quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Estudante brasileira de colégio dos EUA onde jovem matou 17 narrou para a mãe os acontecimentos em tempo real por SMS. Confira



Tempo estimado de leitura: 90 segundos

Ela tem apenas 16 anos e faz o ensino médio no colégio onde, ontem, um jovem de 19 anos matou 17 estudantes e fez um grande número de feridos, alguns ainda em estado grave.

A jovem brasileira Kemily dos Santos Duchini com a mãe

Kemily dos Santos Duchini é o nome da brasileira que narrou os acontecimentos via SMS para sua mãe, em tempo real [imagens].

Ela também deu um depoimento à BBC Brasil, por telefone, que reproduzo a seguir:

"Eu estava em um prédio chamado Freshment Building, que foi o primeiro onde ele entrou. Estávamos fazendo tarefa e a primeira coisa que escutamos foram quatro tiros e barulhos altos, como se alguém estivesse jogando algo muito pesado no chão.
Nós ouvíamos homens gritando e não entendíamos. Os tiros estavam se aproximando da minha sala. Eu estava no segundo andar e percebia que estava subindo as escadas, chegando cada vez mais perto.
Então ouvimos: "Ponha as mãos na cabeça!". Era a polícia falando com alguém.
Mas continuamos ouvindo muitos tiros depois disso.
Enquanto tudo acontecia, a escola não fez nenhum aviso no sistema interno de alto-falantes. O sinal do fim da aula também não tocou.
Às 15h, bateram na porta da sala de aula dizendo que era a polícia. Por protocolo, regra da escola nesse tipo de situação, nós não podíamos abrir.
Então eles quebraram a janela, pediram para todos colocarem as mãos na cabeça e começaram a fazer perguntas. "Tem alguém armado?" "Tem alguém ferido?"
Eles pediram para todos nós sairmos com as mãos nos ombros das pessoas da frente. Lá fora, eram mais de dez homens da SWAT com armas enormes gritando para nós: "Corram!", "Andem rápido!", "Não olhem para trás!".
O policial disse para não olharmos, mas uma amiga virou e viu uma menina morta no chão.
Nessa hora eles pediram para colocarmos as mãos na cabeça. Andamos até a esquina da escola e lá fora encontramos a polícia, e pais e mães chorando.
Encontrei uma amiga do terceiro andar, onde aconteceu a maior parte da destruição. Ela contou que viu quatro mortos - duas meninas caídas na entrada do banheiro.
No primeiro e no terceiro andares, os banheiros estavam trancados e elas não conseguiram entrar.
Todos os tiros foram na cabeça.
Eu estava calma. Não sou muito de ficar desesperada. As meninas todas choravam, tremiam muito.
A professora estava muito preocupada, você via na cara dela. Mas ela fazia de tudo para nos tranquilizar e dizia que o que estava acontecendo era um tipo de teste, uma encenação. Isso acontece às vezes.

Leia a reportagem completa na BBC Brasil.




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