A jornalista Thais Oyama escreveu em sua coluna no Globo o que seria uma análise dos candidatos a adversários do presidente Lula na corrida eleitoral deste ano, com foco no senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado Democrático de Direito, Jair Bolsonaro. Mas, no meio do texto, como quem não quer nada, deixa escapar seu próprio antipetismo quando compara o presidente Lula a ratos.
No artigo, título e linha fina se completam para formar o sentido que ela tenta provar no texto completo:
O significado da subida de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
No campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo
Sem entrar no mérito da pesquisa Meio/Ideia que Oyama utiliza como base para fazer sua análise, a jornalista usa uma suposta subida de 5 pontos do senador Flávio na pesquisa para defender a tese de que ela não teria a ver com o fato de Flávio ter sido confirmado como o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo após um governo criminoso e a condenação que o colocou soluçante na Papudinha, ainda tem a preferência de boa parte dos eleitores de direita e da totalidade dos de extrema direita. Para Oyama, o motivo da subida é outro:
"Flávio Bolsonaro subiu cinco pontos percentuais em um mês na pesquisa da Meio/Ideia divulgada nesta semana. É um crescimento rápido e relevante, que põe o ungido de Jair Bolsonaro tecnicamente empatado com o presidente Lula. Mesmo nas hostes bolsonaristas, onde os números já eram esperados, ninguém credita a subida dele aos predicados de candidato. Tampouco atribuem o resultado à sua ainda indistinguível plataforma de campanha — até o momento limitada a promessas de reduzir impostos e fazer do irmão Eduardo ministro das Relações Exteriores.
A subida de Flávio Bolsonaro significa que, no campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo."
Mas a análise de Oyama logo em seguida tira a camisa da imparcialidade e deixa escapar na escolha de um ditado popular sua opção e seu pensamento político:
"ou, em outras palavras, a ideia de que não importa a cor do gato, desde que cace o rato."
De quem Oyama falava? Dos adversários de Lula. Logo, na comparação, eles — Flávio e os demais de direita e extrema direita — seriam os gatos para caçar o rato — Lula.
Além de infame e caluniosa em relação ao presidente Lula, Oyama é desrespeitosa em relação os eleitores que o elegeram e o apoiam para uma nova eleição, a quarta, daquele que foi apontado em pesquisa como o melhor presidente do Brasil de todos os tempos, goste dele ou não, vote nele ou não a jornalista.
Entre os inúmeros efeitos nefastos da criminosa Operação Lava Jato, restou ainda em grande parte da população o antipetismo, que existia antes da Lava Jato, forjado em antigas fake news — desde a época em que nem eram chamadas assim, mas de mentiras mesmo — de que o petismo tomaria um quarto de cada casa, Lula seria dono de uma mansão no Morumbi, até chegar ao triplex do Guarujá da Lava Jato.
No entanto, O Globo, de onde a jornalista saca sua comparação a Lula com um rato, até hoje não veio a público se desculpar pela intensa campanha que promoveu contra Lula e o PT durante a Lava Jato, inclusive concedendo prêmio de Personalidade de Ano a Sergio Moro, troféu entregue pelos donos das Organizações Globo, os irmãos Marinhos, filhos de Roberto Marinho.
Até hoje O Globo, GloboNews, TV Globo e suas emissoras de rádio não vieram a público pedir desculpas, mesmo envergonhadas, mesmo mentirosas, dizendo que "foram enganados por Moro e sua penca de procuradores", que ainda não foram julgados pelos crimes cometidos — mas uma certa caixa amarela parece que dará inicio a tudo, como já aconteceu com a condenação do ex-procurador de deus Deltan Dallagnol, condenado a indenizar Lula em R$ 146 mil pelo infame PowerPoint, ofensivo a Lula, mas que, nem ali, chegou a compará-lo a um rato.
Ano eleitoral é assim mesmo. A mídia sempre em busca de arrumar um "gato" para caçar o "rato", para depois descobrir que os papéis estavam trocados e os ratos eram seus gatos de estimação.
O ex-governador Leonel Brizola, outro perseguido incessantemente pelas Organizações Globo, desde que tinham apenas rádio e jornal, deixou uma lição ao povo brasileiro sobre a Globo:
"Se a Rede Globo for a favor, somos contra. Se for contra, somos a favor!”
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