quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

TSE só não anula eleição de Bolsonaro se não quiser: Empresário bancou campanha ilegal do 17


Como dizia antigo comentarista de arbitragem: A regra é clara. Não pode dinheiro de empresário na campanha eleitoral, sob pena de cassação da chapa.

Além das fake news bancadas por empresários amigos, como o "véio da Havan" (réu confesso e penalizado por postagem no Facebook), agora surge uma mutreta bem bolada, mas tão bem bolada quanto ilegal, para favorecer a campanha de Bolsonaro.

Um supermercado famoso de Roraima publicou série de anúncios com o número 17 (de Bolsonaro) em destaque [imagem].
À primeira vista, pareciam encartes de ofertas como os de qualquer supermercado do país, com descontos nos preços de feijão, arroz, farinha, fubá, leite e diversos outros itens de primeira necessidade. Mas bastava fixar a atenção para perceber o detalhe: todos os preços terminavam com o mesmo valor – 17 centavos, inexplicavelmente grafados em tamanho maior que o normal. 
A data não deixava dúvidas: as ofertas eram válidas até 27 de outubro de 2018, véspera do segundo turno das eleições presidenciais. O 17 era o número do então candidato Jair Bolsonaro. Em Roraima, onde os folhetos circularam, também era a dezena do candidato a governador Antonio Denarium – ambos, à época, filiados ao PSL.

Não foi por coincidência que as ofertas estavam assim. Foi para fazer propaganda de Bolsonaro mesmo, como admitiu o empresário em depoimento à Justiça.
José Saraiva de Araújo Júnior, dono da maior redes de supermercados de Roraima, confirmou que não se tratava de coincidência. Questionado, num interrogatório, se “deu apoio de alguma forma à campanha de Denarium”, ele confessou: “Eu entrei na onda do 17, pela mudança, pelo presidente Bolsonaro. E, automaticamente, também, ao Antonio”. Do hoje governador, ele admitiu ser amigo pessoal.
Trata-se, segundo ele, de estratégia que foi repetida por empresários de São Paulo e Rio Grande do Sul, entre outros estados, “em apoio a Bolsonaro”. Instado a responder se decidiu apoiar o PSL, partido que usava o número 17, ele limitou-se a dizer: “Só Bolsonaro”, numa clara tentativa de livrar o amigo. Antonio Oliverio Garcia de Almeida, o governador, usa o pseudônimo Denarium como sobrenome. Em Latim, a palavra significa centavo.[Fonte: Reportagem de Sérgio Ramalho no Intercept]
A promoção do 17 foi feita por todos os supermercados de Roraima e veiculados também em rádio e TV. Veja mais este anúncio:


É bom lembrar que no caso da cassação da chapa antes de completados dois anos de mandato (Bolsonaro ainda não cumpriu um) a lei determina que haja nova eleição direta.

Cumpra-se a lei.

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