quarta-feira, 10 de junho de 2020

Na mão do governador petista da Bahia a chave para a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Rui Costa

Ontem, o TSE retomou o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo hackeamento e uso por Bolsonaro da página no Facebook "Mulheres contra Bolsonaro".

A página foi hackeada na época das eleições entre os dias 14 e 15 de setembro de 2018 e seu título alterado para o oposto, "Mulheres com Bolsonaro".

A votação estava em 3 a 2 em favor de mais investigações, quando o ministro Alexandre de Moraes, que entrou no TSE na terça da semana passada, pediu vistas para se inteirar melhor do processo, mas disse que daria seu voto o mais rapidamente possível. Se votar a favor, as investigações prosseguem.

O ministro Edson Facchin foi um dos três juízes que pediram mais investigações sobre o caso, que estava parado. Os demais juízes votaram contra, com a alegação de que aquele hackeamento não fora determinante para a vitória de Bolsonaro.

E onde entra o governador da Bahia aí?

O caso é que o hackeamento tem sua parte virtual, de invasão de página e sua manipulação, mas seu primeiro e essencial passo tem que ser feito no mundo real.

A professora de Filosofia Maíra Motta era uma das administradoras do grupo original. Ela teve o chip de seu celular clonado e foi a partir dele que o hackeamento foi feito e o grupo invadido.

Segundo a operadora Oi, que era a do celular da professora, “para efetuar a troca de chip para resgate de linha telefônica móvel, o próprio assinante deve ir a uma loja da Oi, apresentar seu documento de identificação e preencher e assinar o termo de troca”.

A clonagem foi feita numa loja física da Oi em Vitória da Conquista. Para isso, uma mulher teria que se dirigir a uma das lojas da Oi em VC (vi na internet que são quatro por lá), se apresentar como Maíra Motta com um documento que confirmasse a informação, e assinar o termo. Pelo menos é o que garante a OI.

Só que até hoje, passados 20 meses do fato, a polícia da Bahia não andou com a investigação. Em qual das quatro lojas foi feita a compra do chip. Quem foi o vendedor. Quem foi a pessoa que se passou por Maíra Motta e levou o chip clonado. A loja deve ter imagens do circuito interno.

Aí entra o governador da Bahia, o petista Rui Costa. Governador, bote sua polícia para fazer o trabalho dela. Cobre de seu secretário de Segurança por que isso não foi feito até agora.

Chegando-se à clonadora pode-se caminhar em direção ao mandante e facilitar a cassação da chapa.

Aliás, governador, aproveite para perguntar a seu secretário por que a polícia da Bahia assassinou o miliciano Adriano da Nóbrega, que estava cercado e sozinho numa casa, numa execução com toda a pinta de queima de arquivo. Em que pé estão as investigações sobre esse crime também.

Talvez até se descubra uma ligação entre os dois fatos.







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