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Versão de Mino Carta sobre demissão de PHA contradiz editorial do IG

Vocês leram o editorial em que o IG se referiu à demissão de PHA, que comentei aqui. Um dos trechos da mensagem, assinada pelo diretor presidente do IG, Caio Túlio Costa afirmava oi seguinte:

Aos funcionários do Conversa Afiada, presentes na sede do iG no momento em que foi despachada a notificação de rescisão e retirado da rede o site, foi facultada a possibilidade de levar embora os materiais necessários, mas não o fizeram.

Já o Mino Carta em sua Carta Capital tem uma versão completamente diversa do mesmo tema:

As razões alegadas oficialmente pelo portal não convencem sequer o mundo mineral. Fala-se, porém, de uma pendência pessoal entre o diretor-presidente do iG, Caio Túlio Costa, e Paulo Henrique. Certo é que o jornalista recebeu uma lacônica e inesperada notificação de que seu contrato estava rompido. Invocava-se ali um artigo do mesmo, pelo qual qualquer uma das partes pode denunciá-lo com 60 dias de aviso prévio.

Não somente esta determinação do tal artigo não foi cumprida, mas também Paulo Henrique foi informado a respeito da decisão do iG quando Conversa Afiada já fora tirada do ar. Sua equipe tivera cancelado o crachá de entrada na sede do portal e o computador sofrera o vexame final de ser lacrado.

Como se vê, são versões antagônicas. Logo, uma das duas é falsa. Se há realmente a cláusula dos 60 dias de aviso prévio, é fácil ver qual delas.

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O IG não se explica e se complica

Finalmente, a montanha se moveu e o IG resolveu se manifestar a respeito da retirada do ar do site Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim. E o fez através de um editorial, assinado por seu diretor presidente.

Sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do iG

Na tarde de terça-feira (18/3/08), o iG descontinuou o contrato com o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada.

Com o passar do tempo, os custos do contrato e as condições de mercado tornaram inviável a sua manutenção. Tomada a decisão, todas as condições rescisórias foram atendidas e o jornalista devidamente indenizado.

Aos funcionários do Conversa Afiada, presentes na sede do iG no momento em que foi despachada a notificação de rescisão e retirado da rede o site, foi facultada a possibilidade de levar embora os materiais necessários, mas não o fizeram.

Paulo Henrique Amorim preferiu agir sob força de um mandado de busca e apreensão para retirar seus pertences e copiar o arquivo do seu site, o que poderia ter feito sem precisar de recurso judicial.

Descontinuar colaborações faz parte da vida das empresas e da vida dos jornalistas. O próprio Paulo Henrique já passou por empresas como a Editora Abril, Jornal do Brasil, TV Globo, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL. Suas colaborações, evidentemente, cessaram quando ele partiu. Não podia ser diferente no iG.

O iG não abre mão da sua independência e da necessidade de manter-se uma empresa equilibrada e saudável.

O iG segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluralidade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagonismo dos internautas.

Caio Túlio Costa - Diretor Presidente do iG

Por que demoraram tanto para dar uma satisfação ao distinto público? Por que nem um pedido de desculpas por não terem dado a satisfação antes? Por que nos informaram apenas o que já sabíamos?

O que vocês acharam do terceiro parágrafo, especialmente da parte que afirma que aos funcionários “foi facultada a possibilidade de levar embora os materiais necessários, mas não o fizeram” ? “Materiais necessários” seriam os arquivos de quatro anos do Conversa Afiada?...

Na minha opinião, a emenda saiu pior do que o soneto. Ainda mais quando afirmam que PH não precisaria entrar na justiça para recuperar os arquivos. O que querem dizer com isso? Que ele jogou para a platéia? Mas, se ele o fez, a culpa é do IG, porque não foi transparente, porque não percebeu que a Internet é uma via de mão dupla.

Se o IG houvesse colocado, desde o primeiro dia, um aviso semelhante a esse editorial e um outro de redirecionamento para a nova página do PH, nada disso teria acontecido.

Mas, como preferiram o silêncio, alimentaram boatos e suspeitas, que se voltaram contra eles.

E vocês, o que acharam do editorial?

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