sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Relator da MP que tira R$ 1 trilhão do Brasil para as multinacionais e mata 1 milhão de empregos é da turma do Cabral. Não está preso pra isso

Julio Lopes em Paris, com Cavendish e Fichtner, e cantando


O deputado federal Julio Lopes é da turma do Cabral, aqueles íntimos da gangue dos guardanapos. Lopes não chegou a colocar guardanapo na cabeça, mas cantou e festejou naquelas noites loucas de Paris.

Enquanto a quase totalidade da gangue dos guardanapos caiu de Paris para a Cadeia de Benfica, Julio Lopes continua solto, mas, como sempre, em má companhia - a turma do Cunha e do Temer na Câmara.

Ele foi o relator da MP 795/2017, que estabelece "redução de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural. O pacote de bondades significará renúncia de receitas na ordem de R$ 50 bilhões por ano".

Inicialmente a medida valeria até julho de 2022, mas Julio Lopes é muito dado e esticou a mordomia das coitadinhas Shell, British Petrolium etc. por mais 18 anos, até 2040.

Vai ver que é por isso ou para isso que está solto, já que além de frequentador da turma, quase toda na cadeia, Lopes foi simplesmente Secretário de Transportes de Cabral, onde a turma do Barata distribuiu milhões em propinas.

Será que só ele não recebeu nada? A Odebrecht disse que ele levou R$ 600 mil. E do Barata? O homem corrompeu todo mundo para manter seus lucros nas alturas e não deu nada para o Secretário de Transportes, o homem da sua área?

Quanto à medida relatada por Lopes e aprovada na Câmara, é mais um dos roubos descarados dos bens brasileiros em benefício das petroleiras estrangeiras.



Segundo o texto, as empresas ficam isentas de pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação).
Quando enviada pelo governo Temer, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. Ao relatar a matéria, porém, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, o que deve acarretar em perdas somadas da ordem de R$ 1 trilhão de reais em receitas que deveriam ser destinadas à União – cerca de R$ 50 bilhões por ano.
Após revelações de que o ministro de Comércio do Reino Unido, Greg Hands, veio ao Brasil para fazer lobby em defesa dos interesses das petrolíferas britânicas, a proposta ficou conhecida como MP da Shell, e virou alvo de críticas de deputados da oposição. 
"Estamos vendo o assalto a este país. O Brasil está sendo levado, vendido na bacia das almas. Essa medida provisória é lesiva ao Brasil, lesiva à arrecadação do governo, aos empregos dos brasileiros e é lesiva ao mercado interno do povo brasileiro. O fato é que o Brasil está abrindo mão da sua arrecadação, da sua soberania, em troca do lobby da Shell, do lobby do Reino Unido”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini. 
Durante mais de quatro horas, os deputados da oposição obstruíram a sessão por discordar dos incentivos tributários para o setor e a redução dos percentuais de conteúdo local exigido das petroleiras. 
"Retirar do povo brasileiro R$ 1 trilhão até 2040 para entregar à Shell é roubo. Há parlamentares que estão fazendo jogo de petrolíferas internacionais colocando o Brasil de joelhos", disse o deputado Glauber Braga (Psol-RJ).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) apontou que a aprovação da MP representa uma "pá de cal" na indústria naval brasileira. “Não sou eu que digo isto. É a Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas (Abimaq) que diz que, com esta medida provisória, vamos jogar na lata do lixo um milhão de empregos da cadeia de produção de equipamentos de óleo e gás".
O relator, deputado Julio Lopes, rebateu as críticas e afirmou que a proposta vai modernizar a legislação brasileira e recolocar o Brasil no cenário internacional de exploração de petróleo e gás. Segundo o deputado, “de forma alguma, a MP 795 representa prejuízo ao país”. [Fonte: Brasil de Fato]


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