sexta-feira, 26 de março de 2021

'Bolsonaro comete crimes contra a humanidade durante a pandemia' e pode terminar como Pinochet em prisão internacional

Quando terminar seu governo, por impeachment, interdição, renúncia ou, se o Brasil existir até lá, pelo voto no ano que vem, Bolsonaro não deverá escapar da justiça comum no Brasil, onde pode ser condenado pelo menos por crimes continuados de corrupção, conhecidos como rachadinha, juntamente com os filhos.
 
Mas se tentar escapar para o exterior pode terminar como um de seus ídolos, o ditador chileno Augusto Pinochet, que ficou preso em Londres por uma ordem de prisão internacional, por crimes contra a humanidade. 
 
O ditador ficou mais de 500 dias preso em Londres e só foi permitida sua volta ao Chile por razões de saúde. No país, ele apresentou um atestado de debilidade mental para escapar da Justiça. O mesmo pode acontecer com Bolsonaro.

Consultora da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a jurista e especialista em ética Deisy Ventura afirma que a forma como o presidente Jair Bolsonaro conduz o enfrentamento da pandemia se enquadra em crime contra a humanidade, estabelecido no Estatuto de Roma, em 1998, que criou o Tribunal Penal Internacional.
"Mesmo no momento mais agudo da epidemia, o presidente não para de combater a saúde pública, não para de divulgar notícias falsas, não para de incitar a população para que desobedeça às autoridades sanitárias, não para de incitar a população a se expor ao vírus mesmo diante do colapso da saúde pública", afirmou a especialista, em entrevista ao Estadão. “É um comportamento ilegal que um governante exponha seu povo à doença e à morte intencionalmente.” 
"Nosso estudo mostra que há um plano sistemático de disseminação do novo coronavírus no Brasil promovida pelo governo federal por razões eleitoreiras e econômicas”, disse. “Trata-se de um crime contra a humanidade por se tratar de um ato desumano, um ataque sistemático contra a população civil. A maioria das mortes seria evitável se uma estratégia de contenção da doença tivesse sido adotada; isso constitui uma violação sem precedentes do direito à vida e do direito à saúde dos brasileiros.”

Se não fosse quem é, Bolsonaro poderia fazer como Trump, que quando percebeu que sua reeleição escorria pelo ralo virou o leme e passou a defender vacina, uso de máscaras e isolamento social. Aliás, como Bolsonaro está fazendo agora.
 
Mas não por muito tempo. Ontem mesmo Bolsonaro já voltou a criticar o lockdown e a defender "tratamento precoce" (que não existe) contra o coronavírus. Para voltar a sair sem máscara não vai demorar muito.
 
A cadeia no Brasil ou no exterior deve ser seu destino. Por Justiça.



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