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Folha esconde o Bolsonaro de Flávio. Michelle solta os cachorros


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Há seis anos o mundo parou e não temos o direito de esquecer isso, pelos que não podem lembrar


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Papudinha salvou a vida de Jair Bolsonaro; se estivesse em casa, teria morrido

Pelo menos é o prognóstico do médico e do próprio filho ungido candidato, senador Flávio Bolsonaro. O atendimento médico rápido da Papudinha e o envio imediato do ex-presidente ao hospital DF Star em Brasília salvaram a vida de Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no presídio federal.

Ontem, no final do dia, eu conversei com o médico do meu pai, Dr. Leandro Echenique, e o Dr me falou: ‘Flávio, mais uma vez, teu pai escapou por pouco. Porque, se ele ficasse mais uma ou duas horas lá no 19º Batalhão [Papudinha] e não fosse levado ao hospital, ele tinha grandes chances de se complicar’”, disse o senador.

O atendimento rápido pela equipe que monitora o preso 24 horas por dia deu a Jair Bolsonaro a chance que ele não teria, se estivesse em casa, como vivem reivindicando sua família, advogados e apoiadores. 

Basta lembrar que ele foi enviado para a prisão da Polícia Federal porque ficou horas tentando romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, que poderia tê-lo ferido gravemente, sem atendimento algum de seus familiares e acompanhantes.

Em casa ninguém teria os equipamentos e o conhecimento necessários para avaliar que o caso era grave e exigia um transporte urgente e imediato para o hospital, o que foi feito em uma ambulância do SAMU, também posta à disposição do único preso em todo o sistema prisional brasileiro com tal grau de monitoramento e mordomia.

Antes de passar mal na manhã dessa sexta, 13, Bolsonaro havia tido um dia normal na prisão, segundo os profissionais que o acompanham. Chegou a caminhar 5 km, acompanhado por fisioterapeuta, demonstrando boa disposição.

Bolsonaro estava bem, às 20h40 do dia anterior. 

 



Segundo relatório médico, Bolsonaro teria reclamado às 6h15 de mal estar. Constatada febre acompanhada de sudorese e baixa saturação de oxigênio, ele foi imediatamente transferido para o hospital de sua escolha, o DF Star, reconhecido por seu conceito de hotelaria seis estrelas, oferecendo atendimento de luxo, personalizado e de alta complexidade em Brasília..

Bolsonaro foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O estado de saúde de Bolsonaro é considerado grave por Cláudio Birolini.

“Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. Então, por favor, a gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias”, completou.

Em resumo, os Bolsonaros e bolsonaristas deveriam agradecer ao ministro Alexandre de Moraes por manter Jair Bolsonaro na Papudinha. Foi o que salvou sua vida. 



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André Mendonça, o ministro terrivelmente bolsonarista no caso Master contra Lula e Moraes


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Professor viraliza ao comparar sua vida com a de Bolsonaro na Papudinha

O professor e artista que usa o perfil @doantidoto no Instagram reage com indignação ao mimimi da família Bolsonaro, que chega ao absurdo de comparar a prisão do criminoso ex-presidente a tortura, e a postagem viraliza, com mais de 650 mil views.

Todo dia é Michelle de um lado, Flávio de outro, o traidor foragido Eduardo lá fora e principalmente Carluxo, que chora o dia todo, todo dia no X para manter o nome da família em evidência até as eleições, onde esperam se eleger e continuar a viver às custas do dinheiro público, como viveram e vivem a vida inteira. 

Flávio Rachadinha Bolsonaro, escolhido pelo pai para enfrentar Lula, chegou a estranhar e denunciar como absurdo o fato do pai estar trancado à chave na cela, como se não entendesse o sentido de prisão.

 



Em seu perfil no Instagram, o educador propõe um olhar diferente, que se faça comparação não com a vida de Bolsonaro com a de outros prisioneiros, porque seria até covardia, com presos se amontoando em triliches, onde dormem dois em cada andar, enquanto outros ainda dormem no chão, em celas superlotadas.  

Em vez disso, o educador compara as acomodações de Bolsonaro na Papudinha a seu apartamento e as mordomias de que desfruta o criminoso condenado a 27 anos e três meses de prisão às dificuldades do seu dia a dia.

"A área da prisão dele é de 65 metros quadrados. Só para ele, eu divido um apartamento de menos da metade desse espaço com mais uma pessoa e dois cachorros.

Ele recebe cinco refeições por dia. Eu como um pouco aqui, um pouco ali, porque é o que dá tempo de fazer. Ele tem um posto de saúde com dois médicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos em enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.

Eu tenho uma caixinha de remédios e outra com chá de camomila, hortelã e boldo. Ele tem 10 metros quadrados de área externa privativa, eu não tenho nenhum. Ele não precisa trabalhar para ficar lá, eu preciso me matar trabalhando para ficar aqui."

Confira a íntegra:

 

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Bolsonaro no STM: Julgamento pode cassar patente de capitão e declarar "morte ficta"

Bolsonaro no STM

Chegam nesta terça, dia 3, ao Superior Tribunal Militar os processos que podem levar à expulsão das Forças Armadas dos oficiais condenados no núcleo 1 da trama golpista,  começar pelo capitão Jair Bolsonaro, ex-presidente, líder da quadrilha, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros.

Além de Bolsonaro, também serão julgados os generais e ex-ministros Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Roberto Nogueira e o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

Condenados em última instância pelo STF, agora podem perder postos e patentes se forem condenados no STM. 

Problema é que, pelo regulamento do STM, os oficiais já saem ganhando de 1 a 0. São 15 os julgadores, 10 militares e cinco civis. Se houver empate em 7 x 7, o voto do presidente do STM, no caso a presidenta, Maria Elizabeth Rocha, tem que ser obrigatoriamente pela absolvição, mesmo que essa não seja a inclinação pessoal dela.

Bolsonaro, generais e almirante condenados

A decisão do STF foi por 4 a 1 em relação aos condenados pelos seguintes crimes:

  •     Organização criminosa armada;
  •     Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  •     Golpe de Estado;
  •     Dano qualificado pela violência e ameaça grave;
  •     Deterioração de patrimônio tombado.

 Ironicamente a previsão que sustenta juridicamente o pedido de expulsão dos militares está no Artigo 142 da Constituição, dispositivo sempre citado por bolsonaristas para defender o suposto “poder moderador” dos militares. O artigo aponta que oficiais com condenação transitada em julgado superior a dois anos devem ser alvo de uma representação de indignidade, para que percam o posto e a patente.

A presidenta do STM

Presidenta do Superior Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha afirmou em entrevista à revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (11), que após o julgamento no STF, o ex-presidente terá que lidar com a corte militar, onde deve sofrer uma dupla perda: a patente de capitão, seu principal mote eleitoral; e a o salário da reserva, o que lhe garante R$ 12 mil aos ganhos mensais, que ultrapassam R$ 100 mil – montante pago exclusivamente com recursos públicos.

“Ele poderá perder a patente de capitão”, disse a presidenta do STM, que vai julgar todos os militares condenados a mais de 2 anos pela corte civil. “Se ele vier a ser condenado e a sentença transitar em julgado no STF, a depender do quantitativo da pena que vai ser aplicada, ele será julgado também no STM e poderá vir a perder o posto, a patente para oficialato e os proventos, se o tribunal entender plausível”, emenda.

Segundo ela, “nesse caso da trama golpista, muito provavelmente os militares serão julgados no STM”, incluindo nessa conta o general quatro estrelas Walter Braga Netto, e seus comparsas fardados, Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, Almir Garnier, Mario Fernandes, Mauro Cid, entre outros militares denunciados na organização criminosa golpista.

“Sobre os atos perpetrados no 8 de Janeiro e os desdobramentos que os antecederam, por certo eu vislumbro a existência do cometimento de eventuais crimes militares, não só pela condição dos agentes perpetradores — militares da ativa e da reserva —, como em razão de o acampamento em frente ao QG do Exército ser um local sob administração militar, o que em tese atrairia a competência da Justiça Militar da União”, afirma a magistrada, sinalizando que a Justiça Militar pode acionar ainda os responsáveis por darem aval aos acampamentos golpistas em área militar.

Indagada se a condenação dos militares de alta patente pode provocar “insatisfação nas tropas”, Maria Elizabeth mostrou uma postura firme, dizendo que “essas insatisfações serão absorvidas” e rebateu: “O fato é: porque vai provocar insatisfações, não se condena?”.

Segundo ela, a condenação de Bolsonaro e de militares de alta patente pela Justiça Militar terá um caráter pedagógico dentro das Forças Armadas.

“Isso é muito simbólico, porque é importante mostrar para a sociedade que ninguém está acima da lei. E que o fato de vestirem fardas não os exonera dos compromissos de cidadania que todos nós temos o dever de zelar. Do militar se exige, por estar investido das armas da nação, por ser armado pelo Estado, uma série de restrições dos seus direitos fundamentais para o bem do Estado democrático e a preservação do bem-estar da sociedade civil, que é desarmada e vulnerável. Então, é necessário que se avalie, dentro dessa conduta, se houve um mau ferimento do éthos militar, da honra militar, daquilo que eles gostam tanto de falar, de um honor militar. Se realmente for verificado, o militar precisa ser punido”.

Maria Elizabeth, que é esposa de general – Romeu Costa Ribeiro Bastos – que foi alvo da Ditadura, afirma ainda que a “Democracia é um processo inacabado” e precisa ser aprimorada. Por isso, a punição aos militares golpistas deve ser exemplo.

“A história tem que servir de lição. Fico muito assombrada quando vejo as pessoas pedindo a volta da ditadura. Quem pede isso é porque não sabe o horror que era, não sabe o que é ter medo do Estado. Não tem nada pior do que ter o Estado como inimigo invisível porque ele é um algoz de que você não pode se defender”, diz.

“O Brasil, lamentavelmente, tem surtos liberalizantes, tem episódios institucionais corretos, legítimos, e outros nem tanto. Temos uma tradição autoritária. Não significa que essa tradição tenha necessariamente que ser a do golpismo. E isso o 8 de Janeiro deixou bem claro. O passado ainda é vivo”, emenda.

 

“Morte ficta”

Caso seja expulso das Forças Armadas, Bolsonaro perde a patente e o direito de se identificar como “capitão”, sendo ser impedido de usar o uniforme ou receber honras militares.

Contudo, o pagamento que ele recebia como capitão reformado é transferido para seus beneficiários diretos, como se ele tivesse falecido, o que no direito militar brasileiro é chamado de “morte ficta”. Ele apenas deixa de receber o valor diretamente.

O mesmo se aplica aos demais réus.



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Tarcísio diz que é bolsonarista e mente para provar

Em evento de um grupo empresarial, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas disse que é e vai continuar a ser bolsonarista. Vamos ver até quando.

Na Papuda há uma legião de bolsonaristas arrependidos. E as pesquisas apontam que o bolsonarismo vai diminuindo à medida que passa o tempo até se transformar apenas num pequeno agrupamento de fanáticos, como os que acreditam na terra plana e na dupla cloroquina e ivermectina como elixires contra todos os males.

Mas Tarcísio não se contentou apenas em se declarar bolsonarista. Achou que mais do que se dizer bolsonarista era preciso provar. Para isso usou da razão de ser do bolsonarismo, simbolizado no sentido oculto do M. intrometido entre Jair e Bolsonaro, fundador da seita: a mentira Jair Mentira Bolsonaro.

A mentira está na raiz do bolsonarismo, que diz uma coisa num dia, se desdiz no outro, sem corar. Bolsonaro repete hoje que nunca foi contra as vacinas, por exemplo.

Para provar-se bolsonarista, Tarcísio tratou de enfileirar uma série de mentiras:

"[Vamos continuar acreditando em] Um Brasil que vai aproveitar seu potencial, vai fazer a transição energética. Vamos continuar acreditando no SUS, no SUS universal, vamos continuar acreditando na educação gratuita de qualidade."

Tudo mentira.

Transição energética bolsonarista só se for o carvão das queimadas. Ou consideram transição energética passar a Petrobras adiante, como fizeram com a Eletrobras, privatizando nossa energia?

O governo de passar a boiada, de liberar para o garimpo, de deixar os ianomâmis morrendo de fome e sem atendimento de qualquer espécie.

Como assim, "continuar acreditando no SUS"? Botaram o sargento Garcia, general Pazuello, para tomar conta do ministério da Saúde.

Bolsonaro bradou contra vacinas, distanciamento, "receitou" cloroquina. Colocou pastores para tomarem conta da compra das vacinas, com pedidos de barras de ouro como propina.

Bolsonaro que zombou da notícia do aumento de suicídios no país, com Tarcísio a seu lado ("Pode sorrir, Tarcísio, pode sorrir... tem problema não...").



 "Fevereiro de 21... (risos). Pode sorrir, Tarcísio, pode sorrir, tem problema não. A coisa é séria, pessoal. Gazeta do Povo: 'Depressão e suicídio entre jovens aumentam durante a pandemia", afirmou Bolsonaro, rindo, ao lado de Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura. [O Globo]

Como bom bolsonarista, Tarcísio endossou a postura negacionista de Bolsonaro durante a pandemia.

No evento, Tarcísio falou também no superávit deixado por Bolsonaro. 

 

Superávit de Bolsonaro?

 

Superávit porque a dupla Bolsonaro-Guedes não pagou R$ 92 bilhões em precatórios empurrados para frente, nem R$ 27 bilhões em reposições de perdas de estados e municípios com cortes de ICMS, promovidos para tentar baixar a inflação na marra.

Durante os quatro anos de seu governo, Bolsonaro não deu aumento real ao salário mínimo, congelou salário de servidores e cortou gastos essenciais em diversas áreas, entre as quais Saúde, Educação e Habitação. Graças a isso:

  • O percentual de crianças na escola que não conseguem interpretar textos subiu de 50% para 70%;
  • A cobertura da vacina contra poliomielite, em crianças até quatro anos, caiu de 100% para 70%;
  • A hospitalização de crianças com insuficiência alimentar aumentou em 11%, alcançado o mais alto índice em 14 anos;
  • Mais da metade da população brasileira, um contingente de mais de 125 milhões de pessoas, representando quase 60% do total, estava vivendo às voltas com algum tipo de insegurança alimentar — os estoques reguladores de alimentos foram zerados no governo Bolsonaro;
  • Foram zeradas as contratações na faixa 1 — famílias com renda mensal até R$ 1,8 mil — do programa Casa Verde Amarela, versão bolsonarista do Minha Casa, Minha Vida. [UOL]

Este foi o custo do tal superávit.

Em mais uma prova de que é mesmo um bolsonarista, Tarcísio disse não saber por que a Polícia Federal está investigando Bolsonaro e bolsonaristas.

Todo o Brasil sabe disso. Só não sabe é por que ainda não estão presos.

Só Tarcísio estranha:

"Não vejo por que a gente está na atenção da Polícia Federal, porque essa corrente está na atenção da Polícia Federal." [Folha]

Apesar de tudo, Tarcísio já declarou que "nunca foi bolsonarista raiz". 

Mas, por suas declarações, fica claro que se trata, sim, de um bolsonarista raiz em que a mídia quer calçar um sapatênis para enfrentar Lula em 2026.

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Condenação de Trump manda recado para Bolsonaro: O próximo é você

Desde 2016 coincidências históricas têm feito com que acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos sejam replicados aqui no Brasil pouco depois:

Naquele ano, um outsider, tido pelos próprio estadunidenses como um bilionário fanfarrão, apresentador histriônico de um reality show, se transformou em presidente dos Estados Unidos: Donald Trump. 

Ninguém acreditava que aquele"palhaço" (como o definiu o ator Robert De Niro num discurso indignado) poderia se eleger, mas aconteceu.

Dois anos depois, o Brasil elegia um tipo ainda pior: um político fracassado, sem nenhuma expressão, que sempre viveu de pequenos expedientes, usando apartamento funcional como motel, "para comer gente", fazendo rachadinhas e se apropriando de dinheiro em combustível suficiente para ir e voltar à Lua de carro: Jair Bolsonaro.

Os dois enfrentaram a pandemia da COVID 19 da mesma forma. Primeiro Trump lá, depois Bolsonaro aqui: com negacionismo, remédios inúteis sem comprovação científica, recusa em comprar vacinas, até que tiveram o mesmo resultado sinistro: EUA e Brasil foram os dois países com mais mortes pelo coronavírus no planeta.

Em 2020, Trump tentou a reeleição. Jogou com todos os artifícios, mentiu, lançou suspeitas contra o sistema eleitoral, e ao final perdeu. Inconformado, inflamou seus seguidores a não aceitarem o resultado das urnas, que teria sido roubado. Como consequência, em 6 de janeiro de 2021 simpatizantes invadiram o Capitólio e tentaram barrar o anúncio da vitória de Joe Biden.

Em 2022, o Brasil novamente repetiu os acontecimentos dos Estados Unidos, como se seguissem um mesmo roteiro escrito. Bolsonaro tentou de tudo para se reeleger, distribuiu milhões e milhões em benefícios, pôs a Polícia Rodoviária Federal para bloquear e atrapalhar eleitores de Lula de votarem em seu candidato. Mas ainda assim perdeu, por escassa margem.

Exatamente como Trump fizera dois anos antes nos Estados Unidos, Bolsonaro desacreditou as eleições e insuflou seus apoiadores, ao mesmo tempo em que, nos bastidores, tramava um golpe de Estado. Até que houve o 8 de janeiro, cópia do 6 de janeiro dos EUA, quando bolsonaristas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, que daria início ao golpe frustrado.

Ontem, Donald Trump foi declarado culpado de 34 crimes. Sua condenação é ainda mais veemente quando sabemos que no julgamento por lá não pode haver divergência entre os membros do júri. Eram12 pessoas e os 12 tinham que concordar com a declaração de culpado ou não. Bastaria um voto discordante para que Trump fosse salvo. Mas ele foi condenado por unanimidade nos 34 crimes.

A salvação não veio e Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA condenado na História daquele país. E manteve a arrogância costumeira na declaração à imprensa, logo após a decisão do júri.

Ao ofender o juiz, Trump joga para seu eleitorado, mas, ao mesmo tempo, pode estar piorando sua sentença, que será anunciada pelo juiz que ele ofendeu no dia 11 de julho.

Hoje, o principal jornal dos EUA, The New York Times, estampa em sua primeira página a palavra GUILTY (culpado), com uma imagem de Trump abaixo.

 


 

Pela sequência natural do roteiro que vêm seguindo EUA e Brasil, o próximo é Bolsonaro, que já foi declarado inelegível pelos próximos oito anos, e logo vai começar a ser julgado elos inúmeros crimes de que é acusado. A tentativa de golpe de Estado provavelmente será o primeiro deles, seguido pelo do roubo de joias.

A principal diferença entre Trump e Bolsonaro (além das evidentes) é que os crimes de que Trump foi considerado culpado não são quase nada comparado ao de que Bolsonaro é acusado: tentativa de golpe de Estado.

O destino deve ser o mesmo: GUILTY. Culpado.



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Discurso de Robert De Niro contra Trump alerta sobre perigos no Brasil

O super premiado ator Robert De Niro resolveu fazer um  pronunciamento público diante da ameaça que representa uma possível reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Ameaça não apenas aos Estados Unidos, mas ao mundo e à vida no planeta.

Trump é um negacionista e um narcisista que é capaz de qualquer coisa para chamar atenção e fazer valer seus desejos. Não admite ser contrariado e tem uma visão particular do que seja realidade: é sempre aquilo que atende a seus interesses. O que não for assim, deve ser destruído.

Foi assim quando se recusou a aceitar a derrota para Biden em 2020 e insuflou seus apoiadores à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 para que não permitissem a posse do presidente eleito. Semelhante ao nosso 8 de janeiro aqui.

Robert De Niro, milionário graças a seu trabalho como um ator genial de filmes inesquecíveis, decidiu que aos 80 anos de idade deveria sair do conforto a que poderia estar recolhido para expor ao público o perigo que representa gente como Donald Trump e a extrema direita que o apoia.

Para nós brasileiros, as palavras de De Niro sobre Trump soam estranhamente familiares. Se trocarmos o nome de Trump pelo de Bolsonaro, o discurso segue válido palavra a palavra, exceto pelo poder de destruição do planeta — recurso só disponível a quem possua armamentos nucleares, como os Estados Unidos.

Aqui no Brasil a mídia corporativa mandou às favas a moderação e partiu para guerra aberta ao governo do presidente Lula, para uma tentativa de passada de pano na História apoiando agora até em editoriais a candidatura de um Bolsonaro de sapatênis — o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Mas não tenham dúvidas: não hesitarão em lançar mão de nova candidatura do próprio Inelegível, caso a opção com sapatênis não decole.

Nossa mídia vocaliza o mercado financeiro, de que é não apenas porta-voz mas ativa participante, sendo que o dono da Folha hoje é mais conhecido por ser banqueiro do que jornalista — o que se reflete diretamente na linha editorial do jornal.

Pesquisas mostram a desaprovação do governo Lula pelo mercado financeiro, mesmo diante de todas as concessões do ministro Haddad à banca. Isso acontece graças aos "gastos" (como eles chamam) com programas sociais, com a melhoria do salário mínimo, ou qualquer coisa que não seja garantir ganhos financeiros sempre e cada vez maiores.

Como eles não precisam de governo e, em última instância, do país, preferem um presidente que ceda tudo ao mercado financeiro, como o de Bolsonaro, mesmo que mate de fome a população, destrua Pantanal, Cerrado e Amazônia, queimem matas, sequem rios.

Temos que fazer como De Niro: denunciar e dizer que não permitiremos, que desejamos a punição de todos os criminosos. Sem anistia. 

Ou, como alerta o ator:

"Nós não queremos acordar depois da eleição dizendo: o quê, de novo?! Meu Deus, o que diabos fizemos?! Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente."

Definitivamente: Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente.




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