Tarcísio ataca Lula com calúnia vencida e recebe invertida de jornalista

Numa entrevista com plateia amiga, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, aquele que foi à Papudinha fazer seu beija-mão em Jair Bolsonaro, criminoso condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de quadrilha e outros crimes, resolveu, já que não tem nada de bom para falar de seu governo,  lançar uma calúnia contra o presidente Lula, em vez de responder à pergunta do jornalista.

Jornalista — Em que momento você se sentiu constrangido com as declarações do presidente Jair Bolsonaro? Com as frases dele em relação às urnas eletrônicas, em relação às mulheres, ou os pitis que ele já deu com a imprensa?

Tarcísio — Pedro, você fica constrangido de ter um candidato à presidência da República que já foi preso e comandou o maior esquema de corrupção da nossa história?

Tarcísio cometeu calúnia

A calúnia é um crime contra a honra definido no artigo 138 do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940), que consiste em imputar falsamente a alguém um fato definido como crime. A pena prevista é de detenção, de seis meses a dois anos, e multa. Para configurar o crime, a acusação deve ser falsa e imputar um crime específico.


É uma calúnia e o presidente Lula deveria fazer com Tarcísio o mesmo que fez com o procurador de deus Deltan Dallagnol, processá-lo. Lula processou o procurador — que só entrou na carreira por uma "pedalada judicial" do pai, a "teoria do fato consumado" — e Dallagnol foi condenado a indenizar o presidente em R$146 mil pelo medíocre e infamante PowerPoint cheio de acusações como a de Tarcísio: sem provas, mas com muita convicção.

A jornalista Hevelin Agostinelli, que também é advogada, publicou um react em seu perfil no Instagram em que concorda com o caminho do processo e vai além, questionando Tarcísio por acusações de corrupção em seu governo em várias áreas:

Hevelin — Já que Tarcísio de Freitas fez essa pergunta pro repórter, a sociedade também tem algumas perguntas pra ele:

  1. O esquema de desvio de dinheiro público pra repassá-lo pra grandes empresários como o dono da Ultrafarma e da Fast Shop, que acontecia até há pouco tempo na Secretaria da Fazenda do seu governo, o senhor é que era o chefe?
  2. A venda da Sabesp sem nenhuma necessidade, mesmo sendo uma empresa pública lucrativa e competente nas mãos do Estado, entregue numa licitação que só tinha uma empresa, se refere a algum tipo de esquema fraudulento?
  3. O dinheiro de campanha que você recebeu do pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, [do Banco Master] foi pra que você fizesse que tipo de favor a ele como governador do Estado de São Paulo? Tem relação com as fraudes do Banco Master?
  4. Por que o senhor nunca se interessou em investigar o PCC na Faria Lima? Por que os crimes financeiros ali tiveram que ser descobertos e combatidos pelo governo federal?
  5. Você sabia, Tarcísio de Freitas, que o seu ex-segurança era membro do PCC, quando ele foi preso em 2024?
  6. A sua polícia em São Paulo não sabia mesmo dos postos de combustíveis que lavam dinheiro pras facções criminosas?
  7. Até hoje, várias pessoas estão morrendo ao tomar bebidas alcoólicas com metanol. Sua polícia não é competente pra descobrir o que está acontecendo e quem está fazendo isso? 

Assista:



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