A decisão da Primeira Turma do STF de condenar o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses em regime inicial semiaberto por coação ao sistema judicial mostra que a Justiça brasileira segue seu caminho e a fila de punição da família de criminosos segue em frente.
A puxar a fila veio o líder da famiglia, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado entre outros crimes a 27 anos e três meses de prisão.
A condenação de Eduardo Bolsonaro deve arrastar o irmão Flávio ao mesmo destino. Pelo menos se o PGR Paulo Gonet responder positivamente ao questionamento do ministro Alexandre de Moraes sobre a inclusão do senador e candidato da extrema direita à presidência no mesmo processo que condenou o irmão.
Flávio não participou ativamente da coação no ano passado, mas a incentivou e apoiou desde o Brasil com agravantes que estão sendo acrescentados atualmente, como o pedido a Donald Trump para que organizações criminosas brasileiras passem a ser consideradas terroristas, o que foi aceito pelo presidente dos Estados Unidos.
Há ainda o dinheiro que Flávio pediu e obteve do banqueiro criminoso do Banco Master, Daniel Vorcaro, R$ 62 milhões, em tese para a realização de um filme sobre a vida do pai, mas que, suspeita-se, seja usado apenas como pretexto para captação de dinheiro para a família, inclusive para manter a boa vida de Eduardo nos EUA conspirando contra o Brasil.
Aceita a inclusão de Flávio Bolsonaro no processo pelo PGR, condenação semelhante à do irmão deve ser o destino de senador.
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