Dez dissidentes cubanos moradores dos Estados Unidos tentaram invadir Cuba na manhã desta quarta, dia 25. Foram abordados pela guarda costeira cubana e reagiram. Como resultado, quatro foram mortos e os demais feridos e presos.
Segundo o New York Times, a mídia estatal cubana informou que dez pessoas viajavam numa lancha rápida com base na Flórida. Elas se envolveram em um tiroteio com tropas da fronteira cubana. Eram cidadãos cubanos armados que viviam nos Estados Unidos.
A reportagem, citando um comunicado do Ministério do Interior, afirmou que “declarações preliminares” dos homens detidos na lancha indicavam que eles pretendiam realizar “uma infiltração com fins terroristas”.
O governo cubano não forneceu mais detalhes sobre as suspeitas ligações com o terrorismo. Mas afirmou que os homens portavam armas, coquetéis Molotov, coletes à prova de balas e roupas camufladas.
As autoridades cubanas prenderam um outro homem que admitiu ter voado até a ilha para encontrar a lancha, segundo o segundo comunicado do governo. A maioria dos homens a bordo da lancha tem antecedentes criminais ou violentos, acrescentou. O governo também começou a divulgar os nomes de alguns dos mortos e feridos.
O secretário de Estado Marco Rubio, que estava em São Cristóvão e Névis na quarta-feira em uma viagem diplomática, disse a repórteres que os Estados Unidos estavam investigando o tiroteio, mas que até então dependiam das informações fornecidas pelo governo cubano.
“À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder adequadamente”, acrescentou.
Questionado se o episódio poderia ter envolvido pessoal do governo estadunidense ou uma operação do governo dos EUA, Rubio respondeu: “Não”.
O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel comentou o ataque em seu perfil na rede social X:
"Cuba não ataca nem ameaça.
Já afirmamos isso repetidamente e reiteramos hoje:
Cuba se defenderá com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista e mercenária que busque afetar sua soberania e estabilidade nacional. "
#Cuba no agrede, ni amenaza.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) February 26, 2026
Lo hemos planteado en reiteradas ocasiones y lo ratificamos hoy:
Cuba se defenderá con determinación y firmeza frente a cualquier agresión terrorista y mercenaria que pretenda afectar su soberanía y estabilidad nacional. https://t.co/2g3b28fktl
NOTA DO MINISTÉRIO DO INTERIOR DE CUBA
Na manhã de 25 de fevereiro de 2026, uma lancha infratora foi detectada em águas territoriais cubanas, com registro da Flórida, Estados Unidos, número FL7726SH, aproximando-se a menos de 1 milha náutica a nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, província de Villa Clara.
Quando uma unidade de superfície das Tropas da Guarda Costeira do Ministério do Interior se aproximou, com cinco combatentes, para identificação, o barco infrator abriu fogo contra o pessoal cubano, ferindo o comandante da embarcação cubana.
Em consequência do confronto, até o fechamento desta informação, do lado estrangeiro, quatro agressores foram mortos e seis ficaram feridos, tendo sido evacuados e recebido assistência médica.Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma seu compromisso com a proteção de suas águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano, a fim de proteger sua soberania e estabilidade na região.
As autoridades competentes continuam investigando para esclarecer completamente os fatos.
MINISTÉRIO DO INTERIOR: NOSSA FORÇA É A FORÇA DO POVO
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