domingo, 3 de dezembro de 2017

Omertá. Moro e turma da Lava Jato usam voto de silêncio da máfia italiana e nada falam sobre Tacla Durán nem sobre quem é DD



Todo mundo sabe que o silêncio é a lei da máfia e quem o quebra acaba em silêncio eterno. É a Omertá, a lei da máfia italiana, um código de ética mafioso em que as famiglias se protegem cobrindo de silêncio qualquer coisa que possa prejudicar o bando.

É como vem agindo a turma da Lava Jato no caso Tacla Durán. Da primeira vez em que o nome dele apareceu na mídia denunciando o esquema mafioso da turma de Curitiba, o juiz Moro correu em defesa de seu padrinho de casamento, acusado de vender facilidades em troca de 5 milhões de dólares, por fora.

Moro contava que sua simples manifestação em favor do padrinho e atacando Durán poria uma pedra sobre o assunto e ele seria enterrado.

Não contava com a persistência de Tacla Durán nem com a ida de dois deputados do PT, Paulo Pimenta e Wadih Damous, à Espanha para entrevistar o advogado, que tem dupla nacionalidade, brasileiro, espanhol.

A partir daí, a Omertá entrou em ação. Nem Moro nem os procuradores de deus tocavam no assunto, contando também com o auxílio luxuoso da mídia corporativa, que fingia que o que Durán dizia não tinha importância.

Mas veio o depoimento de Tacla Durán à CPMI no dia 30 e ele não só confirmou oficialmente o que havia contado aos deputados, como mostrou provas (e provas periciadas na Espanha) sobre o que denunciava.

Confirmou que os procuradores da Lava Jato lhe ofereceram facilidades na delação premiada. Confirmou que o padrinho de Moro foi o portador da proposta concreta, em que pedia os 5 milhões de dólares, com a exigência de que fosse "por fora, porque tenho que resolver o pessoal que vai ajudar nisso", segundo afirmou. E que entre essas pessoas que iriam tratar do assunto estaria uma com as iniciais DD.

Embora a conclusão óbvia é de que DD é Deltan Dallagnol, o procurador de deus do powerpoint, a Omertá segue imperando e a Lava Jato não comenta o assunto.

A mulher de Moro desativou a página no Facebook, Eu Moro com ele, em que o juiz era tratado como um semideus.

Imagino o que a PF descobriria, se quebrasse o sigilo telefônico dessa turma toda, como eles fazem com qualquer um que esteja em suas alças de mira.

A pergunta que fica é: O que temem Moro e os procuradores da Lava Jato? Por que eles que são tão falantes, adoram os refletores, uma coletiva, estão em silêncio? Será que estão produzindo um powerpoint para explicar tudo?

Na rede, as pessoas ironizam e antecipam que eles vão montar o ppt para finalmente revelar que DD é Dula da Dilva...


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