento da UE contra pretensões de Trump
Tradução:
A segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica.
A OTAN deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade, e os Aliados europeus estão a reforçar a sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança do Ártico e dissuadir adversários.
O Reino da Dinamarca – incluindo a Groenlândia – faz parte da OTAN.
A segurança no Ártico deve, portanto, ser alcançada de forma coletiva, em articulação com os aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas, nomeadamente a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais e não deixaremos de os defender.
Os Estados Unidos são um parceiro essencial neste esforço, enquanto aliado da OTAN e através do acordo de defesa entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos de 1951.
A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e apenas a elas, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Groenlândia.
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