Embora diga que foi ungido pelo pai e tenha razoável desempenho nas pesquisas recentes, após assumir a pré-candidatura à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro não empolga a direita — exceto a bolsonarista — e parece fazer a alegria da esquerda, que o vê como o candidato mais fácil de ser derrotado por Lula.
Parece que é o que pensam aqueles que pensam — todos os que não estão enquadrados na bolha bolsonarista...
Se Flávio não consegue animar nem o pastor Malafaia, como pretende vencer Lula?
É o que pensam mercado e mídia, que desde sempre têm um candidato preferido — o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas — e agora parecem convencidos de que a chapa para ser vencedora deve ter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.
Michelle soma na chapa com Tarcísio por ser mulher — embora o estado governado por Tarcísio seja o líder em feminicídios — , por ser evangélica, mas, principalmente, por ser Bolsonaro.
Não é que mídia e mercado achem que Tarcísio de Freitas é grande coisa. Ele faz um péssimo governo em São Paulo, e só não é mais mal avaliado porque a mídia passa pano para sua incompetência e arrogância e seu servilismo a Bolsonaro e a Trump.
Já imaginaram o Brasil sob Tarcísio quando houve o tarifaço de Trump? Ele entregaria até as calças, imagine terras raras e Amazônia. Tudo apenas para ouvir de Trump que ele é um "nice guy"...
O que mercado e mídia querem de Tarcísio
O que mercado e mídia querem de Tarcísio é aquilo que ele pode performar melhor: privatizações. Como ele vibrou ao bater o martelo da venda da Sabesp! Uma, duas, três...várias vezes, até quase quebrar o martelo.
Não importa que a conta de água tenha subido, São Paulo tenha ficado sem água durante as festas de Natal e Ano Novo, e muitas pessoas recebam apenas água suja quando a recebem. Para mídia e mercado isso não é problema (Telejornal da Globo chegou a dizer que o aumento na conta de água em São Paulo poderia ser benéfico, já que diminuiria o consumo e sobraria mais água nos reservatórios quase secos).
O que importa é que Tarcísio privatizou com gozo. E terá maior prazer ainda em fazer o que mercado e — seu porta-voz — mídia mais querem: privatizar Banco do Brasil, Caixa Econômica e a joia da coroa — Petrobras.
Não importa que isso venha incendiar o país. Tarcísio vai fazer valer sua formação de militar e experiência no massacre de Cité Soleil no Haiti para mandar baixar o sarrafo nos manifestantes e fazer viger até uma GLO, ou um estado de sítio, ou mesmo um golpe de Estado, que Bolsonaro tentou, mas não concluiu.
Para isso eles confiam no Tarcísio.
Mídia, mercado e Flávio Bolsonaro...
Como mídia — Rede Globo, O Globo, Estadão, Folha — vão defender um candidato, que eles mesmos denunciaram em suas páginas e edições como o Flávio Rachadinha, associado a milicianos e assassinos, com repercussão internacional?
imagem
MP denuncia Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz por esquema da ‘rachadinha’ na Alerj
O Ministério Público do Rio acusa Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e outros 15 investigados de participar do esquema de corrupção conhecido como ‘rachadinha’, em que o parlamentar fica com parte dos salários dos funcionários.
O jornal O Globo revelou nesta quarta-feira (4) que uma antiga assessora de Flávio confessou aos promotores a prática da ‘rachadinha’.
A reportagem revelou o depoimento que Luiza Sousa Paes deu ao Ministério Público em setembro. Ela admitiu que nunca atuou como funcionária de Flávio Bolsonaro e contou que era obrigada a devolver mais de 90% do salário.
As investigações começaram em 2018 depois que um relatório do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, identificou movimentações suspeitas na conta bancária de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, quando Flávio era deputado estadual. Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. [Jornal Nacional, 4/11/2020]
'Rachadinha' aumentou patrimônio de Flávio Bolsonaro em R$ 1 milhão, diz Promotoria
O patrimônio ilícito acumulado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2010 e 2014 por meio da "rachadinha" somou quase R$ 1 milhão, afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro.
O valor consta na denúncia apresentada na última semana ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio contra o filho do presidente Jair Bolsonaro e se refere à diferença entre as despesas da família do senador e a renda declarada pelo casal no período.
O MP-RJ identificou que o casal não teria como explicar gastos que somam R$ 977,6 mil no intervalo de cinco anos. Boa parte deles foi feito por meio de pagamento em dinheiro vivo ou a partir das contas do casal após serem abastecidas por depósitos em espécie. [Folha, 8/11/2020]
Organização criminosa, peculato por 1.803 vezes e 263 atos de lavagem: veja todas as imputações a Flávio Bolsonaro, Queiroz e mais 15 pelas 'rachadinhas' na Alerj
Após dois anos de apurações marcados por quebras de sigilo, diversas diligências e uma prisão emblemática, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro, o assessor parlamentar Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas, descrevendo 1.803 crimes de peculato e 263 atos de lavagem de dinheiro envolvendo o esquema de 'rachadinha' instalado no ex-gabinete do filho '01' do presidente na Assembleia Legislativa fluminense. A promotoria detalha a estrutura da organização criminosa que Flávio é acusado de liderar e frisa que as investigações não cessaram, podendo chegar a outros crimes e envolvidos.
Na peça de 290 páginas apresentada ao desembargador Milton Fernandes de Souza - que se tornou relator do caso Queiroz no órgão especial do Tribunal de Justiça fluminense após uma série de recursos apresentados pela defesa do senador para prorrogar o direito ao foro privilegiado - a Procuradoria aponta que a organização criminosa comandada por Flávio Bolsonaro, desviou R$ 6.100.091,52 dos cofres da Assembleia Legislativa do Rio, mediante desvio de pagamentos em favor de doze 'funcionários fantasmas'.
Dos valores desviados, ainda segundo o MPRJ, R$ 2.079.149,52 foram comprovadamente repassados' para a conta bancária de Fabrício Queiroz, o faz-tudo da família Bolsonaro e apontado como operador financeiro do esquema das 'rachadinhas'. Já R$ 2.154.413,45 foram disponibilizados à organização criminosa mediante saques elevados de dinheiro em espécie 'na boca do caixa'.
A participação dos denunciados, por sua vez, é dividida em três núcleos na acusação: político, operacional e executivo. O primeiro tem como figura única Flávio Bolsonaro, suposto líder da organização criminosa com poderes para nomear e manter pessoas em cargos de comissão em troca do repasse de parte dos salários dos mesmos. [Estadão, 11/11/2020]
Denúncia contra Flávio Bolsonaro aponta que miliciano Adriano era parte do esquema de 'rachadinha'
A denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega também era parte do esquema da "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), como mostrou o Jornal Nacional nesta sexta-feira (6).
Segundo a investigação, em 2007, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro nomeou Danielle Mendonça da Costa, mulher do ex-policial militar Adriano, assessora parlamentar. Naquele mesmo ano, Flávio contratou – também como assessor parlamentar – Fabrício Queiroz, que está em prisão domiciliar e é apontado como o operador do esquema.
Acusado de comandar um grupo de extermínio e de ter ligação com a milícia no Rio, Adriano foi morto na Bahia em fevereiro deste ano, em troca de tiros com a polícia. [G1, Globo, 6/11/2020]
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostou? Comente. Encontrou algum erro? Aponte.
E considere apoiar o blog, um dos poucos sem popups de anúncios, que vive apenas do trabalho do blogueiro e da contribuição dos leitores.
Colabore via PIX pela chave: blogdomello@gmail.com
Obrigado.