domingo, 21 de agosto de 2022

Eles querem voto auditável para comprar voto com comprovante


A coluna de Janio de Freitas hoje na Folha vai ao ponto como quase sempre: Cobrança de comprovante e o suborno do eleitor são a mesma fraude.

O grupo de empresários adeptos do golpe proporciona, à revelia, o elemento decisivo para explicar a campanha contra as urnas e, com isso, comprovar o objetivo de fraude eleitoral de Bolsonaro. Os empresários pró-ditadura tornaram ainda maior a gravidade das ações do próprio ocupante da Presidência, e de seus apoios civis e militares, para desmoralizar a Justiça Eleitoral e as eleições no Brasil.

Um dos temas dos empresários golpistas, revelado pelo repórter Guilherme Amado no site Metrópoles, é a remuneração de trabalhadores que aceitassem dar seu voto a Bolsonaro. Pagamento em dinheiro.

Esse foi o motivo de Bolsonaro lançar sua campanha antiurna alegando a necessidade de recibo do voto, emitido pela máquina, contra fraudes. Derrubada a tolice, a exigência ainda hoje é de qualquer comprovação do voto.

Bolsonaro e seus apoiadores jamais encontraram um argumento para sobrepor à tola alegação de segurança "para o próprio eleitor". A comprovação, porém, é que traria aos pagadores a certeza do suborno a ser quitado.

Como a presença de Luciano da Havan e outros ligados aos Bolsonaro dá certeza à conexão do grupo Empresários & Política às táticas importadas do planejador de Trump, Steve Bannon, para o candidato de cá. A cobrança de comprovante e o suborno do eleitor são a mesma fraude.

O mais eficiente dos senadores, Randolfe Rodrigues, já requereu inquérito sobre os planos de empresários como os donos dos 62 restaurantes Coco Bambu, do Barra World Shopping e outras fortunas.

Entre os vários inquéritos e ações contra Bolsonaro, porém, falta e será justo incluir o de conspiração contra o regime de Estado democrático de Direito. E o de agir para a sedição armada contra o Poder Judiciário e a Constituição. Propósito configurado nos atos legislativos para armar civis, inclusive com armas de guerra, e na atração de militares para ações corrosivas das eleições e do regime constitucional.

Os empresários golpistas completaram uma visão clara, para os militares em geral, do que muitos deles estão apoiando ou facilitando. Cientes ou não, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, outros generais e coronéis pressionam a Justiça Eleitoral contra as urnas herméticas porque contrárias à fraude pró-ditadura.

O 7 de Setembro vem aí com a celebração eleitoreira de Bolsonaro em Copacabana, Exército, Marinha e Aeronáutica como participantes. E suspenso o desfile na av. Presidente Vargas para evitar que a multidão vá à "parada" tradicional no centro e emagreça a agitação bolsonarista.

Faltam muitos processos criminais a Bolsonaro e seus acólitos mais próximos. Até originais, a exemplo do processo merecido por Michelle Bolsonaro. A pajelança que faz no Planalto às noites de terça-feira, por ela revelado com prazer, comete inúmeras transgressões.

Primeira-dama não é cargo oficial, logo, não dá à portadora do título a entrada nas dependências executivas da Presidência depois de encerrado o expediente. Michelle entra com seu time de exorcismos na área mais sensível do palácio, o gabinete presidencial, que ela acha ter sido, antes de 2019, "consagrado aos demônios". Bem, o ocupante era Michel Temer, a quem, no mínimo, Dilma identificou como traidor. E tinha até o hábito de receber visitas noite a dentro, às escondidas, para entendimentos sigilosos.

Certo é que o gabinete permanece com presença demoníaca. Michelle dá a prova definitiva. Se renova a pajelança toda terça-feira, "depois que ele sai de lá", é porque o time de exorcistas continua detectando fluidos diabólicos também renovados por lá. Apesar disso, a entrada de um grupo à noite, no palácio e em dependência onde são comuns documentos importantes, é transgressão perigosa a todas as regras de segurança do centro de governo —seja isso mesmo ou não.

O rosto bonito e amável de Michelle iludiu por quase quatro anos. De repente, ilustra acusações pessoais até mais fortes que as de Bolsonaro, e com estas igualadas na falsidade. Talvez seja reação dos demônios incomodados no Planalto.

Ainda assim, Michelle é passível de processo criminal, cuja falta não se justifica. A concessão possível a ela, é dar-lhe a companhia do general Augusto Heleno Pereira, que passa por responsável pela segurança institucional.

O inquérito dos empresários pró-ditadura vai intoxicar ainda mais a campanha eleitoral.


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