Depoimento de Richard Gere sobre Trump alerta Brasil sobre perigo dos Bolsonaros

Num depoimento durante o Oslo Freedom Forum, conferência Global sobre direitos humanos e democracia, o ator Richard Gere, mundialmente famoso por Pretty Woman, falou sobre o desmonte que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez nos programas sociais e nas realizações democráticas do governo do país.

Gere faz também uma autocrítica que serve também para nós aqui no Brasil. O ator se questiona, diz que deveria ter feito mais para impedir que Trump viesse a ser presidente novamente. 

É uma reflexão que vale para nós aqui no Brasil, que também permitimos a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e agora somos ameaçados com a candidatura de seu filho Flávio à eleição presidencial deste ano. 

A reflexão de Richard vale para nós: o quanto não nos esforçamos mais para impedir a eleição de Jair Bolsonaro, quando não fomos mais às ruas, às redes, o quanto não comunicamos mais com os nossos amigos, colegas, informando do perigo da eleição de Jair Bolsonaro naquele 2018.

Não podemos cometer o mesmo erro com seu filho Flávio Bolsonaro agora em 2026. 

Richard Gere não tem essa oportunidade mais. Donald Trump foi reeleito. Mas nós temos essa chance, não podemos cometer o mesmo erro novamente de não darmos tudo de nós para impedir a vitória de uma candidatura que levará o país ao caos, que vai destruir o que resta dos direitos e garantias trabalhistas, que vai entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, vai privatizar Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil... porque destruir o que foi construído ao longo do tempo é fácil. Vimos isso nos governos Temer e Bolsonaro. Por isso vale, e muito, a reflexão de Richard Gere.

Estamos vivendo o momento mais sombrio que já presenciei neste planeta. Quem imaginaria que os Estados Unidos chegariam a esse ponto? Quem imaginaria que um maníaco como esse seria presidente dos Estados Unidos? E desmantelaria, espera, espera, não, não.

Isso é algo que precisamos realmente discutir. [Ele poderia]Desmantelar todas as coisas boas. Os Estados Unidos nunca foram um lugar perfeito, mas têm um ideal de perfeição para o qual caminham, e sempre caminharam, e se autocorrigem.

No primeiro dia, esse cara desmantelou quase tudo de bom que havia no governo e no povo americano. Como isso é possível? Porque fomos dormir. Fomos dormir, espera, espera.

Fomos dormir. Não nos importamos. Não votamos.

Não demos ouvidos de verdade. É claro que eu não votei nesse cara, mas não me esforcei o suficiente para convencer as pessoas ao meu redor, próximas e distantes, de que era uma loucura eleger essa pessoa como presidente dos Estados Unidos. Então, todos nós temos que assumir a responsabilidade por isso.

Mas como foi rápido, em questão de semanas, ele desmantelou a América. Veja como nosso mundo pode ser tirado de nós tão rapidamente. Se cochilarmos.

E precisamos estar atentos aos sinais. Precisamos estar atentos a esses sinais. Essa ditadura dos monstros.

Como tudo acontece rápido. Precisamos estar vigilantes. Não podemos ficar de braços cruzados e pensar: "Ah, a vida é boa".

"Estou bem. Sabe, tenho comida. Tenho dinheiro.

Tenho minha casa. Tenho outro carro. Estou pensando nisso.

Estou bem. Eu sei que ele é uma pessoa ruim, mas tudo bem." 

Mas não está tudo bem. Não está tudo bem. Nunca está tudo bem.



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