Vídeo resume em 9' a ocupação da França pela Alemanha de Hitler e mostra covardia e humilhação contra as mulheres

Hoje, a França comemora o dia da libertação do país da Alemanha nazista. De 11 de novembro de 1942 a 25 de agosto de 1944, a França esteve ocupada pela Alemanha. Deveria ser um dia de comemoração e alegria. Mas não foi assim. Embora sejam famosos os casos dos simpatizantes franceses ao nazismo, ao final, a libertação foi comemorada em parte com agressão às mulheres que teriam colaborado com as tropas invasoras, muitas como prostitutas.
 
Este documentário de curta-metragem do diretor francês Jean-Gabriel Périot, que recebeu vários prêmios internacionais. Participou também do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, em 2006, e da Mostra Internacional Minas, onde recebeu os prêmios de Melhor Diretor Internacional – Prêmio do Júri Oficial, para Jean-Gabriel Périot, Melhor Montagem Internacional – Prêmio do Júri Oficial e Melhor Som Internacional – Prêmio do Júri Oficial.
 
Em aproximadamente nove minutos, o filme mostra como estava a França, logo após a retirada dos nazistas, em 1944, quando o país readquiriu sua soberania.

Num trabalho de montagem incrível, Périot consegue narrar desde a ocupação até a retirada das tropas alemãs (com o ditador do bigodinho à côté) em pouco mais de dois minutos, logo ao início do vídeo.

Em seguida, vem a alegria da libertação. Mas o filme mostra também – e esta é sua parte principal, destacada desde o título ("Ainda que elas fossem criminosas") – o comportamento covarde e irracional de parte da população, que agride e humilha um grupo de mulheres, acusadas de terem se relacionado com os nazistas durante a ocupação. Como se boa parte da França não houvesse cooperado com os nazistas.

Como diz o título, ainda que fossem criminosas, o tratamento que lhes foi dispensado (repare num covarde que esbofeteia uma das mulheres, pouco depois do quarto minuto) mostra que os nazistas saíram, mas o nazismo ficou.

É um monumento à estupidez humana, à mesquinharia, à pequenez, à covardia. Repare nos rostos das mulheres agredidas e humilhadas e nas expressões alegres e dissimuladas dos que deveriam apenas estar comemorando a vida, o fim do bode da ocupação nazista.
 
Em vez de acolhimento (em minha opinião prostituição em país invadido é estupro) elas foram agredidas e cruelmente humilhadas. Assistam. 

[Postado originalmente aqui no blog em fevereiro de 2008]







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