sábado, 27 de fevereiro de 2021

Vacina indiana Covaxin comprada por Bolsonaro por R$1,6 bi de empresa investigada pode ter testes anulados na Índia por irregularidades


Reportagem da CNN internacional mostra que a fase 3 de testes da Covaxin na Índia pode ser toda anulada por irregularidades nos procedimentos. A Covaxin foi comprada pelo governo Bolsonaro por R$1,6 bilhão, mesmo ainda estando em fase de testes.
 
"Voluntários" foram a público dizer que não sabiam que participavam de um teste, que achavam que estavam sendo vacinados.
 
As denúncias surgiram a partir do aparecimento de casos em hospitais de pessoas com algumas reclamações de saúde e que diziam haver tomado a "vacina".
 
O que acontece, e pode levar à anulação da fase 3 de testes, e, repito, segundo as denúncias, é que os testes não seguiram as diretrizes científicas da Anvisa indiana.
 
Uma van teria percorrido um vilarejo miserável da Índia anunciado que pagaria 750 rúpias a quem quisesse receber a vacina. O valor é maior do que o salário de um dia de trabalho e, além disso, a pessoa receberia a vacina.
 
Só que não se tratava de vacina, mas de teste, algumas pessoas receberam a Covaxin e outras não, apenas placebo. E não teriam sido informadas disso, o que é irregular.
 
Como geralmente acontece, o laboratório fabricante da Covaxin nega tudo e afirma ter obedecido a todos os protocolos.
 
Alguns cientistas salientam também que o local escolhido para testes seria problemático porque lá teria ocorrido um desastre ambiental provocado por uma nuvem de gás tóxico da Union Carbide na década de 1980, que matou dezenas de milhares de pessoas, atingiu mais de 500 mil delas e provoca danos na saúde dos moradores de Bhopal até hoje.
 
Há também relato de uma morte nessa fase de testes, mas que o laboratório nega relação com a vacina.
 
Tudo, evidentemente tem que ser investigado. Inclusive porque o mercado de vacinas é multibilionário e as grandes empresas não querem perder espaço para uma indiana.
 
Mas também precisa ser investigado por que o governo brasileiro, que se nega a comprar a vacina da Pfizer aprovada pela Anvisa, resolveu jogar R$1,6 bilhão na Covaxin que ainda não foi aprovada nem na Índia.
 
Assista ao vídeo da reportagem da CNN, em inglês.





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