segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Inferno em festa. Morre Charles Manson


Morreu às 2h30 de hoje, Dia da Consciência Negra, o fanático nazista Charles Manson, que criou nos anos 1960-70 uma seita conhecida como "Família Manson" que tocou o terror nos Estados Unidos numa série de assassinatos aleatórios, com o intuito de colocar a culpa nos negros.

Doidaço por drogas, daqueles que tomaram a coisa, abriram o portal e perderam a chave da volta, Manson foi o responsável intelectual por crimes que chocaram o mundo, como o da atriz Sharon Tate, grávida de seis meses de um filho do cineasta Roman Polanski, numa mansão em Los Angeles.

Estava preso há 44 anos. Havia sido condenado à morte por seus crimes, pena que foi transformada em prisão perpétua.


A "Família Manson" misturava ideias hippies, culto satânicos e princípios religiosos —para alguns seguidores, Manson seria o novo Cristo.
Retratado em seu julgamento com um solitário louco por drogas e com um poder de persuasão quase hipnótico, Manson ordenou a seus devotos realizar vários assassinatos aleatórios em bairros alvos de classe média alta para provocar uma "guerra racial apocalíptica".
O objetivo do grupo era fazer a comunidade negra ser apontada como culpada pelos crimes.
Em 8 de agosto de 1969, Manson ordenou que um grupo de seus seguidores atacasse casas em Los Angeles.
O grupo de seguidores de Mason, formado por Tex Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkel, foi então a casa onde Melcher costumava viver, mas o produtor não morava mais no local, que estava alugado para Tate e Polansky —o diretor estava viajando para fora do país.
O grupo chegou a casa pouco depois da meia-noite, já no dia 9 de novembro, e ainda do lado de fora matou a tiros Steven Parent, um garoto de 18 anos que era amigo do dono da casa.
Na sequência, os quatro seguidores da Manson invadiram a casa onde estavam Tate e três amigos, a cabeleireira Jay Sebring, o cineasta polonês Voityck Frykowski e Abigail Folger, herdeira de uma família milionária. Todos foram mortos a facadas.
Na noite seguinte, o grupo matou ainda um casal em Los Angeles. Nas cenas do crime, usaram o sangue das vítimas para escreverem nas paredes as palavras "porcos" e "Healter Skelter" —a música dos Beatles que Manson diz ter servido como sua inspiração.
Três meses após os ataques, um seguidor de Manson foi preso por um crime sem relação com o caso e contou a um companheiro de cela sobre o massacre, o que levou a prisão de Manson e do resto do grupo. O julgamento aconteceu em 1971.
O caso chocou os Estados Unidos, colocando um fim no sonho hippie de paz e amor e no movimento de contracultura que tinha surgido nos anos 1960.
Nas décadas seguintes, Manson virou tema de uma série de livros, filmes, canções, séries e até de um musical.
O músico Marilyn Manson, por exemplo, se inspirou no criminoso para criar seu nome artístico. E os Guns N' Roses gravaram a música de Manson, "Look at Your Game Girl".
Um dos assassinos mais conhecidos da história dos Estados Unidos, Manson sempre despertou atenção do público e sua história é tema do livro sobre um crime real mais vendido da história: "Helter Skelter", escrito por Vincent Bugliosi, o promotor responsável pelo julgamento do caso.
O criminoso dizia que seus planos foram inspirados por músicas dos Beatles.
Em 2014, Manson voltou ao noticiário por um anúncio de casamento com uma fã. Ele, porém, desistiu ao saber dos planos dela de expor seu cadáver após sua morte.[Fonte: Folha]


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