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Domingo com Música. Jimi Hendrix e a mais contundente crítica à guerra do Vietnam. Woodstock, 69

Jimi Hendrix em Woodstock


Em sua apresentação no Festival de Woodstock, Jimi Hendrix desconstrói o hino do país


Na manhã do último dia do histórico Festival de Woodstock, em 18 de agosto de 1969 — portanto, há 50 anos e uma semana hoje, Jimi Hendrix protesta contra a guerra e a participação dos Estados Unidos nela, desconstruindo o hino, o intercalando com sons que lembram metralhadoras e bombas sendo lançadas, e gritos, e um lamento de fundo, numa apresentação inesquecível, que, evidentemente, provocou furor nos conservadores dos EUA.

Era uma segunda-feira, e Jimi era a última atração da noite de domingo, que também era a última do Festival. Boa parte do público já havia se retirado e apenas umas 200 mil pessoas assistiram ao vivo a apresentação de Hendrix, uma crítica à guerra, bem no clima peace and love, paz e amor, de Woodstock.

Como curiosidade, há no final do vídeo uma entrevista de Hendrix a um programa na época falando sobre a apresentação. Divirta-se.

Bom domingo.




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50 anos de Woodstock. O sonho acabou?

Casal abraçado na famosa foto de Woodstock


O que restou, ou quantos restaram, dos dias de paz&amor e Woodstock?


Este ano o Festival de Woodstock comemora 50 anos. Mas, quando se comemora essa data, cada um comemora sua visão do festival.

Para muitos, um bando de drogados, hippies sujos fazendo sexo loucamente e curtindo "maior som" (como se dizia) e a natureza como se não houvesse amanhã. Oba!

O que restou?

Bom, o casal aí da imagem, que foi capa do disco com as músicas do festival, está junto até hoje, casados há 50 anos.

Para muitos, o casal simbolizou aqueles dias. Quem não sonhou encontrar o amor de sua vida num festival de música com Santana, Jimi Hendrix, Janis Joplin, com uma galera que estava "curtindo a mesma onda" e que esses dias durariam para sempre?

Isso significa que o sonho prossegue ou que o próprio "casamento de 50 anos" é uma contradição em termos em relação aos ideais do amor livre?

 Blog do Mello, há 14 anos direto do Rio remando contra a maré. Leia mais...
O que restou de nossos sonhos, o que restou de nós mesmos, o que nos fizemos e o que fizemos com o que nos fizeram?

A verdade é que o ideal hippie prossegue por aí em comunidades afastadas ou circulando pelas ruas das cidades vendendo pulseiras, colares, brincos e dormindo um dia aqui e outro ali, sem porto - ou em todos os portos, mas sem parada definitiva.

Ou apenas na mente, no sonho.

O sonho acabou?, como disse Lennon?

Prefiro Gil: Foi pesado o sono pra quem não sonhou.





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