quarta-feira, 17 de junho de 2020

Moro diz que era o único no governo Bolsonaro a combater corrupção


Em live do jornal Valor Econômico o ex-juiz, ex-ministro de Bolsonaro, ex-super herói fulminado pela Vaza Jato, Sergio Moro,  disse que entrou no governo Bolsonaro para "avançar na luta contra a corrupção", mas que se sentiu isolado no governo:
“Senti que fiquei quase sozinho no combate a corrupção dentro do governo”, afirmou Moro. “O governo não se empenhou tanto na agenda de combate à corrupção.”
Realmente, ao que me lembre, Moro ficou marcado por sua ação no ministério por botar a PF para investigar o porteiro do condomínio de Bolsonaro no Rio, que disse que foi o próprio Bolsonaro quem deu autorização para que o motorista do carro usado no assassinato de Marielle Franco entrasse no condomínio no dia do crime para se encontrar com o acusado do assassinato, vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa.

O porteiro, após a visita da PF, mudou a versão, que havia confirmado anteriormente duas vezes.

Moro também mandou a PF ir ao presídio de Mossoró perguntar ao acusado de assassinar Marielle se era verdade que a filha dele havia namorado o filho 04 de Jair, em ação que nada interessava ao país, apenas a Bolsonaro.

Moro também botou a PF para investigar e prender os hackers que supostamente entregaram o material ao jornalista Glenn Greenwald, que disparou a Vaza Jato.

Outra ação de Moro enquanto ministro foi no sentido de mudar a Constituição e permitir  prisão em segunda instância. Mas isso não é tarefa para ministro, mas para congressistas eleitos, que são os que podem promulgar leis.

E essa, da prisão em segunda instância, só com uma nova Assembleia Constituinte, pois é cláusula pétrea.

Moro teria que se candidatar a deputado, eleger-se, para tentar algo nesse sentido. Como ministro, chance zero.

Moro também disse que "o governo deveria aprimorar mecanismos de rastreamento de armas e munição, para impedir que esses itens sejam usados por criminosos".

No entanto, enquanto Moro ainda era ministro, Bolsonaro revogou portarias nesse sentido, como mostra esse tweete do presidente do dia 17 de abril:
Determinei a revogação das Portarias COLOG Nº 46, 60 e 61, de março de 2020, que tratam do rastreamento, identificação e marcação de armas, munições e demais produtos controlados por não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos.
Nem ao menos explicar onde está o Queiroz Moro explicou. 






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