Governo de Minas contradiz Vale sobre Congonhas e Ouro Preto: "Houve rompimento"

O superintendente de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Gustavo Endrigo, informou, na manhã desta quinta-feira (29/1), que houve rompimento de uma estrutura da Vale na madrugada de domingo (25/1).

Endrigo explicou que houve rompimento de uma leira (barreira de segurança) na cava 18, na mina Viga, em Congonhas. Por isso houve a extravasão de que a Vale fala em sua defesa.

O extravazamento ocorreu na segunda-feira, dia 26, menos de 24 horas depois de um anterior, quando cerca de 220 mil m³ escorrerem de uma cava da mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas. Segundo a Defesa Civil Municipal, a água com rejeitos alcançou o rio Maranhão, principal da cidade, que deságua no Paraopeba. [O Tempo]

Em razão desse fato, o Núcleo de Emergência Ambiental fez algumas determinações.

  • A primeira delas, da suspensão cautelar da deposição de rejeitos dentro dessa cava, até que se garantam condições de segurança e de controle ambiental dessa estrutura e da atividade desenvolvida. 
  • Também foram aplicadas duas multas para a Empresa Vale em razão desse caso, duas autuações. Uma delas pela poluição ambiental, agravada pelo atingimento de propriedade de terceiros, somada a uma outra autuação por deixar de comunicar essa ocorrência ao órgão ambiental.


"A Vale não nos noticiou esse evento. E essas duas autuações somadas totalizam em torno de R$ 1,3 milhão", informou o superintendente.

 


 

A denúncia de Duda Salabert

A deputada Duda Salabert (PDT-MG) havia denunciado o rompimento em suas redes sociais, inclusive mostrando imagens.

 

 

 Resposta da Vale

 

Até o momento, a resposta da Vale limitou-se a este Comunicado:

A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. 

 



Muito pouco para a imagem institucional que a Vale tem distribuído em vários filmes de propaganda, super bem feitos, onde reforça sua preocupação com o meio ambiente, a natureza, a cultura e o Planeta.

A "nova" Vale repete a velha, que teve sua imagem desgastada nas tragédias dos rompimentos das barragens do Fundão, em Mariana, e de Brumadinho, ambas também em Minas.

A Vale se esquece de uma lição básica difundida pelo velho comunicador de sucesso nas rádios e TVs brasileiras Abelardo Barbosa, o Chacrinha: "Quem não se comunica se trumbica".



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