Datafolha: Exposição fez mal a Alckmin

Datafolha, agosto 2006

A essa altura do campeonato, você, meu arguto leitor, já deve estar sabendo dos últimos números do Datafolha, anunciados ontem à noite, no Jornal Nacional. Se não pôde fazê-lo, o gráfico do instituto está reproduzido acima.

Mas, quero chamar sua atenção para outra coisa. Segundo os entendidos tucanos, todo o problema de Alckmin resumia-se a um fator: ele era pouco conhecido, ou mesmo desconhecido do eleitorado. A partir do momento em que o brasileiro conhecesse Alckmin, o quadro eleitoral mudaria. Realmente mudou. Para pior. A fórmula que está se desenhando é "quanto mais se conhece Alckmin, menos se vota nele, mais se rejeita sua candidatura". Aos números (segundo a mesma pesquisa Datafolha):

Em junho, Alckmin estava com 29% das intenções de voto. A rejeição a seu nome era de 19%. Agora, dois meses depois, a intenção de voto caiu para 25% e a rejeição subiu para 24%. Péssimo, não?

Com o presidente Lula aconteceu o oposto: a intenção de voto aumentou (de 46% para 49%) e a rejeição caiu (de 31% para 26%).

Mas as más notícias para Alckmin não terminam aí: Das pessoas que se dizem dispostas a votar em Lula, 80% delas se declaram totalmente decididas a votar. Apenas 19% afirmam que ainda podem mudar o voto. Com Alckmin, a coisa muda de figura (para pior): dos que declaram voto nele, 67% afirmam que estão decididos, mas 31% (um em cada três) afirmam que podem mudar o voto. Entre estes últimos, 31% deles afirmam que podem mudar o voto para...Lula.

A coisa tá cada vez mais feia pra Chuchu...


(Atenção: se você não quer eleger um parlamentar corrupto, clique aqui, e não deixe de ler esta postagem.)

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