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Tarcísio diz que é bolsonarista e mente para provar

Em evento de um grupo empresarial, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas disse que é e vai continuar a ser bolsonarista. Vamos ver até quando.

Na Papuda há uma legião de bolsonaristas arrependidos. E as pesquisas apontam que o bolsonarismo vai diminuindo à medida que passa o tempo até se transformar apenas num pequeno agrupamento de fanáticos, como os que acreditam na terra plana e na dupla cloroquina e ivermectina como elixires contra todos os males.

Mas Tarcísio não se contentou apenas em se declarar bolsonarista. Achou que mais do que se dizer bolsonarista era preciso provar. Para isso usou da razão de ser do bolsonarismo, simbolizado no sentido oculto do M. intrometido entre Jair e Bolsonaro, fundador da seita: a mentira Jair Mentira Bolsonaro.

A mentira está na raiz do bolsonarismo, que diz uma coisa num dia, se desdiz no outro, sem corar. Bolsonaro repete hoje que nunca foi contra as vacinas, por exemplo.

Para provar-se bolsonarista, Tarcísio tratou de enfileirar uma série de mentiras:

"[Vamos continuar acreditando em] Um Brasil que vai aproveitar seu potencial, vai fazer a transição energética. Vamos continuar acreditando no SUS, no SUS universal, vamos continuar acreditando na educação gratuita de qualidade."

Tudo mentira.

Transição energética bolsonarista só se for o carvão das queimadas. Ou consideram transição energética passar a Petrobras adiante, como fizeram com a Eletrobras, privatizando nossa energia?

O governo de passar a boiada, de liberar para o garimpo, de deixar os ianomâmis morrendo de fome e sem atendimento de qualquer espécie.

Como assim, "continuar acreditando no SUS"? Botaram o sargento Garcia, general Pazuello, para tomar conta do ministério da Saúde.

Bolsonaro bradou contra vacinas, distanciamento, "receitou" cloroquina. Colocou pastores para tomarem conta da compra das vacinas, com pedidos de barras de ouro como propina.

Bolsonaro que zombou da notícia do aumento de suicídios no país, com Tarcísio a seu lado ("Pode sorrir, Tarcísio, pode sorrir... tem problema não...").



 "Fevereiro de 21... (risos). Pode sorrir, Tarcísio, pode sorrir, tem problema não. A coisa é séria, pessoal. Gazeta do Povo: 'Depressão e suicídio entre jovens aumentam durante a pandemia", afirmou Bolsonaro, rindo, ao lado de Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura. [O Globo]

Como bom bolsonarista, Tarcísio endossou a postura negacionista de Bolsonaro durante a pandemia.

No evento, Tarcísio falou também no superávit deixado por Bolsonaro. 

 

Superávit de Bolsonaro?

 

Superávit porque a dupla Bolsonaro-Guedes não pagou R$ 92 bilhões em precatórios empurrados para frente, nem R$ 27 bilhões em reposições de perdas de estados e municípios com cortes de ICMS, promovidos para tentar baixar a inflação na marra.

Durante os quatro anos de seu governo, Bolsonaro não deu aumento real ao salário mínimo, congelou salário de servidores e cortou gastos essenciais em diversas áreas, entre as quais Saúde, Educação e Habitação. Graças a isso:

  • O percentual de crianças na escola que não conseguem interpretar textos subiu de 50% para 70%;
  • A cobertura da vacina contra poliomielite, em crianças até quatro anos, caiu de 100% para 70%;
  • A hospitalização de crianças com insuficiência alimentar aumentou em 11%, alcançado o mais alto índice em 14 anos;
  • Mais da metade da população brasileira, um contingente de mais de 125 milhões de pessoas, representando quase 60% do total, estava vivendo às voltas com algum tipo de insegurança alimentar — os estoques reguladores de alimentos foram zerados no governo Bolsonaro;
  • Foram zeradas as contratações na faixa 1 — famílias com renda mensal até R$ 1,8 mil — do programa Casa Verde Amarela, versão bolsonarista do Minha Casa, Minha Vida. [UOL]

Este foi o custo do tal superávit.

Em mais uma prova de que é mesmo um bolsonarista, Tarcísio disse não saber por que a Polícia Federal está investigando Bolsonaro e bolsonaristas.

Todo o Brasil sabe disso. Só não sabe é por que ainda não estão presos.

Só Tarcísio estranha:

"Não vejo por que a gente está na atenção da Polícia Federal, porque essa corrente está na atenção da Polícia Federal." [Folha]

Apesar de tudo, Tarcísio já declarou que "nunca foi bolsonarista raiz". 

Mas, por suas declarações, fica claro que se trata, sim, de um bolsonarista raiz em que a mídia quer calçar um sapatênis para enfrentar Lula em 2026.

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Condenação de Trump manda recado para Bolsonaro: O próximo é você

Desde 2016 coincidências históricas têm feito com que acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos sejam replicados aqui no Brasil pouco depois:

Naquele ano, um outsider, tido pelos próprio estadunidenses como um bilionário fanfarrão, apresentador histriônico de um reality show, se transformou em presidente dos Estados Unidos: Donald Trump. 

Ninguém acreditava que aquele"palhaço" (como o definiu o ator Robert De Niro num discurso indignado) poderia se eleger, mas aconteceu.

Dois anos depois, o Brasil elegia um tipo ainda pior: um político fracassado, sem nenhuma expressão, que sempre viveu de pequenos expedientes, usando apartamento funcional como motel, "para comer gente", fazendo rachadinhas e se apropriando de dinheiro em combustível suficiente para ir e voltar à Lua de carro: Jair Bolsonaro.

Os dois enfrentaram a pandemia da COVID 19 da mesma forma. Primeiro Trump lá, depois Bolsonaro aqui: com negacionismo, remédios inúteis sem comprovação científica, recusa em comprar vacinas, até que tiveram o mesmo resultado sinistro: EUA e Brasil foram os dois países com mais mortes pelo coronavírus no planeta.

Em 2020, Trump tentou a reeleição. Jogou com todos os artifícios, mentiu, lançou suspeitas contra o sistema eleitoral, e ao final perdeu. Inconformado, inflamou seus seguidores a não aceitarem o resultado das urnas, que teria sido roubado. Como consequência, em 6 de janeiro de 2021 simpatizantes invadiram o Capitólio e tentaram barrar o anúncio da vitória de Joe Biden.

Em 2022, o Brasil novamente repetiu os acontecimentos dos Estados Unidos, como se seguissem um mesmo roteiro escrito. Bolsonaro tentou de tudo para se reeleger, distribuiu milhões e milhões em benefícios, pôs a Polícia Rodoviária Federal para bloquear e atrapalhar eleitores de Lula de votarem em seu candidato. Mas ainda assim perdeu, por escassa margem.

Exatamente como Trump fizera dois anos antes nos Estados Unidos, Bolsonaro desacreditou as eleições e insuflou seus apoiadores, ao mesmo tempo em que, nos bastidores, tramava um golpe de Estado. Até que houve o 8 de janeiro, cópia do 6 de janeiro dos EUA, quando bolsonaristas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, que daria início ao golpe frustrado.

Ontem, Donald Trump foi declarado culpado de 34 crimes. Sua condenação é ainda mais veemente quando sabemos que no julgamento por lá não pode haver divergência entre os membros do júri. Eram12 pessoas e os 12 tinham que concordar com a declaração de culpado ou não. Bastaria um voto discordante para que Trump fosse salvo. Mas ele foi condenado por unanimidade nos 34 crimes.

A salvação não veio e Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA condenado na História daquele país. E manteve a arrogância costumeira na declaração à imprensa, logo após a decisão do júri.

Ao ofender o juiz, Trump joga para seu eleitorado, mas, ao mesmo tempo, pode estar piorando sua sentença, que será anunciada pelo juiz que ele ofendeu no dia 11 de julho.

Hoje, o principal jornal dos EUA, The New York Times, estampa em sua primeira página a palavra GUILTY (culpado), com uma imagem de Trump abaixo.

 


 

Pela sequência natural do roteiro que vêm seguindo EUA e Brasil, o próximo é Bolsonaro, que já foi declarado inelegível pelos próximos oito anos, e logo vai começar a ser julgado elos inúmeros crimes de que é acusado. A tentativa de golpe de Estado provavelmente será o primeiro deles, seguido pelo do roubo de joias.

A principal diferença entre Trump e Bolsonaro (além das evidentes) é que os crimes de que Trump foi considerado culpado não são quase nada comparado ao de que Bolsonaro é acusado: tentativa de golpe de Estado.

O destino deve ser o mesmo: GUILTY. Culpado.



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Discurso de Robert De Niro contra Trump alerta sobre perigos no Brasil

O super premiado ator Robert De Niro resolveu fazer um  pronunciamento público diante da ameaça que representa uma possível reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Ameaça não apenas aos Estados Unidos, mas ao mundo e à vida no planeta.

Trump é um negacionista e um narcisista que é capaz de qualquer coisa para chamar atenção e fazer valer seus desejos. Não admite ser contrariado e tem uma visão particular do que seja realidade: é sempre aquilo que atende a seus interesses. O que não for assim, deve ser destruído.

Foi assim quando se recusou a aceitar a derrota para Biden em 2020 e insuflou seus apoiadores à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 para que não permitissem a posse do presidente eleito. Semelhante ao nosso 8 de janeiro aqui.

Robert De Niro, milionário graças a seu trabalho como um ator genial de filmes inesquecíveis, decidiu que aos 80 anos de idade deveria sair do conforto a que poderia estar recolhido para expor ao público o perigo que representa gente como Donald Trump e a extrema direita que o apoia.

Para nós brasileiros, as palavras de De Niro sobre Trump soam estranhamente familiares. Se trocarmos o nome de Trump pelo de Bolsonaro, o discurso segue válido palavra a palavra, exceto pelo poder de destruição do planeta — recurso só disponível a quem possua armamentos nucleares, como os Estados Unidos.

Aqui no Brasil a mídia corporativa mandou às favas a moderação e partiu para guerra aberta ao governo do presidente Lula, para uma tentativa de passada de pano na História apoiando agora até em editoriais a candidatura de um Bolsonaro de sapatênis — o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Mas não tenham dúvidas: não hesitarão em lançar mão de nova candidatura do próprio Inelegível, caso a opção com sapatênis não decole.

Nossa mídia vocaliza o mercado financeiro, de que é não apenas porta-voz mas ativa participante, sendo que o dono da Folha hoje é mais conhecido por ser banqueiro do que jornalista — o que se reflete diretamente na linha editorial do jornal.

Pesquisas mostram a desaprovação do governo Lula pelo mercado financeiro, mesmo diante de todas as concessões do ministro Haddad à banca. Isso acontece graças aos "gastos" (como eles chamam) com programas sociais, com a melhoria do salário mínimo, ou qualquer coisa que não seja garantir ganhos financeiros sempre e cada vez maiores.

Como eles não precisam de governo e, em última instância, do país, preferem um presidente que ceda tudo ao mercado financeiro, como o de Bolsonaro, mesmo que mate de fome a população, destrua Pantanal, Cerrado e Amazônia, queimem matas, sequem rios.

Temos que fazer como De Niro: denunciar e dizer que não permitiremos, que desejamos a punição de todos os criminosos. Sem anistia. 

Ou, como alerta o ator:

"Nós não queremos acordar depois da eleição dizendo: o quê, de novo?! Meu Deus, o que diabos fizemos?! Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente."

Definitivamente: Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente.




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Cláudio Castro, Moro e Bolsonaro provam que fraude nas eleições vale a pena

Ontem, o TRE-RJ livrou o governador Cláudio Castro, seu vice Thiago Pampolha e o presidente da Alerj Rodrigo Bacellar da cassação de seus mandatos, porque, embora reconhecessem irregularidades gritantes cometidas pelos três, não consideraram as provas suficientes para alterar o resultado das eleições.

Uma das juízas chegou a dizer que os 30 mil contratados irregularmente pelo Ceperj e pela UERJ eram um número pequeno diante da magnitude dos mais de dois milhões de votos de diferença que elegeram Cláudio Castro.

É de espantar que uma juíza à frente de um Tribunal Eleitoral cometa tamanha "ingenuidade". Não são 30 mil pessoas = 30 mil votos. Essas pessoas são líderes comunitários, cabos eleitorais, influenciadores digitais com milhões de seguidores, que bem remunerados, na boca do caixa, expandiram, divulgaram e influenciaram eleitores. 

Alguns cabos eleitorais, como líderes religiosos, comunitários ou milicianos, têm controle direto sobre seus eleitores e costumam ofertar porteira fechada de gado eleitoral aos políticos. Qualquer um que tenha participado de campanhas políticas sabe disso.

Mas Castro se livrou.

Moro também se livrou no TSE esta semana, porque não encontraram prova robusta que ligasse as irregularidades de sua campanha à eleição:

Segundo o relator, os gastos de campanha de Moro "se mostram censuráveis, mormente por candidatos que empenharam a bandeira da moralidade na política". 

Porém, ponderou que para caracterizar uma conduta fraudulenta seria preciso mais do que o estranhamento, indícios, suspeitas ou convicção. "É preciso haver prova, e prova robusta", afirmou.

O mesmo aconteceu com Jair Bolsonaro em 2018, com os disparos ilegais de milhões de mensagens pelo WhatsApp pagas por empresários, o que é ilegal e foi denunciado pela repórter Patrícia Campos Mello na Folha:

Empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.

A Folha apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens.


As empresas apoiando o candidato Jair Bolsonaro (PSL) compram um serviço chamado "disparo em massa", usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

Quando usam bases de terceiros, essas agências oferecem segmentação por região geográfica e, às vezes, por renda. Enviam ao cliente relatórios de entrega contendo data, hora e conteúdo disparado.

Entre as agências prestando esse tipo de serviços estão a Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market.

Os preços variam de R$ 0,08 a R$ 0,12 por disparo de mensagem para a base própria do candidato e de R$ 0,30 a R$ 0,40 quando a base é fornecida pela agência.

As bases de usuários muitas vezes são fornecidas ilegalmente por empresas de cobrança ou por funcionários de empresas telefônicas.

Empresas investigadas pela reportagem afirmaram não poder aceitar pedidos antes do dia 28 de outubro, data da eleição, afirmando ter serviços enormes de disparos de WhatsApp na semana anterior ao segundo turno comprados por empresas privadas.


Houve também a confissão de empresários, como o conhecido Véio da Havan, que "candidamente" defendem em vídeo que Bolsonaro deve vencer no primeiro turno para que eles economizem dinheiro, quando o financiamento por empresários é ilegal.

E Bolsonaro nem pode alegar que não sabia, pois publicou o vídeo em seu perfil no antigo Twitter:

 


 

A lentidão e a visão permissiva sobre o que pode ou não ser considerado fraude eleitoral pelos Tribunais Eleitorais são incentivos ao cometimento de novas fraudes.


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Bolsonaro usa Malafaia para atacar Alexandre de Moraes e Pacheco

Em evento realizado na manhã de ontem na Praia de Copacabana, Rio, o ex-presidente Jair Bolsonaro terceirizou seu discurso e pôs na boca do pastor Silas Malafaia os recados que ele, Bolsonaro, gostaria de mandar, mas não pôde, pois seria preso.

Boneco de ventríloquo do presidente, o pastor Malafaia cumpriu seu papel à risca, porque sabe que os alvos de sua suposta ira — o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco — não lhe dão a mínima importância.

A relevância política do que fala Malafaia é zero, e todos sabem que ele só está ali para mandar mensagens de Bolsonaro.

 

Bolsonaro: A culpa é de outro

 

O ex-presidente aprendeu, quando quase foi expulso do Exército por fazer um croqui de bombas que faria explodir nos quartéis, que aquele erro não poderia mais cometer.

O erro de ameaçar explodir bombas? Não, o de fazer o croqui de próprio punho.

A partir daquele dia Bolsonaro passou a terceirizar tudo.

O esquema das rachadinhas era cuidado pelo seu boy de luxo, Fabrício Queiroz. Depois o esquema foi passado para o filho Flávio, com o mesmo Queiroz de operador. Qualquer problema, a culpa era do Queiroz, eles não sabiam de nada.

Como presidente, Bolsonaro terceirizou os malfeitos no tenente-coronel Mauro Cid, seu ajudante de ordens, responsável pelos certificados falsos de vacina, venda de joias surrupiadas do Estado brasileiro, pagamento de contas da madame Michele com dinheiro vivo.

Agora, às vésperas de ir para a cadeia, Bolsonaro terceiriza os recados que queria dar: contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos seus inúmeros problemas com a Justiça, e contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por não pressionar Moraes com aceno de possibilidade de impeachment, que é atribuição do Senado.

 

Boneco de ventríloquo

 

Malafaia cumpriu à risca o papel. Atacou Moraes e Pacheco:

  • "Há dois anos, chamo Alexandre de Moraes de ditador da toga. Alexandre de Moraes, quem te colocou como censor da democracia? Quem é você para definir o que um brasileiro pode falar? Todo ditador tem um modus operandi: prende alguns para colocar medo em outros, para que ninguém o confronte. Meu negócio não é STF, meu negócio é Alexandre de Moraes."
  • “O senhor presidente do senado, Rodrigo Pacheco, até aqui, frouxo, covarde, omisso. Rodrigo Pacheco envergonha o honrado povo mineiro que o elegeu.”

Em seu discurso, Bolsonaro citou obras realizadas que não eram dele e elogiou seu governo, sem conseguir explicar por que saiu derrotado, mesmo tendo feito esse governo "maravilhoso" de seu discurso e ainda ter usado a compra de votos com medidas eleitoreiras, distribuindo bilhões de reais à população e até impedindo eleitores de Lula de votarem no segundo turno, usando para isso a Polícia Rodoviária Federal.

Bolsonaro contava conseguir um público de mais de 100 mil pessoas em Copacabana. Não conseguiu um terço disso: 32 mil, segundo a USP.

E para tristeza dele, o domingo passou, hoje é segunda-feira e a realidade continua a mesma, os processos contra ele seguem andando e, logo, ele terá que prestar contas à Justiça, mesmo atribuindo aos outros todos os erros que comete ao longo da vida.



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Malafaia sobe o tom e parece querer ser preso junto com Bolsonaro

Na linha do ex-presidente Collor, que apelou ao povo que comparecesse a uma manifestação em sua defesa no caso de seu impeachment ("Não me deixem só!"), o pastor Silas Malafaia, dia a dia, sobe o tom contra o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

Percebendo que todos os caminhos dos processos na Justiça levam Bolsonaro para a cadeia, Malafaia parece querer fazer companhia ao ex-presidente e provoca Alexandre de Moraes para ir para a Papuda também.

Como o ministro tem mais o que fazer e o ignora solenemente, o pastor sobe o tom, ficando cada vez mais agressivo, sentindo falta talvez da enquadrada que lhe deu o jornalista Ricardo Boechat.

No dia da manifestação em favor de Bolsonaro na Avenida Paulista em fevereiro, Malafaia já havia feito críticas ao Judiciário.

Agora, segundo a Folha, Malafaia afirma que o discurso em São Paulo com críticas ao tribunal foi "água com açúcar" perto do que fará no próximo domingo, no evento marcado estrategicamente na praia de Copacabana.

"Em São Paulo meu discurso foi água com açúcar", diz o religioso. Na ocasião, ele criticou Alexandre de Moraes e disse que era "uma vergonha" e "uma afronta" declarações do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmando que "nós derrotamos o bolsonarismo".

 

Bolsofaia ou Malanaro

 

Na mesma linha vai o ex-presidente Jair Bolsonaro, que convoca seus apoiadores para uma manifestação em defesa da democracia e do estado democrático de Direito e da liberdade de expressão. Tudo o que seria abolido no Brasil, caso o golpe que ele tentou dar tivesse êxito.

Se não vivêssemos num estado democrático de Direito, Bolsonaro já estaria preso há muito tempo e não respondendo em liberdade aos inúmeros processos em que é investigado.

Se não tivéssemos liberdade de expressão, Bolsonaro e Malafaia não estariam criticando a "falta de liberdade de expressão", porque seriam censurados — e presos, torturados e até mortos, como na ditadura militar 1964-1985 de que são saudosos.

O que pretendem é pegar carona no foguete de Elon Musk, que teve interesses contrariados no Brasil, e na extrema direita mundial para convulsionar o mundo e oferecerem um governo ditatorial, policialesco e miliciano como alternativa. Exatamente como agem os grupos milicianos.

Pelos BOs colados em Bolsonaro — organização, planejamento e execução de golpe de Estado frustrado, falsificação de vacinas, roubo de joias, divulgação de medicamentos ineficazes contra a Covid, etc —, só pelo fato de ainda estar em liberdade é prova de que vivemos numa democracia plena, com todos tendo seus direitos respeitados, até aqueles que queriam nos tirar esses direitos, através de um golpe de Estado.

Bolsonaro e Malafaia contam com o jornalismo declaratório da mídia comercial, house organ do Mercado, para continuarem mentindo sem contestação e alimentando seus fanáticos seguidores, muitos deles hoje na Papuda, enquanto a dupla segue dizendo que não têm liberdade de expressão.

O melhor comentário sobre os dois foi feito pelo próprio Malafaia, quando consagrou Bolsonaro candidato. 

 

 

Se o mito e seu pastor querem ir para a Papuda juntos, chegará o tempo dos dois, se for feita Justiça.




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VIDEO: Damares questiona Nísia sobre vacinas e leva invertida histórica

A senadora Damares resolveu questionar a ministra da Saúde Nísia Trindade sobre um assunto que teria sido melhor se ela nem tivesse tocado: vacinas.

A senadora Damares foi uma das mais destacadas figuras do governo negacionista do ex-presidente Bolsonaro, que pregava contra as vacinas, dizia que podia transformar as pessoas em jacaré, e defendeu o uso de substâncias que nada tinham a ver com o tratamento recomendado para a Covid-19, como Cloroquina e Ivermectina, as irmãs gêmeas do negacionismo.

Graças a isso, centenas de milhares de pessoas que ainda poderiam estar vivas, morreram.

A ex-ministra, em vez de ficar quieta no seu canto, resolveu questionar a ministra Nísia sobre um número de vacinas contra a dengue que ainda não foram aplicadas e podem vencer até o dia 30 deste mês. 

Sem histrionismo, com educação e firmeza, a ministra Nísia deu uma invertida histórica, que deve ter levado a senadora a procurar uma goiabeira para recuperação.

 

 

A ministra Nísia não disse, porque não quis humilhar, sobre a herança maldita deixada pelo governo de que a senhora Damares foi uma das mais destacadas representante:

39 milhões de doses de vacinas antiCovid foram incineradas porque tiveram a data de validade vencida sem serem aplicadas na população durante o governo Bolsonaro.

Como Damares vai perguntar de 145 mil doses de vacinas contra dengue que ainda nem venceram?

É pedir para apanhar. Mas parece que gostam.




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Bolsonaro desafia Alexandre de Moraes e chama seu processo de 'maior fake news da história'

 À medida que se aproxima o momento de sua prisão, Bolsonaro radicaliza para tentar incendiar o país

Bolsonaro lança mais um desafio à Justiça brasileira com a convocação de um ato público na praia de Copacabana, no Rio, no feriado de 21 de abril, Dia de Tiradentes.

Outra vez o rabo quer balançar o cachorro e inverter a ordem da Justiça: Bolsonaro é o investigado por crimes, no entanto, segundo declarou, sua manifestação tem o intuito de divulgar que seu processo é "a maior fake news da história do Brasil".

Com isso, busca transformar o ministro Alexandre de Moraes, relator de seus casos, de acusador em acusado por perseguição política, já que o golpe não se consumou e a minuta golpista não foi posta em prática.

Não foi, não porque Bolsonaro não o desejasse, mas porque ele não conseguiu o apoio que buscava nas Forças Armadas, que recuaram quando houve a decisão dos Estados Unidos de não apoiarem um possível golpe no Brasil.

Quem afirma que Bolsonaro queria o golpe são seu ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid e os comandantes do Exército e da Aeronáutica na época.

Sem contar o vídeo da reunião com seus ministros, em que ele mesmo falava abertamente que precisavam fazer algo porque Lula iria vencer as eleições.


 
Bolsonaro quer aproveitar o feriado, dia em que Copacabana fica lotada de gente, não apenas na areia e no mar, mas passeando por suas calçadas e pela rua na margem da praia (que fica interditada ao trânsito para uso dos pedestres), para dizer que todos estão ali por ele, para apoiá-lo, num desagravo ao que ele considera uma perseguição.

Como já fez algo semelhante na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de fevereiro, impunemente, quer repetir a dose e agora de modo mais ousado. Em São Paulo, houve apelo para que manifestantes não levassem bandeiras ou faixas com ofensas ao STF, seus ministros e à Justiça. Agora, nem isso.

Como se aproxima o dia de sua prisão pelos inúmeros crimes de que é acusado, com fartas provas, Bolsonaro sobe o tom, na linha do pastor Malafaia, que já disse que se for preso vai mandar soltar um vídeo que diz ter que "abalaria a República".

A Justiça vai permitir?

Imagina se a moda pega. Antes de se entregar, como o fez no Natal passado, o miliciano Zinho, chefe das milícias na Zona Oeste do Rio, convocaria uma manifestação na região para denunciar que estava sendo perseguido pela Justiça... Ou Fernandinho Beira-Mar uma na favela que lhe deu o nome...

O que Bolsonaro quer é insuflar seus seguidores contra a Justiça e as leis do país, aproveitando-se da indecisão dos poderes, que deveriam mandá-lo para a cadeia em prisão preventiva para não prejudicar o processo. 

Ou então mantê-lo em prisão domiciliar até o final do processo, com tornozeleira para não tentar fugir, como já ensaiou com a ida à embaixada da Hungria.

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Bolsonaro diz que não aceita ser preso e ameaça: 'Eu atiro para matar'

Bolsonaro gosta de bancar o valentão, mas foi assaltado no Rio, o bandido levou sua moto e até sua arma e ele não deu um pio. E preso ele já foi uma vez. Atirou? Confira

Mentiroso contumaz, bravateiro, Bolsonaro vive de fazer espuma. Repetindo o que já havia dito de outra vez, ele confidenciou a um deputado de seu partido que não aceitaria ser preso e ameaçou "atirar para matar".

Mas, como todo sujeito metido a valentão, quando confrontado, recua, desdiz o que disse, faz até o papelão de apelar ao golpista ex-presidente Temer, como fez em 2021, quando ofendeu Alexandre de Moraes

Aconselhado pelo golpista mór, Bolsonaro publicou uma Declaração à Nação, onde se arrependia de haver "esticado a corda" e dizia "ter respeito pelas instituições da República".

Bolsonaro se encaixa à perfeição, e talvez fique até lisonjeado com isso, a um trecho do impiedoso e realista perfil que o redator publicitário britânico Nate White traçou de Donald Trump:

E pior, ele [Trump, Bolsonaro] é a coisa mais imperdoável para os britânicos: um valentão.

Isto é, exceto quando ele está entre valentões; então, de repente, ele se transforma em um companheiro chorão.

Existem regras tácitas para essas coisas – as regras de decência básica de Queensberry – e ele quebra todas elas. Ele usa golpe baixo – o que um cavalheiro nunca poderia fazer – e cada golpe que ele desfere é abaixo da cintura. Ele gosta particularmente de chutar os vulneráveis ​​ou sem voz – e chuta-os quando estão caídos.

Quanto a não admitir ser preso, isso é mais uma das mentiras de Bolsonaro. Ele já foi preso em 1986, e ficou na prisão quietinho por 15 dias, sem dar tiro em ninguém.

É mais fácil ele tentar um atestado médico, como fez em 2018 para fugir aos debates.

Grave nisso tudo é que, ao fazer a afirmação de que vai resistir à bala a uma ordem de prisão emitida pela Justiça, Bolsonaro mais uma vez dá mau exemplo a seus seguidores. Ou seja, comete mais um crime ao incitar à desobediência de uma ordem judicial.

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Nebulosas ligações entre assassino de Marielle e Bolsonaro

São pelo menos duas as nebulosas ligações entre Ronnie Lessa, o assassino agora confesso de Marielle Franco e Anderson Gomes, e Jair Bolsonaro.

Uma é com relação à autorização da entrada do motorista do carro do assassinato, Élcio Queiroz, ao condomínio Vivendas da Barra, onde moram Lessa e Bolsonaro.

Segundo as informações iniciais, Élcio foi autorizado a entrar no condomínio por Jair Bolsonaro. Foi o que informou por escrito nas anotações da portaria o porteiro, que trabalhava há bastante tempo no condomínio. A autorização teria sido dada por Bolsonaro via telefone.

A desculpa de Bolsonaro é de que estava em Brasília, por isso não poderia ter dado a autorização. No entanto, no condomínio há a possibilidade do porteiro se comunicar com o telefone do morador, o que neutraliza a resposta de Bolsonaro.

Foi investigado o celular ou qualquer outro aparelho de posse do à época deputado federal Jair Bolsonaro para averiguar se ele recebeu ou não a ligação do condomínio?

A investigação do caso ficou nublada a partir do momento em que Bolsonaro, como presidente, ordenou ao ex-juiz Sergio Moro, à época seu ministro da Justiça, que investigasse o caso.

O porteiro, que, repito, trabalhava no prédio há bastante tempo, de repente, após visita da PF, voltou atrás e desdisse o que havia afirmado. Nunca foi divulgado o depoimento oficial. Apenas houve a informação de que ele disse que havia se enganado. Nunca mais se tocou no assunto.

A outra ligação nebulosa se refere a várias ligações telefônicas entre o aparelho da casa de Ronnie Lessa e o de Bolsonaro no condomínio.

Por que aquelas ligações, se Bolsonaro afirmou várias vezes que nem conhecia Lessa?

A resposta veio do delegado que "investigava" o caso, Giniton Lages: as ligações não eram entre Lessa e Bolsonaro, mas entre a filha de Lessa, Mohana, e o filho Jair Renan de Bolsonaro, que teriam sido namorados.

Sabe-se agora que o delegado Giniton, que até escreveu livro sobre o assunto, estava envolvido no acobertamento do caso; portanto, sua declaração é no mínimo suspeita.

Curiosamente, nunca se ouviu declaração de Mohana sobre o tal namoro. Mais: durante muito tempo Mohana viveu nos Estados Unidos. Bateram as datas de ligações com o paradeiro dela? Mais: onde se viu dois jovens namorados em pleno século 21 se comunicarem por telefones fixos e não por celulares?

E se as ligações não fossem entre Mohana e Jair Renan, nem entre Lessa e Jair Bolsonaro, mas entre Lessa e Carluxo, o filho de Bolsonaro que disse que estava na Câmara do Rio na hora da entrada de Élcio Queiroz no condomínio, mas depois se desdisse, quando teria atendido para receber uma pizza?

Longe de estar encerrado, o caso dos assassinatos de Marielle e Anderson ainda tem muitas pontas soltas à espera de investigação e esclarecimento.


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COVID: Má gestão de Bolsonaro contribuiu para morte de 120 mil, aponta estudo

A OXFAM Brasil publicou um estudo sobre Mortes Evitáveis por Covid-19 no Brasil que mostra o tamanho da desgraça de ter um governo negacionista na administração de uma pandemia.

O estudo teve dois focos: as ações não-farmacológicas e a preparação do sistema. Nos dois o governo Bolsonaro apresentou falhas graves.

No caso das ações não-farmacológicas o governo Bolsonaro agiu no sentido contrário do que deveria ser feito, como o fechamento provisório de atividades econômicas, distanciamento físico e limitação de aglomerações, redução da mobilidade e uso de máscaras.

Também falhou na preparação do sistema de saúde para o atendimento à população, trocando de ministros e colocando um general que nada entendia do assunto à frente do ministério — o hoje deputado federal general Pazuello.

As conclusões do estudo são assustadoras e revelam o crime que foi cometido contra a população.

Estima-se que cerca de 120 mil mortes ocorridas no primeiro ano da pandemia (de março de 2020 a março de 2021) poderiam ter sido evitadas se o Brasil tivesse adotado medidas preventivas como distanciamento social e restrições a aglomerações. Como nada foi feito, verificou-se 305 mil mortes acima do esperado no período.

120 mil mortes por Covid-19 e mais 305 mil mortes em relação ao normal no período, o que significa que muitos desses 305 mil podem ter morrido de Covid-19, mas sem o diagnóstico. Outros morreram por falta de atendimento já que os casos de Covid-19 lotaram hospitais e exauriram as equipes médicas.

Principais destaques do estudo Mortes Evitáveis por Covid-19 no Brasil:

  • Cerca de 120 mil vidas poderiam ter sido poupadas no primeiro ano de pandemia no Brasil se tivéssemos adotado medidas preventivas como distanciamento social, restrição a aglomerações e fechamento de estabelecimento comerciais e de ensino.
  • Com base nos óbitos registrados entre 2015 e 2019, verificou-se que houve um excesso de mortes por causas naturais no primeiro ano da pandemia — foram 305 mil mortes acima do esperado.  
  • Mais de 20 mil pessoas (pouco mais de 11% do total de registros de internação) perderam a vida à espera de atendimento durante o 1º ano da pandemia no Brasil. 
  • As mortes em fila de espera no sistema brasileiro de saúde atingiu mais as pessoas negras e indígenas (13,1%) do que pessoas brancas (9,2%).  
  • Pessoas negras são mais afetadas pela falta de leitos hospitalares, têm menos acesso a testes diagnósticos e tem risco 17% maior de morrer na rede pública.
  • Menos de 14% da população brasileira fez testes de diagnóstico para covid-19 até novembro de 2020. Dentro desse universo, pessoas com renda maior consumiram 4 vezes mais testes. 


A CPI da COVID apontou o envolvimento de Bolsonaro nos seguintes crimes:

  • epidemia com resultado morte;
  • infração de medida sanitária preventiva;
  • charlatanismo;
  • incitação ao crime;
  • falsificação de documento particular;
  • emprego irregular de verbas públicas;
  • prevaricação;
  • crimes contra a humanidade;
  • crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo)



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