terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Na praia de Santos, uma prova do genocídio de Bolsonaro


Domingão de sol e, embora a área estivesse marcada em vermelho para a COVID, a praia de Santos estava cheia. Muita gente sem máscara, sem distanciamento e em cadeiras e barracas, tudo o que estava proibido.
 
Um dos presentes falou ao repórter Maurício Businari, do UOL, por que estava ali e seguindo orientação de quem.
Sem a presença costumeira dos ambulantes de alimentos e bebidas, e apesar das restrições, os banhistas se viraram como puderam, levando latinhas de cerveja em caixas de isopor e alimentos em sacolas térmicas.

Alguns levaram até caixas de som e animaram os banhistas ao redor, que dançavam ao som de clássicos do Funk carioca. Todos aproveitando o domingão da fase vermelha, como o paraibano Eduardo Gomes dos Santos, que mora e trabalha em São Paulo como segurança.

"Esse negócio de covid aí não é como todo mundo fala, não. Olha eu, aqui, sem máscara. Não pega nada, não. Todo mundo é livre para usar ou não a máscara, ninguém pode me obrigar. Isso aí é só uma gripezinha, é só tomar remédio e cuidar em casa", afirmou, ecoando o discurso adotado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde o início da pandemia.

"Por que a gente pode se aglomerar num ônibus mas não pode curtir a praia? Que raio de lei é essa? Eu posso me matar no trabalho, mas aqui não posso? Quer saber? Vamos todos morrer mesmo, então eu vou é aproveitar", prosseguiu.

Quantos, como o Eduardo, não foram ao encontro da morte seguindo orientação de Bolsonaro? Quantos ainda farão o mesmo, engrossando ainda mais a lista de mortos, que se aproxima dos impensáveis 250 mil, 1/4 de milhão?

Mas, as instituições estão funcionando...




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