quinta-feira, 8 de julho de 2021

Em nota, Forças Armadas defendem militares corruptos e atacam CPI


Para quem ainda fazia uma separação entre o governo genocida de Bolsonaro e as Forças Armadas, está aí em cima, na reprodução da nota emitida ontem pelo Ministério da Defesa, assinada também pelos comandantes das 3 Forças, a prova de que Bolsonaro e as Forças Armadas estão juntos e misturados. 
 
Em vez de se defenderem de acusações que lhes são feitas, atacam as instituições. No caso das Forças Armadas, com a ameaça velada de que tomarão providências se forem citados novamente na CPI. Que providências?
 
Não houve acusação alguma. Há apenas o envolvimento de vários militares, especialmente do Exército, da ativa e da reserva, em negócios obscuros, que estão sendo investigados pela CPI. 

A nota é descabida e mentirosa, pois afirma que agem em "fiel observância da Lei", o que a simples existência da nota desmente.

Não houve ataque às Forças, apenas a militares possivelmente envolvidos em desvios e propinas na compra de vacinas.  Ao tomar a parte pelo todo, as Forças Armadas abraçam os possíveis corruptos e se misturam a eles na sujeira que sair das investigações em curso.

O que temem? Por que o Exército já colocou sob sigilo de um século o processo do general Pazuello? Por que a nota intimidatória, ameaçando-nos com as armas, uniformes, salários, aposentadorias, pensões, tudo pago pelo conjunto do povo brasileiro? Por que se julgam uma casta superior, acima de qualquer suspeita?

Podem até tentar e conseguir um golpe, mas se sustentarão como? Não há lugar para um golpe militar clássico nos dias de hoje num país de tamanho e importância do Brasil. 

Se agem "em observância da Lei", como afirmam na nota, não deveriam tê-la emitido e, sim, tomado providências na Justiça contra o que consideram abuso da CPI.

O resto parece apenas uma forma de pressionar a CPI para que não investigue os militares criminosos, caso haja - o que as investigações preliminares indicam.

A reação da sociedade civil tem que ser enérgica. Pena que nossos jornalões tenham tratado a nota sem o destaque merecido em suas primeiras páginas. Covardes ou cúmplices.





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