terça-feira, 17 de outubro de 2017

Índio não quer apito, quer Coca-Cola. Diarreia, obesidade, diabetes afetam índios no Norte do Brasil


Acossados pela propaganda e por agressiva estratégia de marketing das empresas produtoras de refrigerantes, os índios são os que mais sofrem com o consumo exagerado da bebida, pois seu organismo não esteve em contato com bebidas adoçadas com açúcar refinado ao longo dos tempos. É comum ver crianças indígenas tomando refrigerante na mamadeira.




Os índios venezuelanos da etnia warao, cada vez mais presentes no norte do Brasil, estão enfrentando graves problemas de saúde e de alimentação, como desnutrição, diarreia e outras complicações devido ao alto consumo de refrigerante. 

Os indígenas vivem basicamente de pedir esmolas e vieram ao país para fugir da fome. Começaram a chegar em massa no ano passado, entrando pela fronteira com Roraima. Um dos motivos da migração é crise econômica e política da Venezuela, o que dificultou o acesso a alimentos.

Inicialmente, centenas se abrigaram em cidades de Roraima, como Boa Vista e Paracaima. Mas também no Amazonas

(...) Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as crianças enfrentam grave estado de desnutrição devido à alimentação escassa ou, por vezes, à má qualidade da comida. O órgão afirma que houve casos de morte por problemas de saúde em Manaus e Belém.

Por outro lado, funcionários da prefeitura que acompanham os grupos têm enfrentado outra complicação: os indígenas consomem altas quantidades de refrigerante. Os servidores suspeitam que o excesso do produto está causando diarreia nas crianças.

A BBC Brasil acompanhou um grupo de 44 índios no centro de Belém, 23 deles crianças. A comunicação com eles é bastante difícil, porque os warao falam apenas seu próprio idioma e não dominam a língua espanhola ou portuguesa.

De fato, as crianças beberam altas quantidades de refrigerante em poucas horas. Bebês carregavam mamadeiras cheias da bebida. Quando conseguiam algum dinheiro, os índios compravam a bebida em barracas do Ver-o-Peso, tradicional mercado popular no centro de Belém.

Segundo Rita Rodrigues, psicóloga que acompanha a tribo na cidade, esse grupo de 44 warao chega a beber 20 litros de refrigerante por dia. "A gente tenta falar para os pais não darem refrigerante para as crianças, que poder ser ruim, mas é um hábito que eles aparentemente têm há tempos. Eles bebem o dia inteiro", diz Rodrigues. [leia reportagem completa da BBC Brasil]


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