Maduro fala da Venezuela antes de Chávez, da democracia, das comunas, do combate ao narcotráfico, da direita venezuelana e sobre sua fé em Cristo
Estes são alguns trechos da última entrevista concedida pelo presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Foi concedida ao jornalista Ignacio Ramonet no dia 31 de dezembro, num passeio automobilístico por Caracas num carro dirigido pelo próprio Maduro (ele trabalhou desde jovem como motorista de ônibus na Venezuela). Foi publicada na TeleSur, onde pode ser lida na íntegra.
Venezuela antes de Chávez
Presidente Nicolás Maduro — Claro, o fluxo do petróleo distorceu tudo. Nós não escolhemos ter um modelo rentista dependente do petróleo, não fomos nós que escolhemos. Quando nasci, em 1962, já haviam imposto o modelo de capitalismo rentista dependente do petróleo, e éramos uma colônia petrolífera dos Estados Unidos. O que escolhemos foi começar a construir as bases para romper com o rentismo petroleiro, para construir nosso modelo. E o Comandante Chávez deixou as diretrizes no Plano da Pátria, e nós provamos, no pior momento, no bloqueio que nos impuseram, que nos tiraram 99% das receitas petrolíferas, que não havia, não se produzia nada na Venezuela, não podíamos mais importar nada, dissemos: vamos seguir em frente, vamos crescer nesta conjuntura. Foi isso que aconteceu. A Venezuela cresceu, do ponto de vista espiritual, do ponto de vista doutrinário da política econômica, elaboramos uma política absolutamente correta, de uma economia real, com valores reais, que se articulou em uma nova força produtiva. E o que cresce? No ano passado, tivemos um crescimento de 9%, e este ano será mais ou menos 9%, talvez mais. O que cresce? Cresce a economia real, cresce a economia que produz bens, serviços, que produz riqueza em uma fase avançada, que realmente impressiona. Temos elementos muito importantes.
A democracia na Venezuela
Ramonet — Olha, presidente, quero falar de outra coisa que não se fala muito. É a originalidade do modelo político venezuelano. Neste ano de 2025, você em particular, não é que seja novo, mas você estimulou muito este ano o Estado Comunal, não é? E, nesse contexto, por que decidiu aprofundar a autogestão popular em vez de centralizar o controle, em um momento de tantas ameaças contra a Venezuela? A comuna é a resposta política bolivariana ao modelo de democracia liberal promovido pelo Ocidente? Há um modelo específico de democracia venezuelana em que está pensando?
Maduro — ... a democracia ocidental, a democracia clássica que chamam de liberal, entrou em um esgotamento terminal, já não representa os povos, são democracias sem povo, são democracias manipuladas, manipuláveis, são democracias para minorias e, cada vez mais, são democracias que funcionam a partir dos multimilionários, dos grandes consórcios; são democracias submetidas à manipulação das redes sociais, à manipulação emocional das redes sociais. Então, a comunidade, o cidadão, não tem poder nessas democracias. Fundamentalmente. Isso não quer dizer que não haja experiências positivas no que chamam de democracia ocidental. Claro que há.
Assim, desde o início, em nosso projeto original, inspirado em Bolívar e Simón Rodríguez, em Ezequiel Zamora, n’O Livro Azul, o comandante Chávez propõe refazer a democracia por meio de um processo popular constituinte. E refazer a fórmula da democracia para construir uma democracia cotidiana. Uma democracia permanente. Uma democracia com o povo. Onde todo o poder é dado ao povo. E o que é o poder? Em primeiro lugar, o poder é política. Decidir. Decidir as políticas públicas. Em segundo lugar, o poder econômico. Decidir os orçamentos. Decidir os orçamentos da nação. E o poder da cultura, o poder da educação. Então, é isso que estamos construindo. O Comandante Chávez fundou os conselhos comunais, fundou o conselho das comunas. E você pode se lembrar como ele me encarregou disso, mas ele encarregou todos nós. Ele me disse, Nicolás, segurando meu ombro, eu te encarreguei das comunas como eu te encarregaria da minha vida.
Quando ele disse isso, senti aqui no ombro, ao lado dele, o peso dos séculos. Mas, felizmente, nosso povo assumiu esse peso e agora ele não me pesa mais. Olha, meus ombros estão livres, porque nosso povo agora está exercendo a democracia direta.
Este ano tivemos quatro consultas nacionais. Ah, claro, para a AP, EFE, CNN, UPI, AFP, para os meios de comunicação ocidentais não existe democracia direta. Para eles, o que existe é o ataque permanente contra a Venezuela bolivariana. Mas aqui eu desafio quem quiser debater, quem quiser, seja qual for o nome, o cargo que ocupe, eu o desafio a debater em qualquer bairro de Caracas que quiser com nosso povo, não comigo, que debata com o povo, para que veja como está sendo construída uma nova democracia.
Não pretendemos ser modelo para ninguém, mas sim, nos sentimos orgulhosos do que estamos construindo. Assim, o povo está se empoderando, se forjando, se formando, quatro consultas, uma trimestral, e além disso, este ano aprovamos, o número é 33.000 projetos populares financiados, construídos, que são obras, ambulatórios de saúde, clínicas de saúde popular chamadas CDI, escolas, liceus, vias, rodovias, infraestruturas, casas para idosos, casas para jovens e por aí vai. Resolução, solução de problemas.
De onde vêm os projetos? Da assembleia de bairro. E como os projetos são aprovados? Não são aprovados por um prefeito, um ministro, um presidente. Eu não aprovo para esta comunidade, veja, faça tal coisa, não. É aprovado com o seu voto, o povo. 33.000 projetos, foram investidos mais de 330 milhões de dólares. De onde vieram esses 330 milhões de dólares? O equivalente em bolívares veio dos 14 motores, dos impostos cobrados, das vendas ao exterior, do petróleo, desses navios petroleiros que partem, e depois se transforma em obras comunitárias, em necessidade, em solução para a necessidade.
Então, acredito que estamos construindo uma democracia vigorosa, de ciclo permanente, de participação direta, onde o povo tem o poder e somente o povo decide. É por isso que faço minha a expressão de Chávez quando ele dizia “não é um homem, é um povo”. Não é Maduro, é uma República, é um povo.
E o que Maduro faz é ser o intérprete de um poder que é o poder popular.
As comunas
Maduro — Existem 49.000 conselhos comunais. E há 4.100 comunas. Mas estamos organizados para as consultas trimestrais em 5.336 circuitos comunais. Como é isso? Bom, onde há comunas, a comuna articula os conselhos comunais e é um circuito comunal. Mas onde ainda não há comunas, foram organizados circuitos comunais para que as pessoas pudessem votar e decidir. Portanto, é um modelo nosso. Não copiamos de ninguém.
Ramonet — E isso vale tanto para a cidade quanto para o campo. Tanto na capital quanto no interior.
Maduro — De norte a sul, de leste a oeste. Você pode ir para a montanha mais distante, para a aldeia, para o campo, para o bairro que quiser agora, se nós fôssemos agora para qualquer bairro, o que acontece é que as pessoas já estão comemorando o dia 31 agora, mas, onde você quiser ir a esta hora, onde quiser, você pode entrar e lá há um conselho comunal, uma comuna, lá há porta-vozes, liderança. 70% da liderança é composta por mulheres. Então, é realmente o que eu chamo de 2025, que foi o big bang do poder democrático da Venezuela. É parte do poder nacional.
A guerra midiática
Maduro — Criamos um sistema nacional que já começa a ter impacto internacional e que eu chamo, no livro que publiquei, de manual, que é Das ruas às redes, das redes aos meios de comunicação, dos meios de comunicação às paredes. E a Rádio Bemba. E a Rádio Bemba, que na Venezuela chamam de Boca Poderosa.
Então, temos vindo construindo o sistema. Ainda há muito a ser feito, mas sinto-me realmente muito feliz com a forma como milhões de homens e mulheres aqui na Venezuela e no mundo defendem a verdade da Venezuela. A guerra é cognitiva porque a guerra é pelo cérebro, o cérebro controla as emoções e controla os conceitos. A guerra é cognitiva. E para uma guerra cognitiva é preciso criar força de consciência, força de valores, força espiritual e travar a batalha com a verdade. Nossa maior arma não é um foguete nuclear, nossa maior arma é a verdade da Venezuela, que é irrefutável, que é devastadora e que, quando nos abrem uma brecha como essa para dizer nossa verdade, realmente acendem as luzes para o bem do nosso país. Defendemos nosso direito à paz, defendemos nosso direito à soberania nacional, ao direito internacional que garante a autodeterminação dos povos.
Defendemos o direito ao futuro e ao desenvolvimento. São direitos fundamentais garantidos pela Organização das Nações Unidas e por todos os tratados internacionais. O direito ao desenvolvimento dos povos, o direito ao futuro, o direito à paz e defendemos uma história gloriosa, a história dos libertadores e libertadoras da América. Portanto, acredito que esse sistema de ruas, redes, meios de comunicação e paredes vai ganhar cada vez mais força, mais corpo, e nos permitirá, em 2026 e nos anos seguintes, que a Venezuela seja conhecida por suas verdades e não por tanta manipulação e tantos ataques sujos que fazem.
[...] Agora, o mundo precisa entender, a opinião pública americana precisa entender, que os povos do sul têm o direito de existir, de viver, que não se pode tentar impor com a Doutrina Monroe, nem com qualquer outra doutrina, um novo modelo colonial, um novo modelo hegemônico, um novo modelo intervencionista, um modelo em que os países tenham que se resignar a ser colônias de uma potência, e nós, os povos escravos de novos senhores. Isso é inviável, totalmente inviável no século XXI. E eles têm que entender esses números que existem, imagino que nos altos níveis de decisão do Estado nos Estados Unidos, do Estado em geral, de todas as instituições, eles devem ter dados confiáveis de como se comporta, porque há uma coisa que agora chamam de Big Data, e fazem isso com inteligência artificial e você pode ter a opinião pública de todos os países.
Sobre a direita venezuelana
Maduro — Hoje, podemos dizer que os Estados Unidos não têm nenhuma força política aliada na Venezuela, porque essa senhora chamada María [Corina] Machado [Prêmio Nobel da Paz(?)], na Venezuela, é chamada de “sayona” e tem 85% de rejeição, de repúdio total da sociedade venezuelana. Nem ela, nem o que ela representa, jamais teriam capacidade para governar este país.
Eu sei que eles sabem disso. No norte sabem disso e, em geral, no mundo sabem disso. E eles têm que saber que nós, as forças patrióticas do país, o presidente Maduro, muito além do PSUV, muito além do Grande Polo Patriótico, neste momento temos mais de 70% de apoio na luta que estou travando pela defesa da soberania nacional e pela paz.
Mais de 70%. Nunca tivemos esses números. E é claro que aqui houve apoio ao Comandante Chávez em todas as suas etapas e é claro que conquistamos apoio em diferentes etapas, como demonstramos nos processos eleitorais.
Portanto, são números muito contundentes que mostram o estado da opinião pública nacional e como a Venezuela alcançou um nível de consenso de união nacional nunca visto antes. Nunca visto antes. Eu chamo isso de união perfeita entre o povo, os militares e a polícia, mas poderíamos até chamá-la de a união mais ampla de todos os setores, a união nacional que nunca tivemos.
Essa é a resposta imunológica natural da sociedade venezuelana à agressão ilegal, desproporcional, ameaçadora e belicista que sofremos durante 28 semanas consecutivas.
Sobre o cerco do Estados Unidos à Venezuela
Maduro — Acho que há um debate aberto na sociedade dos Estados Unidos, aqui na Venezuela também. O que o atual governo dos Estados Unidos busca com todas essas ameaças? Incomuns, ilegais, dizem que extravagantes também.
E qual é o seu objetivo? O que eles buscam? É evidente que eles buscam se impor por meio de ameaças, intimidação e força. Tudo isso viola o direito internacional da paz que foi estabelecido após a guerra com a fundação da Organização das Nações Unidas, em 1945, precisamente há pouco tempo completaram 80 anos da fundação das Nações Unidas. E o direito internacional, a Carta das Nações Unidas, que é a espinha dorsal de todo o direito internacional pós-guerra, proíbe e condena expressamente que um país ameace outro com o uso da força. Proíbe, condena e estabelece como crime internacional. E condena e proíbe o uso da força de um Estado contra outro, entre outros elementos.
Isso tem um grande conteúdo legal, jurídico. Eles estão violando as leis internacionais de forma descarada e, além disso, tem um grande componente ético, moral. Porque o povo dos Estados Unidos tem que se perguntar se elegeu o atual governo para iniciar intervenções militares novamente na América Latina.
[...] será que vocês nos Estados Unidos têm orgulho do que aconteceu no Vietnã? Acho que não.
Se você fizer uma pesquisa, 80% dos Estados Unidos não querem uma guerra do Vietnã. Não querem uma nova guerra no Afeganistão. Ou será que estão orgulhosos do Afeganistão? Ai, eles vão trazer uma guerra do Vietnã, uma guerra do Afeganistão, uma guerra do Iraque, uma guerra da Líbia para cá, para o Caribe, para a América do Sul. São reflexões. São reflexões. Portanto, a política do atual governo dos Estados Unidos é contrária ao que a sociedade americana e a humanidade aspiram.
Porque a humanidade aspira ao diálogo, à diplomacia, à paz, ao respeito entre os Estados, ao respeito entre os povos. Nós estamos dentro da nossa lei. Eu, como presidente, estou dentro da minha lei. Estamos dentro da nossa lei, da lei internacional, da Constituição. Estamos defendendo o que temos de mais sagrado, nossa terra, nossos recursos naturais. Porque qual é o objetivo? Qual é o objetivo do atual governo dos Estados Unidos? Eles já disseram. Apropriar-se de todo o petróleo da Venezuela. Eles já disseram. O ouro. As terras raras. As riquezas da Venezuela.
Portanto, há uma expressão em espanhol que diz: Assim não! Assim não! Queremos paz. Queremos respeito pelo direito internacional. E esperemos as semanas, os meses que estão por vir, e que a sociedade americana, a sociedade mundial, possa ir gerando respostas para dissipar e acabar com toda essa ameaça.
Sobre o narcotráfico
Maduro — A Venezuela tem um modelo, eu diria, perfeito, de combate ao narcotráfico.
Hoje conseguimos destruir o quadragésimo avião estrangeiro do narcotráfico colombiano. Quem? Os Sukhoi venezuelanos. Meus cumprimentos aos pilotos. Hoje foi neutralizado o combate no Llano venezuelano ao último chefe operacional do Tren del Llano, em Guárico, e a quatro dos seus capangas criminosos. Era o último que restava do Tren del Llano. Temos um modelo perfeito de combate ao narcotráfico e às gangues criminosas. Portanto, toda a cocaína que circula nesta região é produzida na Colômbia. Toda. Toda a cocaína. Somos vítimas do narcotráfico colombiano.
Não só hoje, mas há décadas. E conseguimos, com nosso modelo, controlar o impacto que o narcotráfico colombiano teve na Venezuela, no passado.
Portanto, temos um combate tremendo na fronteira. Dedicamos bilhões de recursos para ter policiais, soldados, operações, porque a fronteira colombiana está totalmente desprovida de proteção militar policial. Criamos três zonas de paz em todos os 2.200 quilômetros de fronteira com a Colômbia. Mas não há nenhuma colaboração do lado colombiano. Portanto, todo o trabalho temos que fazer nós.
E essas quarenta aeronaves, as quarenta vinham da Colômbia, com a lei em mãos, a lei de interdição, foram avisadas com antecedência, foi feito tudo o que tinha que ser feito e, depois, pim pum pam, os foguetes dos Sukhoi.
Chegamos hoje a 431 aeronaves de narcotráfico estrangeiras e colombianas abatidas, com a lei em mãos, então temos um modelo exemplar e muito eficaz.
Portanto, todo o resto faz parte de uma narrativa que nem mesmo os Estados Unidos acreditam, por nenhum motivo. E, simplesmente, como não podem me acusar, como não podem acusar a Venezuela de ter armas de destruição em massa, como não podem nos acusar de ter foguetes nucleares, de estar fabricando uma arma nuclear, de ter armas químicas, então inventaram uma acusação que os Estados Unidos sabem ser tão falsa quanto aquela acusação de armas de destruição em massa, que os levou a uma guerra eterna.
Os Estados Unidos sabem que isso é falso. Portanto, acredito que tudo isso deve ser deixado de lado e devemos começar a conversar seriamente, com dados em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se quiserem conversar seriamente sobre um acordo de combate ao narcotráfico, estamos prontos. Que se eles querem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para investimentos estadunidenses como com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem.
Nos Estados Unidos, eles devem saber que, se querem acordos integrais de desenvolvimento econômico, também aqui na Venezuela, é que eu já disse isso mil vezes, vejam o que aconteceu com a questão dos migrantes. Ah? Tenho que lhe dizer, porque chegamos a um acordo, em 31 de janeiro deste ano, com o enviado Rick Grenell, estava funcionando perfeitamente, e há três semanas, as autoridades do governo dos Estados Unidos desistiram de continuar enviando migrantes para a Venezuela, e simplesmente não enviaram mais migrantes, então eles falam sobre o tema da migração, mas foram eles que suspenderam o acordo de migração, entre outros temas; que se algum dia houvesse racionalidade e diplomacia, eles poderiam perfeitamente conversar, e nós temos maturidade e altura. Além disso, somos pessoas de palavra, Ramonet. Somos pessoas de palavra, pessoas sérias. E algum dia isso poderá ser conversado com o governo atual ou com quem vier depois. Estamos chegando por aqui.
O "bunker" venezuelano
Maduro — Eu tenho um bunker infalível, Deus Todo-Poderoso, eu entreguei a Venezuela ao nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o rei dos reis. O rei daqui, da nossa pátria. Eu me entrego a ele todos os dias. Eu entrego nossa pátria a ele. Sempre, não agora, sempre. E, além disso, o povo é nosso maior escudo, nossa maior inspiração, nossa maior energia. Porque por esse povo recebemos tudo o que somos.
E por esse povo damos tudo o que somos. Eu, simplesmente, não sou eu. Eu represento um projeto histórico que traz 500 anos de luta. Eu poderia dizer que sou Guaicaipuro, sou Bolívar, sou Zamora, sou Chávez, porque sou o povo. E acolher o povo, abraçar o povo, entregar o poder ao povo, é a razão de ser e a essência do nosso projeto histórico e, por esse caminho, sempre nos sairemos bem, sempre, em qualquer circunstância, nossa decisão absoluta é ser leais ao juramento de levar nossa pátria à grandeza. Mas para que a Venezuela seja grande, não precisamos prejudicar ninguém. Certo? Assim como os Estados Unidos, que querem ser grandes novamente. Bom, que sejam grandes pelo esforço, pelo trabalho, pela vocação pacifista. E não pela ameaça, nem pela guerra. Chega, basta de guerra. Simples, são convicções. Nós somos movidos por convicções, compromissos, juramentos e uma força divina, sagrada, que se perde de vista. Porque Deus está conosco e, como diz nosso povo, se Deus é por nós, quem será contra nós? Portanto, a vitória, em qualquer circunstância, sempre será nossa.
https://whatsapp.com/channel/0029VbBsQ5SLI8YSFXsdg92o
Apoie


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostou? Comente. Encontrou algum erro? Aponte.
E considere apoiar o blog, um dos poucos sem popups de anúncios, que vive apenas do trabalho do blogueiro e da contribuição dos leitores.
Colabore via PIX pela chave: blogdomello@gmail.com
Obrigado.